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Atlantes: Os Deuses da Antiguidade

 

 

Mapa da Atlântida de Platão: uma ilha no meio do Atlântico que desapareceu nas águas 9 mil anos atrás. Todavia, segundo a Doutrina Secreta, essa ilha era apenas território remanescente de um continente muito maior, formado por dez ilhas e que existiu em uma era geológica remota, muito mais antiga, anterior ao surgimento do homo sapiens atual.

Em 30 de junho de 1915 os Atlantes foram o tema de um pequeno mas importante artigo que apareceu no Annual Report of the Board of Regents of The Smithsonian Institution [Relatório Anual do Conselho dos Regentes do Instituto Smithsoniano [Relatório Anual dos Membros do Conselho do Instituto Smithsoniano]*. Eram as notas da “hipótese Atlante”, um texto que, anos antes, em 1912, o autor, M. Pierre Termier, membro da Academy of Sciences [Academia de Ciências] e diretor do Service of the Geologic Chart of France [Carta Geológica da França – Cartografia] tinha apresentado ao Institut Océanographique [Instituto Oceanográfico]. Eis um trecho:

Depois de um longo período de desdenhosa indiferença, observa-se que nos últimos anos [início do século XX] a ciência volta a se interessar pelos Atlantes. Naturalistas, geólogos, zoólogos, botânicos, estão perguntando se Platão não teria registrado para a posteridade, com pequeno exagero, uma página da História da Humanidade. Nenhuma afirmação é, ainda, permitida; porém, parece cada vez mais evidente que uma vasta região, continental ou constituída de grandes ilhas, desapareceu a oeste das Colunas de Hércules, estreito de Gibraltar e que esse desaparecimento ocorreu em passado não muito distante. De todo modo, a questão dos Atlantes novamente se apresenta diante dos cientistas e eu creio que não poderá ser resolvida sem o auxílio da Oceaonagrafia. Por isso, é natural discutir isso aqui, no templo da ciência marítima, lembrando que essa hipótese, por longo tempo deixada de lado, agora, deve ocupar seu lugar entre os interesses dos oceanógrafos e daqueles que, imersos no tumulto das cidades puderem emprestar os ouvidos aos murmúrios distantes do mar.

No texto, Mr. Termier apresenta dados geológicos, geográficos e zoológicos que sustentam a Teoria Atlante. Se o leito do oceano Atlântico fosse drenado seria possível ver que seu relevo irregular, passando por terras emersas em uma linha que vai das Ilhas Açores à Islândia, é constituído de solo vulcânico até 3 mil metros de profundidade. A natureza vulcânica das ilhas e todo o território emerso e submerso hoje existentes no Atlântico reforçam a informação de Platão de que o continente Atlante foi destruído por um cataclismo tectônico-vulcânico. [Ou, segundo a linguagem ocultista, pela água e pelo fogo] Também o zoólogo francês M. Louis Germain, admitiu um continente Atlante conectado com a península Ibérica e a Mauritânia, prolongando-se rumo ao sul, incluindo regiões de clima desértico.

A descrição da civilização Atlante fornecida por Platão, em Crítias, pode ser assim resumida: no princípio dos tempos, os “deuses” dividiram a Terra entre si de acordo com suas respectivas dignidades [poderes e inclinações]. Cada um se tornou divindade principal em seu território onde foram erguidos templos, símbolo da grandeza daqueles “deuses”; templos dirigidos por cleros onde eram realizados rituais, entre os quais, os sacrifícios.

A Poseidon, coube o mar e a continental ilha chamada Atlântida. No centro da ilha existia uma montanha, morada de três seres humanos, primitivos filhos da Terra: Evenor, sua mulher Leucipa e sua única filha, Cleito. A donzela possuía grande beleza. Quando seus pais morreram, foi cortejada por Poseidon e desse namoro nasceram cinco pares de filhos [todos varões]. Poseidon, então, dividiu a ilha-continente em 10 distritos, um para cada filho e designou o mais velho, Atlas, imperador dos nove reinos, líder entre os irmãos. A ilha-continente foi, então, por desejo de Poseidon, chamada Atlântida e o oceano, Atlântico, em honra ao primogênito Atlas. O Império Atlante era geo-politicamente configurado em círculos concêntricos, alternando faixas de terra e faixas de água, marcando as diferentes zonas/reinos. Na região central, duas faixas de terra eram irrigadas por três anéis, de água: dois eram fontes de água morna; um de água fria.

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Ruínas submersas de uma civilização esquecida. Localizam-se nas águas das Bahamas. Na foto do meio, a famosa Estrada de Atlântida. Dir.: Poseidon ou Netuno [para os Romanos], como divindade, regente dos mares; historicamente, seria o fundador da Atlântida.

Platão falou, ainda, das pedras brancas, negras e vermelhas usadas na construção dos edifícios públicos e docas. Cada faixa de terra era delimitada por uma muralha tripla: a exterior, feita de bronze; a do meio, de estanho e a mulralha interior, voltada para a cidadela, era recoberta de oricalco [um mineral atlante misterioso hoje desconhecido]. Além de todos os palácios, templos e edificações preciosas, no centro do centro, havia um santuário dedicado a Cleito [Clito] e Poseidon. Ali tinha sido o local de nascimento dos 10 príncipes de Atlântida onde, todos os anos, seus descendentes entregavam oferendas.

Construção grandiosa da cidadela, o Templo de Poseidon era externamente revestido de prata e suas torres, de ouro. No interior, mármore, mais ouro e prata e oricalco, do piso às pilastras. O templo abrigava uma estátua colossal de Poseidon conduzindo os seis cavalos alados de sua carruagem, acompanhado de centenas de Nereidas cavalgando golfinhos. Nos jardins, estátuas de ouro representando os primeiros dez reis de Atlântida e suas rainhas.

