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Os Batistas no mundo – A nossa história

A Nossa História no Brasil e no Mundo
Quem somos como BatistasSomos um povo que vem de longe, com muitos nomes, de muitas perseguições, de muitas lutas, mas construindo uma bela história de fé, de doutrina e de princípios. Você os conhecerá nos conteúdos dos documentos que disponibilizamos neste Portal.
Somos o povo da Bíblia, a Palavra Infalível e Eterna de Deus. Cremos em Deus Pai, santo, justo, criador, e sustentador de todas as coisas. Cremos no Deus Filho Jesus Cristo, Salvador e Senhor de nossas vidas e almas e no Deus Espirito Santo, o Consolador que nos guia em tudo quanto Jesus ensinou.
Com o nome de Batista existimos desde 1612, quando Thomas Helwys de volta da Holanda, onde se refugiara da perseguição do Rei James I da Inglaterra, organizou com os que voltaram com ele, uma igreja em Spitalfields arredores de Londres.
Thomas Helwys, que era advogado e estudioso da Bíblia, ao escrever um livro intitulado ” Uma Breve Declaração Sobre o Mistério da Iniquidade”, foi preso e morreu na prisão, em 1615.
No referido livro, ele escreveu aquilo que é um dos mais caros princípios batistas, o principio da liberdade religiosa e de consciência :”… a religião do homem está entre Deus e ele: o rei não tem que responder por ela e nem pode o rei ser juiz entre Deus e o homem. Que haja, pois, heréticos, turcos ou judeus, ou outros mais, não cabe ao poder terreno puni-los de maneira nenhuma”.
Nossas igrejas adotam a forma de governo Congregacional Democrático. São Igrejas autônomas e locais. Relacionam-se umas com as outras pela mesma fé e ordem, de forma cooperativa e por laços fraternais.
Crêem na conversão pessoal de cada crente a Jesus Cristo, no exercício de sua responsabilidade individual e que é aceito pela Igreja por batismo por imersão e mediante confissão da sua fé em Jesus Cristo como salvador pessoal. Portanto. Não aceitam e nem praticam o batismo infantil. Realizam seus objetivos comuns pela cooperação voluntária, na forma de associação de Igrejas ou de convenções, como é o caso da Convenção Batista Brasileira.A Convenção Batista BrasileiraSua Origem
Em 1882, quando foi organizada a Primeira Igreja Batista, voltada para a evangelização do Brasil, já existiam duas outras igrejas batistas, organizadas por imigrantes norte-americanos, residentes na região de Santa Bárbara do D’Oeste e Americana, São Paulo.

Os casais de missionários batistas norte-americanos, recém chegados ao Brasil, Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby, os pioneiros; e Zacharias Clay Taylor, Kate Stevens Crawford Taylor, auxiliados pelo ex-padre Antônio Texeira de Albuquerque, batizado em Santa Bárbara D’Oeste; decidiram iniciar a sua missão na cidade de Salvador, Bahia, com 250.000 habitantes. Ali chegaram no dia 31 de agosto de 1882 e no dia 15 de outubro, organizaram a PIB do Brasil com 5 membros; os dois casais de missionárias e o ex-padre Antônio Teixeira.Este foi o início
Nos primeiros vinte e cinco (25) anos de trabalho, Bagby e Taylor auxiliados por outros missionários e, por um número crescente de brasileiros, evangelistas e pastores, já tinham organizado 83 igrejas, com aproximadamente 4.200 membros.

