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Chico ainda vive porque Deus quis, diz esposa de Chico Anysio

 

PorAna Araújo | Repórter do The Christian Post

Chico Anysio, 80, e sua família estão passando por momentos difíceis com a internação do humorista em estado grave na CTI. Sua esposa, Malga di Paula, acredita que Chico ainda está vivo graças à vontade de Deus.

  • Chico Anysio

    (Foto: Divulgação)

    Chico Anysio está em estado grave no CTI

“A vontade de Deus está sendo feita. Não há apego que seja maior que a vontade dele. Chico continua vivo e aqui porque Deus quis. Se Deus já quisesse ter levado o Chico, ele teria ido”, disse ela neste sábado, em sua conta no Twitter.

A empresária afirmou ainda que está preparada para aceitar a morte do humorista, caso esta seja a vontade de Deus, “meu poder não é maior que o poder divino. O que eu sei é que Deus me pôs ao lado do Chico para que eu tenha fé e esperança. E nada vai tirar isso de mim”.

Ela continuou a declaração em seu microblog, dizendo que estará ao lado do marido até quando for preciso.

“Todas as pessoas do mundo que fizeram o bem durante suas vidas deveriam ter o direito de ter alguém segurando sua mãe no momento mais difícil e dizendo estou aqui para tudo o que você precisar. Conte comigo porque eu te amo. Isso é o que eu mais digo ao Chico, sempre, sempre…”.

O boletim médico divulgado pela equipe responsável por Chico Anysio neste domingo, afirmou que ele continua internado em estado grave no CTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

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O ator continua fazendo diálise em alguns períodos do dia, permanece sedado e respira com a ajuda de aparelhos. Ainda não há previsão de redução do medicamento, indispensável para o controle de sua pressão arterial.

Anysio está internado desde o dia 22 de dezembro, devido a uma pneumonia. Desde então, ele já teve que passar por procedimentos cirúrgicos para auxílio de sua reabilitação respiratória e para retirada de uma parte de seu intestino delgado. Ainda não há previsão de alta.

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O preço da sua alma: como o cérebro decide vendê-la ou não

 

Pesquisa mostra que valores sagrados são processados de forma diferente

23 de janeiro de 2012 | 12h 17

estadao.com.br

A tomada de decisão sobre "valores sagrados" passa por um processo cognitivo diferente, mostra um estudo feito pela Universidade Emory.
O estudo usou exames de neuroimagem que mostram que valores que as pessoas se recusam a negar, mesmo diante de oferta de dinheiro, são processados de forma diferente no cérebro do que aqueles que as pessoas "vendem" de bom grado.
"Nossa experiência mostra que o reino do sagrado – seja uma forte crença religiosa, uma identidade nacional ou um código de ética – é um processo cognitivo diferente", diz Gregory Berns, autor do estudo.
Valores sagrados ativam de uma área no cérebro associada com regras e processos de certo-ou-errado em oposição às regiões associadas a processos de custo-benefício.
"Isso tem grandes implicações para compreender melhor o que influencia comportamentos humanos nos países e culturas", diz Berns. "Estamos vendo como valores culturais fundamentais são representados no cérebro", diz.
Os pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para gravar as respostas de 32 voluntários durante um teste. Na primeira fase, os participantes observavam afirmativas que variavam desde "você é um bebedor de chá" até "você apoia o casamento gay". Cada uma das 62 sentenças tinha uma frase contraditória. Os participantes precisavam escolher um deles.
No fim do teste, os participantes tiveram a opção de fazer uma espécie de leilão com suas sentenças, repudiando as escolhas anteriores em troca de dinheiro. Os participantes podiam ganhar U$ 100 dólares por sentença simplesmente concordando em assinar um documento declarando o oposto do que acreditavam. Eles puderam optar por deixar de fora as sentenças de alto valor para eles.
"Nós usamos o leilão como uma medida da integridade para afirmações específicas", explica Berns. "Se a pessoa recusa a ganhar dinheiro para mudar uma afirmação, então consideramos que o valor é sagrado para ele. Mas se eles ficam com o dinheiro, então consideramos que a pessoa tinha baixa integridade para aquela afirmação e que ela não era sagrada", diz.
Os dados das imagens cerebrais mostraram uma forte correlação entre valores sagrados e a ativação de sistemas neurais associados com avaliação do que é certo e do que é errado (a junção temporoparietal esquerda) e recuperação de regras semânticas (o córtex prefrontal ventrolateral direito), mas não com sistemas associados a recompensas.
"Grande parte das políticas públicas baseia-se em oferecer incentivos", diz Berns. "Nossa descoberta indica que não é razoável pensar que uma política baseada em análise de custo-benefício poderá influenciar o comportamento das pessoas quando se trata de valores sagrados, porque eles são processados em um sistema cerebral completamente diferente daquele dos incentivos", diz Berns.
Os participantes que tinham participação mais ativa em organizações, como igrejas, times esportivos e grupos musicais tinham uma atividade cerebral mais forte nas mesmas regiões relacionadas a valores sagrados. "Grupos organizados podem inculcar valores mais fortemente do que o uso de regras ou normas sociais", continua ele.
O teste também mostrou uma ativação na amígdala, região do cérebro associada com reações emocionais, mas somente quando os participantes recusaram dinheiro para trocar afirmações sobre o que eles acreditavam.
"À medida que a cultura muda, isso afeta nosso cérebro, e à medida que o cérebro muda, isso afeta a cultura. Você não pode separar os dois", diz Berns. "Agora temos o significado para compreender essa relação."

