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ASCENSÃO PLANETÁRIA E A RELAÇÃO COM A BIBLIA

Ascensão Planetária

O conceito de ascensão planetária (ou transição planetária) é uma ideia central em movimentos espiritualistas modernos, como a Nova Era. Ele defende que a Terra e a humanidade estão passando por uma elevação de frequência vibracional, mudando de uma dimensão de dor e provações para uma dimensão de maior paz e consciência espiritual.
Embora a expressão exata “ascensão planetária” não exista no texto bíblico, muitas pessoas que estudam esses temas encontram paralelos metafóricos e proféticos entre os dois conceitos.

Os Principais Pontos de Conexão

Estudiosos do espiritualismo e da teologia comparada costumam correlacionar a ascensão planetária com as escrituras bíblicas através de três visões principais:

1. A Transição para uma “Nova Terra”

Na visão bíblica, o fim dos tempos não significa a destruição total da criação, mas a sua renovação. O livro do Apocalipse e os profetas do Antigo Testamento falam abertamente sobre uma transformação global.

  • O paralelo: Na Nova Era, a ascensão planetária é justamente a transição da Terra de uma “terceira dimensão” densa para uma “quinta dimensão” regenerada.
  • Na Bíblia: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram…” (Apocalipse 21:1)

2. O Processo de Separação (O Joio e o Trigo)

As teorias de ascensão planetária afirmam que nem todos passarão para a nova era de consciência ao mesmo tempo. Aqueles que não vibrarem na frequência do amor e da empatia teriam que continuar sua evolução em outros orbes mais densos.

  • O paralelo: Isso se assemelha muito às parábolas de Jesus sobre a colheita espiritual e a separação dos caminhos.
  • Na Bíblia: A Parábola do Joio e do Trigo (Mateus 13:24-30) e a separação entre as ovelhas e os bodes (Mateus 25:31-33) ilustram esse momento de divisão de destinos espirituais baseados na conduta e no coração de cada um.

3. As “Dores de Parto” do Planeta

Os defensores da transição planetária apontam que o período de mudança é marcado por crises climáticas, convulsões sociais e intensificação de conflitos — eventos necessários para a limpeza cásmica da Terra.

  • O paralelo: Jesus usou exatamente a mesma metáfora ao descrever os sinais dos tempos antes da grande transformação.
  • Na Bíblia: “Porquanto se levantará nação contra nação… e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio das dores [de parto].” (Mateus 24:7-8)

A Diferença de Perspectiva

Apesar dessas semelhanças nas descrições dos eventos, o motor por trás de cada conceito é diferente:

  • Na Visão Bíblica Tradicional: A transformação é um ato teocêntrico (conduzido por Deus). Trata-se do cumprimento do plano divino, do retorno de Cristo e do estabelecimento do Reino de Deus, onde a salvação vem pela fé e pela graça.
  • Na Visão Espiritualista/Nova Era: A ascensão é vista como um processo cosmológico e evolutivo natural. É uma mudança de física quântica e frequencial, onde a humanidade eleva sua própria consciência através do autoconhecimento e do amor universal, sem a necessidade de um julgamento punitivo.
    Muitos espiritualistas modernos enxergam Jesus não apenas como o salvador no sentido religioso restrito, mas como um “Mestre Ascensionado” que veio trazer o gabarito dessa frequência mais alta (o Amor) para que a humanidade pudesse, eventualmente, trilhar o mesmo caminho de ascensão.
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  • Pr. Ângelo Medrado
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O QUINTO IMPÉRIO

O Esoterismo Fazendo História

“O Brasil está sendo chamado para tornar-se líder do mundo, reavivando a cultura. E isto é tão certo quanto Paris ter sido a herdeira de Atenas e de Roma. Assim o decidirá a Era de Aquário”

Yves Christiaen, escritor francês

Este texto, revisado, atualizado e adaptado a este livro, baseia-se na conferência O Quinto Império e a Ciência Universal, que proferi na Casa de Portugal de São Paulo, em 18 de maio de 1997, no seminário que organizamos para trazer estes dados ao público paulistano. A linguagem usada é coloquial e faz um resumo simplificado e despretensioso do que tratei nos capítulos subsequentes deste livro.

