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Líderes ortodoxos culpam drag queen barbada por enchentes nos Bálcãs

A região tem sofrido com fortes chuvas que deixaram mais de 40 mortos e provocaram 3.000 deslizamentos de terra

por Leiliane Roberta Lopes

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Líderes ortodoxos culpam drag queen barbada por enchentes nos Bálcãs
Religiosos culpam drag queen barbada por enchentes nos Bálcãs

A drag queen barbada Conchita Wurst, 25 anos, está sendo acusada por líderes religiosos dos Bálcãs de ser a responsável pela forte enchente que devastou a região nas últimas semanas. O patriarca de Montenegro, Amfilohije, disse que a enchente não é coincidência.

“Deus enviou as chuvas como um aviso para que as pessoas não apoiem o pecado”, disse ele se referindo a cantora que ganhou o concurso Eurovision. O patriarca da Igreja Ortodoxa da Sérvia, Irinej, também falou sobre pecado e vícios dizendo que a “tempestade é o castigo divino” para a região. “Deus está limpando os nossos pecados”, disse ele que estendeu a culpa para a comunidade gay.

Os líderes religiosos citados falaram em entrevista ao jornal “The Telegraph”, a reportagem citou que a igreja ortodoxa russa descreveu Conchita, cujo nome real é Thomas Neuwirth, como uma “abominação” após a repercussão de sua vitória. Sobre a premiação, a igreja teria afirmado que se trata de “um passo a mais para a rejeição da identidade cristã na cultura europeia”.

Destruição e riscos de explosões

A região Bálcãs é formada pelos países Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Grécia, República da Macedônia, Montenegro, Sérvia, Kosovo, Croácia, Romênia, Eslovênia e Áustria. Nos últimos cinco dias choveu na região o esperado para três meses, causando 40 mortes. Esta é a pior inundação que aconteceu nos últimos 120 anos.

Só na capital da Sérvia, Belgrado, foram encontrados 12 mortos. Na Bósnia o número de vítimas chegou a 19 pessoas e acredita-se que esta quantidade de corpos cresça com o passar dos dias em todos os países da região. Além das mortes e dos prejuízos das fortes chuvas há riscos das milhares de minas terrestres da Guerra da Bósnia serem deslocadas.

Os conflitos entre sérvios, croatas e muçulmanos que aconteceu entre 1992 e 1995 deixou diversos explosivos terrestres que podem ser deslocados a centenas de quilômetros até o Mar Negro. São cerca de 120 mil minas com explosivos na Bósnia, o que tem preocupado ainda mais as autoridades.

Fora isso ainda há o problema com os deslizamentos de terra, foram mais de três mil em toda a região dos Bálcãs nos últimos dias, devastando cidades e aldeias. Dezenas de milhares de pessoas tiveram que deixar suas residências e muitas precisaram da ajuda de helicópteros por estarem presas nos telhados de suas casas.

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Egípcio quer processar Israel por causa das pragas de Moisés

“Nossos antepassados não mereciam pagar pelo erro do Faraó”, afirma

por Jarbas Aragão

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Um ativista egípcio causou grande polêmica ao assinar sua coluna no jornal Al-Yawm Al-Sabi. O escritor Ahmad al-Gamal vai contra séculos de tradição dos muçulmanos e não nega a veracidade dos registros bíblicos sobre a libertação dos judeus com grande sinais feitos por Deus.

Pelo contrário, ele pede que sua nação processe o Estado de Israel, pedindo compensação pelas consequências das 10 pragas bíblicas. “Queremos ser compensados pelas pragas que foram infligidas sobre nós como resultado das maldições que antepassados dos judeus lançaram sobre os nossos antepassados. Eles não mereciam pagar pelo erro do governante do Egito na época, o Faraó”, afirmou ele.

Piada para alguns, o assunto gerou controvérsia entre aqueles que levaram o argumento a sério. O Egito passa por uma grave crise econômica e política, enquanto o vizinho Israel tem a democracia mais sólida do Oriente Médio e desfruta de estabilidade econômica há anos.

