Categorias
Cultos Noticias

Líder de templo satânico é preso pela morte de duas crianças no RS

Polícia investiga se vítimas foram mortas como parte de ritual macabro

         Líder de templo satânico é preso pela morte de duas crianças no RS

Apesar do movimento satanista dizer que suas crenças são “inofensivas” e, muitas vezes, os ateus usarem as imagens de demônios para alegar igualdade de culto, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul acaba de mostrar que não é bem assim.

Nesta quarta-feira (3) o líder de um templo satânico e dois seguidores foram presos em um sítio na Região Metropolitana de Porto Alegre. Eles são suspeitos de envolvimento na morte de duas crianças cujos corpos foram encontrados esquartejados, em Novo Hamburgo, a cerca de 40 km da capital. O corpo de uma mulher, provavelmente mãe das crianças também estava enterrado no local.

O delegado Rosalino Seara, diretor regional de polícia do Vale do Sinos, diz que eles confirmaram a existência de um templo onde foi encontrada a imagem de um demônio e, logo abaixo, um crânio dentro de uma bacia com sangue. Os policiais ainda fazem buscas pelos crânios das vítimas, que não estavam junto aos corpos.

Após obter mandados judiciais, na quarta-feira da semana passada (27), os três suspeitos foram presos em uma residência. Em depoimento à polícia, o líder do grupo afirmou ser “mestre e bruxo”, e também realizar rituais e conferências sobre o tema. Disse ainda que possui uma espécie de “pacto com o diabo” que lhe garantiria realizações financeiras e amorosas. Contudo, nega que faça sacrifícios humanos.

A polícia investiga se os rituais eram praticados no templo. O delegado Seara explica que o objetivo é comprovar se, de fato, houve prática de ritual macabro. Por enquanto, os nomes dos suspeitos não serão divulgados pois se tratam de prisões temporárias.

Também não foram reveladas as identidades das crianças mortas. Os exames de DNA confirmam que eles são irmãos, mas filhos de pais diferentes. O menino tinha entre oito e 10 anos de idade, e a menina, entre 10 e 12 anos. Uma das crianças estava alcoolizada.

Até o momento, não há registro oficial sobre o desaparecimento das vítimas e isso reforça a crença que a mãe também esteja morta. A polícia trabalha com a hipótese que elas possam ser estrangeiras, pois um dos suspeitos é de outro país. Com informações Zero Hora

Categorias
Artigos Cultos

Uso de “tarô gospel” em megaigreja gera onda de críticas

Ministério australiano diz que usa material para evangelizar pessoas interessadas pelo ocultismo

        Uso de “tarô gospel” em megaigreja gera onda de críticas

Uma megaigreja da Califórnia está sendo denunciada por estar promovendo uma forma de ‘ocultismo gospel’. Com o lançamento de suas “Cartas do Destino”, muitos cristãos reclamam que são apenas cartas de tarô com outro nome. O assunto foi bastante debatido por sites evangélicos nas últimas semanas.

A Igreja Bathel, localizada na cidade de Redding tem 9.000 membros. Ela é liderada pelo pastor Bill Johnson, que afirma ter um forte ministério profético, mas que acumula polêmicas por conta de seus ensinos. A controvérsia da vez é sua associação com um ministério da Austrália chamado Christ Alignment [Alinhamento de Cristo]. Eles afirmam ter abençoado muitas igrejas oferecendo leituras de um baralho ‘especial’.

Imagens do baralho “Cartas do Destino”

A equipe do Christ Alignment diz ser formada por “conselheiros espirituais capacitados”. Em seu site oficial afirma “operamos com a mesma energia divina do espírito de Cristo, como faziam seus primeiros seguidores”. Diz também que oferecem “uma forma de cura sobrenatural, que flui da presença universal de Cristo… que vem do terceiro céu para dar entendimento e revelação”.

A apologeta Marsha West, do ministério Rede Cristã de Pesquisas, argumenta que essas Cartas do Destino são apenas um outro nome para cartas de tarô. “Elas são usadas para supostamente revelar o futuro de alguém. A adivinhação é uma prática do ocultismo. Todo os ocultistas acreditam que são dotados de poderes mágicos ou sobrenaturais… Portanto, fica claro que o Christ Alignment fala sobre o Cristo místico da Nova Era, não o Cristo das Sagradas Escrituras, já que o povo de Deus não deve participar de práticas ocultistas. (cf. Deuteronômio 18:10)”.

A equipe da Bethel inicialmente negou qualquer associação com a Christ Alignment e as cartas. Kris Vollotton,  co-fundadora da Escola Bethel de Ministério Sobrenatural, escreveu um desmentido no Facebook, mas depois apagou.

 Segundo o site Christian Times, a confusão aumentou depois que Ken e Jenny Hodge, da Christ Alignment, revelaram publicamente o trabalho deles junto à     megaigreja e sua escola, ao mesmo tempo em que negaram as acusações de que são uma seita.

