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As críticas são como pedras lançadas para machucar o pastor

 

 

LIDERANÇA PASTORAL

Fonte: Creio.com

Por: Vlademir Hernandes

     Se examinarmos cuidadosamente a vida dos líderes da Bíblia, principalmente as dificuldades que tiveram e os obstáculos que enfrentaram ao longo do seu ministério, nós, pastores da atualidade, poderemos entender melhor muitos dos problemas pelos quais já passamos, e até prognosticar realisticamente os obstáculos em potencial que ainda poderão se manifestar.

     A liderança pastoral tem um lado duro, que colocará à prova muitas virtudes da fé cristã, como a perseverança, a paciência, o domínio próprio, a cordialidade, a confiança no Senhor e o amor às ovelhas. Esta constatação sobre a dura realidade da liderança pastoral, deveria também influenciar nas decisões que os aspirantes ao ministério precisam tomar quanto a manterem ou não suas investidas por se tornarem pastores.

     Liderar a igreja de Cristo envolverá a necessidade de superação constante de obstáculos, assim como a necessidade de suportar, com longanimidade, os constantes sofrimentos que serão impostos nas mais variadas esferas desta experiência. Esta realidade é inerente à grandiosidade da tarefa e à desesperada oposição do inimigo, já derrotado, mas temporariamente ativo e aplicado a infringir derrotas aos homens de Deus chamados para pastorear Sua igreja que prevalecerá contra as portas do inferno.

     Para suportar esse lado duro, o pastor precisará desenvolver uma “pele grossa” que resiste às inúmeras fontes que podem ferir até mortalmente os mais sensíveis e melindrosos, que logo se perceberão inaptos para o ministério, tamanha a dor que sentem.

      Líderes da Bíblia e suas experiências

     Quando Paulo escreve aos Coríntios, notamos que o apóstolo se defende de algumas críticas injustas que recebia ali. Em 1 Coríntios 9:1-2 Paulo se aplica a defender sua autoridade apostólica, não aceita por alguns crentes carnais daquela igreja. Em 2 Coríntios 10:8-11 Paulo se defende da acusação de ser duro por carta, mas frouxo pessoalmente.

     As críticas são como pedras lançadas contra o pastor, visando machucá-lo quando atiradas diretamente ou visando machucar a sua imagem quando desferidas nas fofocas e maledicências praticadas pelas ovelhas menos maduras. Algumas críticas terão fundamento, outras não. Algumas serão feitas para ferir outras ferirão mesmo que esta não tenha sido a intenção de quem a fez. Precisamos aprender a lidar com elas. Algumas serão proveitosas e fomentarão nosso crescimento, outras deverão ser tratadas como pecado e as medidas bíblicas contra elas deverão ser tomadas corajosamente, mas com o espírito de brandura típico dos maduros na fé, conforme Gálatas 3:1. Já outras, colocarão nosso ego à prova e desqualificarão rapidamente aqueles que não admitem, por orgulho próprio, que sejam atacados, contrariados ou mesmo rejeitados.

     Igualmente tão desafiador quanto enfrentar críticas pessoais, quem desempenha a liderança pastoral também tem que tratar com as murmurações. Moisés experimentou essa dura realidade. Em Êxodo 15:24, 16:2, 17:3, Números 16:41 estão alguns relatos do povo murmurando contra Moisés e Arão. Em Números 21:5 vemos o povo murmurando contra o próprio Senhor, que os castiga com serpentes para que se arrependam da sua postura de reclamação. O pastor sempre encontrará pessoas reclamando de alguma coisa, descontentes com alguma situação, preferindo que as coisas sejam diferentes do que são. A murmuração é uma manifestação de carnalidade, e muitas vezes ela vem de pessoas sobre as quais nutríamos uma expectativa de uma postura mais madura e tolerante, causando em nós frustração e eventualmente, dor por ter que lidar com elas.

     E por mencionar manifestações de carnalidade, há de se lembrar que existem outras situações em que os mais carnais lançam comentários contundentes para machucar os pastores.

     Lamentavelmente, tem se avolumado os casos de pastores injustamente perseguidos e até destituídos dos seus ministérios sem receber nenhum respaldo. Às vezes porque discordaram de algum membro ou líder influente, ou ameaçaram a hegemonia ditatorial de alguma família que quer exercer primazia, ou porque combateram alguma prática pecaminosa fazendo com que alguns se sentissem ameaçados e vulneráveis.

     Há muitos “Diostrefes” por aí perseguindo injustamente homens de Deus, tal como aquele de 3 João, que boicotava os missionários que vinham de longe para pregar o evangelho, não lhes dando acolhida e proibindo o restante da igreja de os receberem, pois “gostava de exercer a primazia” e não dividia sua posição de honra com ninguém.

     Neemias foi caluniado, como vemos em Neemias 6:6. Pessoas queriam causar-lhe mal (Neemias 6:2). Eles até subornaram profetas para lhe falar mentiras em nome de Deus, para prejudicá-lo.(Neemias 6:10-14).

     Não é difícil entender que um pastor íntegro e comprometido com a Palavra de Deus torna-se facilmente uma ameaça em igrejas corrompidas pela carnalidade. Receber oposição covarde e agressiva nesse cenário não é um fato surpreendente.

     A Palavra de Deus nos avisa, em 2 Timóteo 3:12, que todos que quiserem viver piedosamente serão perseguidos. No caso dos pastores piedosos, às vezes a perseguição vem de dentro da sua própria igreja!

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Homem belga diz ter sido molestado por freiras nos anos 60

 

Um homem com cerca de 50 anos, disse que sofreu abuso de freiras por vários anos na década de 1960.

