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Mendigo louvando a Jesus faz sucesso na internet (Vídeo)

 

 

Por Amanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

Um mendigo que entrou numa igreja evangélica e soltou voz inesperadamente, sendo o seu louvor registrado por um pastor e lançado no Youtube. O vídeo de sua interpretação de “A capela” repercutiu na internet e comoveu a muitos.

  • mendigo louvando

    (Foto: Reprodução/YouTube)

    Mendigo louvando a Jesus faz sucesso na Internet.

Segundo a pessoa que postou o vídeo no Youtube, Elvis Oliveira, o mendigo é um ex-levita do ministério Quadrangular. Ele mora em Santos Dumont, Minas Gerais e seu nome é Antenorgenes. Segundo Elvis, Antenorgenesé usuário de crack e pede dinheiro nas ruas para sobreviver.

Um outro usuário, Marcos Amado e obreiro da referida igreja, em seu comentário, informou que o ex-levita não se firmou na igreja e sua situação então piorou até que viesse a chegar ao estado atual. Entretanto, ele ressalta que providências foram tomadas para que o irmão Antenorgenes seja devidamente internado e tratado.

Segundo Marcos, a igreja tentou auxiliar o Antenorgenes ainda depois de ter-se “desviado”. “Certa vez ele esteve vagando pelas ruas de BH e o nosso pastor titular, providenciou para que ele fosse trazido de volta para a nossa cidade, prestando toda assistência cabível”.

Comentários foram deixados na página do vídeo no Youtube elogiam o “cantor”, afirmando que ele tem talento até para gravar um CD. “Merece gravar CD… o cara canta hem… melhor do que qualquer cantor!!!!” afirmou Sarylson Rondon.

E pedem orações para que Deus possa restaurar sua vida e utilizá-la para a sua obra. “Vejo Deus trabalhando na vida deste homem ,tenho certeza q o Senhor vai levanta-lo grandemente,quando fomos orar, vamos lembrar desta vida (sic)”.

 

Confira aqui o vídeo:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UF5bBgv42gU

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Pastor critica projeto para legalizar a prostituição ‘ela é incompatível com a dignidade humana’

 

Por Amanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

Em debate na TV Câmara sobre o projeto proposto pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) para legalizar a prostituição no Brasil, o pastor Wilton Acosta, presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp), se pronunciou afirmando que isso é incompatível com a dignidade humana.

  • prostituição

    (Foto: Reuters)

    Prostitutas caminham perto do Hotel Caribe em Cartagena, Colombia.

Rebatendo a alegação da juíza do TRT (10ª Região), Noêmia Garcia Porto, de que a prostituição deve ser distinguida da exploração sexual, o pastor Wilton afirma que “nem eu nem a constituição brasileira e nenhum tratado internacional consegue fazer essa distinção da prostituição da exploração sexual.” E acrescenta que a própria ONU classifica a prostituição como indigna.

“O próprio tratado aprovado pela ONU quando ela discute a Convenção Internacional do Tráfico da Pessoa Humana e da Exploração Sexual (sic), já coloca no seu texto que a prostituição é indigna, é imcompatível com os direitos humanos. Então não tem como disassociar essa questão da prostituição com a exploração sexual”, afirmou ele, durante o debate.

O projeto batizado de lei Gabriela prevê a legalização da profissão de prostitutas, contemplando mulheres, travestis e garotos de programas, todos maiores de 18 anos.

Entre os pontos da proposta, está o de trazer a dignidade da mulher. O deputado Jean Wyllys, conhecido por defender a causa gay no Brasil, alega que a prostituição não é crime, mas sim a casa de prostituição, onde normalmente se explora a mulher.

A juíza Noêmia Porto, a favor do projeto, defende também que há um dispositivo na Constituição que diz que qualquer pessoa é livre para exercer qualquer profissão de acordo com a lei.

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“O que a Constituição diz é que é livre o exercício de qualquer trabalho ofício ou profissão. O que a lei faz não é permitir que eu exerça uma profissão. O que a lei faz é estabelecer, segundo a discricionariedade do legislador eventuais qualificações que o legislador considera pertinente”, afirmou ela.

Entretanto, Wilton rebate a justificativa, dizendo que se for assim deve-se regulamentar todas as práticas como a própria atividade de exploração sexual.

“Todas as práticas do Brasil são regulamentadas em lei. Se a gente for começar a discutir de que a pessoa é livre para exercer uma profissão, então nós vamos ter que regulamentar todas as práticas, incluindo a exploração sexual, o tráfico de mulheres. São pessoas que sobrevivem dessa prática do Brasil (…) Então por isso nós vamos ter que regulamentar?”

Segundo Wilton, a legislação brasileira “coíbe a exploração sexual, coíbe os prostíbulos, coíbe a prática do aliciamento, coíbe a questão do tráfico das mulheres”. Ele também aponta que se não houver uma lei sobre isso (a profissão de prostituta), então é “obviamente” incompatível. “Ela já diz tudo. De acordo com uma lei, se não houver uma legislação é obviamente que é incompatível.”