Nos bosques e jardins, fontes de águas quentes e frias, e outros tantos templos dedicados a várias divindades, ginásios esportivos para homens e animais, banhos públicos e pistas para corridas de cavalos. Fortificações erguiam-se em pontos estratégicos dos círculos e um grande porto recebia navios de outras nações do mundo. Em Atlântida havia cidades/distritos tão populosas [os] que os sons de vozes humanas estavam sempre no ar.

A costa da ilha era constituída principalmente de terreno escarpado, muito íngreme mas a cidadela central era plana, rodeada de colinas de grande beleza. Os campos rendiam duas colheitas por ano: no inverno, alimentados por chuvas regulares e, no verão, irrigados pelo sistema de canais, que também era usado como via de transporte. Essas planícies eram divididas em secções; em tempos de guerra cada secção era protegida por um contingente de guerreiros e carruagens.

Na ordem geo-socio-política, os reis eram soberanos tinham total controle sobre seu próprio território mas suas relações mútuas eram regidas por um código, elaborado pelo primeiro rei de Atlântida e gravado em uma coluna de oricalco no templo de Poseidon. Em intervalos de tempo de cinco a seis anos, os reis peregrinavam até o templo. Na ocasião, cada um dos reis renovava seu juramento de fidelidade – diante do código sagrado.

Vestiam túnicas azul-celeste e sentavam-se para deliberar. Ao amanhecer, registravam suas decisões por escrito sobre tábuas de ouro, envolviam as tábuas nos mantos e guardavam tudo em um memorial. A lei máxima dos reis atlantes proibia a guerra entre os reinos-irmãos e estabelecia um compromisso de assistência mútua entre os reinos em caso de ataques externos. A decisão final sobre assuntos de guerra era uma atribuição exclusiva dos descendentes de Atlas, [o primogênito de Poseidon] mas nenhum rei tinha poder de vida e morte sobre os súditos sem o consentimento da maioria do Conselho dos Dez.

Platão finaliza seu relato contando que o grande império Atlante, um dia, atacou as cidades-estados gregas, fato que aconteceu em uma Atlântida já decadente, cujos reis haviam se desviado, irremediavelmente, dos caminhos da sabedoria e da virtude. Tomados por insana ambição, aqueles últimos reis desejaram conquistar todo o mundo. Então, [e aqui documento se mistura com lenda e alegoria], Zeus, percebendo a maldade, degeneração dos atlantes, reuniu os deuses na “santa morada”… E assim termina, em Crítias, abruptamente, a história de Platão sobre a Atlântida. No Timæus, a descrição do fim da Atlântida, mais generosa, é atribuída a Sólon, que teria obtido as informações de um sacerdote egípcio. Nesse texto, o fim da Atlântida e de seus reis ambiciosos e expansionistas precipita-se sob os desígnios de forças naturais; é o cataclismo:

Ocorreram violentos terremotos e inundações e, em um único dia e uma única noite de temporais todos os guerreiros atlantes desapareceram da face da Terra assim como a grande ilha-continente, que submergiu, engolida pelo mar. Essa é a razão pela qual o oceano, naquela região é impenetrável, intransitável, porque as águas, rasas, [aterradas] são densas e impregnadas de lama e lodo; porque ali afundou a grandiosa Atlântida.

Na introdução de sua tradução do Timæus, Thomas Taylor se refere a uma History of Ethiopia [História da Etiópia], escrita por Marcellus, onde a Atlântida é mencionada: Naquele tempo existiam sete ilhas no Oceano Atlântico. Eram ilhas consagradas aos deuses: uma “pertencia” a Proserpina; três outras, de enormes dimensões, eram as terras de Plutão, Amon e Netuno. Crantor [1], comentando Platão, lembra que, segundo os egípcios, a história do reino perdido foi escrita sobre os pilares que ainda restavam, nas ruínas das ruínas, 300 anos antes de Cristo. Ignatius Donnely, que estudou profundamente a Atlântida, acreditava que os cavalos foram animais domesticados pelos Atlantes e, por isso, os cavalos são, por tradição mítica, sagrados em associação com Poseidon.

1. CRANTOR: Filósofo grego que viveu em meados do século IV antes de Cristo.

Ocultismo ─ Altântida Esotérica: [Para muitos estudiosos], a análise da descrição de Atlântida por Platão não pode ser condiderada completamente histórica; antes, seria um relato onde documento histórico e alegoria se misturam. Orígenes, Porfírio, Proclus, Jâmblico e Syrianus entendem que Atlântida de Platão guarda um profundo mistério filosófico: a alegoria Atlante simbolizaria os Três Aspectos da Natureza, tando na dimensão do Universo quanto na dimensão do ser humano. Os dez reis do Império, os tetractys, representam os cinco pares de tendências opostas em conflito, no macrocosmo e no microcosmo [no homem ─ segundo Theon de Smyrna sobre a Doutrina Pitagórica dos opostos]. Os números, de 1 a 10 regem todas as criaturas e os números, por sua vez, estão sob o domínio da Monada – o número 1, o mais antigo, primeiro e gerador de todos os demais.

O cetro de Poseidon, o Tridente, representava o poder daqueles reis sobre os habitantes das dez ilhas [ou distritos?] que configuraram a geo-política atlante. Sete três ilhas menores e três de grandes dimensões que, um dia, abrigaram a civilização Atlante. Ainda do ponto de vista filosófico [e, opina este tradutor, que a interpretação parece um tanto forçada] ─ as três ilhas maiores referem-se aos Três Poderes da Divindade Superior ─ [tradição, como se vê, arcaica, que hoje figura na teologia de grandes religiões, como a trindade Santa do cristãos, a Trimurti hindu]. As sete menores, são os sete regentes que se submetem Àquele que ocupa o Trono [o Princípio de Todas as Coisas].

