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Bolsonaro atrai o apoio de aliados de Alckmin

Perto do 1º turno, líder nas pesquisas recebe adesão da Frente Parlamentar da Agropecuária

Faltando cinco dias para a votação em primeiro turno nas eleições 2018, aliados de Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, passaram a manifestar apoio explícito ou velado à candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas de intenção de voto na disputa pelo Palácio do Planalto.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou nesta terça-feira (2/10), oficialmente apoio a Bolsonaro. A responsável pela adesão foi a deputada Tereza Cristina (DEM-MS), presidente da frente. Além de ser de um partido que integra a coligação de Alckmin, a deputada foi cotada para ser vice na sua chapa.

O grupo congressista reúne ao menos 214 deputados, sendo 43% deles de partidos coligados à candidatura do presidenciável tucano, incluindo 18 parlamentares do PSDB.

Em vídeos que circulam pelas redes sociais, candidatos tucanos nos Estados apareceram ao lado de militantes da campanha do presidenciável do PSL. Durante uma gravação em Franca (SP), um apoiador de Bolsonaro pede votos para o candidato do PSL ao lado do ex-prefeito João Doria, postulante do PSDB ao governo paulista.

“Somos Bolsonaro, mas no Estado somos Doria. Galera do Bolsonaro, vamos apoiar Doria no Estado de São Paulo”, diz o militante, que se apresenta como Max enquanto caminha ao lado de Doria, que apenas sorri e faz o sinal de sua campanha com os dedos. A manifestação “bolsodoria” e o comportamento do candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes deixaram o entorno de Alckmin bastante irritado.

Procurada, a assessoria de Doria disse que o encontro com o militante de Bolsonaro foi casual e ele apenas foi educado.

Exemplo parecido ocorreu em Pernambuco. O deputado Bruno Araújo, candidato do PSDB ao Senado, gravou nesta terça-feira, 2, um vídeo com um aliado de Bolsonaro no Recife e não fez menção a Alckmin.

A decisão da frente ruralista foi considerado um “golpe duro” na campanha tucana, que perdeu respaldo de um segmento importante. Nem mesmo a senadora Ana Amélia (PP-RS), a vice de Alckmin que tem influência nesse setor, conseguiu segurar a debandada.

“Governabilidade”
Para Bolsonaro, o apoio, por outro lado, representa um argumento contra críticas recorrentes de que a candidatura do deputado federal não possui capilaridade no Congresso. “Buscamos governabilidade, através do entendimento com a bancada ruralista que trabalha de mãos dadas com homens e mulheres da agricultura familiar”, afirmou Bolsonaro em uma transmissão ao vivo de sua casa ontem a noite.

Líderes do DEM tentaram fazer com que Tereza Cristina segurasse o anúncio até o fim do primeiro turno por causa da aliança de Alckmin com o Centrão – grupo que reúne DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade.

Porém, pressões dentro da própria frente, principalmente de outro representante do DEM, o deputado federal Onyx Lorenzoni (RS), aliado de Bolsonaro, e a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda (1º), que mostrou crescimento do candidato do PSL, foram decisivas para o anúncio.

A Frente Parlamentar da Agropecuária já foi presidida pelo deputado Nilson Leitão, que é hoje líder do PSDB na Câmara e já defendeu apoio a Bolsonaro num eventual segundo turno.

Em conversas reservadas, dirigentes do Centrão reclamam do “fogo amigo” e defecções nas próprias fileiras do PSDB de Alckmin, movimento que está tornando a debandada em outros partidos incontrolável.

Polarização
Bolsonaro já tinha conseguido conquistar líderes e entidades ruralistas pequenas e médias, mas a frente parlamentar ainda resistia a deixar a aliança com Alckmin.

Em carta publicada na internet e entregue a Bolsonaro em sua casa, no Rio, a FPA diz que a decisão “atende ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios”.

