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Cristãos gays podem ir para o céu, Jesus não disse: ‘Eu vou fazer você Hetero’

 

 

Por Lillian Kwon | Christian Post Reporter tradutor Abigail Viana dos Santos

Em uma entrevista com Lisa Ling, o presidente da Exodus International Alan Chambers reiterou sua crença de que os cristãos gays podem ir para o céu. Chambers também comentou sobre a necessidade das igrejas mudarem sua abordagem para com os homossexuais.

  • alan chambers

    (Foto: Exodus)

    Alan Chambers, presidente do ministério norte-americano, Exodus International.

"Eu acho que há pessoas que vivem uma vida gay cristã que vão estar no céu comigo?" ele postou em um episódio de terça-feira de "Our America With Lisa Ling". "Acho, que se eles têm um relacionamento com Deus."

Chambers fez comentários semelhantes em entrevistas anteriores no ano passado. Ele disse ao The Christian Post, em julho que, enquanto ele não pode saber ao certo quem vai ou não entrar no céu, o que ele não sabe é que aqueles – incluindo as pessoas que vivem o estilo de vida homossexual – que tem um relacionamento com Cristo estão "eternamente salvas."

Chambers, que tem uma esposa com quem tem dois filhos, não tolera a homossexualidade. Ele acredita que é um pecado. Mas ele não está interessado em igrejas que tratam a questão da homossexualidade de forma diferente das questões de outros pecados.

"Jesus não disse ‘venha a mim e eu vou fazer de você um hetero." Ele disse ‘venha a mim’", disse o líder da Exodus em uma extensa entrevista com Ling. "Precisamos fazer um trabalho melhor na igreja de apoio a pessoas que talvez não se encaixe com a nossa visão de mundo religioso como cristãos".

"Acho que na igreja nós não temos um relacionamento (com os vizinhos gays e lésbicas) e optamos por fazer sinais de piquete e críticas sobre essa questão de uma forma que não temos feito com outras questões e eu acho que é hora de que parar", disse ele.

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A questão que ele coloca é como os cristãos devem amar seus vizinhos gays e lésbicas "de uma forma que não vá machucá-los, que não vai ofendê-los?"

"Eu não estou dizendo que é andar em cascas de ovos, porque eu tenho amigos gays e lésbicas e falamos sobre questões realmente profundas. Eles me ofendem e eu os ofendo, mas que vem no contexto de relacionamento."

Chambers tem sido líder da Exodus International desde 2001. O ministério, que ajuda aqueles que lutam com a atração por pessoas do mesmo sexo, recentemente se distanciou-se da terapia reparadora – um tipo de aconselhamento que visa mudar a orientação sexual de uma pessoa de gay a hetero.

Parte da razão pela qual a Exodus deixou de apoiar a terapia reparativa foi porque ela iria definir pessoas por "expectativas irreais", como a promessa de diminuir ou até mesmo eliminar atração pelo mesmo sexo.

"A grande maioria das pessoas que eu conheci diria que há algum nível de luta ou tentação ou atração que é residente seja um pouco ou muito. E não sei se alguém pode dizer que a terapia pode mudar isso," Chambers disse a Ling.

Chambers, que era um ex-homossexual praticante, foi também foi perturbado por algumas das técnicas empregadas na terapia reparativa, tais como o uso de pornografia heterossexual.

Casado há quase 15 anos com Leslie, Chambers, um cristão, ainda luta com atração pelo mesmo sexo, mas disse a Ling que ele nem se identifica como gay nem se sente "preso" em seu casamento.

"Por mais de 15 anos desde que eu estive no relacionamento com Leslie, minha atração foi em direção a ela, a minha devoção foi em direção a ela", explicou. "Eu escolhi este casamento. Ela é o objeto do meu desejo. Ela é o objeto da minha afeição. Eu não escolheria qualquer coisa ou qualquer outra pessoa, mas ela.

"Então, eu sou heterossexual? Não sei. Eu não sou gay."

Ele acrescentou: "Eu tenho atrações Leslie. Tenho atrações pelo sexo oposto pela minha esposa”.

Quando perguntado por Ling o que ele faria se seu filho fosse gay, Chambers disse que ainda o amaria.

"E se ele (filho) for? Você respira fundo e continua o relacionamento," ele respondeu. "Não sei o que meus filhos vão escolher quando tiverem idade suficiente para escolher. No fim das contas, eles são meus filhos e eu os amo e não há nada mais importante do que a minha relação com eles."

Chambers disse que considera uma tragédia que muitos pais na igreja têm estado temerosos em dizer aos outros que eles têm um filho gay ou lésbica.

"Queremos ajudar estes pais a ter uma relação com o seu filho gay [ou] filha lésbica que não está centrada ou em torno de onde eles não concordam, mas as coisas que eles concordam e que é estar em um relacionamento um com o outro, como pais e filhos", afirmou.

Comentários recentes de Chambers aos cristãos gays no céu e renúncia da terapia reparativa causaram polêmica entre alguns evangélicos. Dr. Robert AJ Gagnon, professor de Novo Testamento no Seminário Teológico de Pittsburgh, até mesmo pediu que ele renunciasse à presidência.