Considerando a Atlântida do ponto de vista arquetípico, sua submersão, significa a queda do homem racional, queda da consciência organizada na Ilusão, no Reino da impermanência, do irracional, da ignorância mortal. A queda de Atlântida e a alegorias bíblicas das “quedas” de homens e anjos significam a mesma coisa: submissão à matéria bruta e involução espiritual.

Toda essa simbologia não significa que a Atlântida seja apenas um mito. Porém, a imprecisão dos relatos, carência de evidências documentais e mesmo geológicas fazem com que o continente seja muito mais lendário que histórico; tanto mais que a Atlântida tornou-se uma espécie de lugar fantástico por causa das tradições sobre suas origens, dimensões, aparência e, ainda, as contradições de datas, entre esplendor de uma civilização e seu aniquilamento total. Em Platão, o último suspiro de Atlântida aconteceu a 9 mil e seiscentos anos antes de Cristo.

Não existem provas definitivas de que o Império Atlante, um dia, existiu. Todavia, os ecos de sua mitologia presentes nas Cosmogonias e Antropogêneses mais recentes depõem a favor de sua remota realidade. No centro do Império, localizado na ilha central, havia uma montanha grandiosa cuja sombra se projetava em uma área de cinco mil estádios cujo cume tocava uma esfera de æther [matéria espiritual refinada].

Ali era o eixo do mundo, lugar misterioso e sagrado para muitos povos [diferentes e distantes entre si]. A esfera simbolizava a cabeça do Homem onde se organizam os quatro elementos que constituem o corpo. Essa montanha sagrada dos Atlantes é a origem das montanhas sagradas da cultura religiosa de numerosas nações, como o Monte Olimpo dos gregos, o monte Meru do Tibete, Asgard dos nórdicos. A Cidade dos Portões de Ouro, capital de Atlântida, é Cidade dos Deuses; ou, a Cidade Santa, modelo da Nova Jerusalém, cujas ruas são pavimentadas com ouro e seus vinte portões, ornamentados com pedras preciosas.

Sobre essa herança de Atlântida, escreve o pesquisador do tema, Ignatius Donnely: “A história de Atlântida é a chave da mitologia grega. Parece fora de questão que os deuses olímpicos, gregos, foram seres humanos. A tendência de atribuir atributos divinos aos primeiros legisladores da nação é uma prática tradicional, faz parte da natureza humana e era mais do que natural no pensamento dos antigos”.

Donnely assinala, ainda, que as divindades do panteão grego não eram vistas como Criadoras do Universo mas, como regentes de diferentes esferas da vida humana, das emoções às atividades de subsistência [teriam sido os Mestres de uma Humanidade primitiva ou arrasada por desastres naturais].

O “Jardim do Éden”, os paraísos da cosmografia de tantas religiões, de onde os homens foram expulsos pela “espada flamejante” seria, então, uma reminiscência, lembrança das maravilhas de uma Atlântida que estava situada a oeste da Colunas de Hércules e que foi destruída por cataclismos vulcânicos. O Dilúvio, outro acontecimento mítico presente na cultura de muitos povos, corresponderia à inundação de Atlântida e, assim, o “mundo” foi destruído pelo fogo e pela água


Mistérios Atlantes

Nas profundezas do oceano Atlântico, jazem os restos de um continente. …Por todo o litoral atlântico ─ de ambos os lados do oceano ─ tribos e nações não conseguiram esquecer sua existência. …O nome, em grande número de línguas, quase sempre contém os sons A-T-L-N. …Lembranças de um continente desaparecido parecem ser instintivamente compartilhadas até por animais. …Aves, em suas migrações sazonais da Europa para a América do Sul, ficam circulando por sobre a mesma área do Atlântico, talvez à procura, sem sucesso, do local onde seus ancestrais um dia descansaram.

Um Nome ─ Um vestígio:

[Autores antigos, greco-romanos designavam] …as tribos do noroeste da África… como atalantes, atarantes. [Outros] autores clássicos, como atlantioi …As tribos berberes da África setentrional conservavam suas próprias lendas sobre Attala, um reino guerreiro localizado ao largo da costa africana, com ricas minas de ouro, prata e estanho, e que enviavam para a África não apenas esses metais, mas também exércitos conquistadores. Attala está agora submersa no oceano mas, segundo uma profecia, reaparecerá um dia.

Os bascos, habitantes do sudoeste da França e norte da Espanha, acreditam-se descendentes de Atlântida, a que chamam Atlaintika. Marinheiros fenícios e cartagineses eram notoriamente familiarizados com uma próspera ilha ocidental por eles chamada Antilla. Nos Puranas e no Mahabaratha indianos existem referências a Attala ─ a Ilha Branca ─ continente localizado no oceano ocidental. Nas Américas Central e do Sul e parte do território do México, os nativos, astecas, se acreditavam originários de Aztlán, uma ilha que para eles situava-se no oceano oriental.

Herança Atlante: É possível que religião, filosofia e conhecimentos científicos dos sacerdotes da Antiguidade sejam uma herança da civilização Atlante que foi aniquilada levando para o fundo do mar, quase sem deixar vestígios, uma grandiosa página da história da espécie humana. Os Atlantes adoravam o sol, devoção que foi perpetuada entre pagãos e cristãos. A cruz e a serpente eram [e ainda são] emblemas que, entre os atlantes, representavam a sabedoria divina.

Mitologias de muitas nações falam de deuses que “vieram do mar”. Entre nativos americanos, especialmente América Central e América do Norte, os shamans falam de homens adornados com plumas e conchas que saem das águas oceânicas para instruir o povo sobre artes e ofícios. Entre os caldeus [Mesopotâmia], existe Oannes, criatura meio homem, meio anfíbio, que sai do mar para instituir entre os selvagens os princípios da civilização: escrita, leitura, cultivo do solo, cultivo de ervas curativas, a ciência da astronomia, as formas de governo e os mistérios sagrados da religião. Também “deus-Salvador” maia, Quetzalcoatl, saiu do mar e, depois de instruir e civilizar o povo, subiu ao céu e voou, de volta ao mar, à bordo de um barco mágico conduzido por serpentes para escapar da ira do “Espelho Flamejante”, o deus Tezcatlipoca.

