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Padre capelão é preso em SP suspeito de desviar dízimo

A investigação acontece desde 2014 e agora a Justiça Militar resolveu prender o acusado

por Leiliane Roberta Lopes – gospelprime –

 

Padre capelão é preso em SP suspeito de desviar dízimo
Padre capelão é preso suspeito de desviar dízimo

Um padre capelão da Polícia Militar de São Paulo foi preso suspeito de desviar o dízimo dos fiéis e ainda corre o risco de ser excomungado pela Igreja Católica.

Osvaldo Palópito, que é tenente-coronel, é acusado de diversos crimes militares: abandono de serviço, prevaricação e peculato, além de improbidade administrativa.

“Esse capelão praticou vários crimes, mas não em relação ao dinheiro público. O dinheiro que ele subtraída era da igreja, era o dinheiro dos fiéis, era o dízimo que ele subtraía para ele”, diz o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

O anúncio da prisão do capelão foi feito durante um evento da Polícia Militar que aconteceu no Sambódromo do Anhembi nesta quarta-feira (27). O capelão estava sendo investigado desde 2014 e a prisão foi determinada pela Justiça Militar a pedido do corregedor coronel Levi Anastácio Félix.

“O inquérito policial militar está sendo concluído para que imediatamente ao processo administrativo possa ser julgado e ele seja expulso, ou seja, como ele é da reserva ele será expulso e terá a aposentadoria cassada”, afirmou o secretário de Segurança Pública.

Osvaldo Palópito se aposentou em janeiro deste ano, antes disso era ele o capelão responsável pela Paróquia de Santo Expedito, localizada na Luz, região central de São Paulo, onde funcionava a Capelania Militar.

Não há informações sobre os valores exatos que foram apropriados indevidamente pelo acusado, mas em fevereiro deste ano o jornal Estadão chegou a citar o desvio de R$ 2 milhões da Capelania Militar. Com informações G1

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Padre expulso em MG cria igreja independente e causa polêmica

As missas realizadas pelo padre excomungado atraem dezenas de fiéis duas vezes por semana

por Leiliane Roberta Lopes – GOSPELPRIME –

 

Padre expulso em MG cria igreja independente e causa polêmica
Padre expulso em MG cria igreja independente

Um padre excomungado pela Igreja Católica em Alfenas, Minas Gerais, resolveu criar uma igreja independente gerando uma grande polêmica na cidade.

O padre André Aparecido da Silva ficou seis anos à frente da Paróquia de São Sebastião e São Cristovão, sua expulsão foi feita pelo bispo de Guaxupé. Segundo o G1, o padre André comprou um terreno em nome da igreja e algum tempo depois vendeu parte dos 26 mil metros quadrados e o dinheiro foi usado para construir um estacionamento, reformar a igreja e comprar a casa paroquial.

As negociações foram denunciadas pela suspeita de que os valores apresentados à Diocese eram diferentes do que realmente o padre havia recebido. A Diocese pediu melhores explicações e deveria, segundo as regras, deixar o padre afastado por um ano. Porém André criou uma nova igreja e por isso foi excomungado.

“O bispo alegou que eu não fiz uma devida prestação de contas dos valores, mas isso depois que ele pediu nós fizemos. Desse valor todo, tiramos boa parte para cobrir o todo dos terrenos, fizemos a aquisição desta casa (paroquial), fizemos ainda a reforma de imóveis como igrejas da zona rural e urbana e também a reforma de casas de famílias carentes, o que não foi aceito. A maior crítica que ficou nas entrelinhas foi essa reforma de casas de famílias carentes, que não foi aceita”, disse o padre André.

Depois que ele deixou a Igreja Católica ele passou a realizar missas duas vezes por semana em um galpão e todas as reuniões ficam lotadas. A igreja segue os ritos do catolicismo, mesmo sem ter qualquer tipo de ligação com as dioceses.

A Igreja recebeu o nome de “Igreja Católica Independente de Alfenas” e a Diocese já enviou um documento para os moradores da cidade em nome do bispo de Guaxupé (MG), Dom José Lanza Neto, orientando os católicos para não frequentarem a nova igreja.

“Comunicamos para o bem da igreja e tranquilidade de todos o que vem acontecendo em nossa Diocese, mais especificamente na cidade de Alfenas. Com a criação da Igreja Católica Independente de Alfenas”, diz o bispo.

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Católico que professa comunismo está excomungado, explica padre

A Igreja Católica considera o comunismo uma doutrina anticristã

por Leiliane Roberta Lopes-gospelprime-

Com base nos decretos da Congregação para a Doutrina da Fé e no Código Canônico de 1983, o padre Paulo Ricardo esclareceu uma das dúvidas mais frequentes entre católicos brasileiros: o católico que professa a doutrina comunista está excomungado? A resposta é: sim.

O padre enfatizou ainda que o católico não deve votar em partidos comunistas, mas também não deve votar ou apoiar os partidos que, na prática, se aliam aos comunistas. De forma didática, Paulo Ricardo citou os decretos da Igreja Católica que falam sobre o tema.

“Em 25 de junho de 1949, época do papa Pio 12, o antigo Santo Ofício respondeu à pergunta: “É permitido ao católico votar no partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira?”. A resposta foi negativa.  Era uma dúvida frequente e, por isso, Pio 12 fez publicar o decreto de esclarecimento.  Os comunistas já eram considerados apóstatas e estavam excomungados desde sempre. O decreto veio apenas confirmar e esclarecer o fato”.

Segundo o decreto citado, a Igreja Católica considera o comunismo uma doutrina materialista e anticristã. Pois, embora declarem que não atacam a religião, os comunistas demonstram –quer pela doutrina, quer por suas ações – que são hostis a Deus e à igreja de Cristo.

“Eles dizem que não são contra Deus, mas na sua atuação prática e na sua doutrina estão contra Deus e contra a religião. Eles acreditam no que a igreja não crê. Portanto, se você professa a doutrina comunista, não professa a fé católica”, resumiu.

Decretos continuam válidos

O padre Paulo Ricardo enfatizou ainda que os decretos da Igreja Católica contra o comunismo não são “datados” ou restritos a um passado de turbulência política. Os documentos têm validade até os dias de hoje e seu conteúdo foi renovado pelo papa João Paulo II.

“O código de direito canônico de 1983, publicado pelo papa João Paulo II, e válido até hoje, reafirmou que professar a doutrina comunista é motivo de excomunhão automática. Quem vota, professa ou trabalha pelo comunismo não pode receber os sacramentos porque é considerado um apóstata da fé católica” detalhou.

O padre Paulo Ricardo explicou ainda que a Igreja Católica não precisa excomungar oficialmente os comunistas. “A Igreja não excomunga; os indivíduos se autoexcluem da comunhão com a igreja quando professam a doutrina comunista. Os decretos são de esclarecimento: essas pessoas já estão excomungadas”.