Categorias
curiosidades Noticias

O faraó da Cantareira

 

Por Rodrigo Burgarelli

Quão verossímil parece ser a história de uma estatúa egípicia negra caindo de paraquedas no quintal de uma casa no pé da Serra da Cantareira? Cinco testemunhas juram de pés juntos que isso de fato aconteceu. Nenhuma delas, porém, sabe explicar que motivo alguém teria para jogar um artefato desses de um avião – ainda mais sobre uma das mais importantes áreas de proteção ambiental da cidade.

Os relatos são de seguranças contratados pela Prefeitura de São Paulo para fazer guarda em um terreno de 1 milhão de m² que, futuramente, vai abrigar o Parque Linear do Bispo, na zona norte. Foi um deles que, na ronda diária de praxe no começo do ano, descobriu a estátua jogada no meio do mato, amarrada em uma grande lona preta que funcionaria para amortecer a queda. O objeto representa um homem forte com pinta de faraó, usando saiote e braceletes dourados e um turbante egípcio estilo “Tutancâmon”. O fundo, oco e aberto, possui as bordas pintadas de vermelho.

farao.jpg

Sua primeira reação foi chamar os companheiros para elaborar um veredicto sobre o objeto. Na hora, não houve dúvidas: era despacho, e dos fortes. A Estrada de Santa Inês, onde ficará a entrada do futuro parque, é conhecida como um dos pontos prediletos para os rituais afrobrasileiros, comuns na região. “Aqui você tem que andar tomando cuidado, porque qualquer bobeada pode ser um chute ou pisão em alguma macumba”, diz um dos seguranças. Nenhum quis dar o nome para a reportagem.

Mas essa hipótese começou a perder força depois de um tempo. Afinal de contas, alguém já ouviu falar de despacho jogado de avião? Surgiram então outras explicações – “podiam querer isso aí para colocar droga dentro e transportar, não sei”, cogita outro  –, mas nenhuma realmente convenceu. Como o susto inicial já havia passado, eles acharam que deixar o artefato no mato era desperdício e decidiram levá-lo para um lugar com mais destaque.

Agora, a estátua está amarrada bem em uma árvore bem em frente à casinha azul, e qualquer um que sobe de carro a Estrada de Santa Inês em direção a Mairiporã pode vê-la do lado esquerdo da pista, um pouco antes do início do Parque Estadual da Serra da Cantareira. Se traz mau agouro, bem, isso ninguém provou. Mas talvez alguns moradores do Tremembé agora tenham quem culpar caso o tão odiado Trecho Norte do Rodoanel saia do papel – é bem ali, a poucos metros de onde está a estátua, que passará o novo tramo de44 km do anel viário.

Categorias
Artigos

O ÓDIO DO PECADO.

Por Leandro Borges

“Ainda que desçam ao mais profundo abismo, a minha mão os tirará de lá; se subirem ao céu, de lá os farei descer. Se se esconderem no cimo do Carmelo, de lá buscá-los-ei e de lá os tirarei; e, se dos meus olhos se ocultarem no fundo do mar, de lá darei ordem à serpente, e ela os morderá. Se forem para o cativeiro diante de seus inimigos, ali darei ordem à espada, e ela os matará; porei os olhos sobre eles, para o mal e não para o bem. Porque o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, é o que toca a terra, e ela se derrete, e todos os que habitam nela se enlutarão; ela subirá toda como o Nilo e abaixará como o rio do Egito. Deus é o que edifica as suas câmaras no céu e a sua abóbada fundou na terra; é o que chama as águas do mar e as derrama sobre a terra, SENHOR é o seu nome. Eis que os olhos do SENHOR Deus estão contra este reino pecador, e eu o destruirei de sobre a face da terra; mas não destruirei de todo a casa de Jacó, diz o SENHOR. Porque eis que darei ordens e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo no crivo, sem que caia na terra um só grão.Todos os pecadores do meu povo morrerão à espada, os quais dizem: O mal não nos alcançará, nem nos encontrará”. (Amós cap.9 vers.2,3,4,5,6,8,9,10).