 

Descobertos ninhos de dinossauros que viveram há 190 milhões de anos

 

Achado em sítio arqueológico na África do Sul revela informações significativas sobre a evolução do comportamento reprodutivo do prossaurópode Massospondylus

23 de janeiro de 2012 | 18h 37

  • Estadão.com.br

Uma escavação feita em um sítio arqueológico na África do Sul desenterrou pistas de uma ‘ninhada’ do prossaurópode Massospondylus, espécie de dinossauro que viveu há 190 milhões de anos. A descoberta revela informações significativas sobre a evolução do complexo comportamento reprodutivo destes antigos animais.

Marca do bebê dinossauro Massospondylus no sítio arqueológico  - D. Scott/Divulgação

D. Scott/Divulgação

Marca do bebê dinossauro Massospondylus no sítio arqueológico

Conduzido pelos paleontólogo Robert Reisz, da Universidade de Toronto Mississauga, e David Evans, do Museu Real de Ontário, o estudo sobre o achado descreve ninhos de ovos, muitos com embriões, assim como pegadas de dinossauros pequenos, o que proporciona evidências de que filhotes permaneceram no local por tempo suficiente para que atingissem ao menos o dobro do tamanho.

Pelo menos dez ninhos foram descobertos pelos pesquisadores, cada um com resquícios de até 34 ovos, muito próximos uns dos outros. A distribuição dos ninhos em sedimentos indica que estes primeiros dinossauros voltaram várias vezes ao sítio, um comportamento conhecido como ‘fidelidade ao ninho’, e provavelmente reunidos em grupos para colocar seus ovos – a chamada nidificação colonial, que é a mais antiga evidência conhecida no registro fóssil.

O grande tamanho da mãe, ao menos 6 metros de comprimento, o pequeno tamanho dos ovos, cerca de 6 a 7 centímetros de diâmetro, e a natureza altamente organizada do ninho sugerem que a mãe dinossauro pode ter arrumado os ovos cuidadosamente depois que os colocou no local.

"Os ovos, embriões e ninhos vieram das pedras localizadas em uma estrada vertical de difícil acesso", disse Robert Reisz, professor de Biologia da Universidade de Toronto Mississauga. "Ainda assim, conseguimos encontrar dez ninhos, o que indica que há muito mais no penhasco, mesmo que cobertos por toneladas de rocha. Prevemos que os ninhos vão surgir por conta dos processos naturais de intemperismo".

Os fósseis foram encontrados em rochas sedimentares do início do período Jurássico, no Golden Gate Highlands National Park, na África do Sul. Este sítio já havia sido palco da descoberta do mais antigo conjunto de embriões pertencentes ao Massospondylus – um parente dos gigantes saurópodes, dinossauros de pescoço longo dos períodos Jurássico e Cretáceo.

"Mesmo que o registro fóssil dos dinossauros seja extenso, nós temos pouca informação sobre a biologia reprodutiva destes primeiros animais", afirma David Evans, paleontólogo de vertebrados do Museu Real de Ontário. "Esta série impressionante de ninhos com 190 milhões de anos nos dá o primeiro olhar detalhado sobre a reprodução dos dinossauros no início da história evolutiva", afirma.