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O Legado Congregacional e os Conclaves Assembleares

Pastor Emérito no Coração Pr. Walter Santos & Profª. Zeni Santos
Pastor Emérito no Coração Pr. Walter Santos & Profª. Zeni Santos

Os Batistas tem sua estruturação religiosa fundamentada no Governo Congregacional, submetendo-se a orientação do Espírito Santo personificada na manifestação de vontade da membresia, especialmente dos membros-efetivos, que tem direito a assento, voz e voto nas deliberações religiosas-administrativas, com sua fé em Jesus Cristo como único e suficiente salvador das ´almas´ das pessoas, embasando-se na Bíblia Sagrada como Regra de Fé e Prática, subordinando-se exclusivamente a direção de Deus, com a proposição de esperança, de transformação, de “uma vida em abundância”, como ensina o Cristianismo.

Enfatizamos que foi neste salutar ambiente eclesiástico, ainda adolescente, na década de 1970, que tivemos a satisfação de aprender com o “Pastor-Emérito do Coração”, Pr. Walter Santos, eis que, por este Homem de Deus recebemos o batismo em 1980 na PIB em São João de Meriti/RJ, o qual, juntamente com sua esposa, proficiente auxiliadora, Profa. Zeni Santos, diretora de escolas, liderou a Igreja por quase 32 anos, tendo durante seu Ministério Pastoral edificado um Moderníssimo Santuário, inaugurado em 1971, até a ocasião, pela maior Assembleia da Convenção Batista Fluminense, uma das inúmeras marcas de sua profícua liderança espiritual e comunitária, inclusive reconhecida junto à Sociedade Civil Meritiense.

Ele, que sempre teve uma respeitada atuação denominacional, seja na Associação Meritiense, na Convenção Fluminense, e ainda, na Convenção Brasileira, compartilhou vivencialmente ensinamentos da democracia batista, praticando as regras parlamentares na assembleias da Igreja, além de incentivar os membros a participar da vida eclesiástica, sobretudo dos Conclaves Deliberativos Denominacionais, em todos os níveis, pelo que, com satisfação prestamos este ‘Preito de Gratidão’ e estimamos com afeto de filho na fé a este amado Casal de Obreiros da Causa do Senhor, pelo ensino do legado congregacional, sistema de governo eclesiástico em que os membros efetivamente participam nas deliberações da Igreja.

A PIB São João de Meriti/RJ, onde há mais de quatro décadas congregamos, juntamente com a esposa Diác. Soraia Garcia, com quem enamoramos há trinta anos, e, a filha Alana Garcia, que é a 5ª Geração de Batistas na Família, celebra neste Ano de 2020, ‘Jubileu de Sândalo’ de Organização Denominacional pela PIB Jacarepaguá, Rio/RJ, sob a orientação do pioneiro Pr. Salomão Ginsburg, sendo que, neste período de 95 Anos de Instituição Eclesiástica foi praticamente presidida por quatro Líderes Espirituais: Pr Joaquim Rosa (29a), Pr. Walter Santos (32a), Pr. José Maria de Souza (20a), e, pelo Pr. Claudio de Souza, nos últimos 10 anos; cultivando ao longo da história o legado congregacional deliberativo dos batistas.

É de se ressaltar que Igrejas tradicionais se mantém praticando os princípios do Governo Congregacional, e até encontrando estratégias de ressignificação a indispensável participação dos membros nas deliberações, inclusive através da implementação de ferramentas digitais, modernização no formato das assembleias, além da conscientização dos membros da participação nos destinos da Grei, enfatizando a intrínseca relação do Sistema de Governo com a Igreja, eis que, este identifica os batistas ao longo da história, seja nos Cultos, EBD, Reuniões, Treinamentos etc; em algumas Congregações tem-se adotado um sistema de governança representativo, onde os membros elegem pessoas que atuam em Conselhos Administrativos, sejam de áreas ministeriais, de grupos etários, por funções eclesiásticas etc, os quais deliberam assuntos temáticos atinentes a governança, embasado no Estatuto Associativo da Igreja.

Estas pessoas assumem o comprometimento de compartilhar as referidas decisões, numa proposição de transparência com a prestação de relatórios etc, através participação da Diretoria Estatutária, Ministério Diaconal, Conselho Fiscal, Conselho de Ética, Diretores de Departamentos, Professores da EBD etc, socializando as informações que devem ser conhecidas dos fiéis, sendo estas deliberações submetidas a homologação de toda a membresia, o que não desobriga a Igreja a exercer a governança com transparência, buscando a aprovação da Congregação nas decisões de impacto na Comunidade de Fé.

