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Brasileiro cria inteligência artificial para ajudar pacientes de áreas afastadas

Inteligência Artificial na Medicina
Fabrício Filho, editado por Liliane Nakagawa
Portal criado dá acesso a exames de pacientes, que vivem em áreas rurais ou afastadas dos grandes centros, a médicos especialistas, que estão à quilômetros de distância

Pessoas que moram em cidades urbanas geralmente têm fácil acesso a hospitais, sejam públicos ou particulares. No entanto, moradores de comunidades rurais que vivem longe de grandes centros urbanos não possuem a mesma vantagem. Visando diminuir essa disparidade, o empresário brasileiro Rafael Figueroa criou o Portal Telemedicina, que utiliza inteligência artificial para ajudar àqueles que não têm acesso à medicina em suas regiões.

O portal participou do programa de aceleração de inicialização do Google, o que levou Rafael a se tornar um dos principais mentores globais de inteligência artificial do programa. Agora, mais de 500 clínicas rurais e grandes instituições em todo o Brasil e em países falantes da língua portuguesa, como Portugal e Angola, estão utilizando a tecnologia criada pelo brasileiro.

A empresa foi selecionada pela ONU – Organização das Nações Unidas como uma das 10 empresas globais a participar do Accelerate 300, que apoia empreendedores cujos trabalhos contribuem para o desenvolvimento sustentável do mundo.

“Com a nossa tecnologia, uma pessoa que vive em uma zona rural no Brasil, poderá ir à clínica local e fazer um raio-x. Com apenas alguns cliques, os enfermeiros podem enviar as informações pela nuvem para os médicos da capital do estado. Os especialistas, então, podem fornecer diagnósticos precisos a 1.600 quilômetros de distância”, afirmou o brasileiro.

Ao ser perguntado como a IA sabe o que procurar em uma imagem de exame, Rafael disse que “os computadores são tão inteligentes quanto às informações inseridas em seu sistema”. “Nossa plataforma usa mais de 30 milhões de exames e registros de saúde, que o computador pode usar para aprender e fazer referência. Isso faz com que possamos obter descobertas médicas com precisão igual ou superior ao nível humano”, revelou o empresário.

Fonte: Google
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Ciência

Cientistas se preparam para clonar cavalo de 40 mil anos

Fóssil potro
Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa
Em uma cratera na Sibéria; pesquisadores conseguiram extrair sangue e urina

Cientistas russos estão prontos para clonar um cavalo de 42 mil anos. O potro, quase completamente preservado, foi encontrado na Cratera Batagaika, no leste da Sibéria. Na autópsia, constatou-se que o animal ainda tinha sangue líquido dentro de seu coração. Normalmente, o sangue coagula ou torna-se pó com o passar do tempo, mas o congelamento evitou que isso ocorresse.

Encontrado por moradores locais, o fóssil foi escavado por cientistas da Rússia e do Japão e levado ao Museu do Mamute, na Universidade Federal do Nordeste (NEFU), em Yakutsk. De acordo com o diretor do museu, Semyon Grigoryev, esse é o primeiro fóssil de um cavalo pré-histórico tão jovem e tão bem preservado.

(Michil Yakoklev/North-Eastern Federal University)

A descoberta de sangue e urina líquidos é ainda mais rara. Grigoryev disse em entrevista à CNN que ele conhecia apenas um único caso no qual sangue líquido foi encontrado. Trata-se de um fóssil congelado de um mamute adulto, descoberto por ele e sua equipe em maio de 2013, na costa nordeste da Rússia.

O potro tinha entre dois e três meses quando morreu, provavelmente afogado em lama, que depois se transformou no permafrost, um tipo de solo formado por terra, gelo e rochas, permanentemente congelado. Agora, a esperança dos pesquisadores é conseguir clonar um animal já extinto.

O permafrost é uma grande fonte de fósseis, que podem ensinar mais sobre a vida na Era do Gelo. Recentemente, cientistas encontraram um filhote de leão tão jovem que ainda não possuía dentes, congelado e em perfeito estado.

(Michil Yakoklev/North-Eastern Federal University)

Além do potro, a expedição retornou também com um esqueleto de mamute completo. Por enquanto, não há previsão de quando os pesquisadores tentarão clonar o animal, mas espera-se que isso ocorra em um futuro próximo. Grigoryev, contudo, acha a clonagem improvável, devido ao fato de que as células sanguíneas (hemácias) não possuem núcleo com DNA.

Segundo os estudiosos, o animal é um Cavalo de Lena (Equus lenensis), que vivia na região há cerca de 30 a 40 mil anos. O potro será exibido no Japão, de junho a setembro de 2020, como parte da exposição sobre os mamutes.

Via: EngenhariaÉ

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Cultos

Startup russa vende ‘imortalidade digital’ com clones-robôs de pessoas

Human Bot
Sofia Aureli, editado por Cesar Schaeffer 04/11/2019 09h28
Empresa oferece a possibilidade de encomendar o robô para uso pessoal ou profissional

A startup russa Promobot está vendendo robôs-clones autônomos que podem ter a aparência de pessoas reais. Fica a cargo do comprador escolher quem copiar. Segundo o co-fundador da empresa, Oleg Kivokurtsev, o Robô-C é uma digitalização da personalidade original e a criação de uma aparência individual. “Como resultado, oferecemos aos nossos consumidores uma imortalidade digital”.

Para Aleksei Iuzhakov, chefe da direção do Promobot, todos poderão encomendar um robô com qualquer aparência, seja para uso pessoal ou profissional. “Imagine uma réplica do Michael Jordan vendendo uniformes de basquete e William Shakespeare lendo seus próprios textos em um museu”, completou.

Os Robôs-C não podem andar, mas seu pescoço e tronco possuem três graus de movimento, de acordo com o site da startup. Além disso, seu rosto possui 18 partes móveis, que permitem o robô produzir 600 micro expressões e sua inteligência artificial pode criar até 100 mil módulos de fala.

Em uma entrevista à CNBC, a empresa anunciou que já está recebendo pedidos e, por enquanto, está construindo quatro clones. Enquanto um deles atuará em um centro de serviços governamentais para executar funções diversas – como escanear passaportes, o outro será um clone de Albert Einstein para uma exibição de robôs. Por fim, segundo a CNBC, os últimos dois robôs serão os clones de um pai e uma mãe de uma família no Oriente Médio, com o propósito de cumprimentar os convidados.

Via: Futurism