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Crianças estão sendo obrigadas a escrever que “Alá é o único deus” em aulas sobre religião

Publicado por Tiago Chagas-gnoticias- em 16 de setembro de 2015

Crianças estão sendo obrigadas a escrever que “Alá é o único deus” em aulas sobre religião

Trabalho escolar com os cinco pilares do islã

O ensino religioso em escolas públicas é algo que sempre levanta polêmicas, e um caso com os alunos do Ensino Fundamental no condado de Maury, Tennessee (EUA) causou revolta nos pais de alunos, que foram ensinados sobre os cinco pilares do islã de forma intensa, quase doutrinária.

Segundo uma das mães, os alunos foram obrigados a escrever em seus cadernos que “Alá é o único deus”, de acordo com informações da Fox News.

Nos Estados Unidos, a religião islâmica tem crescido, timidamente, mas ainda é vista com reservas devido aos ataques terroristas promovidos por extremistas que atribuem seus atos à religião.

“Eles pularam todo o capítulo sobre a ascensão do Cristianismo e passaram três semanas estudando o Islamismo”, desabafou Brandee Porterfield, uma das mães incomodadas. “Eu até entendo que o Islã precisa ser discutido nas aulas de História, mas o que realmente me incomodou foi que eles passaram essa tarefa de ter de escrever os Cinco Pilares do islã, e as crianças tiveram que aprender a escrever a Shahada, a qual é o credo de conversão islâmica”, ponderou.

A Shahada é um conceito religioso do islamismo, que prega que “não há outro deus além de Alá; Maomé é o mensageiro de Alá”. Segundo Poterfield, a forma como as coisas foram ensinadas às crianças não devem ser consideradas um ultraje, mas sim, como doutrinação: “Eu não sei se eu consideraria isso um ataque ao cristianismo, mas eles não estudaram nenhuma outra religião com essa intensidade […] Mesmo que eles discutam mais o cristianismo durante o capítulo da Idade Média, eles não terão as bases do cristianismo e do judaísmo como agora eles têm do islamismo”, atentou a mãe.

A mesma visão é compartilhada por Joy Ellis, outra mãe preocupada: “Eu não tive problema com a história do islã ser ensinada, mas ir a ponto de fazer minha filha escrever o Shahada é inaceitável”.

As mães que se queixaram, disseram não estar convencidas sobre a maneira de trabalhar escolhida pelo educador.

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Em fuga do Estado Islâmico, criança iraquiana diz que ora para que Deus perdoe terroristas; Assista

Publicado por Tiago Chagas-gnoticias- em 14 de setembro de 2015 

Em fuga do Estado Islâmico, criança iraquiana diz que ora para que Deus perdoe terroristas; Assista
A pequena iraquiana Myriam, 11 anos, exilada de seu país natal para não ser morta pelos extremistas do Estado Islâmico, afirmou em uma entrevista recente que ora para que Deus os perdoe.

Ela vivia em Qaraqosh, considerada um dos maiores redutos de cristãos no Iraque. Em agosto do ano passado, os terroristas invadiram a região e provocaram a fuga em massa de 100 mil pessoas, segundo a agência France Presse (AFP).Nesse cenário de calamidade, a postura centrada e objetiva de Myriam surge como um exemplo a ser seguido, por conta de sua fé inabalável. Entrevistada por um programa de TV infantil da emissora árabe cristã SAT-7 em dezembro de 2014, ela afirmou que não abre mão de sua crença em Jesus Cristo e que não guarda rancor ou ódio.“Eu não vou fazer nada a eles [Estado Islâmico]. Eu somente vou pedir a Deus que os perdoe. […] Eu só estou triste por eles nos terem tirado de nossas casas”, afirmou a menina, respondendo ao apresentador Essam.Quando a entrevista foi levada ao ar, Myriam estava vivendo em um campo de refugiados com sua família no Curdistão há aproximadamente quatro meses. Não há informações sobre sua localização atual.
httpv://www.youtube.com/watch?v=9WAB_5LCS6g

Invasão

Quando o Estado Islâmico tomou o controle do norte do Iraque, há pouco mais de um ano, a situação foi descrita como calamitosa por quem tinha acesso a informações sobre a área.

“Há 100 mil deslocados cristãos que fugiram para a região do Curdistão”, disse o patriarca caldeu Louis Sako à AFP, informando que todas as igrejas da região haviam sido “ocupadas e as cruzes foram retiradas”.

“É uma catástrofe, uma situação trágica. Pedimos ao Conselho de Segurança da ONU que atue de maneira imediata. Dezenas de milhares de pessoas aterrorizadas estão sendo expulsas de suas casas no momento em que conversamos. Não é possível descrever o que está acontecendo”, disse à AFP o monsenhor Joseph Thomas, arcebispo caldeu de Kirkuk e Suleimaniya.

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Sobre a “injustiça” de Deus

A “injustiça” de Deus como fruto da injusta interpretação humana.

por Cleiton Maciel Brito-gospelprime-

 

Sobre a “injustiça” de Deus

Ouvem-se muitas críticas, principalmente no meio acadêmico, mas também dentro da “roda dos evangélicos” à forma como Deus “agia” no Antigo Testamento. Essas críticas costumam  associar esse “Deus dos antigos” a um “tirano”, que “ordenava o extermínio de povos”, que se “arrependia de ter feito o homem”, que não exercia misericórdia, etc. A imagem que se forma de Deus, sob esse olhar crítico, é de um Deus  instável, movido por ira, colérico. Em uma palavra, um Deus que parece mais um homem do que um ser perfeito, transcendente.