As Assembleias Denominacionais se realizam no município, Associação Regional, no estado, Convenção Estadual, no país, Convenção Brasileira, no continente, União Latino-Americana, e, internacional, a Aliança Batista Mundial, que após 60 anos volta a se reunir no Brasil em 2020, não havendo hierarquia entre estas Entidades Denominacionais e a Congregação Batista, à luz do princípio da Autonomia da Igreja Local, e sim uma atuação cooperativa e voluntária, de sinergia de esforços em prol do Reino de Deus.

Com esta proposição os Batistas Fluminenses se reuniram na Cidade de São Gonçalo/RJ para a realização de mais uma Assembleia Convencional, que em 2019 ocorreu sob a presidência do Pr. Vanderlei Marins (PIB Alcântara/RJ), onde tivemos a alegria de completar 35 anos de participação na condição de ‘delegado’ da Igreja às Assembleias da Convenção Batista Fluminense (CBF), tendo como mensageiro direito a assento, voz, voto, igualmente a outros irmãos em Cristo, nos debates convencionais, usufruindo do legado congregacional construído ao longo da história, desde os protestantes holandeses.

Destacamos, com alegria, que há mais de duas décadas temos contribuído com os Conclaves Assembleares dos Batistas Fluminenses, e, dos Batistas Brasileiros, inclusive na presidência da Comissão de Assessoria Jurídico-Parlamentar, provendo suporte legal preventivo à Mesa Diretora e ao Plenário Convencional, retribuindo o aprendizado recebido ao longo dos anos de diversos líderes denominacionais, cooperando para que o Legado Congregacional deliberativo seja usufruído plenamente, pelos civilmente capazes, à luz do Ordenamento Jurídico Nacional, embasados na Constituição Federal, Código Civil, Estatuto Associativo, Regimento Interno e Regras Parlamentares aprovadas pelos Mensageiros das Igrejas, que elegeram o Pr. Elildes Macharete (PIB Barra de São João, São Pedro da Aldeia/RJ) para conduzir os destinos da CBF, e presidir a Assembleia de 2020, na Cidade de Campos dos Goytacazes/RJ.

Dr. Gilberto Garcia

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Igreja Batista batiza mais de dois mil fiéis em Salvador

Evento foi realizado pela Primeira Igreja Batista do Brasil, com 137 anos.

Batismo da Primeira Igreja Batista do Brasil (Foto: Reprodução/TV Bahia)

No último sábado (14) a Primeira Igreja Batista do Brasil reuniu dois mil evangélicos para um batismo coletivo, na praia de Jaguaribe, em Salvador, Bahia.

Com 137 anos, a igreja vem realizando nos últimos 10 anos batismo coletivo, com milhares de pessoas louvando e orando nas praias baianas.

O batismo reúne pessoas de todas as idades, como Thalita, a mais nova do grupo, com apenas oito anos. “Eu quis fazer uma aliança com Deus”, disse ao G1.

Edna Santos, de 62 anos, disse que a fé lhe ajudou na luta contra um câncer de mama.”Eu me apeguei muito com Deus e foi aí que eu resolvi aceitar Jesus porque ele me curou”, disse.

O grande número de pessoas a serem batizadas também empolga os corações dos membros da igreja, cujo trabalho na última década tem sido destaque na região.

 

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Isolada, Universal busca aproximação com outras igrejas evangélicas

Edir Macedo, líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus
Edir Macedo, líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus
Anna Virginia Balloussier
Folha de S. Paulo

Das metáforas usadas por pastores para descrever a relação da Igreja Universal do Reino de Deus com outras denominações, há aquela que a compara a uma ilha apartada de um continente evangélico —um segmento que, em 50 anos, avançou 1.400% no Brasil (de 2% para 30% da população).

O bispo Edir Macedo, contudo, está disposto a flexibilizar esse isolacionismo que acompanha a história de sua igreja, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo.

O principal líder da Universal escolheu um de seus bispos, Eduardo Bravo, para fazer as relações fora da Universal e coordenar a Unigrejas —que, segundo Bravo, já agregou 30 mil pastores.

Esse mesmo projeto promoverá um de seus congressos abertos a responsáveis por outros templos, no próximo dia 8, no Templo de Salomão, em São Paulo, a mais icônica construção da Universal.

