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Museu Egípcio se muda para as Pirâmides e quer virar referência em 2015

 

Novo museu abrigará 100 mil peças, um armazém de antiguidades e um laboratório de restauração

 

Cairo, 4 mai – O Museu Egípcio do Cairo quer se transformar no templo do século XXI dos grandes tesouros da Antiguidade com sua nova sede, que será construída junto às Pirâmides de Gizé e deve abrir suas portas em 2015.

Situado junto à encosta da grande esplanada de Gizé, sobre o qual descansam as pirâmides de Keops, Kefren e Mikerinos, o futuro Grande Museu Egípcio será formado por um enorme complexo de 85 mil metros quadrados que abrigará 100 mil peças, um armazém de antiguidades e um laboratório de restauração.

O ministro de Estado para as Antiguidades, Zahi Hawas, apresentou na terça-feira perante a imprensa, junto à equipe que dirige o museu, os planos detalhados do complexo e assegurou que o objetivo é que o novo centro não tenha nada a invejar dos gigantes como o Louvre de Paris, o Museu Britânico de Londres e o Metropolitan de Nova York.

Por enquanto, só foram construídos laboratórios de restauração de antiguidades e armazéns, enquanto equipes trabalham nas salas de exposição.

Contudo, a nova sede não trará nenhuma semelhança da anterior, situada em um antigo edifício em pleno centro da capital que data de 1902, e em cujos corredores empoeirados se armazenam dezenas de sarcófagos e estatuetas sem identificação, ou catalogadas em idiomas diferentes que variam entre o árabe, o inglês, o italiano e o japonês.

As primeiras imagens do projeto que foram divulgadas nesta semana mostram grandes salas com pé direito alto e galerias com muita luz natural: "Foram projetadas de modo que o visitante sinta que está entrando em um terreno arqueológico", explicou uma das responsáveis da construção do novo museu, Maria Ducianti.

Hawas confirmou que a estátua colossal de Ramsés II (1304-1237 a.C), que até 2006 esteve na praça que leva o mesmo nome , e que agora está sendo restaurada, presidirá o saguão principal.

Além disso revelou que nas próximas semanas se estudará a mudança da grande barca solar de Keops, que na atualidade é exibida em uma instalação especial junto às Pirâmides, no interior do museu.

Os tesouros da tumba de Tutankhamon (1336-1327 a.C.), descobertos em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter, serão os protagonistas do novo centro e ocuparão 30% das galerias.

A máscara de ouro do faraó presidirá uma grande sala, da mesma forma como fizeram no caso da Monalisa no Louvre de Paris e o busto de Nefertiti no Pérgamo de Berlim, ressaltou Ducianti, que acrescentou que "o visitante seguirá os passos de Carter descobrindo a sepultura de Tutankhamon através de modelos em tamanho real".

As 100 mil peças que terá o novo museu se somarão antiguidades expostas em centros de todo o mundo que o Egito espera recuperar pouco a pouco.

Assim, Hawas anunciou nesta semana um acordo com o Metropolitan de Nova York para que retornem ao Egito 19 peças, e reforçou sua intenção de recuperar ícones da história egípcia como o busto de Nefertiti, exposta no Pérgamo de Berlim, e a Pedra de Roseta, no Museu Britânico.

Apesar dos numerosos atrasos, a construção das novas instalações, que inicialmente seriam inauguradas em 2009 e depois em 2012, Hawas se mostrou convencido que a abertura será em março de 2015 e justificou a demora pelos esforços para "fazer um museu digno em nível mundial".

Com todo o estardalhaço, Hawas, que desta vez compareceu sem o chapéu de Indiana Jones que o caracteriza, explicou os detalhes do projeto perante uma multidão de jornalistas nacionais e estrangeiros que suportaram o calor implacável que fazia no Cairo.

Acompanhado pelos jornalistas e dos funcionários do museu, Hawas visitou os laboratórios de restauração de antiguidades que funcionam há um ano na Esplanada das Pirâmides e nos quais 150 cientistas e arqueólogos restauraram já 10 mil peças.

O complexo de seis laboratórios permitirá "catalogar e estudar de forma científica as antiguidades dos terrenos arqueológicos e de outros museus", indicou à Efe o diretor do departamento de Arqueologia Científica do Museu, Mohamed Gamal, no interior de um dos laboratórios.

