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“Israel não vai mais existir se baixar suas armas”, diz rabino-chefe

Ele destacou que o número de mortos foi menor por conta do escudo antimíssil

por Leiliane Roberta Lopes

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“Israel não vai mais existir se baixar suas armas”, diz rabino-chefe
“Israel não vai mais existir se baixar suas armas”, diz rabino

O rabino-chefe dos judeus ortodoxos da Grã-Bretanha, Ephraim Mirvis, afirmou que, ao atacar Gaza, Israel defendeu seus cidadãos e se desistir dos ataques deixará de existir.

A declaração foi dada à BBC inglesa e divulgada no Brasil pela Veja que destacou as falas de Mirvis ao justificar os ataques de Israel em Gaza, bombardeios que mataram mais de 1.900 palestinos.

Para ele, que também é chefe do Commonwealth, a ofensiva militar “defendeu de maneira compreensível e justificável os seus cidadãos” e “Israel não vai mais existir se baixar suas armas”.

“Israel enfrentou um ameaça clara e direta de destruição de vidas israelenses por causa do disparo de mais de 3.000 foguetes contra centros populacionais”, disse Mirvis. O rabino lembrou que o escudo antimíssil conseguiu evitar que o número de mortos em Israel fosse maior que os de Gaza.

Ao comentar sobre o número de mortos do lado palestino, Mirvis afirmou que nenhuma guerra é limpa e que o resultado causa muita dor nos judeus. “Infelizmente, guerras não são limpas. Guerras são feias e no meio das guerras algumas vezes alguém pode errar o alvo, o que foi o que aconteceu nesse caso”.

Protestos antissemitas aumentam na Grã-Bretanha

Na Grã-Bretanha dezenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra a ação israelense em Gaza. No meio dos discursos de paz foram vistos atos antissemitas, o que preocupou os judeus que vivem na região.

“As implicações do que acontece lá estão agora respingando nas ruas das nossas cidades, e nós estamos profundamente preocupados com o nível do antissemitismo aqui. E nós não estamos sozinhos”, disse o rabino.

Mirvis, porém, deixou claro que as críticas contra a ação militar em Gaza não constituem necessariamente em antissemitismo, mas ele entende que os ataques podem aumentar a insegurança dos judeus na Grã-Bretanha.

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Marina Silva é candidata e já muda quadro eleitoral

Brasil poderá ter primeiro presidente evangélico

por Jarbas Aragão

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Marina Silva é candidata e já muda quadro eleitoral
Marina Silva é candidata e já muda quadro eleitoral

O nome de Marina Silva foi confirmado neste sábado pela direção do PSB, restando agora a definição de quem será o(a) candidato(a) a vice.

Com isso, o Brasil terá oficialmente dois evangélicos postulando o cargo de presidente. Neste caso, tanto Everaldo Pereira (PSC) quanto Marina (PSB) são ligados à Assembleia de Deus, maior denominação do país. Ambos possuem reconhecimento institucional, ele é pastor e ela, missionária.

Ainda é cedo para dizer como isso será decisivo na corrida eleitoral deste ano, mas provoca uma mudança clara. Desde o início de 2014 as pesquisas indicavam a reeleição de Dilma, indo para o segundo turno com Aécio. Uma das últimas pesquisas divulgadas antes do acidente que matou Eduardo Campos indicavam a petista com 38%, o tucano com 23% e Campos com apenas 9%.

Mas segundo a revista Veja, o PSB já encomendou uma pesquisa telefônica com 30.000 pessoas. O resultado retoma o cenário do ano passado, Dilma Rousseff está em primeiro lugar, mas Marina surge em segundo, um pouco à frente de Aécio Neves. Seria um empate técnico, considerando-se a margem de erro. Num provável segundo turno, Marina ganharia de Dilma, embora também haja empate técnico.

O eleitorado evangélico seria suficiente para eleger um presidente? Segundo analistas, sim. Mas retoma-se a antiga questão: “Evangélico vota em evangélico?”

Consultado pelo UOL, o historiador Marco Antônio Villa, entre outros especialistas não acreditam nisso. “Acho que há uma avaliação exagerada desse apoio. É natural que os pastores afirmem ter enorme influência, afinal, querem que seu apoio político seja recompensado. Acredito que esse eleitorado tenha uma relativa independência”, explica Villa. “A representatividade dos evangélicos nas assembleias legislativas e na Câmara é muito menor do que o número de fiéis existentes no país”.

Para o historiador de religiões Leandro Seawright Alonso, “Existe uma tendência de os fiéis seguirem seus pastores em alguns setores. A escuta dos pastores pentecostais na periferia, por exemplo, é mais ampliada”. Mesmo assim, “ainda não há um voto evangélico em nível nacional que seja decisivo para as eleições presidenciais”. Com ou sem o apoio de todos os evangélicos, Marina volta a ter chances reais de se tornar a primeira presidente evangélica do Brasil desde a redemocratização.

Alguns políticos já se manifestaram sobre essa mudança de cenário que se desenha na corrida eleitoral. O senador Magno Malta(PR-ES) declarou a revista Época: “Nós já tínhamos gente dentro do segmento evangélico que estava com Eduardo (Campos) por causa de Marina. Isso certamente deve aumentar se ela for candidata… Ela rouba votos de Dilma, mas não de Aécio, que tem um eleitor cativo. Mas Aécio agora terá problemas para chegar ao segundo turno”.