Senhoras e senhores:

Talvez nem todos conheçam a profecia do Quinto Império. Por isso, vou explicá-la.

Há cerca de 2.500 anos, quando o povo judeu estava subjugado e cativo na Babilônia, o imperador babilônico Nabucodonosor teve um sonho que o impressionou.

Viu uma estátua imensa, com a cabeça de ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e os quadris de bronze, as pernas de ferro e os pés em parte de ferro, em parte de barro. Uma pedra, não lapidada por mão humana, feriu a estátua nos pés e a esmigalhou. O vento levou todas as suas migalhas. A pedra que atingiu a estátua tornou-se uma grande montanha que envolveu toda a Terra.

Daniel, profeta hebraico, a pedido do rei e por inspiração divina, interpretou o sonho e disse que a estátua representava quatro impérios que iriam se suceder ao longo da história. O primeiro, de ouro, era o Império Babilônico. Depois dele, viria um reino inferior, de prata; em seguida, um terceiro império, de bronze e, após, um quarto reino, muito destrutivo, que seria “forte como o ferro, pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; (…) Como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará.” Esse, porém, seria um império dividido, pois seus pés eram formados por ferro e barro, que não fazem casamento. Finalmente, a rocha que fere os pés da estátua, cresce e envolve a terra, será o Quinto Império. Nas palavras de Daniel, “o Deus do Céu suscitará um reino que não será jamais destruído (…) subsistirá para sempre”.Várias interpretações têm sido feitas. Por exemplo, o rabino português Menasseh Ben-Israel, (1604-1657), amigo do padre António Vieira, afirmou que a profecia diz respeito a impérios que tiranizaram o povo judeu, sendo o primeiro o Babilônico, o segundo o Medo-Persa, o terceiro o Grego e o quarto o Romano; o quinto seria realizado pelo Messias judaico, quando viesse.Muitos cristãos também creem nessa mesma sequência de impérios (Babilônico/ Medo-Persa/ Grego/ e Romano); o de Roma teria sido o último antes da vinda de Cristo, a “pedra celeste” que veio destruir a glória dos anteriores e anunciar o reino eterno de seu Pai aqui na Terra.

Os quinto-imperialistas (como Fernando Pessoa, Padre Vieira e outros) creem na previsão do abade italiano Gioachino di Fiori: assim como houve uma “dispensação” de Deus-Pai ao gênero humano (por meio de Moisés e dos profetas), outra do Filho (por Cristo e os apóstolos), haverá uma dispensação do Espírito Santo, que se derramará sobre todos os povos e pessoas, inaugurando o Quinto Império, os “mil anos de felicidade” antes do Juízo Final.  (1)

Para haver essa dispensação, o Espírito Divino contaria com o trabalho de seres humanos: por exemplo, as duas testemunhas do Apocalipse, representadas no selo dos Templários como dois cavaleiros montados juntos no mesmo cavalo, ou o “Pastor de Almas” que Dante Alighieri apresenta em sua Divina Comédia. Mostram eles a necessidade de haver um ou mais seres humanos inspirados por Deus que façam o trabalho de organizar as bases dessa nova sociedade de paz.

O grande problema é que, nestes dois mil anos, todos os que tentaram organizar o “Reino de Deus” na Terra, na verdade quiseram fazer o reino de poder deles próprios – e por isso até hoje a humanidade está fragmentada em disputas, guerras fratricidas, pobreza e sofrimento.

Por exemplo, a partir da interpretação de que os quatro impérios já teriam passado, a Inglaterra passou a se considerar o Quinto Império, causando estranheza em Fernando Pessoa, que não via nesse país o nível de espiritualidade exigido; além disso, a Grã-Bretanha está em profunda decadência, pois o império britânico já praticamente se desfez e o norte-americano está em franco desmoronamento.

(Texto do livro HISTÓRIA SECRETA DO BRASIL – Vº IMPÉRIO : O MILÊNIO UNIVERSAL de Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco)

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