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Papa pede a jovens que se libertem da escravidão do medo

 

AFPPor Tiziana Fabi | AFP – 12 horas atrás

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  • O Papa Bento XVI durante a mensagem Urbi et Orbi, no Vaticano

    O Papa Bento XVI durante a mensagem Urbi et Orbi, no Vaticano

O Papa Bento XVI dirigiu, nesta terça-feira, mensagem a 30.000 jovens europeus que vão se reunir a partir de amanhã, em Berlim, a convite da Comunidade Ecumênica de Taizé (França), pedindo que "se libertem da escravidão do medo", e se envolvam mais na sociedade.

Os encontros, abertos aos que estão em busca de cura espiritual, são realizados em várias cidades europeias, animados pela irmandade de Taizé desde 1978. Foram criados pelo protestante suíço Roger Schutz (1915-2005), fundador da comunidade ecumênica, instalada na Borgonha (centro-leste da França). O irmão Aloïs, alemão e católico, sucedeu a ele, em 2005.

Participam jovens de várias nacionalidades, representando protestantes e católicos, com vida dedicada à oração e à meditação cristã.

Vindos principalmente da Europa, vão ficar na capital alemã até o dia 1º de janeiro, em busca de uma "nova solidariedade".

Em mensagem divulgada pela Rádio do Vaticano e pelo site da comunidade de Taizé, Bento XVI encorajou os cristãos, em plena crise econômica e financeira, a "abrirem em todo o mundo os caminhos da confiança", precisando que "a confiança não é uma ingenuidade cega".

"Ao se libertarem da escravidão do medo, diz a mensagem, (…) tornam-se mais perspicazes e mais disponíveis para responder aos numerosos desafios e dificuldades que devem enfrentar os homens e as mulheres de hoje".

Também dirigiram mensagens aos jovens o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I; o de Moscou, Kirill; o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams; o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, Martin Junge; o secretário do Conselho ecumênico das Igrejas (COE) Olav Fyske-Tveit, assim como o secretário-geral da ONU, Ban-Ki-Moon, o presidente do Conselho europeu, Herman van Rompuy, e a chanceler Angela Merkel.

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Acusado de abuso contra menores, padre irlandês de 72 anos é deportado do Brasil

 

P.J. Kennedy foi preso em São Paulo pela PF na segunda-feira e levado sumariamente à Irlanda

27 de dezembro de 2011 | 23h 20

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Polícia Federal prendeu em São Paulo um padre irlandês de 72 anos acusado perante a Justiça de Dublin em 55 processos penais por supostos abusos sexuais contra menores. Ele foi deportado sumariamente para a Irlanda na noite de segunda-feira, 26.

P. J. Kennedy foi localizado na manhã de segunda por agentes da PF que atuam no escritório da Interpol em São Paulo – a Interpol é a Polícia Internacional que reúne corporações de 190 países.

A ação foi discreta. Os policiais abordaram o acusado, que confirmou sua identidade e ouviu os motivos de sua detenção, expostos em mandado de prisão expedido pela Justiça irlandesa.

Kennedy, nascido em 2 de março de 1939, foi imediatamente conduzido ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica. Às 23h30 de segunda, sob escolta, ele partiu para Londres, onde autoridades irlandesas o aguardavam no aeroporto.

A Interpol informou que desde 2003 o alvo estava no Brasil. Ele fixou residência em Osasco, na Grande São Paulo, e depois mudou-se para a capital. Para se manter, dava aulas de inglês.

No início de 2004, a Interpol solicitou formalmente a localização do religioso ao lançar seu nome na difusão azul – lista de cidadãos contra os quais não há mandados de prisão nos países onde eles se ocultam.

Em janeiro de 2004, Kennedy foi citado em dossiê da Procuradoria de Dublin. O documento informa que, em agosto de 2003, o acusado se comprometeu a desembolsar “a mais alta compensação financeira em juízo” para indenização de uma vítima. Os crimes atribuídos a Kennedy ocorreram nos anos 80.

Depois do acordo judicial, Kennedy migrou para o Brasil com passaporte inglês.

A PF vigiava os movimentos do religioso havia quatro meses, mas aguardava a formalização de documentação para detê-lo.

O plano era embarcar Kennedy às 18h46 de segunda-feira em voo da British Airways. A operação foi adiada e o embarque ocorreu por outra companhia aérea.

Deportação sumária. O Brasil e a Irlanda não mantêm tratado de extradição. A Polícia Federal agiu com cautela e sigilo para evitar eventual recurso judicial de Kennedy que impedisse ou retardasse sua deportação.

A deportação é a devolução compulsória ao Estado de origem de estrangeiros que ingressam irregularmente em outro território. Ela pode ter amparo em casos de uso de documento falso, como visto de entrada, ou no exercício de atividade profissional não autorizada.

Quando pleiteou a transformação de provisório em definitivo do protocolo de permanência no Brasil, Kennedy assinou uma declaração alegando que não respondia a nenhuma acusação judicial em seu país. A PF cancelou a emissão do documento.
A falsa declaração do padre abriu caminho para a deportação sumária.

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‘Nesse momento a gente só lembra Deus’, diz padre feito de refém no PR

 

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis foi assaltada no domingo (11).
Padre foi rendido por três homens, um deles armados, e trancado no banheiro.

Ariane DucatiDo G1 PR

 

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis (Foto: Divulgação)

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis foi
assaltada na noite de domingo (13)
(Foto: Divulgação)

Três homens assaltaram a casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis, no norte do Paraná, na noite de domingo (11). O padre Laércio José de Lara se despedia de amigos e famílias da comunidade, por volta das 22h, que jantaram com ele na casa paroquial quando foi rendido pelos assaltantes.

“Não deu tempo de fechar a porta e eles chegaram”, contou o padre. Segundo o religioso, um dos homens estava armado e apontava o revólver com para a cabeça dele. “Isso foi uns 15 minutos. Eles pediam dinheiro e cofre, mas não temos cofre”, relatou.
Em seguida, os assaltantes trancaram o padre no banheiro e vasculharam a casa paroquial. “Eles levaram um valor significativo, não tenho ideia de quanto. Era o dinheiro que arrecadamos na paróquia no fim de semana, de dízimo e coletas”, explicou o padre. Além disso, os ladrões roubaram o notebook e o celular do padre Laércio.
“Consegui desenvolver um bom diálogo com eles, calmei eles. (…) Mas a gente perde o chão. Fica totalmente perdido. Nesse momento a gente só lembra Deus”, comentou o pároco sobre o assalto.

De acordo com a Polícia Militar de Borrazópolis, os assaltantes chegaram a tomar sorvete, refrigerante e vinho na casa paroquial antes de fugir. A Polícia Civil e a PM investigam a ocorrência, mas ainda não têm pistas dos assaltantes.
“Vamos deixar pra Justiça tomar conta disso e bola pra frente. Estou tranquilo e acredito que isso foi um alerta para as outras paróquias”, finalizou o padre de 34 anos.