Um diamante maior do que a Terra?
Astrônomos descobriram um planeta duas vezes maior do que a Terra, composto na maior parte de diamante, orbitando uma estrela que é visível a olho nu
11 de outubro de 2012 | 11h 51
CHRIS WICKHAM – Reuters
Astrônomos descobriram um planeta duas vezes maior do que a Terra, composto na maior parte de diamante, orbitando uma estrela que é visível a olho nu.

Reuters
Superfície do planeta atinge 1.648 graus Celsius
O planeta rochoso, chamado "55 Cancri e", orbita uma estrela como o sol a 40 anos-luz de distância na constelação de Câncer, movimentando-se tão rápido que um ano lá dura apenas 18 horas.
Descoberto por uma equipe de pesquisa franco-americana, o planeta tem raio duas vezes maior que o da Terra, mas é muito mais denso, com uma massa oito vezes maior. Também é incrivelmente quente, com temperaturas em sua superfície atingindo 1.648 graus Celsius.
"A superfície deste planeta é provavelmente coberta de grafite e diamante em vez de água e granito", disse o pesquisador Nikku Madhusudhan, de Yale, cujas conclusões deverão ser publicadas no Letters Astrophysical Journal.
O estudo, feito com Olivier Mousis do Institut de Recherche en Astrophysique et Planetologie em Toulose, na França, estima que pelo menos um terço da massa do planeta, o equivalente a cerca de três massas terrestres, poderia ser de diamante.
Planetas-diamante já foram vistos antes, mas esta é a primeira vez que um foi localizado orbitando em torno de uma estrela parecida com o Sol e estudada em tantos detalhes.
"Este é o nosso primeiro vislumbre de um mundo rochoso, com uma química fundamentalmente diferente da Terra", disse Madhusudhan, acrescentando que a descoberta do planeta rico em carbono significa que não se pode mais acreditar que planetas rochosos mais distantes teriam componentes químicos, interiores, ambientes ou biologia semelhantes à Terra.
O astrônomo David Spergel, da Universidade de Princeton, disse que é relativamente fácil desenvolver a estrutura básica e histórica de uma estrela, uma vez que se descobre sua massa e idade.
"Os planetas são muito mais complexos. Esta ‘super-Terra cheia de diamantes’ é provavelmente apenas um exemplo dos ricos conjuntos de descobertas que nos esperam, à medida que começamos a explorar planetas em torno de estrelas próximas".
Festival religioso com carne de gato
Peru tem polêmico festival gastronômico com pratos feitos de gato
11 de outubro de 2012 | 7h 45
- Tradicional e polêmico evento vem despertando protestos por parte de ativistas que dizem que prática é cruel

Todos os anos, os moradores de La Quebrada, ao sul da capital do Peru, Lima, se reúnem para um polêmico evento gastronômico. O Festival Gastronômico do Gato conta com estandes e barraquinhas que servem somente pratos à base de gato.

Rodrigo Abd/AP
Corrida de gato também é popular durante a festividade
O evento relembra a época em que os primeiros escravos se estabeleceram na região, reza a lenda, sobrevivendo se alimentando de gatos. Há vários gatos que são criados especialmente para a ocasião, em que cinquenta animais são sacrificados. Os animais são, depois, preparados fazendo uso de temperos e receitas típicas peruanas.
Entre os quitutes, há o cozido de gato apimentado, gato grelhado com ervas locais huacatay, gato à milanesa e torresmo de gato. Multidões de frequentadores se reúnem nesta comunidade rural ao sul de Lima para provar uma carne que dizem ter um sabor semelhante ao da de coelho.
Afrodisíaco
Em outros países, os locais prezam os supostos poderes de ostras e do chifre do rinoceronte, mas, para os moradores de La Quebrada, a carne de gato é considerada um afrodisíaco. Os habitantes locais defendem ainda que a carne de gato tem supostas capacidades de curar doenças bronco-pulmonares.
A folia gastronômica homenageia Santa Efigênia, a santa padroeira do pequeno município peruano.
Ativistas vêm protestando contra o tradicional festival, sob o argumento de que ele estimula práticas crueis contra gatos e o assassinato dos animais. Recentemente, militantes foram às ruas do bairro de Miraflores – um dos centros gastronômicos de Lima – carregando cartazes com dizeres como ”Deus criou os gatos!” e gritando slogans como ”Assassinos!”, em protesto contra a prática.
Os manifestantes carregavam cartazes com a figura de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais. Mas o consumo de gatos é uma prática restrita ao evento anual de La Quebrada em setembro. A maioria dos peruanos prefere ter felinos como animais domésticos e, na hora de comer, prefere as tradicionais carne bovina ou de galinha.
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