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Qual a origem do Universo?

Por Herton Escobar

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Leitores, preparem-se, pois hoje vou mergulhar mais fundo e viajar mais longe no tempo, no espaço e (um pouco) na maionese do que em qualquer outro post antes neste blog …

Estou de olho na pergunta mais elementar, mais básica e ao mesmo tempo mais complexa que a curiosidade humana é capaz de conceber: “Qual é a origem do Universo??” … Ou, em outras palavras: “Como tudo começou??”

Ok. Segundo a ciência, tudo começou com o Big Bang, cerca de 14 bilhões de anos atrás, quando toda a matéria do Universo estava esmagada num espaço de alguns milímetros e, de repente, começou (ou voltou?) a se expandir rapidamente, como que numa “explosão”, desencadeando uma série de interações físico-químicas entre átomos e partículas que deram origem ao Universo como o conhecemos hoje (que, aliás, continua a se expandir, ainda que numa velocidade menor).

Segundo as religiões de uma forma geral, foi tudo criado por Deus.

Pois então …

Minha motivação para escrever este post nasceu de uma conversa com meu irmão mais velho, alguns dias atrás. Ele é uma figura de certa forma emblemática dessa eterna briga entre ciência e religião. É biólogo molecular, formado pela USP, e ganha a vida sequenciando DNA, das mais variadas espécies, para os mais variados projetos de pesquisa. Ou seja, tem nas mãos diariamente aquela que, do ponto de vista da biologia, é a evidência mais forte da evolução e da ancestralidade comum de todos os seres vivos (incluindo o homem). Nem por isso, porém, deixa de ter sua fé. Vai à igreja com a família todos os domingos, reza antes de todas as refeições e acredita que o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança.

Pois então … é claro que, em meio à nossa conversa, surgiu a pergunta que não quer calar … aquela para a qual nem a ciência nem a religião tem uma resposta convincente – que é justamente o que a torna tão interessante e tão enlouquecedora. Se Deus criou o Universo, quem criou Deus? Ou, se o Universo começou com o Big Bang, de onde veio o Big Bang? Em outras palavras: De onde veio a matéria que estava espremida naqueles poucos milímetros e que “explodiu” 14 bilhões de anos atrás, semeando o Universo com os átomos e as partículas que constituem hoje os nossos planetas e as nossas galáxias? Essa matéria inicial precisa ter vindo de algum lugar também! Talvez ela já existisse numa versão anterior do Universo, que foi esmagada pela força da gravidade num “Big Crunch”, e depois explodiu novamente num “Big Bang”, formando o Universo atual … mas aí a pergunta se repete: Nesse caso, de onde veio a matéria que formava esse Universo anterior? Foi criada por Deus? Talvez … mas então, de onde veio Deus?

Já deu para perceber que estamos andando em círculos.

Quem criou o Criador, que criou o Criador, que criou o Criador?

De onde veio a matéria, que originou a matéria, que originou a matéria?

Já perdi várias noites de sono pensando sobre isso. E espero que vocês percam também (com todo o respeito). As perguntas sobre a origem da vida na Terra são fichinha comparadas a isso.

Do ponto de vista da ciência, perguntar como era o Universo antes do Big Bang é como perguntar como era a sua personalidade antes de você ser concebido. Simplesmente não faz sentido. Como é que você poderia ter uma personalidade antes mesmo de você existir? Só é possível dizer qualquer coisa sobre você a partir do momento que o espermatozóide do seu pai se juntou ao óvulo da sua mãe, formando a célula primordial (chamada zigoto) da qual todo o seu organismo se originou.

Transportando essa ideia para o tema em questão, a massa de matéria condensada (chamada singularidade) que “explodiu” no Big Bang 14 bilhões de anos atrás está para o Universo assim como o zigoto está para o ser humano. É onde tudo começou. Não há como avaliar o que existia antes, porque o antes não existia. (A pergunta é: Quem foram os pais do Universo?)

Agora, imagine se o Universo não existisse. Se não existisse NADA! E quero dizer NADA mesmo … Não estou falando de um espaço como o que existe hoje, só que “vazio”, sem estrelas e sem galáxias. Pois o que parece vazio para nós não é vazio coisa nenhuma. Mesmo as partes mais escuras do Universo estão cheias de matéria, apesar de não conseguirmos enxergá-la. Assim como uma garrafa cheia de ar não está vazia – está cheia de ar, obviamente, apesar de não conseguirmos enxergá-lo.

Então, como seria a realidade se o Universo não existisse? Se não existisse NADA … nem uma partícula ou átomo sequer? Seria apenas um espaço em branco? Sei lá.

Do ponto de vista da religião, lembro-me sempre da resposta que o matemático John Lennox, da Universidade de Oxford, me deu quando o entrevistei alguns anos atrás, quando ele esteve em São Paulo para uma palestra sobre criacionismo e design inteligente. Perguntei: “Se Deus criou o Universo, quem criou Deus?” E ele me respondeu: “Essa pergunta não faz sentido, pois Deus sempre existiu. Ele é eterno.” É uma resposta que, para mim, não soa satisfatória. Mas também não sei que outra resposta poderia ser dada dentro dessa linha de pensamento.

Como tudo começou? Por que existe algo em vez de nada?

Não sabemos, e talvez nunca saberemos. Imagine só!

Abraços a todos.