Muitos estudiosos acreditam que esses “iniciadores”, “deuses-mestres”, semideuses que povoam as Eras Míticas, foram sacerdotes, homens de ciência ou apenas homens acostumados com artefatos e instituições da civilização que sobreviveram ao aniquilamento da Atlântida. Em todo o mundo, esses Mestres são lembrados como seres gloriosos, que usavam jóias, ouro, de sabedoria assombrosa e que tinham como símbolos do sagrado a cruz e a serpente.

Nos lugares onde viveram, esses Mestres promoveram a construção de pirâmides e templos que remetem à descrição do Grande Santuário da Cidade das Portas Douradas. Essa seria a origem das pirâmides do Egito, México e América Central [e outras, pouco faladas, como as pirâmides Chinesas]; o mesmo se aplica aos mounds [colinas artificiais] da Normandia e da Bretanha e numerosas edificações piramidais espalhadas por todo o globo. Possivelmente, o cataclismo que destruiu Atlântida aconteceu em meio a um processo de colonização, expansão territorial dos Atlantes. Sacerdotes Iniciados da Sagrada Chama, “missionários”, que prometeram voltar às suas colônias, nunca retornaram; e depois do intervalo de séculos a tradição manteve apenas relatos fantásticos sobre deuses que vieram do mar e voltaram ao mar.

A ocultista e pioneira da teosofia no Ocidente, H. P. Blavatsky, escreveu sobre as causas esotéricas da destruição da civilização Atlante correspondente à Quarta Raça Humana [a atual é a Quinta]: “Sob a influência do mal [corrupção] a raça Atlante tornou-se uma nação de magos negros. A primeira consequência foi a guerra. Essencialmente, essa situação foi desfigurada em alegorias como a saga de Caim, os Gigantes, Noé, sua retidão de caráter e sua missão de preservar as sementes da Humanidade em uma Arca.”

A Natureza [Deus] acabou com a guerra e a corrupção afundando a Atlântida em meio ao caos das erupções vulcânicas, terremotos e maremotos. A lembrança dessa tragédia aparece nos livros sagrados contemporâneos, nos Dilúvios, de Gilgamesh ao Antigo Testamento judaico-cristão. A herança Atlante, não é, portanto, um baú de maravilhas: artes, tecnologia, ciências, filosofia, religião; também ódio, conflitos, intolerância, competição, discórdia, perversão constituem um legado desses ancestrais.

Os Atlantes teriam instigado a primeira guerra do mundo; todas as outras guerras subseqüentes foram travadas como esforço infrutífero de justificar aquela primeira e consertar/compensar prejuízos sofridos. Antes da submersão da Atlântida, uma minoria de Iluminados, percebendo que sua terra estava definitivamente amaldiçoada, desviada do Caminho da Luz, migraram para lugares distantes levando consigo a “Doutrina Secreta” de todos os saberes. Entre estes refugiados, houve os que se estabeleceram no Egito onde converteram-se, perante o entendimento do povo, nos “divinos legisladores”. Outros, em outras partes do mundo, desempenharam papel semelhante gerando essa misteriosa cultura global que permeia a evolução de todas as grandes nações e impérios na história da Humanidade atual.

Fonte: Sofa da sala

Atlantis and the Gods of Antiquity por Manly P. Hall
IN The Secret Teachings of All Ages, 1928
tradução e adaptação: Ligia Cabús

LINKS RELACIONADOS:
História Secreta da Atlântida: A Quarta Raça Humana
Ilha da Páscoa: Moais, Os Últimos Atlantes
Lemúria: O Continente da Terceira Raça Humana
Hiperbóreo: O Continente da Segunda Raça Humana
As Ruínas Submersas de Yonaguni

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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O que a biblia diz sobre marcar datas proféticas

biblia

O que Jesus ensinou sobre marcar datas?

Nosso Senhor foi bem enfático ao ensinar sobre Sua volta. Em pelo menos cinco passagens (sete, se forem incluídas passagens paralelas), Jesus advertiu os discípulos e crentes contra marcar datas. Mas, como já vimos, em toda a história da Igreja houve uma quantidade incrível de especulações relativas a datas.

Jesus enfatizou a profecia e o entendimento dela nos Seus ensinamentos. Ele não evitou nem descartou sua relevância; fez exatamente o oposto. Ele enfatizou a importância da profecia para entendermos Sua vida e Seu ministério. Mas também explicou que há alguns aspectos do futuro que não podem ser conhecidos com precisão. Sua volta é certa, mas o momento exato não. Jesus entendia a vontade humana de conhecer o futuro, mas não permitiu que Seus seguidores caíssem nas tentações dos videntes:

  • Mateus 24.36: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Marcos 13.32 é uma passagem paralela idêntica).
  • Mateus 24.42: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor”.
  • Mateus 24.44: “Por isso ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá”.
  • Mateus 25.13: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora”. (Marcos 13.33-37 é uma passagem paralela.)
  • Atos 1.7: “Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade”.

Essas passagens são proibições absolutas de marcar datas. Alguns estudiosos de profecia disseram que estes versículos ensinam que era impossível saber a data na igreja primitiva, mas que nos últimos dias algumas pessoas saberão. Outros estudiosos disseram que estes versículos ensinam que ninguém sabe o dia nem a hora, exceto aqueles que forem capazes de descobri-los usando algum esquema cronológico. Ambos estão absolutamente errados! A data da volta de Cristo é uma questão de revelação de Deus. Ele decidiu não revelar isso nem para Cristo durante Sua humanidade em Sua primeira vinda (Mateus 24.36). Se o Pai não o revelou ao Filho na Sua humanidade, por que alguém pode crer que o Pai lhe revelaria isso? Jesus deixa bem claro: “Não!”