Podemos aceitar que existe um sentido genérico do amor de Deus. Ele demonstra e fala de amor ao mundo, à humanidade, à sua criação. Como calvinista, não tenho nenhuma dificuldade em aceitar isso. Temos que entender, porém, que no sentido salvífico (a salvação eterna da perdição e condenação do pecado) o amor de Deus é derramado exclusivamente sobre o seu povo e, individualmente, sobre os que ele eficazmente chama para si. Sobre aqueles que responderão, ao chamado eficaz, abraçando a Cristo como único e suficiente Salvador.

A frase "Deus odeia o pecado, mas ama ao pecador", entretanto, por mais que seja proferida e repetida, é uma forma simplista de expressar uma situação complexa, pois realmente é impossível separar o pecado do pecador, como se o pecado fosse uma entidade com vida independente, que apenas se utiliza do corpo e da mente do praticante.
Observe que (Tiago cap.1 versa.12,13,14,15), nos ensina que o pecado é gerado dentro das pessoas, partindo da própria concupiscência, externando sua prática em um relacionamento "simbiótico" (de dependência mútua) com o praticante. Sem barreiras e controles, enfim, sem a redenção, leva à morte. Observem bem:“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”.

O pecado é algo odioso em suas manifestações. Estas são verificáveis nas pessoas, pecadoras, sem as quais ele é indescritível e amorfo.
Em (Romanos cap.9) a Bíblia fala do "aborrecimento" (ódio) de Deus contra Esaú, contrastando com o amor derramado sobre Jacó. Mas a Palavra de Deus expressa em outras ocasiões (além desse caso específico, de Esaú e Jacó) o ódio ("aborrecimento") de Deus a pecadores. Isso ocorre, porque ele é tanto JUSTIÇA como AMOR.
Por exemplo: Em (Salmos cap.11 vers.5), lemos: "O Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência". Veja que ele não odeia somente a violência (inexistente, sem o praticante), mas "ao que ama a violência" – uma pessoa, o pecador.

Em (Provérbios cap.6. vers.16,17,18), lemos sobre sete coisas que o senhor abomina (odeia): olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre irmãos. Quando lemos essa descrição das "coisas" que o Senhor odeia, vemos que elas não são especificamente "coisas", mas são pessoas que realizam certas ações; a descrição é a de pessoas que Deus abomina. Isso fica bem claro nas duas últimas "coisas" – uma pessoa, ou outra, que é: "testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos".
Não resta dúvida, portanto, que pelo menos nessas instâncias específicas Deus odeia pecadores. Consequentemente, isso deve nos fazer cautelosos de dar uma declaração genérica e abrangente de que ele não odeia pecadores, pois esse ensinamento não pode ser atribuído, dessa maneira, à Bíblia e carece de inúmeras qualificações.

QUE DEUS TE ABENÇOE…

Categorias
Artigos

Comunidad cristiana: creyentes y robots

Félix Ortiz Fernández

22 DE AGOSTO DE 2011

En la postmodernidad la dimensión comunitaria de la evangelización será más y más importante. Las comunidades que se caractericen por la autenticidad, la genuinidad y honestidad tendrán un fuerte impacto en su medio ambiente.
¿RELACIÓN CON UN SER HUMANO SI PUEDES TENER UN ROBOT?