“As recentes pesquisas eleitorais trazem o retrato da polarização na disputa nacional, o que causa grande preocupação com o futuro do Brasil”, destaca o comunicado. “Portanto, certos de nosso compromisso com os próximos anos de uma governabilidade responsável e transparente, uniremos esforços para evitar que candidatos ligados a esquemas de corrupção e ao aprofundamento da crise econômica brasileira retornem ao comando do nosso país.”

Um dos presentes no encontro desta terça-feira, o líder ruralista Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que o apoio da bancada não foi uma “surpresa”. Ele observou que esse movimento enfrentava entraves da fidelidade partidária, especialmente dos parlamentares tucanos. “Esse apoio foi extremamente importante. A frente convalidou o que pensam os produtores.”

A campanha de Bolsonaro comemorou a aliança, que dá ao militar apoio de boa parte do Congresso em uma possível eleição. A avaliação dos aliados é de que a adesão ajudará na formação de uma bancada, considerada essencial para as votações e para a governabilidade, já que o candidato ao Planalto é de um partido pequeno, o PSL, e tem apoio apenas do PRTB.

Tucano diz que anúncio de ruralistas é “desrespeitoso”
O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, criticou nesta terça-feira a manifestação de apoio da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) a Jair Bolsonaro (PSL). O tucano disse que deputados e senadores da frente não foram consultados e a manifestação foi um ato “individual e extemporâneo”. “A manifestação da FPA foi até desrespeitosa. Eu também sou agricultor e não fui consultado. Deputados e senadores não foram consultados. Quem eles consultaram?”, questionou Alckmin, que participou de um encontro de lideranças convocado pela União-Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo.

Com 210 deputados e 26 senadores, muitos deles oriundos de partidos do Centrão – como sua presidente, deputada Tereza Cristina (DEM-MS) –, a FPA é um grupo forte dentro do Congresso. Em carta publicada na página da entidade na internet, a parlamentar afirmou que a decisão “atende ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios”.

Punição
Questionado sobre o anúncio feito pela deputada, o presidente do DEM, ACM Neto, afirmou que Tereza não fala em nome do partido.

“A deputada Tereza Cristina fala em nome da frente, mas não do DEM”, afirmou ACM Neto, que também é prefeito de Salvador. Segundo ele, “o DEM continua firme com Alckmin”. “A posição mencionada é a de um segmento, mas não é o retrato do partido”, disse. Questionado se Tereza Cristina seria punida, ACM Neto disse que esse assunto não está na pauta. “O objetivo maior é nos unirmos em torno da campanha de Alckmin.”

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Eleições 2018: Edir Macedo diz que apoia Bolsonaro

Edir Macedo, líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus
Edir Macedo, líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus

O bispo Edir Macedo afirmou no Facebook que está apoiando Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na campanha presidencial.

Macedo, que é dono da TV Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, uma das mais influentes organizações religiosas do país, fez a afirmação ao responder a um de seus seguidores na rede social.

“Queremos saber bispo do seu posicionamento sobre a eleição pra presidente”, perguntou o discípulo Antonio Matos.

Macedo então respondeu: “Bolsonaro”.

Facebook do Bispo Edir Macedo (Facebook/Reprodução)
Facebook do Bispo Edir Macedo (Facebook/Reprodução)

O seguidor festejou: “Concordo plenamente. Esta eleição não é apenas uma luta política. Avançamos atacando o mal todo o dia e ele está revoltado contra todo o nosso povo. Seria interessante se o senhor e toda a cúpula da igreja viessem a público para exteriorizar esse pensamento. Eu sou a Universal e também estou com Bolsonaro só que muitos de nossos membros ainda estão indecisos e uma palavra sua ajudaria muita gente a se decidir”.

A campanha de Bolsonaro recebeu na semana passada a informação de que Macedo explicitaria o seu apoio, inclusive por meio de um vídeo–as imagens poderiam ser feitas neste domingo (30), na casa do candidato. Até agora, no entanto, nada foi gravado.

A assessoria de imprensa da Igreja Universal diz que a informação é falsa. O bispo está em viagem missionária.