Organização da Convenção

Segundo José dos Reis Pereira, Salomão Ginsburg foi a primeira pessoa a pensar na organização de uma Convenção Nacional dos Batistas Brasileiros.
Mas, somente em 1907, a idéia foi concretizada. A. B. Deter, Zacharias Taylor e Salomão Ginsburg concordaram em dar prosseguimento ao plano. Eles conseguiram a adesão de outros missionários e de líderes brasileiros, inclusive Francisco Fulgêncio Soren, que tinha, inicialmente, algumas reservas.
A comissão organizadora optou pela data de 22 de junho de 1907 para organizar a Convenção, na cidade de Salvador, quando transcorreriam os primeiros 25 anos do início do trabalho batista brasileiro, também começado na referida cidade.
No dia aprazado, no prédio do ALJUBE, onde funcionava a PIB de Salvador, em sessão solene, foi realizada a primeira Assembléia da Convenção Batista Brasileira, composta de 43 mensageiros enviados por Igrejas e organizações. A casa estava cheia. O clima era de festa, celebrando o que Deus fizera a partir daquele início tão pequeno!
Criada a Convenção, foi eleita sua primeira diretoria: Presidente – Francisco Fulgêncio Soren; 1º Vice-presidente – Joaquim Fernandes Lessa – 2º Vice-presidente – João Borges da Rocha; 1º Secretário – Teodoro Rodrigues Teixeira; 2º Secretário – Manuel I. Sampaio; Tesoureiro – Zacharias Taylor. A motivação básica da criação da Convenção foi missões e falava-se na evangelização de Portugal, do Chile e da África. Foram criadas além das duas Juntas Missionárias, Missões Nacionais e Missões Estrangeiras (hoje Missões Mundiais) outras juntas: para a Casa Publicadora Batista, para Escola Bíblica Dominical, para União de Mocidade Batista, para Educação e Seminário, e para a Administração do Seminário. Ao todo 7 Juntas.
As áreas de Missões, Educação Religiosa e Publicações, Educação Teológica e Educação, foram as que receberam maior atenção dos convencionais.Os Batistas e as Missões
Missões locais, nacionais e mundiais empolgaram o coração do povo batista brasileiro e a obra se expandiu por todo o território pátrio e se espalhou pelo mundo, como se pode ver hoje.Os Batistas e a Educação
A educação é uma marca visível do povo batista.  Sua paixão pelo estudo da Bíblia desenvolveu o interesse pela educação religiosa, cultivada nas igrejas através das organizações de treinamento e da EBD. Os templos se tornaram verdadeiros complexos educacionais.

Com a Educação Religiosa veio a Educação Teológica.  Inicialmente através de aulas dadas pelos missionários em suas casas, depois surgiram os Seminários: Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, organizado em Recife, PE, por Salomão Ginsburg, em 1º de abril de 1902, e o Seminário Teológico Batista do Sul, fundado pelo missionário John Watson Shepard, na cidade do Rio de Janeiro, 1908.
A estes dois Seminários, formam agregados dezenas de outros espalhados por todo o país, com  milhares de alunos.
A Educação chamada de geral, ou secular, teve a mesma origem, o desejo de abrir oportunidades para o estudo da juventude e, de criar uma escola com capacidade para exercer influência sobre a sociedade brasileira.
O Colégio Taylor Egídio fundado em Salvador pela senhora Laura Taylor e pelo Capitão Egídio Pereira de Almeida foi o primeiro a vingar.   Em  1922 ele foi transferido para a cidade de Jaguaquara, onde existe até hoje.  (4)
Depois dele, e por causa dele, vieram o Colégio Batista Brasileiro de São   Paulo; Colégio Americano Batista do Recife;  Instituto Batista Industrial em Corrente, Piauí; Colégio Americano, em Vitória; Colégio Batista Shepard no Rio de  Janeiro; Colégio Batista Alagoano em Alagoas;  Colégio Batista  Fluminense em Campos, RJ; Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte.  Além destes Colégios dezenas de outros foram organizados com a ajuda dos missionários ou por iniciativa de igrejas, Convenções estaduais e de particulares batistas.   A contribuição dos batistas na área educacional é realmente notável, considerando tanto a qualidade quanto a quantidade. Hoje, perto de dois milhões de brasileiros, já passaram pelas escolas batistas.
Lutas e Problemas
Nem tudo são flores na caminhada da obra batista do Brasil e da Convenção.  Ela tem atravessado problemas administrativos sérios, ameaças de divisão, e questões doutrinárias.  Porém tornou-se centro de vida batista brasileira e da motivação do trabalho realizado em todo o território nacional.

