Categorias
Estudos Noticias

Predisposição genética para a religião se reproduz com rapidez, diz professor

 

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um cálculo matemático demonstra que os supostos genes responsáveis pela orientação religiosa de um indivíduo se reproduzem com mais rapidez.

A base do estudo teve como ponto de partida análises demográficas, que indicam que grupos religiosos geram mais filhos do que os ateus.

Em média, uma mulher sem qualquer religião teria de um a dois bebês. Para termos de comparação, no caso de uma seguidora do judaísmo ortodoxo, esse número passaria a ser seis.

O resultado a longo prazo é que o "gene da religião" se tornaria mais comum a cada nova geração.

De acordo com Robert Rowthorn, professor emérito de economia do Kings College, em Cambridge (Reino Unido), que desenvolveu o cálculo, essa expansão teria aumentado em até 50% depois de dez gerações.

Rowthorn acrescenta que os genes seriam ainda mais perpetuados e distribuídos se os integrantes do segmento religioso passassem a se relacionar com a população secular.

"Este é puramente um exercício especulativo", diz o autor do estudo a ser publicado nesta quarta-feira no "Proceedings of the Royal Society B".

Ele enfatiza que, até 150 anos atrás, o contraste na taxa de natalidade entre famílias religiosas e não religiosas não existia. O número de nascimentos caiu globalmente e a transição afetou mais alguns grupos do que outros.

Segundo Rowthorn, a progressão matemática demonstrada em seu cálculo indica a hipótese de que a população pode ser mais propensa à religião a longo prazo, mas isso dependeria também da proporção entre fertilidade e "deserção" de membros no grupo religioso.

Categorias
Ciência

Jericó na Cisjordânia – Especial

 

Há 10 mil anos

Por Michel Gawendo, de Jericó folha universal
jericoJericó, na Cisjordânia, tem diversos títulos. É conhecida como “a cidade das tâmaras”, graças à fruta típica, e também como “a cidade mais baixa do planeta”, pois fica em um vale a mais de 250 metros abaixo do nível do mar. Mas a maior credencial de Jericó é a de “cidade mais antiga do mundo”, fundada há 10 mil anos. Com tanto tempo de existência, ela guarda sinais da história desde a época em que o homem morava em cavernas, passando por períodos descritos na Bíblia e pelo Império Romano.

“Foi ali que o ser humano deixou de morar em cavernas e começou a viver em cidades”, diz o arqueólogo Hamdam Tahah. “Mais de 10 povos já dominaram Jericó, e ainda há a importância religiosa daqui”, ressalta.

As pistas de como os seres humanos viviam 8 mil anos atrás estão em todas as partes. Escavações revelaram que as primeiras famílias da humanidade já tinham plantas e animais dentro de casa, como carneiros, que forneciam leite e carne. Os primeiros humanos a fundar uma cidade também usavam cevada e trigo, provavelmente para fazer farinha e pão.

Mas por que os homens de 10 mil anos atrás escolheram justamente Jericó, que fica em uma região com temperaturas de até 48º C no verão, para construir a primeira cidade do mundo? “A resposta é simples: por causa da água. Jericó é uma espécie de oásis. A cidade recebe água das chuvas que escorrem das montanhas”, conta o arqueólogo Tanah.

Religião
A cidade também aparece diversas vezes na Bíblia. Uma das passagens mais conhecidas é a da entrada dos hebreus na Terra Prometida, depois que deixaram o Egito, sob a liderança de Josué. Jericó também é o ponto onde, segundo a religião cristã, Jesus curou cegos, subiu ao deserto para meditar e foi tentado pelo diabo. Há um mosteiro encravado no Monte da Tentação para marcar o episódio, e turistas e peregrinos sobem de teleférico até o local. Outra atração religiosa nos arredores de Jericó é o Rio Jordão, onde Jesus foi batizado.

Ao longo da história, Jericó foi palco de invasões e guerras. Por ali passaram ainda outras fi guras históricas, como Herodes e Alexandre, o Grande. A cidade era considerada tão bonita que o líder romano Marco Antônio a ofereceu como presente para Cleópatra, a fim de cortejar a bela rainha egípcia. Outra atração da cidade é o palácio Hisham, construído há 1,2 mil anos e destruído por um terremoto. Os mosaicos que enfeitavam os salões de recepção, as piscinas e as saunas estão conservados e são considerados os maiores do Oriente Médio.

Hoje em dia Jericó é a cidade mais tranquila dos territórios palestinos. É administrada desde 1994 pela Autoridade Palestina, que pretende investir US$ 2 bilhões (R$ 3,4 bilhões) nas festividadesdos 10 mil anos. A instituição deve reformar hotéis, atrações turísticas, ruas e jardins. “Vamos fazer de Jericó a porta de entrada para o turismo na nossa região”, disse a ministra do turismo palestino, Khouloud Daibes.

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

Categorias
Noticias

A GUERRA ENTRE CIÊNCIA E RELIGIÃO

CIÊNCIA

 

Autor de livro diz que é estúpido jogar um tema contra o outro

Por: Vinícius Cintra – Redação Creio

Após séculos e mais séculos a polêmica entre a ciência e a religião continua, mas o livro ‘Ciência ou Religião: quem vai conduzir a história? tem o objetivo de desmistificar a razão somente de uma das áreas. De acordo com o autor e pastor da igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Gottfried Brakemeier, é estúpido jogar a ciência contra a religião e vice-versa, já que cada qual tem o seu próprio domínio e sua razão de ser.

     O livro lançado em 2006 pela editora Sinodal tem com assunto central a relação entre a fé cristã e as ciência naturais, marcada por demais vezes por conflito e preconceito. Há questões inquietantes que levam o leitor a refletir se serão incompatíveis o crer e o saber, a sabedoria e a ciência, a criação e a evolução ou será necessário optar ou haverá possibilidade de conjugar os dois campos?

     "Somente a complementariedade de ambas vai garantir uma visão mais ou menos integral da realidade. Devemos distinguir entre o que podemos saber e o que devemoscrer. A confusão traz prejuízo", afirma Brakemeier, que é professor de teologia, com atuação em Novo Testamento e Teologia Sistemática.

     O autor mais uma vez ressalta que a religião sem a ciência é uma estupidez e a ciência sem a religião será algo sem sentido. "Necessitamos de um novo pacto entre a fé e a ciência na tentativa de salvar o ser humano das ameaças à sua vida. É a parceria entre ambas que se deve pretender, não a rivalidade".

     Gottfried disse que na nação brasileira cresce a descrença, embora a maioria continue crente. Isto vale também para os ateus, pois pessoas sem fé não existe, endossa o autor. "Todos têm suas convicções e seus valores. Importante mesmo não é, se as pessoas crêem ou não, importante é saber em que se crê. E nesse tocante há muito a clarear em nossos tempos e em nosso país".

Data: 24/11/2010