“Nós não somos uma seita, odiamos o tarô, não nos juntamos ao mundo. Apoiamos totalmente o que a Bethel acredita. Nosso ministério não tem nada para se arrepender… É ridículo que os cristãos nos julguem com base nas fotos de nossas cartas, mas ninguém perguntou o que elas realmente são”, escreveram os representante do Christ Alignment.

Também explicaram ter desenvolvido um método para alcançar seguidoras da Nova Era e praticantes do esoterismo, tendo ensinado isso em muitas igrejas na Austrália. Parte de sua estratégia é participar de feiras esotéricas, onde usam a leitura de cartas para compartilhar o evangelho.

Em seu site pessoal, Theresa Dedmon, uma das pastoras da igreja Betel e diretora da Escola de Ministério Sobrenatural, tentou pôr fim à polêmica, defendendo o uso das Cartas do Destino como uma forma de “evangelismo criativo”.

Embora admita que elas se parecem com cartas de tarô, insiste que a equipe de Christ Alignment são capacitados para “dar uma palavra profética sobre seu destino, que é ter um relacionamento pessoal com Deus Pai, através de Jesus Cristo e conhecer o Espírito Santo”, disse ela. “Elas são simplesmente imagens que ajudam a comunicar a mensagem das Boas Novas para aqueles que buscam esperança e futuro”. Com informações de Christian Times

Categorias
Cultos

China derruba árvores natalinas e espiona igrejas no Natal

Guerra ao Natal é uma ação coordenada do Partido Comunista da China

                       China derruba árvores natalinas e espiona igrejas no Natal

Em 2017, o regime do Partido Comunista da China desencadeou a repressão de Natal mais severa dos últimos anos. Dezenas de milhões de cristãos chineses celebraram a data religiosa em segredo e com medo.

Segundo a imprensa internacional, cultos e missas em igrejas foram restringidos e monitorados por câmeras. Também há relatos que árvores de Natal foram derrubadas e autoridades locais patrocinaram “protestos contra o Natal” para minimizar o impacto da celebração cristã.

A ChinaAid, uma ONG cristã que monitora a perseguição religiosa em território chinês divulgou um relatório com várias denúncias sobre funcionários do governo e do aparato de segurança dedicando-se a eliminar as celebrações natalinas este ano.

Por exemplo, o Departamento de Segurança Pública de Anqing, cidade na província de Anhui, emitiu um comunicado em 21 de dezembro chamado “Proibição de qualquer atividade relacionada ao Natal”. Nenhuma rua poderia ter demonstrações de “qualquer atmosfera de celebração”, isso incluía árvores de Natal, Papai Noel ou qualquer outro item comumente associado ao Natal.

Na capital Pequim, filmagens postadas na internet mostram uma grande árvore de Natal sendo derrubada por um grupo de homens vestidos de preto.

Na província de Zhejiang, a ChinaAid obteve imagens de um grupo de pessoas desfilando nas ruas com a bandeira da China e gritando palavras de ordem como: “Boicotem o Natal!” e “Diga não ao Natal!”

O principal ataque foi contra as igrejas. Elas foram desencorajadas e, em diferentes cidades, proibidas pelo governo de realizarem cultos ou celebrações na véspera ou no dia de Natal. Essa restrição era válida tanto nas “igrejas domésticas” como também nas “Igrejas oficiais” – instituições sancionadas pelo Estado que são controladas pelo regime.

O relatório da ChinaAid cita um cristão da cidade de Heshan, província sulista de Guangdong, lamentando que funcionários do Departamento da Segurança Pública “assumiram o controle” de igreja local e instalaram várias câmeras de vigilância na entrada do templo duas semanas antes do Natal.

A repressão é ainda mais severa para as muitas igrejas domésticas, que são consideradas ilegais. Elas são reuniões feitas nas casas e não possuem nenhum tipo de registro junto ao Partido Comunista. Uma fiel da cidade de Tonghua, província de Jilin, Nordeste da China, reclamou que o Departamento da Segurança Pública local proibiu “qualquer reunião com mais de oito pessoas” na semana do Natal.

Uma opção dos pastores foi mudar as celebrações de Natal para o início de dezembro, ou simplesmente não fazer cerimônias públicas.

Guerra ao Natal

O Partido Comunista da China defende oficialmente uma ideologia ateia, baseada no pensamento de Mao Tsé-tung. Os membros do Partido não podem ter religião e desde que Xi Jinping assumiu o poder estima-se que a perseguição religiosa cresceu 700%.

Essa repressão renovada, chamada por alguns de “Guerra ao Natal” na China, é motivada pelo temor do regime comunista de uma “influência ocidental”. Para eles, a religião é uma ameaça potencial à sua ideologia estatal e, portanto, à estabilidade do regime. Mesmo assim, o cristianismo continua crescendo no paísCom informações de China Aid e The Epoch Times