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Record poderá ser obrigada pela Justiça a mudar o nome da novela Os Dez Mandamentos; Entenda

Publicado por Tiago Chagas – gnoticias.com.br – em 30 de abril de 2015

Record poderá ser obrigada pela Justiça a mudar o nome da novela Os Dez Mandamentos; EntendaA TV Record poderá ser obrigada a mudar o nome de sua “novela bíblica” devido a um imbróglio relativo aos direitos autorais do título “Os Dez Mandamentos”.

A empresa capixaba Vitória Promoções e Produções foi à Justiça e pediu uma liminar que desautorize a emissora do bispo Edir Macedo a usar o título “Os Dez Mandamentos”, sob a alegação de que é proprietária dos direitos, segundo informações do portal Uol.

De acordo com a Record, “a expressão Os Dez Mandamentos não tem qualquer originalidade em seu conteúdo nominativo”, e que por isso, não há possibilidade de uma única entidade ter exclusividade sobre o termo.

O pedido da empresa do Espírito Santo ainda não foi julgado pela Justiça do Rio de Janeiro, porém, se houver decisão contrária à Record, a emissora deverá alterar imediatamente o título da novela e cessar todas as ações de promoção e publicidade com o termo “Os Dez Mandamentos”.

“Novela Bíblica”

Os Dez Mandamentos, escrita por Vivian de Oliveira, é a primeira novela do mundo que tem sua história inspirada nos relatos bíblicos, e conta a trajetória de Moisés desde sua infância até a chegada do povo hebreu à Terra Prometida.

Em contrapartida, Os Dez Mandamentos se tornou o maior sucesso de audiência da Record desde 2009, quando a emissora exibia a trilogia Os Mutantes, de autoria de Tiago Santiago. Com a “novela bíblica”, a Record teve acréscimo de 83% em sua audiência nas principais regiões metropolitanas no país, e conseguiu fisgar 20% dos telespectadores de sua principal concorrente, a Globo.

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Matança de animais em sacrifícios religiosos deve continuar no RS

Em meio a protestos, deputados rejeitaram projeto que proíbe sacrifício de animais.

por Michael Caceres – gospelprime –

 

Matança de animais em sacrifícios religiosos deve continuar no RS
Matança de animais em sacrifícios religiosos deve continuar

Os deputados do Rio Grande do Sul, estado com maior número de seguidores de religiões afro-brasileiras, rejeitaram o projeto de lei da deputada estadual Regina Becker Fortunati (PDT) que proíbe o uso de animais em sacrifícios religiosos.

Adeptos de umbanda e defensores dos animais lotaram o Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, para acompanhar a votação na Comissão de Constituição e Justiça que por 11 votos contrários e um a favor foi considerado inconstitucional pela comissão.

A votação do texto teve de ser adiada diversas vezes por conta do cenário de guerra que se instalou na Assembleia. Seguidores de religiões de matriz africana e defensores dos animais discutiam e se atacavam durante a análise do projeto.

De acordo com o jornal Zero Hora, o texto foi votado por volta das 10h15min, e a sessão foi transmitida no telão do teatro, enquanto defensores de animais com apitos, balões e rostos pintados de vermelho, simbolizando o sangue dos animais tentavam impedir que os deputados seguissem com a votação.

Durante discurso favorável ao uso de animais em rituais religiosos o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT) foi chamado de bandido e assassino por opositores a prática. O  projeto apresentado pela deputada do PDT pretendia excluir o Artigo 2 do Código Estadual de Proteção aos Animais de 2003 que autoriza o abate de animais nos rituais de religiões de matriz africana.

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Edir Macedo presta um desserviço à igreja evangélica brasileira

Edir Macedo presta um desserviço à igreja evangélica brasileira

Líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o bispo e empresário Edir Macedo presta um desserviço à igreja evangélica brasileira. Suas declarações – ao jornalista Roberto Cabrini, do programa Conexão Repórter – são evidências mais do que suficientes de suas manobras e formas de entendimento da sociedade. De fato, sua entrevista – a primeira em dimensão, concedida a um veículo de comunicação independente – serve como base de análise de sua história e distorções.

Ao mesmo tempo em que revela uma personalidade agressiva, demonstra um completo preconceito com as camadas menos privilegiadas da sociedade ao chamar de “buraco” o local em que crianças atendidas por um de seus projetos filantrópicos residem com suas famílias. Também é preocupante a forma como Macedo se refere – apesar de reiteradas negativas – a outras denominações evangélicas, a exemplo das tradicionais. Suas declarações são feitas a partir de uma ótica isolacionista, sem comprometimento com um movimento que passa de 42,5 milhões de evangélicos.

De forma contrária a sua auto-intitulação – de que é “um grande ganhador de almas” -, sua postura agressiva, preconceituosa e desrespeitosa o desqualifica como líder evangélico, como parte de uma corrente que ultrapassa os muros de sua denominação. Entende o mundo como um campo de batalha, de guerra, onde “você mata ou morre”. Questionado sobre seus inimigos e sobre os que se demonstram contrários as suas práticas e ensinos controversos, declara “estar se lixando” com o que as pessoas falam ou pensam sobre ele, que seus “inimigos o procurem para derrotá-lo”.

Ao dar a sua fala e declaração autenticidade, e dizer que a denúncia o tornou conhecido, Macedo reassume sua antiga posição e contextualiza sua fala. O Estado Democrático de Direito é incisivo no sentido em que assegura a liberdade de expressão religiosa, mas com referência à Igreja Universal há mais do que evidência de seus objetivos e percepções da sociedade, tornando-se urgente uma resposta legal. Questionado sobre as denúncias e a uma prisão de 11 dias em uma delegacia de São Paulo, Macedo se compara ao apóstolo Paulo e utiliza o termo “país miserável” ao responder que seria natural não ser investigado no Brasil por charlatanismo, mas sim em países desenvolvidos, como Estados Unidos e Inglaterra. Com a comparação, Macedo se diz inculpável.

“As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores.”

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é pesquisador, jornalista, colaborador de diversos meios de comunicação e licenciando em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo. Há mais de dez anos dedica-se ao estudo de religiões e crenças, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e movimentos destrutivos. Contato: [email protected]