Daciolo critica: ‘Falsos profetas’

O candidato do Patriota, Cabo Daciolo, criticou o líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e proprietário da TV Record, Edir Macedo, por ter declarado apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL).

Daciolo, que é evangélico e entrou no estúdio da emissora com uma bíblia nas mãos, afirmou que o livro sagrado do cristianismo já previa a existência de “falsos profetas” e que todos os votos “pertencem à Deus”.

“Hoje, as Igrejas são comandadas por maçons. A Bíblia diz que as Igrejas devem redistribuir as riquezas, para que ninguém passe necessidade”, criticou o deputado federal, em referência à Universal. Daciolo voltou a “profetizar” que ele será eleito presidente da República em primeiro turno, com 51% dos votos.

Fonte: Folha de São Paulo e Veja

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Claudio Duarte pede posicionamento a pastores e diz que Bolsonaro é “um bom candidato”

Pastor Claudio Duarte durante pregação na Expo Cristã 2018, em São Paulo. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa)Pastor Claudio Duarte durante pregação na Expo Cristã 2018, em São Paulo. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa)

O pastor Claudio Duarte alertou líderes sobre o posicionamento cristão em momentos de crise, durante sua ministração na abertura da 14ª edição da Expo Cristã nesta quinta-feira (27), em São Paulo.

Em torno da história de Daniel na Babilônia, que era governada pelo rei Nabucodonosor, Duarte observou que Deus se revela nos momentos mais críticos de uma nação. “No vale de ossos secos você decide se é osso ou profeta. É na crise que podemos viver o extraordinário”.

O pastor também alertou sobre o posicionamento dos líderes cristãos, inspirado no relato bíblico de Sadraque, Mesaque e Abednego, que negaram a curvar-se a estátua erguida para adoração a Nabucodonosor e escapam ilesos de uma fornalha ardente.

“Quem se ajoelha e se dobra, detesta ver você em pé. Quem não se posiciona, detesta ver seu posicionamento. Porque você que está de pé acaba dizendo uma mensagem: é preciso se posicionar”, observou Duarte.

“Por onde eu passei até hoje, eu nunca precisei negociar o Evangelho. Errado é errado. Você pode me chamar de retrógrado, eu me chamo de obediente. Eu prefiro desagradar as pessoas que me ‘mandam para o inferno’ do que desagradar a Deus, que realmente pode me mandar para o inferno”, o pastor acrescentou.

Posições de poder

Duarte ainda afirmou que é preciso que as pessoas que estejam no poder não dobrem seus joelhos. “Aliás, tem gente que não dobra os joelhos, mas dá uma agachadinha. Com Deus, ou se está de pé ou de joelho dobrado. Não pensem que eu estou falando de políticos não, porque ‘está assim’ de pastores dando uma agachadinha”, disse ele.

Ele acrescentou: “Deus, em meio a toda essa crise, está mostrando o poder da Igreja. Não existe igreja fraca, porque o dono da Igreja é o Todo-Poderoso. Se líderes dobram o joelho ao longo da caminhada, que não sejam os nossos joelhos. Onde quer que você esteja, não negocie”.

Falando sobre o momento político do Brasil, o pastor destacou que o país precisa de um governo justo. “Eu não quero alguém que vá ao poder para me proteger. Deus enviou José para governar o Egito, onde não tinha nenhum hebreu, e ele melhorou a qualidade de vida dos egípcios. A vida do cidadão deve ser melhor, seja ele homossexual ou hétero, seja ele negro ou branco, seja pobre ou rico”.

“Bom candidato”

Antes de começar a pregação, no entanto, o pastor fez uma menção ao candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). Ele cumprimentou os políticos presentes na feira, inclusive o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB).

“Cumprimento a todos e a ele (Bolsonaro). Se estivesse aqui hoje, falaria com ele. Eu o acho um bom candidato, ok? Um bom candidato. Apenas bom. Todo o respeito às preferências de cada um”, declarou o pastor na abertura de sua preleção, seguido de aplausos. Com informações do Folha Gospel