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Eclipse parcial da Lua poderá ser visto em todo o Brasil; veja os horários

Por Fabio Manzano, G1


Eclipse parcial na lua em 2018, no céu do Rio de Janeiro — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Eclipse parcial na lua em 2018, no céu do Rio de Janeiro — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Na noite desta terça-feira (16), quando o mundo celebra 50 anos desde que a missão Apollo 11 decolou da Terra rumo à Lua, o Brasil poderá ver um eclipse lunar parcial. O fenômeno ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham, e nosso planeta faz sombra sobre o satélite.

O eclipse poderá ser visto a partir das 17h01 (horário de Brasília) e, no total, terá duração de mais de cinco horas, parecido com o que ocorreu em janeiro deste ano.

“O eclipse lunar, em geral, dura bastante tempo. Desta vez será em um horário bom, porque vai ser próximo do pôr do sol, e a Lua vai estar em uma posição relativamente alta no céu”, disse ao G1 Thiago Signorini Gonçalves, astrônomo da UFRJ e membro da Sociedade Astronômica Brasileira.

 Programe-se (horários de Brasília):

A duração da fase de umbra (quando a sombra da Terra começa a ser observada na Lua) será de 2 horas e 51 minutos. Já considerando todo o período do eclipse, incluindo a fase de penumbra (quando a sombra da Terra sobre a Lua ainda é vista de forma borrada), a duração total do fenômeno chega a 5 horas e 33 minutos.

  • 15h43: início da fase de penumbra
  • 17h01: início da fase da umbra
  • 19h52: fim da fase da umbra
  • 21h17: fim da fase da penumbra
Eclipse lunar total será visto em toda a América — Foto: Juliane Souza/G1

Eclipse lunar total será visto em toda a América — Foto: Juliane Souza/G1

 Não é preciso usar óculos de proteção

Diferentemente de um eclipse solar – quando o que fica “escondido” é o Sol –, para observar o fenômeno lunar não é preciso óculos de proteção.

A visão da Lua é a olho nu, mas é mais fácil assistir ao fenômeno em áreas menos iluminadas e com o horizonte livre.

Montagem com seis fotos mostra a evolução do eclipse parcial ao total com Lua de Sangue de 2018 — Foto: Vyacheslav Oseledko/AFP

Montagem com seis fotos mostra a evolução do eclipse parcial ao total com Lua de Sangue de 2018

— Foto: Vyacheslav Oseledko/AFP

 Sem ‘Lua de sangue’ desta vez

Thiago Gonçalves explica que este eclipse, por ser parcial, não provocará o fenômeno da “Lua de sangue”. Para isso acontecer, seria necessário que os astros se alinhassem perfeitamente, como aconteceu em 21 de janeiro.

“O alinhamento não será perfeito e isso impede a visualização da ‘Lua de sangue’, que é quando o satélite adquire tons avermelhados. Isso acontece porque a Terra se sobrepõe ao Sol e os raios solares atravessam a atmosfera terrestre ganhando esta coloração”, explica Gonçalves.

Essa mudança de cor é provocada pelos mesmos fatores que fazem o céu ser azul e pode ser observada em todos os eclipses totais da Lua.

O fenômeno da Lua de Sangue — Foto: Alexandre Mauro/G1

O fenômeno da Lua de Sangue — Foto: Alexandre Mauro/G1

 Eclipse solar recente

Há menos de 15 dias, a Lua passou entre o Sol e a Terra, “tampando” sua luz. Em 2 de julho, um eclipse solar total levou milhares de turistas ao Chile, de onde foi possível acompanhar o momento em que o dia virou noite. Diversas regiões do Brasil também puderam observar o fenômeno.

Os dois acontecimentos não estão desvinculados, como comenta o astrônomo da UFRJ: “Não é coincidência. É algo decorrente deste alinhamento. Eclipses solares podem vir junto com um eclipse lunar. Isso é comum”.