De fato, textos como o de Josué 6:21, Deuteronômio 20:16, Juízes 1:8, e muitos outros, lidos de maneira apressada, sem uma reflexão profunda, e sob o prisma emocional, podem ser interpretados como sendo provas da ação de um Deus atroz e vingativo.

Contudo, não obstante eu entender a dificuldade de se olhar para passagens bíblicas como as indicadas acima sem ficar, primeiramente, impactado, e até sem compreendê-las a princípio, penso que devemos ir além do caráter emotivo da leitura, e arrazoarmos sobre o que significava e qual o sentido da ação de Deus no contexto da história do povo hebreu (que expressa, de forma localizada e pontual, o relacionamento de Deus com a história humana).

A ideia aqui, é, com efeito, trazer pontos pra reflexão sobre o assunto, mais do que apontar uma resposta.

Nessa perspectiva, penso que há um ponto fulcral que, enquanto cristãos,  aprioristicamente devemos levar em conta: que Deus não é injusto quando pune o homem (Romanos 3:5-7). A alma que pecar essa morrerá (Ezequiel 18:4). Logo, quando Deus pune, Ele está sendo justo. Quando não pune, é porque houve arrependimento, e Ele, assim, está sendo misericordioso.

Isso fica nítido quando olhamos os textos de Paulo (principalmente), e colocamos nossa atenção na “Teologia”. Mas mesmo se formos apanhar exemplos do mundo social, sob a luz da Sociologia, observaremos que o Direito,  a Jurisprudência, e as práticas sociais refletem (ainda que de forma imperfeita e muitas vezes, invertida) uma lógica similar a forma como Deus opera face aos atos dos homens, agindo de conformidade com a aproximação ou o distanciamento destes em relação a sua santidade.

Isso significa dizer que, de forma semelhante, há uma ação “punitiva” humana  na medida em que a sensibilidade social média de justiça é “aviltada”, e assim, considera-se a pena de um crime justa. Quer dizer, a ideia do que é justo e injusto se dá sempre dentro de uma relação entre o que a sociedade considera normal, e o que ela considera desvio. Quando há o desvio, pressupõem-se a punição. E esta é, em tese, proporcional ao tipo de desvio cometido. Há desvios que não são crimes (como não usar determinado tipo de roupa para um casamento), mas todo crime é considerado um desvio, e a pena sobre o crime terá como balizadores a forma como ele atinge a sensibilidade social, o tipo médio do que seria um bom comportamento na sociedade, e o conhecimento que quem cometeu o crime tem sobre seus atos.

Pensando nestes termos, e buscando traçar um paralelo com a discussão teológica e bíblica, acredito que seja mister a formulação das seguintes questões com vistas à reflexão sobre a “injustiça” de Deus: qual seria a sensibilidade de Deus em relação aos nossos atos “criminosos”? O que é a justiça para Ele? Como nossas práticas o “atingem”? Será que essa crítica ao modus operandi de Deus não é fruto de olhamos mais para a “punição” do que para o crime que se cometeu? Será que se refletíssemos sobre a profundidade do crime que é o negar Deus, o não submeter-se a sua vontade, não acharíamos sua punição justa?

 É importante pontuar que no Antigo Testamento, onde estão a maioria dos texto que os críticos usam com maior frequência para apontar a “injustiça de Deus”, Ele revelava-se  ao povos,  mas estes negavam-no. Observavam o testemunho de Deus no passado, o que Ele havia realizado, mas queriam viver seu próprio tempo. Dito de outra forma, possuíam um conhecimento de qual era a vontade de Deus, tinham o passado como registro histórico dessa vontade, dispunham do presente como aguda voz chamando-os ao arrependimento, viam como seria o futuro sem o Senhor, mas mesmo assim preferiram “andar com suas próprias pernas”. (Como registro, vale lembrar que muitos hebreus, os escolhidos para uma”experiência arquétipa”, também seguiram esses passos, por isso, como punição, foram prostrados no deserto (1 Coríntios 10:1-11), enquanto os obedientes chegaram a Canaã).

Isso mostra que, ao contrário do que alguns críticos dizem, não havia vários “Deus” no passado. Ele era o mesmo. O que havia eram vários homens, diferentes respostas humanas ao chamado de Deus ao arrependimento. Abraão creu, e se tornou “amigo de Deus”, mas logo ali, em Sodoma e Gomorra, muitos não creram; preferiram ser inimigos de Deus, não obstante o testemunho de Ló, e a constante oração de Abraão em favor deles. Em Jericó, a maioria não creu, mas Raabe creu, e se tornou parte da ascedência de Jesus. Em Nínive, o próprio Jonas não creu que o povo creria, mas este creu, e foi polpado da ira de Deus.

E poderíamos continuar citando outro exemplos, e mostrando que não é que Deus é diferente, mas é o homem que, indiferente, prefere andar por seus próprios caminhos, o que, em relação à perfeição e à santidade do Criador, é a maior injustiça do universo, posto ser uma abominação à “sensibilidade da justiça divina”. Sob essa visão, qualquer punição efetuada por Deus é justa. Arriscaria-me a dizer que, dada a sua santidade, até a morte eterna como pena pela rebeldia humana ainda é um ato misericordioso. Uma pena o homem não compreender isso.