Alheios da curiosidade dos fotógrafos, jornalistas e comitiva de personalidades, os arqueólogos seguiam dando pinceladas meticulosas às jarras, estátuas e sarcófagos milenares que algum dia serão expostos nas vitrines do futuro Grande Museu Egípcio.



Tópicos: Pirâmide, Antiguidade, Egito, Vida, Ciência

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Qual a origem do Universo?

Por Herton Escobar

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Leitores, preparem-se, pois hoje vou mergulhar mais fundo e viajar mais longe no tempo, no espaço e (um pouco) na maionese do que em qualquer outro post antes neste blog …

Estou de olho na pergunta mais elementar, mais básica e ao mesmo tempo mais complexa que a curiosidade humana é capaz de conceber: “Qual é a origem do Universo??” … Ou, em outras palavras: “Como tudo começou??”

Ok. Segundo a ciência, tudo começou com o Big Bang, cerca de 14 bilhões de anos atrás, quando toda a matéria do Universo estava esmagada num espaço de alguns milímetros e, de repente, começou (ou voltou?) a se expandir rapidamente, como que numa “explosão”, desencadeando uma série de interações físico-químicas entre átomos e partículas que deram origem ao Universo como o conhecemos hoje (que, aliás, continua a se expandir, ainda que numa velocidade menor).

Segundo as religiões de uma forma geral, foi tudo criado por Deus.

Pois então …

Minha motivação para escrever este post nasceu de uma conversa com meu irmão mais velho, alguns dias atrás. Ele é uma figura de certa forma emblemática dessa eterna briga entre ciência e religião. É biólogo molecular, formado pela USP, e ganha a vida sequenciando DNA, das mais variadas espécies, para os mais variados projetos de pesquisa. Ou seja, tem nas mãos diariamente aquela que, do ponto de vista da biologia, é a evidência mais forte da evolução e da ancestralidade comum de todos os seres vivos (incluindo o homem). Nem por isso, porém, deixa de ter sua fé. Vai à igreja com a família todos os domingos, reza antes de todas as refeições e acredita que o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança.

Pois então … é claro que, em meio à nossa conversa, surgiu a pergunta que não quer calar … aquela para a qual nem a ciência nem a religião tem uma resposta convincente – que é justamente o que a torna tão interessante e tão enlouquecedora. Se Deus criou o Universo, quem criou Deus? Ou, se o Universo começou com o Big Bang, de onde veio o Big Bang? Em outras palavras: De onde veio a matéria que estava espremida naqueles poucos milímetros e que “explodiu” 14 bilhões de anos atrás, semeando o Universo com os átomos e as partículas que constituem hoje os nossos planetas e as nossas galáxias? Essa matéria inicial precisa ter vindo de algum lugar também! Talvez ela já existisse numa versão anterior do Universo, que foi esmagada pela força da gravidade num “Big Crunch”, e depois explodiu novamente num “Big Bang”, formando o Universo atual … mas aí a pergunta se repete: Nesse caso, de onde veio a matéria que formava esse Universo anterior? Foi criada por Deus? Talvez … mas então, de onde veio Deus?

Já deu para perceber que estamos andando em círculos.

Quem criou o Criador, que criou o Criador, que criou o Criador?

De onde veio a matéria, que originou a matéria, que originou a matéria?

Já perdi várias noites de sono pensando sobre isso. E espero que vocês percam também (com todo o respeito). As perguntas sobre a origem da vida na Terra são fichinha comparadas a isso.

Do ponto de vista da ciência, perguntar como era o Universo antes do Big Bang é como perguntar como era a sua personalidade antes de você ser concebido. Simplesmente não faz sentido. Como é que você poderia ter uma personalidade antes mesmo de você existir? Só é possível dizer qualquer coisa sobre você a partir do momento que o espermatozóide do seu pai se juntou ao óvulo da sua mãe, formando a célula primordial (chamada zigoto) da qual todo o seu organismo se originou.