Este é o último eclipse lunar do ano. O mundo verá o próximo eclipse total da lua apenas em 2021 – com possibilidade de observação parcial no Brasil. Outros fenômenos parciais acontecem antes, mas no país um eclipse total plenamente visível ocorrerá apenas em 16 de maio de 2022.

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EMPRESA ISRAELENSE REINVENTA VERDADEIRAMENTE A RODA PARA FUTURO VEÍCULO ELÉTRICO

A REE coloca o motor, direção, suspensão, transmissão, sensores, freios, sistemas térmicos e eletrônicos nas rodas do veículo, criando uma plataforma plana.
DE EYTAN HALON

REE carro elétrico

Empreendedores aspirantes são freqüentemente aconselhados a não precisar reinventar a roda para ter sucesso.

No entanto, reinventar a roda é exatamente o que a start-up REE, baseada em Tel Aviv, decidiu fazer enquanto busca impulsionar o futuro da mobilidade movida a eletricidade.

Co-fundada por Daniel Barel e Avishay Sardes, que anteriormente estabeleceram a SoftWheel, empresa de suspensão de cadeiras de rodas, a REE emergiu do modo invisível na terça-feira, revelando seu chassi modular e plano, que integra todos os componentes encontrados sob o capô nas rodas .

A REE coloca o motor, direção, suspensão, transmissão, sensores, freios, sistemas térmicos e eletrônicos nas rodas do veículo, criando uma plataforma plana.

O design inovador, diz a empresa, proporciona um baixo centro de gravidade, maximizando a eficiência energética, aumentando a agilidade e a estabilidade e melhorando o desempenho – fatores críticos no sucesso futuro da revolução dos veículos elétricos e autônomos.

“Os conceitos do passado são limitados e restringem a capacidade da indústria automotiva de realizar a realidade elétrica e autônoma pela qual estão se esforçando”, disse Barel, presidente-executivo da REE. “Até agora, a indústria operou fazendo melhorias incrementais no design tradicional do veículo automotivo. Na REE, acreditamos que, para apressar a revolução automotiva, precisamos reinventar a roda – literalmente. ” A plataforma, diz a REE, oferece aos fabricantes automotivos múltiplas configurações corporais, fornecendo a base para veículos que vão desde carros de alto desempenho até off-road. SUVs de estrada e até mesmo caminhões pesados. A plataforma é baseada em um sistema quad-motor e inclui suspensão ativa, steer-by-wire e uma caixa quad-gear inteligente.

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Asteroide de 55 milhões de toneladas está na direção da Terra, diz NASA

Imagem de: Asteroide de 55 milhões de toneladas está na direção da Terra, diz NASA
Fonte: Pixabay

O setor de rastreamento da NASA informou que um asteroide de 340m de diâmetro e 55 milhões de toneladas está a caminho da Terra, com chegada prevista para 3 de outubro. O risco de cataclismo é baixo, mas caso o asteroide saia de sua rota e entre no planeta, sua força destrutiva será igual a 2.700 megaton — para se ter ideia, a bomba de Hiroshima tinha entre 13 e 18 quiloton.

Chamado de FT3, o asteroide será o primeiro de 165 aproximações esperadas pela NASA entre 2019 e 2116. Com o tempo será possível determinar se as possibilidades de colisão irão aumentar ou diminuir. Caso entrasse na atmosfera terrestre, o FT3 ganharia uma velocidade de 45.500 km/h.

O asteroide é uma rocha espacial que circunda o Sol dentro do cinturão entre Marte e Júpiter. A NASA vem monitorando sua rota desde 2007 e diz que há 99,9999908% de chances dele não acertar à Terra.

Potencialmente, no caso da mudança de rota dias antes de uma suposta colisão, pouco poderia ser feito. “Um asteroide em uma trajetória de impacto na Terra não poderia ser abatido nos últimos minutos ou mesmo horas antes do impacto”, afirma a agência.

Basta esperar e torcer para que o FT3 siga seu curso normal.

  Fontes: Express