“O que está escrito na Torá prova que foi o faraó quem oprimiu os filhos de Israel, não o povo egípcio. [Mas] eles infligiram sobre nós a praga de gafanhotos, que não deixou nada para trás, a praga que impediu que as águas do Nilo pudessem ser bebida por um longo tempo, a praga da escuridão que manteve o país nas trevas”, justifica.

Também acredita que o material que os judeus saquearam o país quando saíram do Egito “Nós queremos uma compensação também por todo aquele ouro, prata, cobre, pedras preciosas, tecidos, couros e madeira, peles de animais e outros materiais que os judeus usavam em seus rituais”, numa referência ao que seria posteriormente usado para a construção do Tabernáculo no deserto.

O fato de al-Gamal, sendo muçulmano, citar o Velho Testamento irritou muitos religiosos radicais. Contudo, ele insiste que o governo use “todas as medidas da lei” para exigir compensação. Se necessário, sugere, inclusive em fóruns internacionais.

Entre os damos a seres cobertos por esse processo, estariam os danos à “psique egípcia”, não apenas causada por judeus, mas também acredita que foi infligida no país pela Turquia, que invadiu o Egito durante o Império Otomano, a França durante a invasão de Napoleão e por fim a Grã-Bretanha, que ocupou a nação durante 72 anos.   Com informações WND

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Seita cria igreja para adorar Beyoncé

Cantora pop é chamada de salvadora e divindade por fãs

por Jarbas Aragão

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Seita cria igreja para adorar Beyoncé
Seita cria igreja para adorar Beyoncé

No início a mídia tratou como uma rumor, uma piada, mas agora é oficial. Um grupo de fãs da cantora Beyoncé organizou uma “igreja” para adorá-la. O nome oficial é Igreja Nacional de Bey, e a seita responde pelo nome de beyism.

Com sede em Atlanta, na Geórgia, seus fiéis reúnem-se aos domingos, em cultos cuja trilha sonora é de músicas de Beyoncé. Oficialmente, a cantora nunca se pronunciou sobre o assunto.

Obviamente, a iniciativa gerou muitas críticas da opinião pública. Pauline John Andrews, conhecida como “Ministra Diva”, é a pastora fundadora da Igreja.

Em entrevista ao site Christian Today ironizou o cristianismo: “Pedimos que as pessoas pensem no que é mais real: um espírito invisível em cima, ou uma deusa que fala e respira, mostrando sua verdadeira forma diariamente? Não acreditamos que Beyoncé seja o Criador, nós reconhecemos que Ele ainda está entre o trono dos deuses. Pedimos humildemente que respeitem nossas crenças pois queremos respeitar as suas. Abra sua mente para novas possibilidades e, como nós, veja que Bey é um verdadeiro poder superior… Divindades, muitas vezes, andam na Terra em carne e osso. Beyoncé transcenderá e voltará a ser espírito quando seu trabalho estiver finalizado aqui na Terra”.

Afirmou ainda que o grupo trabalha em sua própria versão da Bíblia, chamada de Beyble.

Muitas pessoas ligam o nome de Beyoncé e de seu marido, o rapper Jay-Z, ao movimento Illuminati. Ano passado, quando sua filha nasceu e foi batizada como Ivy Blue, boatos davam conta que Ivy seria uma sigla, Illuminati very youngest [A mais nova membro do Illuminati] e Blue também, Born living under evil [Nascida e criada pelo mal].  Por ocasião de sua apresentação na TV ano passado, na final do campeonato, ela fez um gesto com as mãos que teria “revelado ao mundo” sua ligação com os Iluminati e a defesa de uma Nova Ordem Mundial.

Contudo, ela não é a única cantora pop que flerta com a divinização. A cantora Lilly Allen recentemente lançou um vídeo e um disco com o nome de “Sheezus”. Trata-se de um trocadilho com a palavra (she) e Jesus, ou seja, um “Jesus mulher”.