Vário ministros (de cerca de 270) deixaram a Exodus International, nos últimos dois meses, mas o conselho ficou com Chambers.

John Warren, tesoureiro do Conselho de Administração Exodus Internacional, defendeu Chambers como ministro do Evangelho que tem uma visão bíblica do pecado e arrependimento e que entregou sua vida a serviço do Senhor.

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Ex-Cabo Bruno sai da cadeia após 27 anos para fazer a obra de Deus: ‘Sou pastor evangélico’

 

"Deus me preparou nesses 20 anos exatamente para isso"

Por Amanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

O ex-PM Florisvaldo de Oliveira, condenado a 117 anos de prisão e com mais de 50 assassinatos, saiu da penitenciária na tarde desta quinta-feira, e afirmou que vai fazer a “obra de Deus” de agora em diante, segundo relatou a Folha de S.P.

  • Florisvaldo de Oliveira

    (Foto: Divulgação)

    Ex-PM Florisvaldo de Oliveira, cabo Bruno, saiu da cadeia nesta quinta-feira,23 de agosto de 2012, após 27 anos de prisão.

"Sou pastor evangélico. Minha família é evangélica. Deus me preparou nesses 20 anos exatamente para isso", disse ele à publicação.

Bruno pretende virar pastor e atuar ao lado de sua esposa, a também pastora evangélica e cantora gospel, Dayse da Silva Oliveira. Dayse está no momento afastada das reuniões de sua igreja, a Igreja Pentecostal Refúgio em Cristo, na vizinha Taubaté, para evitar o assédio da imprensa e curiosos.

Bruno foi acusado de cometer o homicídio de mais de 50 pessoas na zona sul de São Paulo, nos anos 1980. Ele conseguiu a liberdade a partir de um decreto da presidente Dilma Rousseff, que perdoa os presos que tenham tido comportamento exemplar na cadeia por 20 anos ininterruptos. Cabo Bruno teria fugido da cadeia por três vezes até 1991, mas depois disso não cometeu nenhuma falta indisciplinar.

Com uma renda não suficiente a princípio como pastor, Bruno informou que poderia fazer trabalho como artista plástico e planeja também fazer um curso profissionalizante “para o caso de emergência”.

“Embora eu tenha uma idade já meio avançada, Deus me deu saúde, sabedoria, uma mente boa, preservou minha mente", afirmou.

Livre, Bruno afirma que ficou com trauma da imprensa e prefere não mostrar o rosto. “Quanto mais eu puder evitar [ser exposto] é melhor”, afirmou.
Hoje, Bruno é querido pastor pelos colegas na prisão, de fala mansa e, segundo Deyse, “é um homem transformado”.

Bruno saiu de maneira discreta da penitenciária, escondido no banco de trás de um carro da Funap (Fundação de Amparo ao Preso), driblando os jornalistas.

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Os Illuminati e a Igreja

 

 

Todos nós sabemos que desde os tempos antigos existiram imperadores, muitos dos quais foram homens tomados de uma ambição desumana que extrapolou toda e qualquer sensibilidade ou compaixão. Vivendo e sendo guiados pela ânsia nua e crua de poder, esmagaram os povos que se opuseram a eles: Alexandre, o Grande; os Césares; Gengis Khan; Napoleão. E até aqueles que, sem ser imperadores, agiram como tal, a exemplo de Adolf Hitler. Esses estadistas ceifaram a vida de multidões como grama para alcançar seus objetivos de poder, em grande parte insanos. A gana por ter nas suas mãos o destino dos povos assegurou a muitos deles um lugar de infâmia na História do mundo.

Ambição é uma constante humana. Em todos os tempos, e em todos os níveis, houve quem quisesse agregar para si poder sobre os outros. Esse poder confere a quem o detém quase que o status de semideus, pois projeta o sentimento do ambicioso para além da condição de mero mortal.

Mas o tempo de ditadores já passou, claro. Vivemos num planeta mais civilizado. Bem… será? Será que não sobrou quem queira dominar o mundo? Será que esse impulso satânico deixou de existir? Afinal, será que todos já aprenderam que querer domínio global é uma ambição fadada ao fracasso e à destruição? Claro que homens da laia de Hitler são coisa do passado! Claro que não existem mais figuras como essas! Na realidade, infelizmente não é bem assim. Sabemos que há líderes tribais na África que sequestram crianças, forçando-as a se tornarem assassinas – até da sua própria família. De metralhadoras nas mãos, e com apenas 11 ou 12 anos de idade, são transformadas em monstros. Liderando essas milícias há homens desprovidos de qualquer noção de humanidade. Não só na África, mas entre as FARC e, por que não dizer, nas favelas dos centros urbanos da nossa própria nação.

