Dilma age nos bastidores para evitar impeachment, mas TSE deverá unificar pedidos de cassação

Publicado por Tiago Chagas em 14 de outubro de 2015

Dilma age nos bastidores para evitar impeachment, mas TSE deverá unificar pedidos de cassaçãoA presidente Dilma Rousseff (PT) vem atuando fortemente nos bastidores para, através de negociações políticas, impedir que o processo de impeachment contra ela seja levado adiante, mesmo após o Tribunal de Contas da União apontar que sua administração cometeu crimes de desobediência à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

No entanto, essa não é a única frente de investigação que pode acabar com o segundo mandato de Dilma de forma precoce. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá, nos próximos dias, determinar que todas as ações que tramitam na corte pedindo a cassação de seu mandato – assim como o do vice, Michel Temer (PMDB) – sejam reunidas em uma só.

“Na semana passada a Justiça Eleitoral decidiu pela primeira vez abrir uma ação de impugnação de mandato eletivo contra uma chapa presidencial eleita. Há outras três ações tramitando com questionamentos à campanha de Dilma e Temer. Mesmo ministros que votaram contra a abertura da ação avaliam que a jurisprudência da corte, pelo menos desde 2013, determina que ações correlatas sejam reunidas em um único processo, como sugeriu o ministro Luiz Fux em seu voto”, informou a jornalista Vera Magalhães, na coluna Radar Online, da revista Veja.

Essa reunião de todas as ações em uma única tem o propósito de, com as apurações, facilitar o trâmite dentro do TSE e apontar quais pontos possuem, ou não, embasamento jurídico.

Por outro lado, a equipe da presidente espera que a Comissão de Orçamento do Senado não siga a decisão do TCU de reprovar as contas de 2014 de Dilma, para assim, minguar o principal argumento da oposição para levar o impeachment adiante.

Mas, segundo Vera Magalhães, já não há tanta certeza que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se mantenha fiel à aliança com Dilma. “Após uma semana em que colecionou derrotas, o governo já não sabe se pode contar com Renan Calheiros (PMDB-AL) para barrar o impeachment contra Dilma Rousseff. O presidente do Senado fez críticas à reforma ministerial — que, segundo ele, não incluiu a cúpula do PMDB no núcleo decisório do Planalto. Os três ministros sob sua influência no TCU votaram pela rejeição das contas da presidente. Por fim, a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), soldado de Renan que preside a Comissão de Orçamento, previu que o colegiado referendará o parecer do Tribunal de Contas”, escreveu a jornalista.

A estratégia, agora, é tentar reatar com os parlamentares para que eles “não embarquem no navio do impeachment”, apontando as acusações contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como um motivo para não seguir suas manobras.

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Israel está preparado para invasões aéreas da Rússia

Sobrevoos de caças sobre a fronteira com a Síria preocupam

por Jarbas Aragão-gospelprime-

 

Israel está preparado para invasões aéreas da RússiaIsrael está preparado para invasões aéreas da Rússia

Quando a Rússia decidiu entrar de vez na guerra contra os jihadistas do Estado Islâmico, Israel logo se preocupou. O premiê Benjamin Netanyahu viajou às pressas a Moscou para certificar-se das intenções.

Contudo, os voos da força aérea russa sobre as colinas de Golã, na fronteira de Israel com a Síria, tem deixado os líderes israelenses preocupados. Afinal, a Rússia invadiu esta semana o espaço aéreo da Turquia e causou um grande incidente diplomático.

Além disso, os EUA, maior aliado de Israel, tem afirmado que as atividades russas na região são “invasivas”. Especialistas ocidentais não veem como Israel pode impedir que a Rússia forneça cobertura aérea para as forças sírias e do Hezbollah, aliado ao governo do Líbano.

Especialmente, porque já foi comunicada a existência de soldados iranianos envolvidos no combate.

Forças leais ao governo da Síria, junto com o Hezbollah e as forças iranianas lançaram uma ofensiva terrestre com cobertura aérea russa contra os rebeldes sírios na região de Hama. Em abril, o presidentePutin fez ameaças veladas a Israel por causa da venda de armamentos a Ucrânia, que estava combatendo forças russas.

O comandante russo, general Nikolay Bogdanovsky não fez segredo da intenção de Moscou de usar o seu poder aéreo contra alvos rebeldes em batalhas que ocorrem perto da fronteira israelense.