Aliado do pastor Everaldo, Malta vê algumas restrições do segmento evangélico a Marina: “Existe uma série de questões importantes para os evangélicos sobre as quais ela não se posicionou abertamente”. Em 2010, Marina perdeu apoio de lideranças importantes como o pastor Silas Malafaia, que a acusou de “estar em cima do muro”, pois não se posicionou contra leis que segundo ele “ferem os princípios bíblicos”.

Quatro anos depois, Everaldo conseguiu o apoio de muitos líderes evangélicos influentes, mas tem apenas 3% das intenções de voto nas pesquisas.

Com o início da propaganda eleitoral gratuita na televisão, é provável que Dilma seja confrontada pelos adversários sobre sua posição contrária às chamadas “pauta religiosas”, prevê Villa. Entre elas estão aborto, casamento gay, legalização das drogas e defesa da família tradicional.

Menorá do Templo de Salomão estaria escondida no Vaticano

Estudiosos divergem sobre a veracidade das informações

por Jarbas Aragão

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Menorá do Templo de Salomão estaria escondida no Vaticano
Arco de Tito.

Existem muitas lendas relacionadas com o templo construído por Salomão segundo a direção de Deus e sua versão ampliada, obra de Herodes, que governava a Judeia na época de Cristo. O assunto voltou a ser amplamente debatido após o sucesso do filme “Os Caçadores da Arca Perdida” na década de 1980.

Ao longo de quase 2.000 anos, diferentes histórias sugerem os prováveis destinos dos objetos judaicos sagrados que foram pilhados do Templo pelo general romano Tito no ano 70. A peça mais vistosa era uma Menorá de ouro maciço com o tamanho aproximado de um homem.

Uma das teorias mais amplamente divulgada entre grupos judeus é que esses artefatos estão escondidos dentro do Vaticano, que teria herdado muito da riqueza do Império Romano. Há apenas um problema, dizem os estudiosos: Isso não é verdade.

Steven Fine, professor de história judaica na Universidade Yeshiva, dedicou as últimas duas décadas desmentindo essas histórias. Escreveu inclusive um livro sobre o assunto, que deve lançar em breve. Nos últimos meses, mais um capítulo dessa teoria foi acrescentado. No final de maio, Fine tomou conhecimento de uma carta aberta de Yonatan Shtencel, um dos mais influentes rabinos de Israel, ao então presidente Shimon Peres. Nele, havia o pedido para que Peres pedisse formalmente ao Vaticano para devolver a Menorá.

De modo oficial, o assunto não foi levantado por Peres e sua comitiva na visita do papa Francisco a três meses atrás. Mas Shimon Shetreet, ex-ministro israelense de Assuntos Religiosos, veio a público dizer que falou sobre os artefatos durante um encontro com o Papa João Paulo II, em 1996. Também pediu uma posição do secretário de Estado do Vaticano na época, mas jamais obteve resposta.

Na verdade, o Vaticano respondeu formalmente ao The Wall Street Journal, negando tais acusações. “Eu já tinha ouvido uma vez rumores sobre a tal história. Mas nunca pensei que fosse algo digno de atenção”, disse Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.

Paolo Liverani, professor da Universidade de Florença, afirma que recebia cartas todos os anos perguntando sobre a Menorá, quando trabalhava como curador no museu do Vaticano, mas afirma que jamais viu os artefatos sagrados no acervo do Vaticano.

O fundamento para acusar o Vaticano de estar com a Menorá é bastante frágil. Existe um monumento antigo, bastante conhecido, chamado “o Arco de Tito”. Ele mostra um desfile que ocorreu nas ruas de Roma no ano 71, em comemoração à vitória do exército do general em Jerusalém. Nele pode ser visto claramente a Menorá sagrada sendo carregada.

“Ninguém pode negar que eles foram levados para Roma”, enfatiza Shetreet. “A questão é o que aconteceu depois. O assunto se encaixa mais na categoria de lendas e rumores”.

Estudiosos dizem que a ideia de que o Vaticano poderia estar com peças do Templo surgiu durante as décadas de 1950 e 60, quando a Santa Sé procurava melhorar suas relações com os judeus. Especialmente por causa de eventos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial.

“Há milhares de manuscritos e antiguidades perdidas”, disse o professor Lawrence Schiffman, diretor do Instituto Mundial de Pesquisa Avançada em Estudos Judaicos da Universidade de Nova York. “Muitos são reais, mas essa do Vaticano não é”, ressalta. Para ele, não há evidências históricas concretas.

Embora o Arco de Tito e antigas fontes rabínicas confirmem que peças do Templo foram para Roma, isso não significa que acabaram em algum depósito do Vaticano, instituição que seria fundada séculos mais tarde.

Existem várias outras versões para o destino final do Menorá, pois a restauração do Templo está relacionada com a vinda do Messias segundo a tradição judaica. Alguns estudiosos apontam que ele estaria escondido em uma caverna na Galileia; outros dizem que está submerso na lama sob o rio Tibre, em Roma, um grupo afirma ainda que ele está enterrado sob um mosteiro na Cisjordânia.

É Inegável o fato que o Terceiro Templo tem recebido muita atenção nos últimos anos, possivelmente desde a formação do Estado de Israel (em 1948) não se falava tanto no assunto. Disposto a não esperar pela recuperação da Menorá original, o Instituto do Templo tem investido na formação dos levitas e já fez todas as peças necessárias para seu interior, seguindo rigorosamente as indicações bíblicas. No momento,estão inclusive arrecadando fundos para sua construção.