O que mais a Bíblia ensina sobre profecias?

O ensinamento de Cristo é reforçado também em outras partes das Escrituras. Em 1 Tessalonicenses 5.1-2, Paulo reafirma as palavras de Jesus com relação à incerteza da hora da Sua volta: “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o dia do Senhor vem como ladrão de noite.”

Por isso ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.

Algumas pessoas acreditam que há passagens na Bíblia que ensinam que os crentes poderão saber a data da volta de Cristo. Examinaremos algumas dessas passagens para mostrar como aqueles que defendem a marcação de datas usaram os vários versículos de forma errada em suas tentativas de conseguir legitimidade para suas posições. A Bíblia não contém contradições internas. É errado pensar que as Escrituras dizem que “ninguém pode saber”, mas também afirmam que algumas pessoas conseguirão descobrir.

A primeira passagem ocasionalmente citada é Lucas 21.28: “Ora, ao começarem estas cousas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.” Algumas pessoas ensinaram que essa passagem implica uma permissão para marcar datas. Mas indicadores contextuais importantes são esquecidos em tal argumento. Estes indicadores incluem o fato de que a passagem se refere aos crentes judeus durante a futura tribulação de sete anos, que, logo antes da segunda vinda de Cristo, devem vigiar,não marcar datas, enquanto passam pelo período final de severa perseguição. Isso não está relacionado a marcar datas durante a atual era da Igreja, já que está relacionado a eventos durante a tribulação de sete anos. Quando a tribulação começar, será possível saber a hora da vinda de Cristo. Mas, isso não tem nada a ver com os crentes hoje que estão vivendo durante a era da Igreja (não na tribulação). A era da Igreja termina com o arrebatamento, que é um evento sem sinais. Então não há maneira de ligar, especificamente, eventos da nossa época com os da tribulação para marcar uma data. Devemos vigiar e esperar a volta do nosso Senhor no arrebatamento justamente porque não podemos marcar datas.

Uma segunda passagem citada algumas vezes é Hebreus 10.25b: “antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” Alguns ensinam que isso implica que os crentes podem ver ou saber que “o dia” (a segunda vinda) está se aproximando. Enquanto alguns interpretam “o dia” como uma referência à segunda vinda, achamos que o contexto imediato e o contexto do livro de Hebreus indicam uma advertência aos crentes judeus antes da destruição de Jerusalém e do templo em 70 d.C. Trata-se de uma advertência para não voltarem para o judaísmo (i.e., apostatarem) já que o futuro próximo continha apenas castigo para os judeus que rejeitaram Jesus como seu Messias. Então “o dia” não é uma referência à segunda vinda mas sim à destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C. Se essa passagem realmente se refere à segunda vinda, uma vez mais, não haveria base para ligar um fator específico que sirva para marcar a data da segunda vinda. A afirmação geral “tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima” não quer dizer que saberemos especificamente quando Ele vem, assim como alguém que vê a chegada de uma tempestade e não sabe a hora exata em que vai chover no lugar onde está.

Quando a tribulação começar, será possível saber a hora da vinda de Cristo. Mas, isso não tem nada a ver com os crentes hoje que estão vivendo durante a era da Igreja.

Uma terceira passagem que às vezes é mencionada é 1 Tessalonicenses 5.4:“Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que este dia, como ladrão, vos apanhe de surpresa.” Ensinava-se, com base nessa passagem, que os crentes saberiam a data “do dia” [i.e., “o dia do Senhor” (veja 1 Tessalonicenses 5.2)] para não serem pegos de surpresa. Mas esta interpretação atribui o sentido errado ao ensinamento de Paulo. Paulo está dizendo que os tessalonicenses não serão surpreendidos porque estão preparados pelo fato de serem crentes. O Senhor cuidará de todos os crentes (acreditamos que através do arrebatamento pré-tribulacional), de forma que, ao contrário do descrente que estará despreparado e será pego de surpresa, o crente estará preparado.

Que perigo existe em estudar profecias e marcar datas?

Não há perigo em estudar profecias. Na verdade, não podemos ignorar as profecias e o estudo correto da Bíblia, mas não podemos cair na armadilha de marcar datas. A Bíblia ensina claramente que a Palavra de Deus é suficiente para tudo o que precisamos a fim de vivermos uma vida que agrade a Cristo (2 Timóteo 3.16,17; 2 Pedro 1.3,4). Isso significa que se algo não é revelado a nós na Bíblia, não é necessário para cumprir o plano de Deus em nossas vidas. A data da volta de Cristo não é dada na Bíblia, então, apesar do que algumas pessoas possam dizer, não é importante conhecê-la para agradar a Deus. O Senhor disse a Israel: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29.29). A data da vinda de Cristo não foi revelada; é um segredo que pertence somente a Deus.

Já que a Bíblia proíbe marcar datas, o que ensina? Muitas das mesmas passagens que proíbem marcar datas nos instruem sobre o que fazer até que o Senhor volte. Por exemplo, Mateus 24.42 não só adverte: “porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor”, mas também exorta os crentes a “vigiar”. Mateus 24.44 manda os crentes “ficarem apercebidos” porque “à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá.” E também Mateus 25.13 nos exorta a vigiar “porque não sabeis o dia nem a hora.”

O alerta ao qual os crentes são chamados não é de marcar datas, mas de esperar o Salvador (já que não sabemos quando Jesus voltará). Devemos ficar alertas, ao contrário dos descrentes que ficam dormindo, em relação às coisas de Deus. Devemos ficar alertas a fim de vivermos piedosamente até o Senhor voltar porque estamos na noite escura desta era maligna, que exige uma vigilância ativa contra o mal.

O alerta ao qual os crentes são chamados não é de marcar datas, mas de esperar o Salvador.

