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Software e webcam transformam boca e olhos de deficiente físico em mouse

 

Headmouse e teclado virtual podem ser baixados de graça na internet

Luiz Augusto Siqueira, do R7

  • Edson Lopes Jr./R7Edson Lopes Jr./R7

Nascido com uma má formação congênita que lhe impede de usar os
braços e as pernas, Eduardo George usa o mouse e teclado virtual

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O fim do isolamento digital e social dos deficientes físicos. Dois softwares gratuitos – um que transforma a boca e os olhos do usuário em mouse e outro que cria um teclado virtual, também movido pelo rosto – desenvolvidos por uma multinacional espanhola estão derrubando barreiras na vida de pessoas com problemas de motricidade, fazendo com que possam interagir com o mundo, estudar e até trabalhar.

É o caso do estudante de jornalismo Eduardo Sousa dos Santos George, 23 anos, que, graças ao Headmouse (mouse de cabeça, em tradução livre) e ao teclado virtual, da Indra, deixou para trás tecnologias menos sofisticadas. Nascido com uma má formação congênita que lhe impede de usar os braços e as pernas, por muito tempo George precisou da ajuda de amigos e familiares para usar o computador. Para digitar seus trabalhos de faculdade, ele usava uma vareta de plástico na boca para teclar e o queixo para clicar no mouse.
Em novembro do ano passado, enquanto fazia terapia ocupacional na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), sua terapeuta lhe perguntou se não gostaria de testar os dois programas. Desafio topado. George diz que, para ele, foi tão fácil aprender a usá-lo, que, “em dois ou três dias de treinamento, já dominava o software”. É como se sua vida pudesse ser dividida em antes e depois dos programas.
– Ele quebra barreiras e traz independência. 
Convidado em março deste ano para demonstrar os dois programas ao então ministro das Comunicações, Hélio Costa, e ao então presidente dos Correios, Carlos Custódio, George acabou sendo convidado para trabalhar na assessoria de imprensa dos Correios. 

Programas também ajudam vítimas de acidentes
Além de ajudar quem já nasceu com problemas de motricidade, os dois programas também vêm auxiliando pessoas que nasceram sadias, mas que, depois de um acidente, perderam os movimentos, como tetraplégicos, vítimas de derrame, amputados ou pessoas que tiveram uma lesão na medula da espinha.
Foi o que aconteceu com o dançarino de street dance (dança de rua, em tradução livre) William Nakashima Konichi, que, ao errar um mortal na parede, caiu e perdeu os movimentos nas pernas, um pouco no braço e imobilizou as mãos. Até conhecer o Headmouse e o teclado virtual, no ano passado, Konichi usava o Motrix, software de reconhecimento de voz criado pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que “achava chato”.
Apesar de ter só usado os softwares por alguns meses em 2009 e de achar que “o único lado ruim dos softwares era a configuração, que demora muito”, Konichi diz que o Headmouse e o teclado virtual também lhe deram uma liberdade antes impensável. Há mais ou menos um ano, Konichi vem usando um trackball (mouse em forma de esfera), mas foi graças ao Headmouse e o teclado virtual, que ele  Konichi “passou a fazer muita coisa” que não fazia antes.
– Passei a navegar na internet e a bater papo pela webcam e pelo MSN com amigos e parentes que moram longe. Para a gente, faz toda a diferença poder usar o PC.

Softwares propiciam inclusão social

Segundo a gerente de comunicação e marketing da Indra, Fabiana Rosa, desde que foram lançados na América Latina, no segundo semestre do ano passado, os dois softwares tiveram uma procura maior do que na Europa, onde foram distribuídos há dois anos e meio. Fabiana conta que, além de permitir liberdade e independência, os programas também oferecem privacidade ao usuário, ajudando-o a retomar sua vida.
– Eles não propiciam só a inclusão digital, mas também a inclusão social dessas pessoas, que passam a poder namorar, se comunicar, bater papo e a fazer tudo o que quem não tem essas limitações faz.
Criados na Espanha e distribuídos de graça na internet, parte da estratégia de responsabilidade social da empresa, os dois softwares foram desenvolvidos em colaboração com universidades daquele país. 
Todos os anos, a empresa investe 8% de sua receita de vendas em pesquisa e desenvolvimento, não só na criação de tecnologias acessíveis, como em soluções ligadas à perda de energia e à medição da qualidade do ar, entre outros setores. 
Em todo o mundo, os softwares já foram baixados por mais de 300 mil usuários. O Brasil lidera o número de downloads, com 22% do total mundial.

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Estudos

Biólogo brasileiro "cura" célula autista com droga experimental

2010 – 10h47

 

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RAFAEL GARCIA
EM BOSTON

O biólogo que reproduziu o comportamento dos neurônios de crianças autistas em um pires de laboratório anuncia agora um passo crucial em seu trabalho.

Em estudo publicado nesta sexta-feira, o brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego, descreve como "curou" um punhado de células defeituosas com uma droga experimental.