Alguns líderes evangélicos ouvidos pela Folha de S. Paulo sobre o tema falaram sobre as impressões acerca de como a Universal era (“se achava melhor do que as outras” e “era como o aluno que sentava sozinho no recreio, mas por escolha própria”, por exemplo) e como avaliam esse movimento de aproximação.

Divididos, exatamente quando se fala da aproximação com outras igrejas, alguns pastores apostam na vocação espiritual da parceria, e há aqueles que dizem que a ficha caiu para a Universal.

Um pastor disse à reportagem que, sozinhos, eles não têm força, atingiram o teto. Precisam de outras igrejas, afirmou um outro pastor, sempre sob anonimato. Eles dizem não querer se indispor com a igreja de Macedo.

Como pano de fundo, haveria ainda o interesse político: angariar apoio para o PRB, costela política da Universal. Isso jamais, diz Bravo à reportagem.

A meta é unir forças para fortalecer um país campeão em “consumo de pornografia, de antidepressivo, em criminalidade e desejos suicidas”.

Uma estratégia detectada pelo professor da USP Ricardo Mariano, especializado na ascensão evangélica no país. O PRB tem ampliado a presença de parlamentares de fora da Universal com visibilidade pública para atrair voto e conferir aparência secular ao partido, mas também de outras igrejas pentecostais, diz.

Caso, por exemplo, do ex-presidente da bancada evangélica João Campos (PRB-GO), pastor da Assembleia de Deus, e do católico Celso Russomanno (PRB-SP).

Como pode isso, se três em cada dez brasileiros se dizem crentes? “A gente observa que as pessoas estão se rotulando evangélicas, mas não queremos um Brasil apenas com quem se diz evangélico.” Daí a ideia de procurar outros pastores, de Silas Malafaia a Robson Rodovalho, e “orar por isso”.

“Temos reuniões ordinárias e estamos nos organizando nos conselhos de pastores”, afirma Rodovalho, bispo da Sara Nossa Terra.

Em entrevista à revista Renovação, Bravo diz que o batalhão de “lavados no sangue de Jesus” tem condições de ampliar e muito os 60 milhões de brasileiros que se declaram evangélicos.

Com selo da Unigrejas, a revista Renovação, recém-lançada publicação, é um bom indicador da disposição interna em estender a mão a outras denominações. A começar pelo editorial, assinado pelo próprio Macedo, que levanta a bandeira branca: “Eu não creio apenas no trabalho da Igreja Universal, mas sim que a missão de todas as igrejas evangélicas é em favor do Reino de Deus”.

Como a Folha Universal, jornal da casa, a revista também enaltece temas internos, como o anúncio da estreia, em agosto, da segunda parte da cinebiografia de Macedo, “Nada a Perder”.

As páginas também destacam uma “Santa Ceia da Unidade”, que aconteceu em abril no Templo de Salomão, e trazem o perfil de dois líderes “concorrentes”, Estevam Hernandes (Renascer em Cristo) e José Wellington Bezerra da Costa (Assembleia de Deus Belém).

Há ainda o depoimento de vários outros, vindos da Bola de Neve à Fonte da Vida. Lamartine Posella (Batista Palavra Viva) elogia as novelas bíblicas da emissora do bispo Macedo, a Record: “Um serviço memorável ao Reino de Deus”. Ele e a esposa amam “Jezebel”.

A Universal tem fama de antissocial no segmento. Nunca está, por exemplo, na Marcha para Jesus, maior evento evangélico do Brasil, cria da Renascer. Quando o bispo Eduardo Bravo começou a aparecer em encontros com pastores, muitos se surpreenderam com sua igreja dando as caras por lá.

A Universal é a mais forte das igrejas neopentecostais brasileiras, seguida por outras como a Mundial do Poder de Deus e Internacional da Graça de Deus, de dois dissidentes: respectivamente Valdemiro Santiago, que já foi bispo da igreja de Macedo, e R.R. Soares, que inclusive chegou a ser o principal pregador dela.

“É verdade que a Universal sempre esteve um pouco longe das demais igrejas”, ele admite. Mas quem assistiu a “Nada a Perder” entendeu muito bem por quê, diz. A produção põe Macedo sob ataque constante de vários lados: da Globo, da Igreja Católica, de outros pastores evangélicos.

“As pessoas não acreditavam nesse chamado de Deus que o bispo tinha. Se o primeiro não crê, o segundo, o terceiro, o quarto… Eu vou sozinho.”

Agora, não. A Universal, segundo Bravo, amadureceu. “Sabemos que todos fazemos parte do corpo de Cristo.”

Fonte: Folha de S. Paulo