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Marta Suplicy afirma ‘bancada evangélica é muito barulhenta’ sobre lei contra homofobia

 

PorAmanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

Relatora do projeto de lei que criminaliza a homofobia, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) pediu, nesta terça-feira (15), “pressão” da população para aprovar a lei e afirmou que a bancada evangélica, principal oponente do projeto, é “muito barulhenta”.

  • Marta suplicy

    (Foto: Reuters)

    O projeto de lei 122/06 que visa criminalizar a homofobia foi “sepultado” pela senadora Marta Suplicy mas já tem “outro na manga” com as “mesmas diretrizes”.

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Segundo a senadora, uma “maioria silenciosa” favorável ao projeto, ou pelo menos neutra, vai se posicionar se a população civil se posicionar a favor do projeto.

Marta tem tentado viabilizar a votação já em outras ocasiões na Comissão de Direitos Humanos na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), mas sem obter sucesso com grande oposição da bancada evangélica.

Segundo a senadora, os evangélicos da bancada representam “uma minoria que é muito barulhenta e se posiciona”. Ela alega que no país os homossexuais são vítimas de bullying e que o projeto vai inibir a violência.

Entretanto, Marta sofre críticas que não vem somente dos evangélicos. Grupos pró-família e outros líderes religiosos desfavorecem a sua posição. Na mídia, o colunista da Veja, Reinaldo Azevedo, expressa seu desfavorecimento afirmando que a lei é um “coquetel de incostitucionalidades”.

“A dita lei anti-homofobia, mesmo na versão amenizada que está no Senado, é um coquetel de inconstitucionalidades,” afirmou em seu texto intitulado “Será mesmo que o texto de Marta Suplicy de ‘combate à homofobia’ é aceitável? Resposta: ‘não’!”

“Pressão da sociedade” significa a organização de grupos da militância gay em favor da lei – e, obviamente, o silêncio de quem é contra o texto. E é evidente que se pode ser contra não por preconceito contra os gays, mas porque a lei ofende o bom senso e cria uma casta de aristocratas sob o pretexto de combater a homofobia”, completou ele.

Para a pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), existe o preconceito contra homossexuais no país e ele pode se traduzir em insultos, violências simbólicas e violência física contra os jovens homossexuais.

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Vaticano faz acordo com Benetton sobre imagem polêmica do papa

15/05/2012 – 14h53

 

 

DA ANSA E DA EFE, NA CIDADE DO VATICANO

O Vaticano e a grife italiana Benetton chegaram nesta terça-feira a um acordo em relação à publicação de uma imagem do papa Bento 16 beijando o imã Al Azhar, como parte de uma campanha publicitária de novembro de 2011.

Além da retirada da imagem, a marca deverá doar uma quantia em dinheiro para um projeto de caridade da Igreja.

Campanha mostra líderes mundiais se beijando

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Divulgação/Benetton

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Papa Bento 16 dá um beijo em Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar no Cairo Leia Mais

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a Benetton reconheceu publicamente o uso da "sensibilidade dos crentes" e reiterou que "a imagem do papa deve ser respeitada e usada apenas com autorização prévia da Santa Sé".

"A Santa Sé não quis pedir indenizações de natureza econômica, mas quis obter o ressarcimento moral de reconhecimento do abuso realizado e afirma a sua vontade de defender, inclusive por meios legais, a imagem do pontífice", afirmou Lombardi.

De acordo com o porta-voz, "assim se encerra, também do ponto de vista legal, um episódio muito desagradável, que não deveria ter acontecido, mas do qual se espera poder aprender uma lição de respeito com a imagem do papa e das sensibilidades dos fiéis".

CAMPANHA

A campanha publicitária que suscitou a ira do Vaticano contra a Benetton, empresa de moda caracterizada por seus polêmicos anúncios, se chamava "Unhate" (o que poderia ser traduzida como "Contra o ódio").

O papa Bento 16 não era o único que aparecia nas montagens, estreladas também, entre outros, pelo presidente americano, Barack Obama, beijando o líder venezuelano, Hugo Chávez, e o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, fazendo o mesmo com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Após o escândalo, a Benetton retirou a fotomontagem do papa

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A IGREJA DE HOJE ESTÁ FALIDA

 

Walter McAlister crê que Igreja sobreviverá, mas de outra forma

Por: Celso de Carvalho e Vinicius Cintra – Redação Creio

            Um clamor por mudança, por uma igreja realmente relevante. Estas foram as opiniões do bispo Walter McAlister, durante o 39º Congresso da Sepal realizado na última semana em Águas de Lindóia (SP). Convidado do Fórum: Como a Igreja pode sobreviver ao Século XXI, o bispo que está lançando o livro Neo Pentecostalismo pela Anno Domini, declarou que ‘no ministério não há truque ou trocas’ e ‘que a Igreja de hoje está falida’.

            Ao lado de Armando Bispo, bispo McAlister lembrou a trajetória de sua família e de que forma houve a contribuição na história da Igreja Brasileira. Lembrou trechos que estão no livro ‘História do Neo Pentecostalismo’. Ele criticou a associação do termo a um determinado tipo de igreja que adota práticas apócrifas em seus cultos, realiza exorcismos com transmissão pela TV como forma de se promover, lança mão de métodos mágicos incorporados de outras religiões, promove um sincretismo claríssimo em suas reuniões, usa meios duvidosos para arrecadar dinheiro, prega a Teologia da Prosperidade e segue uma linha doutrinária que Bispo Roberto classificaria de antibíblica.”

            Aos pastores aconselhou que ‘no ministério não há truque ou trocas. “Não há modelo que possamos copiar para manter longevidade da igreja.  A Igreja não precisa de visibilidade, precisa do Espírito Santo salvando.A Igreja que vai prevalecer é a não institucional”, encerrou.

Data: 14/5/2012 17:26:38