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Cientistas adiantam ‘relógio do apocalipse’

 

Desastre em Fukushima e programa nuclear do Irã e Coreia do Norte tornam planeta mais vulnerável, alertam especialistas

Robert Socolow, professor da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, posa ao lado do Relógio do Apocalipse durante o simpósio do Boletim dos Cientistas Atômicos, em Washington. Quanto mais perto o relógio simbólico está da meia-noite, mais perto o mundo está de uma tragédia global

Robert Socolow, professor da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, posa ao lado do Relógio do Apocalipse durante o simpósio do Boletim dos Cientistas Atômicos, em Washington. Quanto mais perto o relógio simbólico está da meia-noite, maior a vulnerabilidade do planeta (Saul Leob / AFP)

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RELÓGIO DO APOCALIPSE
O BAS foi fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago, os mesmos que ajudaram a desenvolver as primeiras bombas atômicas para o Projeto Manhattan, o programa nuclear americano da II Guerra Mundial. Em 1947 o boletim criou o Relógio do Apocalipse, representado pela meia-noite, e a possibilidade de uma explosão nuclear, representado pela contagem regressiva até zero, para medir as ameaças à humanidade e ao planeta. Participam do grupo 18 vencedores do Prêmio Nobel.

Após um ano de discussão, cientistas decidiram adiantar em um minuto o ‘relógio do apocalipse’, instrumento simbólico criado em 1947 para apontar o risco de uma catástrofe provocada por armas nucleares, mudanças climáticas ou tecnologias emergentes. A informação é do Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês).

O fator que mais contribuiu para a decisão dos pesquisadores foi o desastre nuclear de Fukushima, no Japão. A tragédia foi causada por um terremoto seguido de um tsunami em março de 2011. Além de Fukushima, os cientistas também veem com preocupação crescente os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte.

O relógio toma a meia-noite como a hora simbólica do apocalipse. Entre 2010 e 2011, o instrumento indicava seis minutos para a meia-noite. Com a percepção de que o mundo está hoje mais vulnerável, o relógio passou a apontar cinco minutos para o apocalipse, mesmo ‘horário’ cravado entre 2007 e 2010.

O momento mais crítico na história do relógio – dois minutos para meia-noite – foi apontado em 1953, auge da Guerra Fria, e o mais seguro – 17 minutos para a meia-noite -, em 1991, ano em que EUA e Rússia assinaram o tratado de redução de armamento.

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Ciência curiosidades

Cientistas modificam bicho-da-seda para produzir ‘teia de homem-aranha’

 

Atualizado em  4 de janeiro, 2012 – 08:12 (Brasília) 10:12 GMT

Teia de aranha (BBC)

Cientistas querem produzir seda super-resistente em escala industrial

Pesquisadores americanos dizem ter criado bichos-da-seda geneticamente modificados para produzir fios muito mais resistentes, como os das teias de aranha.

Segundo os cientistas da Universidade de Wyoming, os resultados do experimento podem levar ao desenvolvimento de materiais revolucionários para a medicina e engenharia, já que a seda produzida pelas aranhas é mais resistente que o aço.

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O estudo publicado na revista científica PNAS deixa a ciência um pouco mais perto de reproduzir os artifícios usados pelo homem-aranha nas histórias em quadrinhos.

Tentativas anteriores de criar aranhas para a produção comercial de sua seda fracassaram porque os aracnídeos não produzem quantidades suficientes e têm tendências a comer uns aos outros.

Bichos-da-seda, no entanto, podem ser criados em cativeiro facilmente e produzem grandes quantidades de seda, mas o material é mais frágil.

‘Quantidades industriais’

Pesquisadores vêm tentando por anos chegar à produção de seda super-resistente em quantidades industriais, através da inserção de genes das aranhas nos bichos-da-seda, mas os animais geneticamente modificados não haviam produzido seda suficiente até agora.

O estudo da equipe liderada por Don Jarvis estaria gerando um composto de seda de aranha e de bicho-da-seda – tão forte como as teias dos aracnídeos – em vastas quantidades.

Para o professor Christopher Holland, da Universidade de Oxford, a pesquisa pode tornar mais viável a produção de seda fortalecida em escala comercial.

"Essencialmente, o que este estudo mostra é que os cientistas foram capazes de usar um componente da seda de aranha e fazer com que bichos-da-seda o transformassem em uma fibra juntamente com sua própria seda. Eles também provaram que este composto, que contém partes da seda de aranha e da seda do próprio bicho-da-seda, tem propriedades mecânicas melhoradas", explicou ele.

Na área médica, o novo material poderia ser usado para criar suturas, implantes e ligamentos mais fortes. A seda de aranha geneticamente modificada também poderia ser usada como um substituto mais sustentável para os plásticos duros, que usam muita energia em sua produção.

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Ciência Noticias

Apreensão de marfim é recorde em 2011 com 2.500 animais mortos

DE SÃO PAULO

O volume de presas de elefantes-africanos apreendidas em 2011 em todo o mundo foi o maior desde 1989, época em que o comércio internacional de marfim foi proibido para evitar a extinção da espécie.

No ano, foram apreendidas 23 toneladas, que equivalem a pelo menos 2.500 animais mortos. Os números foram apresentados na quinta-feira (29) pelo grupo Traffic, que monitora o comércio internacional de animais selvagens, e divulgados pela rede britânica "BBC".

Segundo o grupo, o recorde é reflexo da alta demanda pelo produto na Ásia, associada à sofisticada atuação dos grupos por trás do comércio ilegal. Os principais destinos são China e Tailândia.

Ativistas alertam ainda para a decisão de permitir a venda de estoques de marfim na África do Sul, Botsuana, Namíbia e Zimbábue, onde ocorreu uma recente explosão na população de elefantes. Isso estaria estimulando o abate dos animais e o tráfico ilegal.