Se a Igreja soubesse o dia ou a hora do arrebatamento, a iminência, a posição que os crentes pré-tribulacionistas têm em relação ao arrebatamento, seria destruída. A iminência bíblica ensina que Cristo pode, mas não precisa, vir a qualquer momento. Isso também significa que não há sinais que precisam ser cumpridos para o arrebatamento acontecer. Então, Cristo poderia literalmente vir hoje ou neste exato momento ou instante. Todas as tentativas de marcar datas destróem essa iminência. Se alguém ensinasse que o arrebatamento aconteceria num dia, mês, ou ano específico, então isso significaria que Cristo não poderia vir antes dessa data. E, assim, o arrebatamento não poderia ser iminente, já que Cristo não viria até essa data específica. A iminência é importante porque geralmente está relacionada a mandamentos de vida santa. Por isso, marcar datas também tem um impacto negativo na ética.

Ao mesmo tempo que marcar datas é claramente proibido na Palavra de Deus, acreditamos que é válido entender que Deus está preparando o cenário para Seu grande programa do fim dos tempos. O que isso significa? Como mencionamos anteriormente, o arrebatamento é um evento sem sinais, então é impossível identificar sinais específicos que indiquem sua proximidade. É por isso que todas as tentativas de datar o arrebatamento aplicaram erroneamente à Igreja passagens relacionadas ao plano de Deus para Israel. Um exemplo deste erro seria dizer que as festas de Israel (i.e., Rosh Hashanah) estão relacionados com a marcação da data do arrebatamento como observado acima. Mas, já que a Bíblia descreve os participantes, os eventos, e as nações envolvidas na tribulação final, podemos ver a preparação de Deus para os últimos sete anos das setenta semanas de Daniel para Israel.

Por exemplo, o fato de que Israel foi restabelecido como nação e agora controla Jerusalém é uma indicação forte de que a era da Igreja está chegando ao fim (Isaías 11.11-12.6; Ezequiel 20.33-44; 22.17-22; Sofonias 2.1-3). Mas isso só pode ser uma indicação geral, já que nenhum cronograma é dado especificamente para a atual preparação do cenário. Não podemos saber com certeza que somos a última geração antes do arrebatamento porque Deus pode resolver “preparar o cenário” durante os próximos 100 anos ou mais. O Dr. Walvoord diz corretamente:

Não há base bíblica para marcar datas para a volta do Senhor nem para o fim do mundo… Os intérpretes estão percebendo cada vez mais uma correspondência surpreendente entre a tendência óbvia dos eventos mundiais e o que a Bíblia previu séculos atrás.[1]

Jesus Cristo voltará! É nossa responsabilidade estar preparados para essa volta e para proclamar a salvação que Ele oferece, a fim de que outros também estejam preparados.(Thomas Ice e Timothy Demy – http://www.chamada.com.br)

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La nueva Genética contradice a Darwin

Antonio Cruz Suárez

 

La nueva Genética contradice a Darwin

Después de leer el último artículo de Pablo de Felipe (1) en Temas de debate de este Magacín, resulta evidente que estamos en las antípodas en cuanto a la concepción de los mecanismos que han podido originar la vida y su increíble diversidad en este planeta.