A Convenção é um fator de Convergência e de União

As igrejas se filiam à Convenção voluntariamente, aceitam sua declaração doutrinária e seu programa cooperativo e se comprometem a apoiar e trabalhar pela expansão do Reino de Deus no Brasil, no mundo.
Unidos em torno da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, e da pregação do Evangelho, as 6.000 igrejas cooperantes ampliam seu raio de ação inclusive, pela organização de cerca de centenas de igrejas cada ano e pela evangelização de milhares de pessoas que se convertem e são batizadas.
A Convenção tem encontrado na cooperação dos pastores e leigos, homens e mulheres, na submissão ao Espírito Santo, sabedoria para organizar seus planos e aceitar os desafios da comunicação do evangelho.A  Convenção Batista Brasileira comemorou em 1997 90 anos
Os batistas brasileiros podem agradecer a Deus pela realidade que é a CBB e celebrar sua existência com alegria. Estamos celebrando aquilo que é mais forte na denominação,  o espírito cooperativo, motivado e alimentado pela Convenção, que coloca diante das igrejas de forma realçada, os objetivos do serviço e da adoração a Deus.  Lembrando permanentemente a missão de pregar o Evangelho até os confins da terra.
Noventa anos de histórias e de lições, que abrem caminho para o futuro de  união, cooperação e de serviço para a glória de Deus.
A história nos diz que podemos, com confiança em Deus, prosseguir para o alvo pelo prêmio da soberana vocação, de continuar servindo a Deus, por nosso Senhor  Jesus Cristo (Fil. 3:14).
Chegar ao início do século XXI e do 3º milênio com desafios audaciosos em seu planejamento e seus realizados,  como é o caso do Portal Batista,  que você está  visitando e que o manterá informado quanto a contribuição que ela continua dando ao povo batista e ao povo brasileiro.A história mundial dos Batista pode ser contada
a partir de duas raízes principais:
» Das suas doutrinas;
» Do surgimento no cenário mundial com o nome Batista.
Considerando as Raízes DoutrináriasConsiderando as Raízes Doutrinárias, os Batistas saem diretamente das páginas do Novo Testamento: dos lábios e ensinos de Jesus e dos apóstolos e tem sua trajetória marcada pela oposição a toda corrupção da doutrina cristã claramente exposta no Novo Testamento.
Ao consultar a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira você verá que as nossas doutrinas saem, com clareza límpida, das Sagradas Escrituras.A corrupção de algumas doutrinas e práticas do cristianismo começaram a surgir muito cedo em sua história, como pode ser constatado nos escritos dos apóstolos. Esta corrupção foi se ampliando após a “conversão” do Imperador Constantino ( 306 a 337) ao cristianismo, ocorrida a partir de 312 quando incorporou a cruz ao seu estandarte e passou a favorecer os cristãos.Muitos destes resistentes rejeitavam as inovações doutrinárias e as praticas e por isso foram perseguidos, exilados e mortos. Eles mantiveram acesas as doutrinas cristãs genuínas e possibilitaram, que através dos tempos, outros se levantassem na Idade Média como Cláudio de Turim, Pedro de Bruys e Henrique de Lausanne, Pedro Vado João Wycleffe, João Huss e muitos outros.

Com o surgimento da Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero, e deflagrada em 31 de outubro de 1517 quando da publicação das suas famosas 95 teses, na porta do Castelo de Wittenberg, criou-se a oportunidade de que muitos grupos dissidentes intensificassem suas pregações, e entre eles os chamados Anabatistas que sustentavam muitas doutrinas que os batistas esposam e representavam o grupo mais ativo e poderoso daquele momento. O nome que lhes foi dado Anabatistas “significa os rebatizadores”.

Finalmente, 1608 um grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa, liderados por John Smyth que era pregador e Thomas Helwys que era advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrina batista, como era o sonho dos dois lideres.John Smyth batizou-se por imersão e em seguida batizou os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja organizada, tendo como espelho as doutrinas do Novo Testamento inclusive o batismo por imersão e mediante a profissão de fé em Jesus Cristo.Com a morte de John Smyth logo depois, e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada se desfez e parte dos seus membros se uniram aos menonitas.