 Comunidad cristiana: creyentes y robots 
He leído un libro apasionante, This will change everything. Ideas that will shape the future . Se trata de una obra colectiva en que diferentes científicos, pensadores e investigadores escriben acerca de las tendencias que moldearán nuestro futuro.
En uno de los capítulos, títulado The robotic moment , escrito por Sherry Turkle, investigadora en el Massachusetts Institute of Technology, habla de los impresionantes avances en el mundo de la robótica. En un futuro no muy lejano, afirma, los robots, que no serán artefactos metálicos con voz de sintetizador, formarán parte de nuestra vida cotidiana.
Esta investigadora habla de dos etapas. En la primera etapa , será preferible tener un robot a no tener nada. Es decir, será mejor que un robot acompañe a nuestros padres ancianos en la casa, les de conversación y compañía, en vez de que estén solos y abandonados viendo la televisión. Esto será válido también para robots que ejercerán como niñeras, terapeutas, educadores, etc., etc.
Pero la autora habla de una segunda etapa,  en esta, será preferible tener un robot a tener un ser humano. ¿Sorprendente? Tal vez no, la argumentación que provee tiene todo el sentido del mundo. Los seres humanos y las relaciones con ellos son, a menudo, decepcionantes. Las personas rara vez están a la altura de nuestras expectativas, son impredecibles, difíciles de entender y satisfacer y nos defraudan constantemente, por tanto, ¿Por qué no tener un robot que sustituya esas relaciones carentes de genuinidad, honestidad, trasparencia y generosidad?
Un robot nunca nos defraudaría, siempre estaría cumpliendo con nuestras expectativas, estaría a la altura de nuestras necesidades y, si como afirma la investigadora, pueden llegar a tener funcionalidades sexuales, pueden convertirse en los compañeros perfectos, siempre serán fieles, nos satisfarán sexualmente, nunca se quejarán si no damos la talla en la cama, en fin, ¡el compañero o amante perfecto!
Todo esto nos puede parecer una tontería o una barbaridad, pero no olvidemos que estas, nos gusten o no, las entendamos o no, las aceptemos o no, son las ideas que moldearán el mundo futuro en el que viviremos.
ANHELO DE RELACIONES GENUINAS
Detrás de todo lo escrito anteriormente se esconde la necesidad y el anhelo de todo ser humano por relaciones que sean auténticas , genuinas, trasparentes y fiables. El ser humano está diseñado para vivir en comunidad, ya en el libro del Génesis el Señor afirmó que, no era bueno que el hombre estuviera solo. Por esa razón, le proveyó de una compañía adecuada puesto que existían necesidades que ni todo el resto del mundo creado, ni siquiera el mismo Dios, podían satisfacer. El ser humano está hecho para vivir en comunidad.
Nosotros somos salvados individualmente ¡Cierto! Pero para incorporarnos a un cuerpo, a una familia, a un pueblo, a una comunidad. No podemos ni debemos olvidar la dimensión comunitaria de la salvación. Del mismo modo que no podemos olvidar la dimensión comunitaria de la deidad, Padre, Hijo y Espíritu Santo.
Necesitamos desesperadamente de otros seres humano pero, al mismo tiempo, estas relaciones nos pueden causar, y de hecho nos causan, mucho dolor y sufrimiento.  Esta es la contradicción, necesitamos de otros pero nos da miedo ser vulnerables porque podemos ser dañados.
Uno de los valores del hombre y la mujer postmoderna es la necesidad de lo genuino. La postmodernidad valora lo auténtico, lo integro, lo real. Siente una desconfianza innata y visceral hacia todo aquello que no es genuino, que huela a superficial, artificial, carente de integridad y sea postizo. En la postmodernidad no basta con tener la verdad, hay que vivirla, hay que hacerla creíble por medio de nuestra vida.
LA DIMENSIÓN EVANGELIZADORA DE LA COMUNIDAD
Los evangélicos hemos hecho demasiado énfasis en la dimensión individual de la evangelización y hemos olvidado o no considerado suficientemente la dimensión comunitaria de la misma . Y precisamente, en la postmodernidad esta dimensión es la que adquirirá más y más importancia y se convertirá en imprescindible si deseamos tener un impacto en nuestro mundo.
La cultura postmoderna se caracteriza por la pluralidad de estilos de vida disponibles para poder organizar nuestro proyecto personal de vida. En este contexto, el cristianismo es simplemente uno más de los muchos estilos de vida disponibles.
Los estudiosos de la cultura y el mundo postmoderno afirman que cuando hay esa competencia entre estilos de vida, todos ellos tratando de ganar nuestra adhesión, los únicos que tienen posibilidades de sobrevivir y triunfar, son aquellos que cuentan con una buena estructura de credibilidad.
Una estructura de credibilidad es simplemente, en palabras de estos expertos, una comunidad que vive y encarna los valores que ese estilo de vida pregona y propugna.