15 de mayo de 2011

En dicho trabajo se critican los aspectos formales secundarios de mi artículo anterior, El truco de los genes saltarines ,  pero, en realidad, no se responde a los argumentos presentados allí. Es decir, a las cuestiones fundamentales que plantean las citas bibliográficas aportadas. Simplemente, se adopta una postura de autoridad.
Por mi parte, sigo pensando que la interpretación darwinista de los genes saltarines no es la única posible y que, desde luego, no es determinante para demostrar la evolución humana a partir de los simios.  Como suele ser habitual en el discurso darwinista, se asume que los organismos que presentan similitudes morfológicas, genéticas o moleculares deben proceder de antecesores comunes. Pero dicha presunción se origina en un prejuicio naturalista y evolucionista. Desde luego, si se acepta a priori que todos los seres vivos de la biosfera tienen un origen común, entonces resulta lógico pensar que las similitudes entre los organismos deben permitirnos inferir su parentesco próximo. No obstante, cuando todo esto se interpreta en términos de conocimiento racional estricto, al margen de cualquier prejuicio previo, la mera existencia de elementos biológicos comunes entre diferentes seres vivos únicamente puede conducir a la conclusión de que los organismos estamos construidos, cualquiera que sea nuestro origen, mediante materiales similares.
En el presente trabajo –dejando aparte las polémicas estériles- deseo centrarme en cómo los últimos descubrimientos de la ciencia de la herencia, incluidos los de los genes saltarines, vienen a contradecir de forma rotunda precisamente la antigua concepción darwinista de una evolución lenta, gradual y al azar.
En primer lugar, hay que reconocer que en la época de Darwin no existía la ciencia de la genética. Nada se sabía del gen, ni cuál era la sustancia capaz de transmitir la herencia de padres a hijos. Tales conocimientos se adquirieron mucho después de los trabajos de Mendel, el famoso monje agustino que usando determinadas variedades de guisantes dedujo en 1865 sus tres populares leyes de la herencia.
El nombre de “genética” le fue otorgado a esta disciplina en el año 1906 por el biólogo inglés, William Bateson, mientras que tres años después el danés, Wilhelm Johannsen, propuso el término “gen” para referirse a los antiguos factores hereditarios de Mendel (2). Pero, en realidad, el reconocimiento íntimo definitivo de la molécula que constituye la esencia material de los genes, el ADN, no se logró hasta entrado el año 1953. Fecha en la que Francis H. C. Crick y James D. Watson obtuvieron el premio Nobel de medicina por intuir con acierto el modelo helicoidal del ácido desoxirribonucleico que recordaba una empinada escalera de caracol.
Será a mediados del pasado siglo, casi ochenta años después de la publicación de El origen de las especies , cuando el darwinismo conseguirá verdaderamente carta de ciudadanía en el seno de la comunidad científica y la genética se tornará darwinista gracias a la teoría sintética de la evolución. Ésta combinará las mutaciones genéticas aleatorias con los modelos matemáticos de la genética de poblaciones para ofrecer un marco de consistencia científica, precisamente allí donde faltaban las pruebas concluyentes.
El paradigma gradualista del darwinismo (consistente en la acumulación progresiva de pequeñas modificaciones genéticas en las poblaciones que, filtradas por la selección natural, a la larga originarían especies nuevas y toda la diversidad biológica existente) quedaba así constituido y empezaba a difundirse con gran éxito, transformándose en el modelo obligatorio de todos los programas educativos del mundo. De ahí que, a partir de tales fechas, la inmensa mayoría de las generaciones de estudiantes del mundo haya sido formada en la convicción de que el hecho evolutivo es una realidad científica incuestionable.
Sin embargo, las numerosas contradicciones de este modelo neodarwinista se han venido acumulando desde entonces y han suscitado muchas críticas procedentes del propio estamento científico. La creciente idea de que las hipótesis darwinistas carecen de suficiente base científica, a la luz de los últimos hallazgos de la genética y la biología molecular, ha generado una opinión ampliamente extendida por todo el mundo.  Hoy es posible encontrar en Internet muchas páginas web que recogen este rechazo del darwinismo como, por ejemplo, la relación de científicos que manifiestan públicamente su discrepancia en www.dissentfromdarwin.com . En dicha página se afirma lo siguiente: “Somos escépticos en cuanto a las pretensiones de que las mutaciones por azar y la selección natural pueden explicar la complejidad de la vida. Debe promoverse una cuidadosa revisión de la evidencia a favor de la teoría darwinista”.
Por otra parte, la doctora Lynn Margulis, bióloga evolucionista famosa por su conocida teoría de la endosimbiosis, se muestra también muy contraria al neodarwinismo imperante en el estamento científico. En su trabajo: El malestar zoológico desde una perspectiva microbiana (3), escribe lo siguiente: “El lenguaje neodarwiniano y su propia estructura conceptual aseguran el fracaso científico: los principales interrogantes que plantean los zoólogos no pueden responderse desde el interior de la camisa de fuerza que representa el neodarwinismo. Entre dichos interrogantes hay preguntas del tipo: «¿cómo surgen las estructuras nuevas en la evolución?», «¿por qué, si se producen tantos cambios ambientales, la resistencia al cambio es tan dominante en la evolución, como nos indica el registro fósil?» o «¿cómo se originó un grupo de organismos o un conjunto de macromoléculas a partir de otros?». La importancia de estas preguntas no se cuestiona; lo que ocurre es que los neodarwinistas, tan restringidos por sus suposiciones previas, no pueden contestarlas.”
En una reciente entrevista publicada por la revista Discover , Margulis ha manifestado una vez más que la selección natural es un proceso que carece por completo de capacidad creativa. Ha dicho también que no existe continuidad en el registro fósil y que la hipótesis del equilibrio puntuado no es otra cosa que una hipótesis ad hoc “inventada para describir la discontinuidad”. Además ha indicado que “los críticos, incluso los críticos creacionistas, tienen razón en sus críticas”.
El doctor Máximo Sandín, que ha sido durante muchos años profesor de Bioantropología en la Universidad Autónoma de Madrid, es otro crítico que asume el cambio biológico pero no el darwinismo. En su libro, Pensando la evolución, pensando la vida , escribe lo siguiente: “A la luz de toda esta nueva información, no es necesaria una argumentación muy elaborada para llegar a la conclusión de que los conceptos, los términos y las hipótesis teóricas de la Genética de poblaciones pueden ser descartados como método de estudio de la evolución. No estamos hablando de un problema menor, porque se trata de la única base empírica existente de la teoría evolutiva admitida actualmente por la inmensa mayoría de la comunidad científica. (…) La consecuencia inevitable es que nos encontramos con que (salvo que el “experimento” de la falena del abedul se considere un ejemplo de evolución), la única supuesta demostración empírica de que disponemos sobre la actuación de la selección natural como agente de cambio evolutivo (…) se sustenta sobre unas bases biológicas inexistentes. Sorprendentemente, este hecho que constituye una obviedad, no parece ser tenido en consideración por una gran parte de los científicos…” (4).