A Nossa História no Brasil e no Mundo

Considerando as raízes do nome batista
A história começa com a organização da Igreja em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612, por Thomas Helwys e seus seguidores, já batizados na Igreja em Amsterdã. É esta Igreja, que agora inicia a linhagem de igrejas batistas que começam a crescer na Inglaterra sob severa perseguição por dissentirem da igreja oficial, a Igreja Anglicana.

A perseguição aos batistas e a outros grupos separatistas, os levou a várias partes do mundo, e em especial às colônias da América do Norte, em busca da liberdade religiosa.
Dois ilustres homens são considerados fundadores das igrejas Batistas em solo americano, Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também  em Rods Island e conhecida desde 1648. Os batista se espalharam pelas diversas colônias da América do Norte e fora influentes na formação da constituição americana de 1781.A expansão dos Batistas no mundo.
Em 1791, um jovem pastor inglês chamado William Carey sentindo forte compaixão pelas multidões pagãs da Índia, decidiu iniciar com o apoio de vários pastores, um movimento para o envio de missionário  àquelas terras. Assim foi criada a Sociedade de Missões no Estrangeiro, que tem tido uma participação muito grande na expansão da obra Batista na Ásia e África além de outros continentes e inclusive no Brasil.
Por sua vez, os Batistas Norte Americanos foram grandemente motivados a evangelizar o mundo. Um jovem casal de missionários Adoniram  e Ana Judson enviados em 1812 pela Igreja Congregacional, para evangelizar a Índia, com destino a Calcutá, examinando a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, a doutrino do batismo, já que iriam se encontrar com o missionário Batista William Carey e seu grupo de pastores, acabou por concluir que os batista estavam certos. Eles foram batizados pelo Pastor William Ward companheiro de Carey. O mesmo fato aconteceu com outro missionário Congregacional, também enviado a Índia, Luther Rice, que igualmente foi batizado, tornando-se Batista.
Eles decidiram que Adoniram Judson permaneceria no Oriente e Luther Raice voltaria aos Estados Unidos para mobilizar os Batistas para a obra missionaria. Seu trabalho vingou e em maio de 1814, foi funda uma Convenção em Filadélfia com o nome de “” Convenção Geral da Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro”.
A partir daí, a obra missionária dos batistas iniciou um gigantesco crescimento. Chegando inclusive, através dos Batistas do Sul dos Estados Unidos, o Brasil. onde foi organizada, no dia 15 outubro de 1882, a Primeira Igreja Batista para Brasileiros em nossa terra e, deste trabalho, é que surgiu a Convenção Batista Brasileira.
Hoje os Batista estão presentes, em cerca de 200 países e representam uma população de perto de quarenta  milhões de membros e atingem cerca de cem milhões de pessoas no mundo inteiro.
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As Dez Virgens

 Por Amilcar Rodrigues – gnoticias.com.br – em 28 de maio de 2015

 

As Dez VirgensNos lábios de Jesus o Reino de Deus foi-nos revelado por parábolas. Uma parábola é um estilo literário cuja especificidade depende de quem a ouve e como a entende. É como um provérbio dilatado que contém um ensinamento com o objetivo de despertar a atenção das coisas concernentes aos mistérios do Reino de Deus. Dir-se-ia que a parábola pode ser interpretada de acordo com a revelação que cada um tem de Deus. Convém dizer que nos estamos a referir às parábolas do Reino de Deus.

Querendo Deus, nesta série sobre parábolas, o Leitor poderá contribuir com a sua participação, nos comentários que entender fazer e assim enriquecer a todos.

A parábola das dez virgens, Mt 25:1-13, significa a totalidade da igreja, em que cinco foram consideradas prudentes e cinco imprudentes.

A narrativa diz que as dez virgens aguardavam o Noivo e que demorando este todas adormeceram. Quando o Noivo chegou todas despertaram a fim de participarem das bodas, Ap 19:7. As imprudentes não tinham consigo o azeite para resplandecerem e pediram às prudentes que lhes dessem uma porção ao que estas recusaram dizendo que não lhes viesse a faltar. Apercebendo-se de que não estavam preparadas para o evento correram a comprar e quando voltaram a porta tinha-se fechado.

