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Silas Malafaia desmente suposto arrependimento por apoio a Serra

 

Por: Redação Creio

Mais um capítulo esquenta a novela das eleições 2010 na corrida de Serra e Dilma à Presidência da República, e novamente a confusão é em torno no Pastor Silas Malafaia. Após declarar apoio oficial à Marina Silva e num pulo migrar para o candidato tucano, o líder da Vitória em Cristo se diz vítima de mentiras vinculadas na internet.

Segundo Silas, uma conta falsa de e-mail teria sido criada em seu nome, dizendo arrepender-se de apoiar o PSDB no 2º turno. Em resposta, o pastor enviou e-mail de alerta à imprensa e pessoas ligadas ao partido sob o título ‘ Nunca vi baixaria tão grande’.

No e-mail, Malafaia diz: “Nunca vi uma baixaria tão grande como esta! Não tenho paixão política. Não sou filiado a nenhum partido político. Não satanizo nenhum partido nem candidatos. A minha postura tem a ver com meu direito de cidadania e por eu acompanhar o que o PT tem defendido nesses últimos quatro anos”.

Data: 26/10/2010

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Diocese garante originalidade e autoria da CNBB em carta anti-Dilma

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A diocese de Guarulhos garantiu, em entrevista coletiva neste sábado, 23, que o conteúdo do material impresso em gráfica no bairro do Cambuci, em São Paulo, pedindo que fiéis não votem na candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, é verdadeiro e documento oficial da Igreja, reconhecido pela regional Sul-1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O material impresso traz mensagem contrária ao aborto e foi distribuído pelo bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

O bispo ganhou notoriedade nestas eleições ao pedir aos fieis que não votem em Dilma Rousseff. Na última quinta-feira, 21, ele recebeu apoio da CNBB. Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da entidade, afirmou que a ação do bispo de Guarulhos está “dentro da normalidade”.

Segundo a diocese de Guarulhos, o texto do material impresso foi elaborado durante assembleia geral da Regional Sul-1, realizada em 03 de julho, que contou com a presença de 57 pessoas, entre bispos e leigos. Entre os presentes, estavam o bispo Dom Nelson Westrupp, um dos que assinam a carta "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", que contém a recomendação para evitar o voto na candidata do PT à presidência nacional.

São 45 dias para sair este documento, não tem como ser apócrifo", afirmou João Carlos Biagini, advogado da diocese e um dos que assinam o pedido de revogação da liminar obtida pela candidatura de Dilma Rousseff, que permitiu à Polícia Federal apreender o material impresso na gráfica Pana, na zona sul da capital paulista.

Segundo o texto do pedido de revogação da liminar, a própria CNBB-Regional Sul-1 contratou a impressão de 100 milheiros, no formato A-4, na empresa Artes Gráficas Prática Ltda-ME. O serviço de impressão, no formato de panfleto, foi feito na gráfica Pana em função do "preço e capacidade para executar o serviço". A diocese ainda destacou que o mesmo local já fora utilizado pelo PT.

Ao todo, foram 2,1 milhões de panfletos impressos. A decisão pela apreensão foi baseada na falsidade do documento e na suposta existência de crime eleitoral e foi feita pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Henrique Neves da Silva. "[A decisão] é uma violência à Igreja, a mim e à gráfica", disse Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Ele também afirmou que continuará a lutar contra medidas pró-aborto, mesmo no caso de Dilma ser eleita.

Bergonzini negou apoio a qualquer candidato, mas disse que tem o direito de desaconselhar o voto a quem defenda o aborto. "Não acredito em partido político algum. Sou político, mas não sou partidário", afirmou o bispo. "O PT aceita o aborto até o 9º mês de gravidez. Tenho o direito como cidadão e o dever como bispo de alertar contra isso."

A diocese de Guarulhos conta com uma população de 1,3 milhão de habitantes, ficando atrás apenas de bairros da capital como São Miguel Paulista, com 2,5 milhões de pessoas

Data: 25/10/2010 09:46:20
Fonte: G1

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PT e Gilberto Carvalho viram réus em ação sobre propina em Santo André

 

O partido e o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva são acusados de participação numa quadrilha que cobrava de empresas de transporte para desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos

22 de outubro de 2010 | 23h 35

Ana Paula Scinocca e Leandro Colon

BRASÍLIA- Uma decisão da Justiça traz de volta um fantasma que acompanha o PT e transforma em réu o partido e o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. O assessor e o PT viraram réus num processo em que são acusados de participar de uma quadrilha que cobrava propina de empresas de transporte na Prefeitura de Santo André para desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos. O esquema seria o precursor do mensalão petista no governo federal.

Na segunda-feira, a Justiça tomou uma decisão que abre de vez o processo contra os envolvidos. A juíza Ana Lúcia Xavier Goldman negou recursos protelatórios e confirmou despacho em que aceita denúncia contra Carvalho, o próprio partido, outras cinco pessoas e uma empresa. A juíza entendeu, no primeiro despacho, em 23 de julho deste ano, que há elementos suficientes para processá-los por terem, segundo a denúncia, montado um esquema de corrupção para abastecer o PT. "Há indícios bastantes que autorizam a apuração da verdade dos fatos por meio da ação de improbidade administrativa", disse.

O Estado esteve no Fórum de Santo André na quinta-feira para ler o processo e a decisão de segunda-feira. A Justiça local já enviou para a comarca de Brasília a citação do chefe de gabinete de Lula para informá-lo de que virou réu. No documento, a Justiça pede que Carvalho receba o aviso em sua casa ou no "gabinete pessoal da Presidência da República". O Ministério Público quer que o petista e os demais acusados devolvam os recursos desviados e sejam condenados à perda dos direitos políticos por até dez anos.

A decisão judicial em acolher a denúncia foi celebrada ontem pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da região do ABC, responsáveis pela investigação. "Ao receber a denúncia, a Justiça reconhece que há indícios para que a ação corra de verdade. É um caminho importante para resgatarmos o dinheiro desviado", disse ao Estado a promotora Eliana Vendramini. Ela destaca que a Justiça decidiu aceitar a denúncia depois de ouvir a defesa de todos os acusados nos últimos três anos.

Segundo a ação, o assessor de Lula transportava a propina para o comando do PT quando era secretário de governo do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002. "Ele concorreu de qualquer maneira para a prática dos atos de improbidade administrativa na medida em que transportava o dinheiro (propina) arrecadado em Santo André para o Partido dos Trabalhadores", diz a denúncia aceita pela Justiça. De acordo com a investigação, os recursos eram entregues ao então presidente do PT, José Dirceu.

Sombra. Apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato de Daniel, o ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, é companheiro de Carvalho na relação de réus. Somam-se ao grupo o ex-secretário de Transportes Klinger Luiz de Oliveira Souza, o empresário Ronan Maria Pinto, entre outros. "O valor arrecadado era encaminhado por Ronan ao requerido Sérgio e chegava, em parte, nas mãos de Gilberto Carvalho, que se incumbia de transportar os valores para o Partido dos Trabalhadores", afirma a denúncia. "A responsabilidade de Klinger e Gilberto Carvalho decorre da sua participação efetiva na quadrilha e na destinação final dos recursos." O dinheiro, aponta a investigação, serviu para financiar campanhas municipais, regionais e nacionais do PT. Por isso, o partido também responderá ao processo como réu.

Estrela PT