Sabemos mais: há companhias que produzem alimentos que sabidamente contêm elementos cancerígenos. Coincidentemente (ou não?), são as mesmas companhias que fabricam os medicamentos que tratam os cânceres que esses aditivos provocam. “Mas isso é loucura!”, poderíamos pensar. “É fruto de um devaneio doentio. Imagine se alguém seria tão cruel e desumano ao ponto de causar doenças só para aumentar a sua fortuna pessoal. Não! Pessoas assim não existem”.

Histórias dessa linha, as que falam de conspirações, cartéis, Illuminati, barões em castelos tramando contra a humanidade… são obras de ficção. Bobagem! O mundo está um caos, isso sim. Está tudo uma grande bagunça. Claro que existe um diabo que quer matar e destruir, mas isso não acontece em larga escala. No máximo ele quer que eu traia a minha esposa ou que eu perca os meus filhos para uma vida de pecado. O resto foi inventado para servir de roteiro em Hollywood. Sim, podemos pensar tudo isso.

Todavia, revoluções criadas pelo mercado do petróleo, experiências com novos remédios em vilarejos inteiros na África, cartéis de tráfico de diamantes que escravizam populações, crédito bancário que mantém os trabalhadores deste mundo num estado perpétuo de escravidão, seres humanos mantidos em regime escravo, tráfico de drogas, safras transgênicas, conspirações de revolução social mundial… essas coisas existem. Por trás de cada uma delas há pessoas que tomam decisões. Que têm noção do que estão fazendo. Há gananciosos que não enxergam o custo em vidas humanas como algo que importa. O seu interesse é tão cruel como o de um Hitler ou um Gengis Khan. Não usam espadas para esquartejar as suas vítimas. Usam computadores. Números. Marqueteiros e fundações. Mas seus métodos são tão cruéis como. Só que os tais não aparecem. Pois temos sido doutrinados a aceitar tudo isso como absolutamente “normal”.

Assisti ao filme Super Size Me – A dieta do palhaço, sobre um homem que decidiu viver por trinta dias alimentando-se apenas de fast food. De manhã, à tarde e à noite, ele consumiu apenas os hambúrgueres, as batatas fritas e os refrigerantes de uma conhecida cadeia internacional de lanchonetes. O filme mostra que ele quase morreu. Provou que fast food é veneno. Só que, em vez de causar uma debandada geral deste hábito tão “normal”, o filme virou cult – algo para ser visto por excêntricos que acreditam nessas “bobagens” de conspiração. Afinal, ninguém nos prejudicaria e, certamente, o governo não permitiria que nos fizessem mal assim, não é?  O pior que os nossos governantes fazem é roubar um pouco do nosso dinheiro. Jamais nos fariam mal. Será?

Porque… e se for verdade? Que sentido tem a vida? O que estamos fazendo aqui? Qual é o papel da Igreja face a todo esse mal sistêmico? Vamos mudar o mundo? Empunhar cartazes? Defender uma alimentação macrobiótica? Deixar de consumir comida industrializada? Mudar para o campo e sobreviver comendo broto de feijão e tecendo a nossa própria roupa?

Certamente o caminho não é esse. Mas a verdade é que a Igreja vive enamorada pelo mundo. Curtimos ver dois brutamontes entrarem numa jaula (no eufemismo, o “octógono”) e se surrarem até que um caia ensanguentado e semiconsciente. “É esporte”, defendem os adeptos. Consumimos a crédito hipotecando nossos futuros e fazendo com que nossa força vital seja sugada por bancos. Escravos do sistema, nos fazemos amigos do mundo. O próprio “evangelho” tem se oferecido a serviço deste mundo. Com promessas de prosperidade e alegria, vivemos numa “festa da virada”. Afinal, Deus nos fez cabeça e não cauda. Vamos às compras. Vamos ao shopping. Vamos fazer um evangelismozinho de vez em quando, porque, afinal, “Jesus merece”. Mas não sejamos radicais. Pega leve. Deus nos criou para gozar das coisas boas da vida.

E, como a grama, nossa saúde, nosso futuro, nossa mente, tudo é ceifado pelos que lucram às custas do mar da humanidade. Pior: há quem esteja servindo este mundo em nome de Deus. Sim, pois há os que, para saciar sua ânsia por poder, satisfazem os anseios do povo e oferecem a versão “gospel” de tudo o que o mundo já oferece na sua versão “ímpia”. Só que não importa o nome que damos a um copo de água poluída, aquilo continua a ser nocivo. Não importa o nome que damos à indústria de entretenimento, ainda assim consumirá nossa mente e nosso tempo.

Paulo disse: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.” (Ef 5.15-17)

Os dias são maus? Você realmente acredita nisto? Ah, meu caro, minha cara, como são! Não estamos em festa. A realidade é outra. Os bárbaros põem a mesa com sangue humano. Devoram os fracos. Agregam poder. E a Igreja? Embriagada pelo “vinho” desta geração, anda dissoluta, perdida, e sua fé é inoperante e infrutífera. Os anjos choram. As trevas avançam. Quem levantará os olhos para o único que pode nos salvar? Quantos vão parar e começar a pensar, orar e estudar as Escrituras? Quem se habilita a ser luz entre as trevas?

Na paz,
+W

Bispo Walter Mcalister