No Sermão da Montanha, Jesus afirmou que Ele era a luz do mundo e que nós também eramos as luzes do mundo e que devíamos de brilhar perante os homens para que glorificassem a Deus, pelas nossas boas obras, Mt 5:14-16.

Todo aquele que crê em Cristo é justificado, na graça de Deus pela fé. A doutrina da justificação pela fé foi a bandeira da Reforma Protestante,no século XVI. A prática das boas obras como forma de obter a salvação desviou o foco da obra do Redentor e a ICR da época prestou um mau serviço ao Reino de Deus.

Temamos nós pois que considerando apenas a fé deixemos de praticar as boas obras como nos foi recomendado, no texto seguinte:

“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e alguém de vós lhe disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos, e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo,que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma, Tg 2:14-17“.

Conclusão: Você e eu resplandecemos quando praticamos o mandamento de Jesus de amar a Deus e ao próximo.

É tempo de despertar de uma crença que não nos faz brilhar diante dos homens porque é com o nosso testemunho de fé em obras que eles glorificarão a Deus.

Fraternalmente,
casal com uma missão,
Amílcar e Isabel Rodrigues

“As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores.”

Por

Amilcar Rodrigues foi ordenado pastor em 1978 na “Apostolic Faith Mission” na República da África do Sul, onde fez estudos teológicos. Como missionário em Portugal, fundou três igrejas e foi Presidente Nacional da Comissão de Programas da Aliança Evangélica Portuguesa, para a televisão, RTP2. Foi formado produtor de televisão “Broadcast” pela “Geoffrey Connway Broadcast Academy” Toronto, Canadá, é filiado do “Crossroads Christian Comunication”. Em 1998 veio para o Brasil convidado pelo Ministério Fé Para Todos, Rio de Janeiro. No ano 2000 fundou em Cabo Frio uma congregação do mesmo Ministério e foi nomeado Vice-Presidente do Conselho de Pastores até ao ano de 2004. Em 2006 ficou cego. Escreveu o livro “Deus da Aliança” , Evangelho dos Sinais aos Hebreus” e “Contos do Apocalipse”. Foi convidado pelo Gospel+ para participar como colunista em Maio de 2012.

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Procura-se líder para uma igreja morta

Igrejas morrem. É o que se conclui a partir da existência de tantos congressos e encontros sobre “avivamento”, “reavivamento” e…

por Fábio Ribas- gospelprime –

 

Procura-se líder para uma igreja morta

 

Igrejas morrem. É o que se conclui a partir da existência de tantos congressos e encontros sobre “avivamento”, “reavivamento” e “revitalização” de Igrejas espalhados pelo Brasil.

Só se aviva aquilo que está morto; só reaviva-se o que um dia fora vivificado, mas que agora se encontra morto novamente; do mesmo modo, só se revitaliza aquilo que perdeu seu antigo vigor ou até mesmo a vida.

Igrejas morrem. Mas não precisamos ser tão rápidos em enterrá-las. Eu sei que ser líder de igrejas moribundas ou mortas não é um alvo almejado pela maior parte dos recém-formados em nossos seminários. Somos uma geração de “sucesso”, de números suntuosos e de estatísticas triunfalistas. Infelizmente.

Escândalos sexuais e corrupção, encobertos e mal resolvidos, além de pastoreio egocêntrico e lideranças dominadoras, até mesmo o desvio completo do Evangelho, são apenas alguns dos problemas mais comuns que levam as igrejas às salas de UTI.

Precisamos de líderes para igrejas asfixiadas tanto pelo legalismo, como pelo moralismo, pelo ativismo, passivismo e indiferença. Líderes que, ao invés de serem chamados de “apóstolos”, “bispos” e “doutores”, anseiem por receber o nome de “reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar” (Isaías 58:12).

Líderes que ousem enfrentar tais realidades sem se renderem a um modelo fácil de receita de bolo, visando, simplesmente, que o fermento inche a igreja toda, levando-a a uma aparência de “avivada”, enquanto, aos olhos de Deus, o pulso continua sem qualquer sinal de batimento cardíaco.