Um orfanato belga pediu que vítimas de abuso sexual denunciassem esses incidentes na segunda-feira, depois que um homem disse que freiras o molestaram no local, onde viveu nos anos 1960.

O homem anônimo, que agora tem cerca de 50 anos, disse à mídia local que sofreu abuso de freiras por vários anos, desde os cinco anos de idade, quando morava no orfanato Stella Maris, na cidade de Kortrijk, em Flanders.

A Igreja Católica Belga está sofrendo com as repetidas acusações de abuso sexual, parte de um escândalo mundial de grandes proporções que abalou a igreja e gerou protestos em todo o mundo.

A direção do Stella Maris disse estar a par de alegações de abusos nos anos 1990 e pediu que possíveis vítimas denunciem outros abusos que possam ter ocorrido.

"A notícia chocou os funcionários", disse o orfanato em nota enviada à Reuters por e-mail. "Enviamos uma carta aos pais das crianças do Stella Maris, pedindo que todos venham a público com fatos que conhecem."

"Esperamos que a verdade venha à tona e passaremos as informações à autoridades."

A polícia não pôde informar se houve uma acusação formal.

O homem descreveu na rádio belga abusos sexuais, em detalhes explícitos, por várias freiras, de 1965 a 1970, e disse que as memórias ainda o assombram. Denúncias de abusos sexuais em outros locais o encorajaram a tomar a iniciativa, ele disse.

Uma comissão da igreja investigou cerca de 500 casos de abuso e disse, em setembro, que pelo menos 13 pessoas cometeram suicídio como resultado do sofrimento.

Data: 5/1/2011 08:34:33
Fonte: Folha Online

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Pastor lança livro para ensinar cristãos a apreciar o vinho

 

Jerry Butler lançou recentemente “Wine & Spirit” ["Vinho & Espírito"], descrito como um guia para beber vinho sem culpa. Ele afirma: “Trata-se apenas de uma assunto leve sobre algo que você desfruta entre amigos e em comunhão”. O ministério de Jerry Butler lhe deu oportunidade de participar de reuniões com pastores famosos como Rick Warren e Bill Hybels e também viajar ao exterior para desenvolver estratégias missionárias na Europa, na África e em outros continentes. Hoje ele trabalha como consultor de igrejas independentes e como mentor de pastores mais novos. Ele fica a maior parte do tempo em sua casa no campo, desfrutando a vista para o Medina Valley. Agora decidiu se aventurar no mundo da literatura.

Mesmo com a cabeça cheia de ideias para livros nos quais poderia compartilhar sua longa experiência eclesiástica, escolheu um tema mais leve para a sua primeira experiência literária: como os cristãos podem desfrutar do vinho. “Wine & Spirit”, lançado em novembro pela Editora L’Edge, da Carolina do Norte, é descrito como um guia sem culpa para desfrutar desta antiga forma de diversão. Mas também evidencia como a mentalidade antes estabelecida entre os evangélicos protestantes mudou em relação ao consumo responsável de álcool. Hoje, muitas escolas, igrejas e ministérios evangélicos acabaram com as proibições de bebidas para seus funcionários.

Butler faz alusão a esse debate moral que parece estar acabando, porém seu foco principal são as imagens, metáforas e a prática de beber vinho nas Escrituras e na história da igreja. Ele enfatiza a presença de copos de vinho na Última Ceia. Escreve também sobre como Martinho Lutero certa vez recebeu de presente uma adega de vinhos e cervejas e jamais demonstrou vergonha ao falar sobre seu consumo regular de álcool. E ainda narra como Dom Pérignon, o pai da champanhe, foi um monge beneditino que criou o espumante dentro do seu mosteiro.

“Minha tese básica é que o vinho é um dom de Deus para desfrutarmos e, sem dúvida, o princípio da moderação está implícito. Mas a mentalidade fundamentalista conservadora era que tudo que pudesse ser abusado nem deveria ser usado. Nós aplicamos esse princípio ao álcool, mas não para outras coisas como dinheiro e ganância”, afirma. Butler ajudou a desenvolver as diretrizes de missões internacionais da Igreja Willow Creek, no Illinois, considerada uma das principais e mais influentes megaigrejas dos EUA. Fundada por Bill Hybels, a igreja reúne atualmente mais de 23 mil pessoas em seus cultos no final de semana e lidera uma associação de igrejas espalhadas pelo mundo, oferecendo treinamento de liderança. Membro da liderança da Willow Creek há 18 anos, Butler viajou para comunidades cristãs onde vinho e cerveja eram parte da vida dos evangélicos.

Amigos cristãos na Alemanha e na França o ajudaram a reformular seus rígidos pontos de vista sobre o assunto, aprendidos durante a criação em uma família conservadora no Estado do Tennessee. Butler começa o livro lembrando de uma experiência que teve aos 14 anos de idade na classe da Escola Dominical da Igreja Batista que sua família frequentava. O professor estava dando falando sobre a passagem do evangelho em que Jesustransforma água em vinho. “Aquele professor disse que Jesus não fez o vinho”, disse Butler. ”Ressaltei o versículo que mostra que Jesus transformou em vinho a água. Mas fazer isso me deixou em maus lençóis.” Hoje, livre dessa culpa, ele muitas vezes visita as crescentes adegas na região de Hill Country. Na maioria das noites, ele sorve goles gelados de vinho Riesling no pátio de sua casa, desfrutando da vista e apreciando a bebida com seus amigos.

“Este realmente é apenas um assunto leve. Algo que você desfruta entre amigos e em comunhão. Não acho que o cristianismo resume-se a uma lista de proibições. Acho que é mais sobre nossos relacionamentos e a permissão para desfrutarmos a vida”, encerra.

Data: 5/1/2011 08:42:02
Fonte: NC Notícias