Dicho de otra manera, sin una comunidad que encarne los valores de un determinado estilo de vida, no hay posibilidad de influencia ni supervivencia . No tienes una comunidad que ilustre lo que predicas, pues es cuestión de tiempo que te quedes fuera del mercado.
Esto nos lleva a la importancia que en la postmodernidad tiene la comunidad como instrumento evangelizador. Porque la comunidad, con su vida, se convierte en la estructura de credibilidad de la fe cristiana. Sin comunidad no somos creíbles ante un mundo postmoderno.
LA COMUNIDAD RESTAURADORA
Pero para que la comunidad cristiana sea fiable y creíble en un mundo postmoderno caracterizado por desconfianza, el escepticismo y el cinismo ha de ser genuina, consistente e íntegra.
La comunidad cristiana es, ni más ni menos, que una comunidad de miserables en proceso de rehabilitación.  Somos una comunidad de mentirosos, adúlteros, lascivos, avariciosos, orgullosos, prepotentes, lujuriosos, glotones, chismosos, mentirosos, explotadores, abusadores, deshonestos, adictos a la comida, la pornografía, el trabajo, las drogas, los medicamentos, el tabaco, controladores, hambrientos de poder y notoriedad, insensibles, defraudadores y, un largo, etcétera que nunca acabaría. Si, somos todo eso, somos miserables pero ¡En proceso de rehabilitación!
Lo que nos diferencia del mundo que nos rodea no es que seamos mejores que ellos ¡Que no lo somos! Sino el simple hecho que hemos experimentado la gracia de Dios y estamos en proceso de curarnos y rehabilitarnos de todo lo anteriormente mencionado y, seamos honestos ¡Qué difícil resulta ese proceso!
Somos gente rota a la que Dios está curando y restaurando. Somos gente vulnerable que en cualquier momento podemos volver a caer. Somos gente necesitada de ayuda y, por eso, la comunidad nos provee ese entorno donde podemos estar a salvo, ser nosotros mismos, mientras pasamos por este proceso de restauración.
Hemos de ser genuinos y honestos. No somos perfectos ni mucho menos. No estamos liberados del pecado, ni mucho menos. No es oro todo lo que reluce, ni mucho menos.
Pero es precisamente esto, nuestra imperfección, nuestra honestidad al reconocerla, lo que atraerá al hombre postmoderno a nuestras comunidades. Es paradójico que precisamente aquello que tratamos de ocultar se puede convertir en nuestro principal recursos para impactar al mundo postmoderno, es decir, nuestra triste realidad como seres humanos rotos que están en un proceso de ser restaurados y, por eso mismo, podemos entender, compadecer y dar la bienvenida a otros que, rotos como nosotros, buscan ser restaurados.
Sin embargo, no es esto lo que el hombre roto encuentra en nuestras comunidades. No somos genuinos, honestos ni trasparentes. Proyectamos una imagen de santidad, perfección y superioridad moral que, no solamente aleja al pecador, sino que no es creíble porque todo el mundo sabe que el falsa. No nos habría de extrañar que prefieran un robot antes que un cristiano.
LA ORIENTACIÓN DE LA BIBLIA
En el libro de Hebreos en el capítulo 5 versículos 1 al 3 leemos lo siguiente, Todo sumo sacerdote es escogido entre los hombres, designado para representarlos delante de Dios y para presentar ofrendas y sacrificios por los pecados. Y el sacerdote, como también él está sujeto a las debilidades humanas, puede tener compasión de los ignorantes y extraviados; y, a causa de su propia debilidad, tiene que ofrecer sacrificios por sus pecados tanto como por los pecados del pueblo.
Es interesante, el sumo sacerdote debía ofrecer, en primer lugar, sacrificios por sus propios pecados,  es decir, no olvidar nunca su propia condición miserable, pecadora e indigna a los ojos de Dios. Entonces, y sólo entonces, después de haber enfrentado su propia realidad como ser humano, estaba en condiciones de ofrecer sacrificios por el pueblo y sus pecados. El sumo sacerdote podía y debía ser compasivo porque, al fin y al cabo, era como ellos, un miserable necesitado de perdón.
Sólo cuando la comunidad cristiana es honesta con su propia realidad miserable y pecadora puede estar en condiciones de ser un agente de restauración en un mundo roto y fracturado. Cuando reconocemos que no somos perfectos, ni moralmente superiores, ni más dignos que la gente que nos rodean, podemos ser compasivos y misericordiosos con ellos, podemos identificarnos con su situación porque es similar a la nuestra. Entonces nos podemos convertir en una comunidad restauradora y terapéutica, donde la gente puede ser ella misma, genuina y vulnerable, miserable entre miserables.
Desgraciadamente, cuando tratamos de ocultar nuestra realidad perdemos el que puede ser nuestro principal elemento de evangelización en un mundo postmoderno, el valor redentor, restaurador y sanador de una comunidad de gente auténtica y genuina. Si no queremos o podemos ser genuinos, no nos extrañe que la gente prefiera un robot.

Autores: Félix Ortiz Fernández

©Protestante Digital 2011