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Médicos fazem primeiro transplante de pernas do mundo na Espanha

 

ReutersPor Jaime Ortiz | Reuters –

MADRI (Reuters) – Uma equipe médica espanhola concluiu na segunda-feira o primeiro transplante bilateral de pernas do mundo, informaram autoridades na cidade de Valência.

A operação, que começou na noite de domingo, é pioneira por sua complexidade e características próprias, e exigiu a coordenação da Organização Mundial de Transplantes, dos profissionais da Fundação Pedro Cavadas e do governo local.

O transplante foi feito pela equipe médica do Hospital La Fe de Valência e comandado pelo médico Pedro Cavadas, cirurgião valenciano famoso por ter feito o primeiro transplante de rosto do mundo em 2009 e o primeiro transplante bilateral de antebraços e mãos em 2006.

Especialistas consideram que é necessário esperar 48 horas para dar mais informações sobre a recente intervenção.

A identidade do paciente e do doador é mantida em sigilo, e o centro médico pediu prudência aos meios de comunicação, que no passado revelaram detalhes confidenciais de outras cirurgias complexas.

(Reportagem de Jaime Ortiz)

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Justiça em Israel vai contra mãe e determina amputação em menina com câncer

 

Guila Flint

De Tel Aviv para a BBC Brasil

Atualizado em  11 de julho, 2011 – 11:04 (Brasília) 14:04 GMT

Hospital Ichilov, foto de divulgação

O hospital entrou na Justiça para tentar salvar a vida da jovem

A Justiça de Israel ordenou um hospital a levar adiante a amputação da mão de uma menina de 13 anos contra a vontade da mãe, depois que os médicos afirmaram que sem a intervenção cirúrgica ela morreria.

A menina, cuja identidade não foi revelada, sofre de um tumor maligno e violento e, segundo os médicos, teria uma morte dolorosa se sua mão não fosse amputada.

No entanto, a mãe da paciente, que é religiosa, vetou a operação afirmando que "prefere rezar e jejuar" para curar a filha.

O ministério do Bem Estar Social e o hospital Ichilov, em Tel Aviv, se dirigiram a um tribunal especial que trata de assuntos familiares solicitando que a corte ordenasse a operação, para salvar a vida da criança.

Ajuda de Deus

Segundo o juiz Yehoram Shaked, "está claro que não há e não pode haver outra solução exceto aceitar o pedido e que a Corte deve dar prioridade à vida, mesmo se para isso a menina tenha que sacrificar a mão".

De acordo com o hospital, o tumor, nos ossos da mão, pode provocar o surgimento de metástases no pulmão e as chances de a paciente morrer "são de 100%".

Os médicos explicaram o prognóstico tanto para a mãe como para a paciente e, segundo o relatório apresentado à Corte, a mãe afirmou que "é melhor que ela morra" porém a menina disse que entende "que não há alternativa" exceto a amputação.

Em sua decisão o juiz afirmou que a mãe continua rejeitando a operação e "acreditando na ajuda de Deus". Ele disse que a menina, apesar de jovem, entende que "é preciso preferir a vida à morte".

Interferência

Esta não é a primeira vez que questões religiosas interferem em decisões médicas em Israel.

A autoridade máxima da pasta da Saúde no governo, o vice-ministro da Saúde Yacov Leizman, do partido ultra-ortodoxo Yahadut Hatorah (Judaísmo da Torah), vem, desde o início de sua gestão, há dois anos, gerando duras criticas de profissionais na área da medicina, pois frequentemente tenta impor princípios da religião em decisões ligadas ao tratamento de pacientes.

Um dos casos ocorreu em 2009, quando o vice-ministro foi pessoalmente ao hospital Shneider da cidade de Petach Tikva, ao leste de Tel Aviv, e tentou interferir no tratamento de uma bebê que sofreu morte cerebral.

Leizman entrou no hospital e ameaçou os médicos de punição caso não dessem tratamento integral à criança, apesar de a lei em Israel estabelecer o tratamento parcial em casos de morte cerebral.

Segundo a crença ortodoxa de Leizman, a morte de uma pessoa só é reconhecida quando o coração para de bater. Ele chegou a ameaçar o hospital de que seria boicotado pela comunidade ultra-ortodoxa se não cumprisse suas ordens.

Na ocasião, a Federação dos Médicos de Israel publicou um manifesto protestando contra a atitude do vice-ministro.

Apesar de ser titular da pasta, Leizman se chama de "vice-ministro" por questões religiosas.

O Yahadut Hatorah não nomeia ministros mas só vice-ministros, pois tem uma visão ambivalente sobre a própria existência do Estado de Israel.

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Droga faz cérebro ‘esquecer’ más lembranças

 

Metirapona reduz capacidade do cérebro de acessar lembranças ruins

Como no filme" Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças", droga pode ajudar a 'apagar' lembranças ruins

Como no filme" Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças", droga pode ajudar a ‘apagar’ lembranças ruins(Divulgação)

Cientistas descobriram um remédio que ajuda a curar o sofrimento causado por más lembranças. De acordo com o estudo publicado no periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, sob o efeito da droga metirapona, indivíduos que têm más recordações reduzem a habilidade do cérebro de repassar esses momentos. A pesquisa, desenvolvida pela Universidade de Montreal e pelo Centro de Estudos do Stress Humano do Hospital Louis-H. Lafontaine (ambos no Canadá), desafia a teoria de que as memórias não podem ser modificadas uma vez armazenadas no cérebro.
Para chegar aos resultados, a equipe de cientistas contou uma história com aspectos neutros e negativos para 33 homens. Três dias depois, eles foram divididos em três grupos: os que ficaram no primeiro grupo receberam uma dose única de metirapona; os do segundo grupo ingeriram uma dose dupla; e os que caíram no terceiro grupo tomaram um placebo. Depois disso, eles recontaram a história.
O desempenho da memória de cada indivíduo foi avaliada novamente quatro dias depois, tempo suficiente para que a droga desaparecesse do organismo. "Descobrimos que aqueles que tomaram a dose dupla do remédio não conseguiam se lembrar direito das partes negativas do texto, enquanto se lembravam perfeitamente das partes neutras", disse Marie-France Marin, chefe da pesquisa.
A metirapona é uma droga que reduz bastante os níveis de cortisol, um hormônio do stress que está envolvido no processo da lembrança. Manipular a quantidade de cortisol perto do momento em que novas lembranças se formam pode diminuir as emoções negativas associadas a elas. "Os resultados mostram que quando diminuímos os níveis do hormônio assim que lembramos de algo negativo, podemos enfraquecer essa má lembrança com um efeito duradouro", disse Sonia Lupien, diretora da pesquisa. "Foi uma surpresa perceber que a redução das lembranças negativas se manteve mesmo com a normalização dos níveis de cortisol, dias depois", disse Marie.
A pesquisa oferece esperança para pessoas sofrendo de doenças como o transtorno do stress pós-traumático. "Nossa descoberta pode ajudar indivíduos a lidar com eventos traumáticos ao oferecer a elas uma oportunidade para ‘sobrescrever’ as memórias negativas durante a terapia", explicou Marie. Um grande problema, contudo, é que a metirapona não é mais produzida comercialmente. No entanto, os resultados apontam uma direção para futuros testes clínicos. "Outras drogas reduzem o nível de cortisol e mais estudos com esses compostos vão melhorar o entendimento dos mecanismos do cérebro envolvidos na modulação das lembranças ruins", afirmou Marie.