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Ao recriar neurônios a partir de células retiradas da pele de crianças com uma síndrome de autismo genética, Muotri identificou características da doença independentes do sintoma comportamental, observando as células vivas em microscópios.

"Isso sugere que a técnica tem um potencial de diagnóstico", diz. "É a primeira descrição de um modelo humano que recapitula uma doença psiquiátrica."

O biólogo é cauteloso, porém, quando questionado sobre se seu trabalho é a descoberta de um tratamento para o autismo. A droga usada no experimento, a IGF-1, altera os níveis de insulina no organismo, e pode levar a uma série de efeitos colaterais indesejados caso seja administrada no sistema nervoso de pessoas normais.

Mesmo que a descoberta de um medicamento adequado possa levar décadas, Muotri se diz otimista. Ele está elaborando testes com uma série de outras drogas em um sistema robótico de experimentação, como o que empresas farmacêuticas usam.

"Não acho que uma droga conseguiria consertar tudo, no caso de alguém que tenha desenvolvido um problema de cognição e memória mais profundo. Mas mostramos que é possível reverter o estado desses neurônios em grande medida." As descobertas ganharam a capa da prestigiosa revista "Cell".

Editoria de Arte/Folhapress

SÍNDROME DE RETT

No estudo com células, reprogramadas, ele usou material biológico de crianças portadoras da síndrome de Rett, uma das variantes mais graves das várias doenças designadas como autismo.

Essa condição é causada pelo defeito em um único gene, o que facilita seu estudo em laboratório, mas não é representativa de todas as outras síndromes do autismo.

"Nós não sabemos ainda, porém, por que esse gene causa autismo quando sofre mutações", diz. Se for possível descobrir o mecanismo por meio do qual a doença se desenvolve, talvez seja possível entender a biologia dos casos esporádicos de autismo, que aparentam ter uma relação muito mais complexa com a genética.

Para isso, Muotri está estudando também neurônios reprogramados a partir de células da pele de crianças com outros tipos de autismo.

A técnica que ele usa para criar neurônios a partir de células é a mesma inventada pelo japonês Shinya Yamanaka, que reverteu células adultas a um estágio de desenvolvimento similar ao de células-tronco embrionárias.

Em menos de três anos, essas células –conhecidas pela sigla iPS– se tornaram uma ferramenta tão popular na biologia experimental que Yamanaka já é visto como candidato ao prêmio Nobel.

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Estudos Noticias

Cientista usa física quântica para provar que Deus existe

 adaoARIADNE ARAÚJO

colaboração para a Livraria da Folha

Deus existe e a ciência está descobrindo evidências de sua existência. Quem afirma é Amit Goswami, filho de um guru hinduísta e hoje referência mundial em estudos que buscam conciliar ciência e espiritualidade. Mas, para esse pós-doutor em física quântica, não se trata do conceito popular de Deus, o poderoso imperador em um trono no céu, a distribuir curas, perdões e castigos. O Deus a que ele se refere pode ser chamado de consciência quântica, mas há quem prefira campo quântico ou campo akáshico.

Divulgação

Amor é a maior evidência da existência de Deus, diz livro

Amor é a maior evidência da existência de Deus, diz livro

Em “Deus Não Está Morto” (Aleph), ele afirma que, para começo de conversa, há muito mais do que matéria no universo ao contrário do que pensa a ciência tradicional. Segundo Goswami, tão antiga quanto o homem, essa questão até então não resolvida encontra agora respaldo científico e pode ser demonstrada a partir da evidência de uma consciência maior, com poderes causais, ou seja, de intervenção, e um corpo sutil, não material.

O problema, segundo Amit Goswami é que a fundamentação da existência divina está na física quântica, o que para a maioria é como ouvir grego. Por isso, diz ele, a mensagem demora a penetrar nas consciências. O objetivo do livro, então, seria acelerar essa nova aceitação de Deus e incentivar a que se demonstrem essas evidências também no âmbito da ciência tradicional. Para isso, Goswami compra briga com os que ele chama céticos, representados pelo cientista materialista, o teólogo cristão e o filósofo ocidental.

Para tentar entender mais o tema, afivele o cinto de segurança. Já sabemos, o Deus de que Goswami fala é a consciência quântica. Na física quântica, os objetos não são coisas determinadas. São, na verdade, possibilidades dentre as quais a consciência quântica, Deus, escolhe uma. A escolha de Deus, então, transforma essa possibilidade quântica em evento real, experimentado por um observador. Segundo o autor, isso já foi comprovado por experimentos objetivos, tanto no mundo micro como no macro.

De acordo com o livro “Deus Não Está Morto” , o amor é uma das qualidades divinas e, assim, a maior evidência da existência de Deus. Para Goswami mundialmente conhecido ao expor suas ideias no filme What the bleep do we know?, ou, Quem somos nós? – a hipótese quântica de Deus resolve de uma só vez todos os mistérios ainda não solucionados da biologia, como a origem da vida, a evolução, os sentimentos (como o amor) e a consciência. Além disso, coloca a ética e os valores em seu devido lugar: “no centro de nossas vidas e sociedades”.

medrado. perfil

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.