Definitivamente, não devemos nos enganar, supondo que o crescimento de uma igreja seja sinal de saúde, embora, veja bem, uma igreja saudável tenda a crescer. Mas um câncer também cresce. Digo isso, porque a Igreja Brasileira é rápida em enformar-se dentro de fórmulas, métodos e “passos” como se a simples “multiplicação de células” fosse sinal de saúde espiritual.

O que mata uma igreja? A única resposta bíblica é esta: pecado não tratado. Portanto, se não formos direto ao ponto, teremos apenas igrejas grandes com grandes problemas.

No caso de Neemias e Esdras, a razão daquela geração estar quebrada é sempre mais evidente para nós. Aquele povo fora mandado por Deus ao cativeiro, por causa de sua idolatria. Esdras e Neemias foram levantados por Deus para avivar a saúde espiritual daquele povo.

Contudo, quando vejo a Igreja em Éfeso (Ap 2), a causa de sua agonia foge à compreensão das atuais lideranças tão acostumadas a confundirem o verdadeiro avivamento com ativismo de agendas frenéticas, “encontros tremendos” e reuniões de cultos que mais se parecem com musicais da Broadway ou shows de rock lollapalooza.

A Igreja em Éfeso fora rica em boas obras; trabalhara, havia sido perseverante; ao contrário de muitas igrejas de hoje, a igreja em Éfeso assumira a sua responsabilidade de julgar, denunciar o erro e o pecado; era uma igreja intolerante com os homens maus; ela não saía por aí ouvindo pregação e ensino de qualquer um que se apresentasse como pastor; era uma igreja combativa, que fora perseguida e não desistira. E, em tudo isso, ela foi elogiada pelo Espírito Santo.

Todavia, exatamente aquilo que foi a razão do elogio à igreja em Éfeso foi também o que a levou à bancarrota espiritual. Parece contraditório?

Igrejas que não trabalham, que não evangelizam, que não fazem obras de caridade; igrejas que não estudam a Palavra, Igrejas que não julgam os que se dizem apóstolos, que não confrontam; igrejas que se acomodam, que ficam protegidas dentro das suas quatro paredes, certamente, são igrejas que não se machucam, são igrejas que não possuem feridas abertas, enfim, não se desgastam, não sofrem o que a Igreja em Éfeso sofreu: um profundo esgotamento espiritual!

Aplique isso às atuais denominações liberais da América do Norte e da Europa. Elas enfrentaram profundas guerras espirituais para manter a chama do Evangelho acesa naqueles continentes desde a Reforma Protestante. Mas, em algum momento, perderam o “primeiro amor” e não conseguiram retornar às antigas veredas e morreram envenenadas por mentiras.

A Igreja Evangélica Brasileira já tem vivido grandes batalhas espirituais contra os poderes que atuam neste mundo tenebroso e tem se preparado para outras lutas que virão. Contudo, assim como ocorreu em Éfeso, na América do Norte e na Europa, corremos o risco de perder o primeiro amor devido ao esgotamento espiritual advindo desses embates.

A resposta do Espírito Santo ao esgotamento espiritual ainda é o retorno ao primeiro amor: aquele momento em que tudo fez sentido para você, o momento em que seus olhos foram abertos e você se viu totalmente abraçado, resgatado, transformado e pleno do Espírito Santo! Você ainda se lembra desse dia?

O dia em que você foi arrebatado pelo amor de Cristo, arrependeu-se dos seus pecados e assumiu um compromisso eterno com Ele. Esta é a resposta do Espírito Santo para a Igreja morta em Sardes (Ap 3): “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te”. Na verdade, é o mesmo antídoto usado pelo profeta diante da morte de seu povo: quero trazer à memória o que me pode dar esperança (Lm 3.21)!

Ensino 7:  O líder insiste na pregação fiel da Palavra, que é o poder de Deus para fender quaisquer corações de pedra e ressuscitar mortos.

Leia também o 7º artigo desta série: “Quando o líder cai“.