Sobre a intenção de trazer a dignidade da mulher, Wilton, que é pastor da igreja Sara Nossa Terra, fez esforços para “desmitificar essa ideia de que nós estamos trazendo a dignidade da mulher”.

Wilton Costa nega que profissionalizando a prostituição vai garantir proteção à mulher e saúde.

“É importante para as pessoas entenderem que a prostituição é algo incompatível com a dignidade humana. E justificar que profissionalizando ou legalizando a prostituição, a mulher vai ter uma garantia à saúde ou que ela vai ter a sua segurança garantida. Isso precisamos desmitificar. A saúde é um caos no Brasil, as pessoas não têm remédio, agora se profissionalizar a prostituição as pessoas vão ter saúde? A mulher vai ter saúde? Isso é uma mentira.”

“As mulheres são vítimas de violência porque estão à mercê nas esquinas deste país e o governo fecha os olhos. O Estado fecha os olhos para essa realidade”, acrescentou.

Noêmia insiste que em se tratando de dignidade da mulher, ela tem que ser ouvida. “Se elas escolhem essa atividade profissional, elas devem receber o aparato do Estado.”

O pastor ressaltou que as prostitutas que se mobilizaram para requerer seus direitos de trabalho e que são a favor do projeto, são minoria, pois muitas têm vergonha de publicamente discutir a questão. Ele ainda afirma que as pesquisas dizem que "ninguém se sente digna por estar nas ruas, se prostituindo, vendendo o seu corpo para garantir a sua subsistência."

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Estado é laico e ateus não podem ser ofendidos na TV, diz juiz

DIREITOS CIVIS

31.janeiro.2013 23:00:21

estadão.com

O juiz federal Paulo Cezar Neves Júnior, da 5.ª Vara Cível, condenou a TV Bandeirantes a exibir em rede nacional esclarecimentos à população sobre e a liberdade de consciência e de crença – que que a Constituição assegura. O quadro com os esclarecimentos deve ir ao ar no programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena, e ter duração de 50 minutos.

A sentença é um novo marco numa história que começou no dia 27 de julho de 2010, quando, noBrasil Urgente, Datena e o repórter Márcio Campos teriam insistido em relacionar o ateísmo a um crime bárbaro que relatavam. Durante 50 minutos, de acordo com os autos do processo, fizeram uma série de declarações preconceituosas contra os ateus. “Um sujeito que é ateu não tem limites, e é por isso que a gente vê esses crimes aí”, disse Datena.

Em dezembro do mesmo ano, o Ministério Público Federal em São Paulo entrou na Justiça com uma ação civil pública contra a emissora. O autor da ação, procurador Jefferson Aparecido Dias, assinalou que o apresentador chegou a atribuir os problemas de violência e barbárie no mundo aos ateus.

Em uma de suas declarações transcritas nos autos, Datana diz: “É por isso que o mundo está essa porcaria. Guerra, peste, fome e tudo mais, entendeu? São os caras do mau (sic). Se bem que tem ateu que não é do mau (sic), mas, é … O sujeito que não respeita os limites de Deus, é porque, não sei, não respeita limite nenhum.”

Na avaliação do procurador, ele e o repórter teriam ofendido a honra das pessoas ateias: “Eles ironizaram, inferiorizaram, imputaram crimes, responsabilizaram os ateus por todas as ‘desgraças do mundo’”.

O juiz acatou os argumentos do MPF e condenou a emissora. A União também foi condenada no mesmo processo, por não ter fiscalizado o programa. Por determinação judicial, a Secretaria de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações terá agora que fiscalizar o Brasil Urgente e a exibição dos esclarecimentos a serem prestados à sociedade.

O texto da sentença tem 36 páginas e merece ser lido com atenção. Aborda questões importantes para a democracia e os direitos civis.

Um delas: a liberdade de expressão, garantida pela Constituição, não pode se sobrepor a direitos fundamentais como a liberdade de crença e de convicção. Outra questão é o uso da TV. As redes de TV, segundo o juiz, são concessões públicas. Como tais, devem respeitar e divulgar os valores e os direitos previstos na Constituição, entre eles a laicidade do Estado.

Para Neves Júnior, a Bandeirantes “rompeu a barreira da laicidade Estatal”.

O juiz também disse que o apresentador induziu a audiência ao erro, com informações que não são verdadeiras: “Não há quaisquer dados científicos ou estudos que demonstrem que os ateus sejam consideravelmente atrelados à prática de crimes.”

Como se trata de uma sentença de primeira instância, a emissora poderá recorrer. Em sua contestação inicial, a TV Bandeirantes argumentou que em nenhum momento do programa ocorreram manifestações preconceituosas e que o apresentador e o repórter não generalizaram suas críticas. A emissora também invocou o direito de liberdade de expressão e pensamento.

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