De acordo com o site Debka, Israel está preparado para esse cenário de guerra. Há rumores que uma nova investida sírio-libanesa-russa-iraniana está programada para começar na área de Quneitra, em frente ao Golã israelense. A junção desses exércitos não tem paralelo na história e remete ao possível cumprimento de profecias.

Dois meses atrás, o governo iraniano divulgou um vídeo falando de seus planos de invadir Israel numa coalizão de forças com seus aliados.

Para o governo sírio, as Colinas de Golã, que foram retomadas por Israel na Guerra de 1967, é “território ocupado”. Ou seja, eles reconhecem a soberania israelense sobre a região e poderiam aproveitar a ocasião para tentar retomar seu controle. Outro fato que chama atenção e renova o interesse pelas Colinas é a divulgação recente da descoberta de uma grande quantidade de petróleo no local.

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Ou você é pastor ou é político, defende deputado evangélico

Sóstenes Cavalcante fala sobre o ministério pastoral e o trabalho parlamentar

por Leiliane Roberta Lopes – gospelprime  –

 

Ou você é pastor ou é político, defende deputado evangélicoOu você é pastor ou é político, defende deputado

O pastor Sóstenes Cavalcante exerce o seu primeiro mandato como deputado federal pelo PSD do Rio de Janeiro. Apesar de seus projetos em prol da sociedade brasileira, ele enfrenta um duplo preconceito: primeiro por ser um pastor na política e segundo por ser um político pastor.

Se para algumas pessoas as duas atividades podem coexistir, Cavalcante resolveu priorizar seu trabalho como parlamentar e hoje não exerce mais o pastorado. “Sou contrário aqueles que conciliam igreja e o trabalho político. Acho que é necessário abrir não de umas das coisas”, diz.

Em Brasília ele não é o único religioso a exercer o mandato. A Bancada Evangélica é formada por muitos parlamentares que antes de se tornarem pastores ou senadores exerciam algum cargo em suas igrejas. Mesmo sendo algo “comum” no meio político – não apenas no Congresso, mas nos estados e municípios – ainda há muito preconceito com os evangélicos que ocupam cargos políticos.

Na visão de Sóstenes Cavalcante a crítica à bancada religiosa nada mais é do que uma forma de tentar denegrir a imagem dos evangélicos. O melhor exemplo para esta afirmação do parlamentar do PSD é que a religião dos demais políticos não são citadas.

Em entrevista ao Gospel Prime, o deputado federal falou sobre como entrou para a política, listou alguns de seus projetos e ainda comentou a respeito da corrupção, um mal enraizado na política brasileira que tem impedido grandes avanços em prol da sociedade.

Confira:

Gospel Prime: Como surgiu o convite para entrar na política?

Sóstenes Cavalcante: Todo ser humano já é um ser político por natureza, tive uma experiência política na adolescência e por causa do chamado de Deus, no ministério, me dediquei a missão, me tornei pastor e fui fazer missão transcultural. Há dois anos me filiei ao meu partido e é claro tive o grande incentivo do pastor Silas Malafaia.

O tempo no campo missionário lhe ajuda no trabalho legislativo?

O campo missionário me fez um ser humano melhor, me ensinou a valorizar a vida humana, entender as diferentes culturas e com certeza o campo missionário valoriza e reflete no meu mandato.

Há possibilidade de conciliar o ministério pastoral e o trabalho político?

Eu respeito muito quem tem a facilidade e habilidade de conciliar ambos trabalhos, mas no meu ponto de vista este são trabalhos totalmente antagônicos, por esse motivo eu não estou no exercício do pastorado como deputado e só aceitei esse desafio porque há 10 anos, estava trabalhando como pastor auxiliar e não como pastor dirigente de filial de congregação, estava como pastor auxiliar de uma sede portanto assim entendi que é mais fácil atender o trabalho político, sou contrário aqueles que conciliam igreja e o trabalho político.

Acho que é necessário abrir não de umas das coisas, se é pastoral que se dedique ao rebanho, se é político que se dedique ao parlamento.

Porque pastores se tornam políticos?

Na verdade, não são os pastores que se tornam políticos, é o cidadão que já nasce político, o ministério pastoral vem ao longo da vida e as vezes alguns de nós, no meu caso e outros que temos aqui, entendemos que temos um chamado especifico para dedicarmos nossa vida ou parte dela ao parlamento.

Há preconceito com o político que é pastor (dentro da política) e com o pastor que é político (dentro da igreja)?

