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Rede Fale lança campanha contra o “voto de cajado”: “Foco é combater curral eleitoral em igrejas”

Avatar de Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas em 12 de setembro de 2014

Rede Fale lança campanha contra o “voto de cajado”: “Foco é combater curral eleitoral em igrejas”As indicações de candidatos com tom de determinação feitas por pastores evangélicos é uma prática recorrente nas igrejas, e a Rede Fale iniciou uma campanha para coibir a ocorrência desses casos.

A proposta de conscientização do público é baseada no slogan “Diga Não Ao Voto de Cajado”, numa referência ao instrumento utilizado pelos pastores de ovelhas para guiar seu rebanho.

Com o objetivo de tornar o eleitor evangélico um pouco mais consciente do peso do voto, a campanha quer combater o uso da fé como ferramenta de manipulação eleitoral: “Nosso foco é trabalhar para combater a estratégia de angariação de votos dos membros da igreja como curral eleitoral”, afirma a secretária-executiva da Rede Fale, Morgana Boostel, 27 anos, que é psicóloga e fiel da Igreja Batista.

A Rede Fale reúne membros de diversas igrejas evangélicas, e na entrevista concedida por Morgana ao jornal Estado de Minas, a psicóloga

Um dos cartazes da campanha

afirmou que a entidade é contra o uso do espaço religioso como plataforma eleitoral. Segundo ela, além da prática não ser um exemplo da “melhor tradição cristã de participação política”, também é proibida pela legislação eleitoral vigente, que proíbe pastores, bispos e padres de fazer propaganda eleitoral e fixar ou distribuir material de campanha nos templos.

Um manifesto divulgado pela Rede Fale pondera que um dos equívocos que podem ser facilmente cometidos por cristãos que se lançam na política é achar que, por ser “crente”, tem uma benção divina para exercer um mandato.

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Estudos

Jovens evangélicos são mais liberais, aponta estudo surpreendente nos EUA

Estudo indica o que faz os jovens evangélicos serem menos conservadores

PorLuciano Portela | Repórter do The Christian Post

Um estudo feito nos EUA, sobre o que leva alguns evangélicos da chamada “geração do milênio” a ter menos pontos de vista conservadores que os mais velhos, trouxe resultados surpreendentes.

  • oração
    (Foto: Reuters)
    Jovem cristão orando em igreja dos EUA.

Em uma análise de redes sociais mais seletivas para gerações mais novas, foi possível observar que jovens brancos e evangélicos são os mais propensos a se distanciar dos evangélicos mais velhos em questões culturais, enquanto jovens evangélicos de redes sociais mais diversificadas estão predispostos a ter visões semelhantes aos crentes mais experientes.

Em outras palavras, quanto mais esses jovens evangélicos estavam imersos na chamada “subcultura evangélica” e quanto menos interação com os não-crentes, mais eles são inclinados a demonstrar atitudes diferentes de seus pares com mais idade.

Esta foi a principal conclusão da pesquisa realizada pelo Instituto de Público de Pesquisas da Religião (em inglês, PRRI), uma organização de pesquisa liberal, apartidária que estuda a relação entre religião e vida pública, e que apresentou no encontro anual da Associação Americana de Ciência Política, em 30 de Agosto, a pesquisa “Semeando as sementes da discórdia: Fontes da divisão entre os brancos evangélicos”, de autoria de Juhem Navarro-Rivera.

Navarro-Rivera é pesquisador associado do PRRI, e desenvolveu o estudo em conjunto com Daniel Cox, diretor de pesquisa do PRRI, Robert P. Jones, CEO do PRRI, e Paul Djupe, professor associado de Ciência Política na Universidade de Denison e estudioso afiliado à organização.

Para o estudo das redes sociais de evangélicos, a pesquisa da PRRI perguntou aos entrevistados sobre sete “pessoas com quem você discute assuntos importantes”. E dentro da análise, os autores argumentaram que os evangélicos com mais exposição à subcultura evangélica estão reagindo negativamente a essa subcultura.

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“Por isso, reunimos algumas evidências de que é sugestivo sobre o porquê de jovens evangélicos serem diferentes dos seus antecessores – eles estão reagindo negativamente à conturbada subcultura política de seus pais”, escreveram eles.

Os autores admitem que as divergências que encontraram são pequenas e pouco prováveis de fazer a diferença em uma eleição qualquer no futuro próximo, mas sugerem que essas disparidades poderiam importar em longo prazo, enquanto mudam as redes sociais dos evangélicos.

“Mas, enquanto jovens evangélicos crescem, mudam, e começam a exercitar mais discrição em suas relações sociais, suas opções políticas podem crescer para corresponder às suas orientações políticas. Dito de outro modo, um movimento político, certamente não pode ser mantido principalmente pela pressão social”, eles escreveram.

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Noticias

Médico cristão é processado por “expulsar demônios” de paciente durante tratamento

Profile photo of Dan MartinsPor Dan Martins – gnoticias.com – em 23 de janeiro de 2015

Médico cristão é processado por “expulsar demônios” de paciente durante tratamento

O médico britânico Thomas O’Brien, de 56 anos, está sendo processado por influenciar religiosamente uma paciente. O médico estava tratando a paciente de uma dor que ela começou a ter após uma cirurgia no estômago quando ele a convenceu a visitar sua igreja.

De acordo com o Daily Mail, quando a paciente visitou a igreja o médico teria expulsado um demônio dela. A paciente passou a frequentar algumas reuniões da igreja, acompanhar seu canal de TV, ler um livro cristão presenteado pelo médico e sua esposa, e recebeu O’Brien para orar em sua casa.

Porém, após uma crise de depressão, que O’Brien afirmou a ela ser relacionada à possessão demoníaca, a paciente relatou o ocorrido ao seu psiquiatra, que relatou o “tratamento espiritual” de O’Brien ao Conselho Geral de Medicina (CGM).

O médico foi submetido a uma audiência em Manchester, e agora enfrenta acusações de má conduta, pelo uso de sua posição profissional para influenciar crenças religiosas a seus pacientes.

– A paciente consultou o Dr. O’Brien por telefone quando estava com muita dor, deprimida e a ponto de se suicidar. No decorrer da consulta por telefone, o Dr. O’Brien perguntou se ela tinha fé, e ela disse que não. Ele disse que ele e sua esposa conheciam uma maneira diferente de curá-la, que não envolvia a medicação – relatou o advogado CGM, Peter Atherto.

Ao apresentar sua versão da história, O’Brien apresentou documentos mostrando que a relação de sua esposa com a paciente aconteceu apenas com fins cristãos. Porém, a paciente diz acreditar que os atos de bondade do médico e sua esposa eram uma forma de preparação religiosa para causar divisão dentro de sua família.