(ACIMA: Mapa do Universo observável, produzido com base na radiação cósmica de fundo deixada pelo Big Bang.)

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Chance de encontrar extraterrestres é maior do que nunca, diz astrônomo britânico

 

Pallab Ghosh

Da BBC News

Telescópios de projeto para busca de vida fora da Terra

Cientistas vêm tentando há décadas detectar vida fora da Terra

As chances de se descobrir vida fora da Terra são maiores do que nunca, segundo afirma Martin Rees, o principal astrônomo britânico e presidente da Royal Society, a academia de ciências da Grã-Bretanha.

A Royal Society organiza a partir desta segunda-feira em Londres uma conferência com pesquisadores de várias partes do mundo para discutir as perspectivas de se encontrar formas de vida extraterrestres.

Segundo Rees, que em 1995 foi agraciado com o título de Astrônomo Real, uma descoberta como essa poderia representar um momento de mudança para a humanidade, alterando nossa visão de nós mesmos e de nosso lugar no cosmos.

Cientistas de todo mundo vêm analisando sinais do espaço em busca de emissões de ondas de rádio transmitidas por seres inteligentes fora da Terra, mas tudo o que conseguiram captar até hoje foi estática.

Avanços

Martin Rees

Martin Rees tem desde 1995 o título de Astrônomo Real

Para Rees, porém, o avanço tecnológico torna maior do que nunca a possibilidade de que essa busca se mostre frutífera.

“A tecnologia avançou tanto que pela primeira vez nós podemos realmente ter a esperança realista de detectar planetas não maiores do que a Terra orbitando outras estrelas”, diz Rees.

“Poderemos saber se eles têm continentes e oceanos, descobrir que tipo de atmosfera têm. Apesar de ser um longo passo para sermos capaz de descobrir sobre qualquer forma de vida nesses planetas, é um progresso tremendo ser capaz de ter algum tipo de imagem de outro planeta, semelhante à Terra, orbitando outra estrela”, observa.

Segundo ele, o envio ao espaço de telescópios capazes de detectar planetas semelhantes à Terra no entorno de estrelas distantes agora torna possível concentrar mais os esforços de busca.

“Se encontrássemos vida, mesmo a forma mais simples de vida, em outros lugares, isso seria claramente uma das maiores descobertas do século 21”, diz Rees.

“Desconfio que pode haver vida e inteligência lá fora em formas que não podemos imaginar. E poderia, claro, haver formas de inteligência aquém da capacidade humana, mais avançada do que somos avançados em relação a um chimpanzé”, afirma.

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Cientista relata motivos para crer em Deus

 

Cientista relata motivos para crer em Deus

Razões para Crermos em Deus

Por A. CRESSY MORRISON
Ex-presidente da Academia de Ciências de Nova York

“NÓS AINDA ESTAMOS NO AMANHECER da era científica, e todo o aumento da luz revela mais e mais a obra de um Criador inteligente.

Nós fizemos descobertas estupendas; com um espírito de humildade científica e de fé fundamentada no conhecimento estamos nos aproximando de uma consciência de Deus.

Eis algumas razões para minha fé:

Através da lei matemática podemos provar sem erro que nosso universo foi projetado e foi executado por uma grande inteligência de engenharia.

Suponha que você coloque dez moedas de um centavo, marcadas de um a dez, em seu bolso e lhes dê uma boa agitada.

Agora tente pegá-las na ordem de um a dez, pegando uma moeda a cada vez que você agita o bolso.

Matematicamente sabemos que a chance de pegar a número um é de um em dez; de pegar a um e a dois em seqüência é de um em 100; de pegar a um, dois e três em seqüência é de um em 1000 e assim por diante; sua chance de pegar todas as moedas, em seqüência, seria de um em dez bilhões.

Pelo mesmo raciocínio, são necessárias as mesmas condições para a vida na Terra ter acontecido por acaso.

A Terra gira em seu eixo 1000 milhas por hora no Equador; se ela girasse 100 milhas por hora, nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos e o Sol provavelmente queimaria nossa vegetação de dia enquanto a noite longa gelaria qualquer broto que sobrevivesse.

Novamente o Sol, fonte de nossa vida, tem uma temperatura de superfície de 10.000 graus Fahrenheit, e nossa Terra está distante bastante para que esta “vida eterna” nos esquente só o suficiente!

Se o Sol desse somente metade de sua radiação atual, nós congelaríamos, e se desse muito mais, nos assaria.

A inclinação da Terra a um ângulo de 23 graus, nos dá nossas estações; se a Terra não tivesse sido inclinada assim, vapores do oceano moveriam-se norte e sul, transformando-nos em continentes de gelo.

Se nossa lua fosse, digamos, só 50.000 milhas mais longe do que hoje, nossas marés poderiam ser tão enormes que duas vezes por dia os continentes seriam submergidos; até mesmo as mais altas montanhas se encobririam.

Se a crosta da Terra fosse só dez pés mais espessa, não haveria oxigênio para a vida.

Se o oceano fosse só dez pés mais fundo o gás carbônico e o oxigênio seriam absorvidos e a vida vegetal não poderia existir.

É perante estes e outros exemplos que NÃO HÁ UMA CHANCE em um bilhão que a vida em nosso planeta seja um acidente. É cientificamente comprovado, o que o salmista disse:“Os céus declaram a Glória de Deus e o firmamento as obras de Suas mãos.”

Fonte: Site do Pastor