Por otro lado, Michael J. Behe , uno de los principales proponentes del Diseño inteligente, que no tiene inconveniente en aceptar el evolucionismo, afirma sin embargo que: “La impotencia de la teoría darwiniana para explicar la base molecular de la vida es evidente no sólo en los análisis de este libro ( La caja negra de Darwin ), sino en la completa ausencia, en la bibliografía científica profesional, de modelos detallados por los cuales se pudieron producir sistemas bioquímicos complejos (…) De cara a la enorme complejidad que la bioquímica moderna ha descubierto en la célula, la comunidad científica está paralizada. Ningún catedrático de Harvard, ningún integrante de los Institutos Nacionales de Salud, ningún miembro de la Academia Nacional de Ciencias, ningún ganador del premio Nobel, nadie puede dar una explicación detallada de cómo el cilio, la visión, la coagulación o cualquier proceso bioquímico complejo se pudo haber desarrollado de manera darwinista.” (5).
El fundamento de todas estas críticas relevantes, y muchas otras que se podrían añadir, contra el neodarwinismo hasta ahora imperante, reside entre otras cosas en los últimos descubrimientos genéticos, que han puesto de manifiesto que el ADN de los seres vivos no parece haberse originado de manera gradual, como propone el darwinismo, sino mediantes grandes discontinuidades y cambios a gran escala. En efecto, al analizar los distintos genomas animales y vegetales (es decir, el conjunto de genes que codifican proteínas) se ha podido comprobar que éste no parece corresponder ni mucho menos con la complejidad que evidencian los organismos. No existe proporcionalidad alguna entre los 19.000 genes del pequeño gusano nematodo Caenorhabditis elegans , que sólo mide un milímetro de longitud, y los 25.000 o poco más del ser humano. Y algo parecido ocurre cuando nos comparamos con el cerdo o la planta del melón. Además el 99% de nuestros genes los compartimos también con los ratones. Incluso se han descubierto “elementos genéticos ultraconservados” constituidos por numerosas regiones del ADN que se han mantenido sin cambios en genomas tan alejados como el humano, el del perro y el del pollo. ¿Qué significa todo esto?
La conclusión más lógica es pensar que el origen de las diferencias en complejidad de los distintos seres vivos no puede residir en ese relativamente pequeño puñado de genes, sino en lo que hasta ahora se llamaba el “ADN basura”. ¿Y por qué se le denominó así de forma tan peyorativa? Pues, una vez más, por el prejuicio darwinista. Se creía que sólo una pequeña parte del genoma, el 2% formado por las secuencias de genes codificadores de proteínas, jugaba un papel importante en el desarrollo de los seres vivos. El resto (ni más ni menos que el 98%) era considerado como genoma antiguo que había quedado en desuso procedente de organismos que supuestamente habían sido nuestros antecesores. Como puede apreciarse, se trataba de una interpretación que casaba muy bien con las especulaciones del darwinismo. Según éstas, cuando un órgano o carácter deja de ser útil es eliminado por la selección natural, pero los genes que lo provocaban no desaparecen sino que se acumulan en el baúl de los recuerdos del genoma basura.
No obstante, ¿qué ha sucedido al destapar dicho baúl del genoma humano y de otras especies? Estamos asistiendo a la constatación de que el darwinismo se sustenta sobre falsos supuestos. No hay basura en las entrañas de las células sino todo lo contrario: complejidad e información sofisticada. La antigua genética en la que se apoyaba la teoría sintética de la evolución ha empezado a sufrir una dramática descalificación y esto probablemente parece el inicio de un fenómeno más amplio y de mayor calado. El doctor Sandín lo expresa así: “Frente a la vieja concepción de los genes como “unidades de información genética” rígidamente determinadas en el ADN, cambiantes “al azar” y aisladas del ambiente, la información genética ha resultado ser el producto de complejas redes de procesamiento y comunicación, con unos patrones básicos extremadamente conservados en los que están relacionados multitud de componentes y cuyo resultado final está condicionado por el estado del ambiente celular y es dependiente, por tanto, del ambiente externo” (6).
Si las mutaciones graduales al azar del darwinismo no constituyen el motor del cambio que experimentarían las especies, ¿qué otra cosa podría provocarlo? ¿Cómo explicar la explosión biológica del Cámbrico? ¿Cómo es posible que al desaparecer en el pasado vastos ecosistemas repletos vida, frente al impacto de determinadas catástrofes naturales, aparecieran súbitamente otras especies distintas y prosperaran en ambientes diferentes? La paleontología parece indicar que tales extinciones masivas ocurrieron por lo menos en cinco ocasiones distintas: entre el período Ordovícico y el Silúrico, en el Devónico, entre el Pérmico y Triásico, entre el Triásico y Jurásico y entre el Cretácico y el Terciario.
Pues bien, aquí es donde podrían jugar un papel determinante los genomas de bacterias y virus. Cada día se poseen más evidencias de que tanto unas como otros están implicados en procesos de transferencia horizontal de secuencias génicas con significado biológico. Quizás ésta sería la principal misión de tales seres: pasar información a las especies en peligro de extinción para que pudieran superar con éxito los dramáticos retos medioambientales a que se verían expuestas. Si esto hubiera sido así, la historia darwinista que se nos ha venido enseñando hasta el presente carecería por completo de valor para justificar la historia de la vida en la Tierra. Si el genoma de los seres vivos tiene capacidad para reaccionar ante las presiones ambientales externas, gracias a la capacidad “infectiva” de bacterias y virus que actuarían como reservas de información genética capaz de justificar remodelaciones en los genomas de otras especies más complejas, entonces el neodarwinismo se derrumba por completo. El mecanismo de transformación ya no sería la mutación al azar sino el resultado de remodelaciones de carácter saltacional y no gradual provocadas por el ambiente exterior. ¿Lamarkismo en lugar de darwinismo? ¿Previsión y colaboración en vez de egoísmo génico y lucha por la supervivencia?
El profesor Sandín lo expresa así: “la Selección Natural (…) quedaría relegada a un papel no sólo secundario en el proceso evolutivo, sino ocasional y vacío de contenido como mecanismo de evolución. La competencia no sería la fuerza impulsora de la evolución, ya que las nuevas especies surgirían y madurarían en conjunto. Y el azar, ya sea biológico o estadístico, quedaría aún más en entredicho por el determinismo, el contenido teleológico que implica la existencia de unos “componentes de la vida”, cualquiera que sea su origen” (7). Si Sandín, Margulis, Behe, Goodwin y otros muchos científicos están en lo cierto en sus hipótesis, se debería pensar que determinados microorganismos y virus habrían permanecido inertes durante millones de años, esperando que en un determinado instante de la historia de la vida en la biosfera su información genética fuera necesaria para modificar radicalmente el genoma de ciertas especies en peligro de extinción, que aparecerían millones de años después, y rescatarlas así de la desaparición inminente.  Los virus habrían estado esperando durante mucho tiempo la aparición de las diversas adversidades ambientales capaces de poner en peligro la subsistencia de las especies para pasarles la información necesaria que las haría salir airosas de los problemas.
¿Cabe imaginar un proceso mayor de diseño y previsión? ¿Cómo aducir que no existe inteligencia detrás de semejante mecanismo biológico? Se trata de una variabilidad de las especies predeterminada y que no puede desligarse de las sospechas de designio y finalidad. La nueva genética encaja mejor con los planteamientos de un diseño inteligente que con los del azar neodarwinista.