Transportando essa ideia para o tema em questão, a massa de matéria condensada (chamada singularidade) que “explodiu” no Big Bang 14 bilhões de anos atrás está para o Universo assim como o zigoto está para o ser humano. É onde tudo começou. Não há como avaliar o que existia antes, porque o antes não existia. (A pergunta é: Quem foram os pais do Universo?)

Agora, imagine se o Universo não existisse. Se não existisse NADA! E quero dizer NADA mesmo … Não estou falando de um espaço como o que existe hoje, só que “vazio”, sem estrelas e sem galáxias. Pois o que parece vazio para nós não é vazio coisa nenhuma. Mesmo as partes mais escuras do Universo estão cheias de matéria, apesar de não conseguirmos enxergá-la. Assim como uma garrafa cheia de ar não está vazia – está cheia de ar, obviamente, apesar de não conseguirmos enxergá-lo.

Então, como seria a realidade se o Universo não existisse? Se não existisse NADA … nem uma partícula ou átomo sequer? Seria apenas um espaço em branco? Sei lá.

Do ponto de vista da religião, lembro-me sempre da resposta que o matemático John Lennox, da Universidade de Oxford, me deu quando o entrevistei alguns anos atrás, quando ele esteve em São Paulo para uma palestra sobre criacionismo e design inteligente. Perguntei: “Se Deus criou o Universo, quem criou Deus?” E ele me respondeu: “Essa pergunta não faz sentido, pois Deus sempre existiu. Ele é eterno.” É uma resposta que, para mim, não soa satisfatória. Mas também não sei que outra resposta poderia ser dada dentro dessa linha de pensamento.

Como tudo começou? Por que existe algo em vez de nada?

Não sabemos, e talvez nunca saberemos. Imagine só!

Abraços a todos.

(ACIMA: Mapa do Universo observável, produzido com base na radiação cósmica de fundo deixada pelo Big Bang.)

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Chance de encontrar extraterrestres é maior do que nunca, diz astrônomo britânico

 

Pallab Ghosh

Da BBC News

Telescópios de projeto para busca de vida fora da Terra

Cientistas vêm tentando há décadas detectar vida fora da Terra

As chances de se descobrir vida fora da Terra são maiores do que nunca, segundo afirma Martin Rees, o principal astrônomo britânico e presidente da Royal Society, a academia de ciências da Grã-Bretanha.

A Royal Society organiza a partir desta segunda-feira em Londres uma conferência com pesquisadores de várias partes do mundo para discutir as perspectivas de se encontrar formas de vida extraterrestres.

Segundo Rees, que em 1995 foi agraciado com o título de Astrônomo Real, uma descoberta como essa poderia representar um momento de mudança para a humanidade, alterando nossa visão de nós mesmos e de nosso lugar no cosmos.

Cientistas de todo mundo vêm analisando sinais do espaço em busca de emissões de ondas de rádio transmitidas por seres inteligentes fora da Terra, mas tudo o que conseguiram captar até hoje foi estática.

Avanços

Martin Rees

Martin Rees tem desde 1995 o título de Astrônomo Real

Para Rees, porém, o avanço tecnológico torna maior do que nunca a possibilidade de que essa busca se mostre frutífera.

“A tecnologia avançou tanto que pela primeira vez nós podemos realmente ter a esperança realista de detectar planetas não maiores do que a Terra orbitando outras estrelas”, diz Rees.

“Poderemos saber se eles têm continentes e oceanos, descobrir que tipo de atmosfera têm. Apesar de ser um longo passo para sermos capaz de descobrir sobre qualquer forma de vida nesses planetas, é um progresso tremendo ser capaz de ter algum tipo de imagem de outro planeta, semelhante à Terra, orbitando outra estrela”, observa.

Segundo ele, o envio ao espaço de telescópios capazes de detectar planetas semelhantes à Terra no entorno de estrelas distantes agora torna possível concentrar mais os esforços de busca.

“Se encontrássemos vida, mesmo a forma mais simples de vida, em outros lugares, isso seria claramente uma das maiores descobertas do século 21”, diz Rees.

“Desconfio que pode haver vida e inteligência lá fora em formas que não podemos imaginar. E poderia, claro, haver formas de inteligência aquém da capacidade humana, mais avançada do que somos avançados em relação a um chimpanzé”, afirma.