Com certeza há sim. Em ambos os casos a gente vive o preconceito, tanto o pastor dentro da igreja que muitos não querem aceitar, quanto os que estão na política e são pastores. Eu não sou deputado e não estou na política por ser pastor e sim por ser cidadão, mas aqueles que querem denegrir nossa imagem por sermos evangélicos e sermos o grupo social e religioso que mais cresce no país, eles criticam com o intuito de enfraquecer nosso discurso e até as vezes querem nos desqualificar eles usam nosso título de pastor, coisa que não fazem parlamentares católicos, espíritas ou que professem outra religião.

Em se tratando de política brasileira, como fazer para não se sujar em meio a tanta corrupção?

Acho que a saída é fugir desse tipo de coisa. Tentar se manter o mais distante possível de corrupção. Temos parte dos políticos brasileiros que conseguem manter sua integridade, o reflexo da vida cristã também deve ser um reflexo para o seu mandato, com o comprometimento de não se envolver em atos ilícitos e nem a prática da corrupção deve ser marca de nenhum político evangélico.

Tenho esse compromisso com os meus eleitores e esse compromisso com a minha consciência e este compromisso com a minha formação cristã, portanto luto e lutarei sempre para não me aproximar de nenhum ato de corrupção.

Quais são seus projetos principais?

Propostas de enfrentamento ao álcool são:

PL n°1052/2015, que restringem a vendas de bebidas alcoólicas, próximo a instituições de ensino;

PL n°2132/2015, que proíbem a venda em estabelecimentos como padarias e lanchonetes; e

PL n°1496/2015, que proíbe a publicidade de bebidas em eventos desportivos.

Proposta em prol de jovens carentes: é o PL n°1049/2015, onde criamos propostas para ajudar jovens de comunidades carentes a terem um emprego.

Também temos um projeto de proteção à saúde da população que é o PL n°1048/2015, nele pedimos punição aos grupos criminosos que transmitem o vírus HIV de forma proposital.

Sobre segurança no trânsito, apresentamos projeto que prever mais segurança no transporte de crianças em veículos que é o PL n°1729/2015.

Fora isso ainda temos um projeto para pessoas com deficiência que estabelece que as praias urbanas deverão dispor de acessos adaptados para permitir a acessibilidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que é PL n°3147/2015.

E muitos outros, nossa principal bandeira é a defesa da vida, da família e prevenção e recuperação de dependentes químicos.

O político evangélico legisla para seu eleitorado ou para todos os brasileiros?

É importante esclarecer que o legislativo é representativo da sociedade, quando eu estou no exercício do meu mandato, quando dou meu voto, dou para todo o país e para todas as ideologias, mas os meus compromissos políticos são com aqueles que votaram em mim pelo que eu me propus. Aqui é o extrato social, pois temos representantes de sindicatos, daqueles que defendem a liberação da maconha, do aborto, representantes do empresariado, da indústria e também temos os representantes que valorizam os princípios cristãos que é o meu caso.

Porque há tanto embate entre a bancada religiosa e a bancada LGBT?

LGBT não tem bancada, o que há é um pequeno grupo de representantes, mas que são barulhentos e intolerantes que pelo barulho aparentam ser muitos.  Em relação a bancada religiosa, em especial a bancada evangélica, tem se posicionado de maneira clara, contraria a todas as artimanhas e atalhos que eles vêm tentando no legislativo para impor a sua ideologia e sua prática àqueles que discordam dela.

Creio que este é o motivo principal de embate entre os dois grupos, essa imposição do movimento LGBT, para que a sociedade aceite como natural, como comum a opção sexual deles.

Existe uma maneira de defender a família sem negar os direitos civis aos homossexuais?

Quem defende a família é a Constituição que dedicou um capítulo inteiro em especial o artigo 226 pra tratar da família. Os direitos civis aos homossexuais, deve ser uma luta do segmento deles, acho que eles até tem legitimidade de lutar pelos mesmos, não é minha obrigação e não tenho compromisso em fazer das lutas deles as minhas lutas, mas é legítimo que eles lutam por seus direitos e cabe a nós legisladores avaliarmos o que dá ou não de direitos a eles. Também analisar como os direitos deles podem interferir na vida da sociedade brasileira, naquilo que mesmo sendo um direito civil interferir e prejudicar o crescimento saudável da sociedade e da família eu serei contra, pois a família deve ser defendida com seus direitos constitucional.