Pastor Silas Malafaia desafia pastores a participarem ativamente do processo político do país, e critica a omissão de líderes evangélicos sobre o tema; Assita

Avatar de Dan MartinsPor Dan Martins em 28 de setembro de 2014 -gnoticias
Pastor Silas Malafaia desafia pastores a participarem ativamente do processo político do país, e critica a omissão de líderes evangélicos sobre o tema; AssitaO pastor Silas Malafaia publicou em seu canal no YouTube um vídeo no qual desafia os cristãos a participarem dos processos políticos e sociais do país. Afirmando que é dever do cristão estar no “mundo” para manifestar o Reino de Deus, ele ataca as criticas de que os cristãos devem limitar às paredes da igreja e afirma que isso é um discurso criado para alijar os evangélicos do processo político.Malafaia inicia o vídeo afirmando que iria “desafiar os evangélicos desse país e a sua liderança”, e cita o texto de 2 Coríntios 13:8 para iniciar seu discurso de que os cristãos devem, sim, ser atuantes e produtivos politicamente como qualquer outro setor da sociedade.

O pastor criticou líderes cristãos que se omitem do processo político afirmando que se esses se calarem sobre a política outros setores da sociedade iriam influenciar suas ovelhas.

Ele afirma que uma das piores coisas já ensinadas aos crentes é que eles não têm nada a ver com a política e que não devem se misturar nas discussões sobre o tema, dando a entender que os cristãos deveriam se afastar da vida social e em comunidade, se isolando em seu próprio meio.

– Meu filho, quando Deus mandou o seu povo, em Jeremias 29, para uma terra estranha, para a Babilônia, aonde eles iam passas 70 anos, você sabe quais foram as instruções de Deus para o seu povo em uma terra estranha: Foram as seguintes: Vocês têm que ser produtivos, vocês têm que construir casas, vocês tem que interagir na sociedade, vocês tem que ser promotores da paz, vocês têm que ser aqueles que vão interceder pela cidade – afirmou o pastor.

Malafaia diz ainda que quando Jesus disse “dai a César o que é de César e dai a Deus o que é de Deus”, ele estava sinalizando para a “cidadania terrena” e para a “cidadania celestial”, e ressalta que uma não anula a outra,

– Será que vamos ser tão alienados e ignorantes, que nos consideramos como estando fora do contexto social, como os ímpios querem nos colocar? – questionou.

– Qualquer pessoa pode dar palpite, quando um pastor fala é religião – completou Malafaia, citando que qualquer segmento da sociedade pode falar livremente sobre a política nacional, mas que quando um religioso se levanta sobre o tema ele é criticado e rechaçado. Segundo o pastor, trata-se de “um jogo sujo, nojento e antidemocrático” para alijar os cristãos do processo social.

Malafaia criticou ainda os cristãos que concordam com o discurso de que os religiosos devem limitar seu discurso aos seus templos, afirmando que “a igreja só é igreja quando sai das suas quatro paredes” e que “a igreja só é igreja quando está no mundo para implantar o Reino de Deus”.

Assista na íntegra:

httpv://www.youtube.com/watch?v=97UGXPCtQgo

Líderes evangélicos confirmam apoio à Marina Silva

A candidata esteve em São Paulo em um encontro com líderes de diversas regiões do país

por Leiliane Roberta Lopes

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Líderes evangélicos confirmam apoio à Marina Silva
Líderes evangélicos confirmam apoio à Marina Silva

Na manhã desta sexta-feira (26) a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) esteve em São Paulo participando do Encontro Nacional de Lideranças Evangélicas.

Promovido pela apóstola Valnice Milhomens, o evento atraiu centenas de líderes evangélicos de diversas denominações até o Club Homs, localizado na Avenida Paulista.

Entre os presentes estava o apóstolo César Augusto da Igreja Fonte da Vida que foi o responsável pela oração inicial da reunião. Vindo de Brasília para declarar seu apoio à Marina, César Augusto afirmou que a ex-senadora representa um novo tipo de fazer política citando três motivos para votar nela.

“O meu apoio e da Fonte da Vida, segmento que represento, se deu primeiro porque ela representa um novo tipo de política, segundo porque a alternância de poder é saudável para a democracia e terceiro porque ela comunga dos mesmos princípios que nós comungamos”, disse.

Na mesa disposta no palco estavam a candidata e três representantes evangélicos, o pastor Lélis Marinho, coordenador político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a apóstola Valnice Milhomens, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, e o pastor ED René Kivitz da Igreja Batista da Água Branca.

Marinho confirmou o apoio da CGADB à Marina em um breve discurso onde falou sobre a crise financeira no Brasil. Citando textos bíblicos, ele encorajou os ouvintes dizendo que Deus está no controle de tudo e afirmou que Marina está sendo levantada por Deus para mudar essa situação.

O pastor assembleiano também fez um apelo aos evangélicos dizendo: “Nós estamos ameaçados, nossos princípios estão ameaçados. Temos poucos dias, vamos dobrar nossos joelhos”.

A anfitriã do evento foi breve em seu discurso, falando que as lideranças resolveram se reunir com Marina para apoiá-la, sem fazer nenhum tipo de cobrança. “Não estamos aqui para criticar ou pedir, mas para dizer que estamos contigo”.

O pastor Ed René Kivitz foi o responsável pelo discurso principal que enalteceu a candidata do PSB falando sobre sua trajetória política. Kivitz também afirmou que seu apoio não foi escolhido por conta da religião de Marina, mas por suas propostas e pelo que ela representa para o Brasil.

“Não é hora de mudar a página, é hora de mudar o livro”, disse ele arrancando aplausos dos presentes. Ao se dirigir à Marina, o pastor batista de visão progressista afirmou: “Não se intimide. Só agride quem tem medo”.

Kivitz estava se referindo às perseguições que Marina tem enfrentado por parte de seus adversários políticos. Desde que se tornou a candidata do PSB, após a morte de Eduardo Campos, Marina passou a se destacar nas pesquisas eleitorais.

Para impedir este avanço os candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, Aécio Neves, passaram a atacá-la nas propagandas eleitorais e nos eventos.

Entre os ataques há rumores de que a pessebista acabaria com o programa Bolsa Família; que ela não tem experiência em cargo executivo e que seu plano de governo foi “escrito a lápis”, se referindo às mudanças do texto apresentado pelo PSB.

Marina apresenta suas propostas aos pastores

Marina foi convidada a falar com os líderes reunidos e não tocou em temas recorrentes como aborto e casamento gay, falando de propostas para a reforma política, segurança pública, saúde, educação e economia.

A candidata afirmou que nunca em sua trajetória política se valeu da religião para conquistar votos, nem mesmo quando era católica. “Jamais instrumentalizei minha fé. Há uma diferença entre o político evangélico e o evangélico político”, disse. A ex-senadora explicou a diferença entre eles dizendo que o primeiro instrumentaliza a fé e o segundo sabe que não se deve fazer isso.

“As pessoas tinham uma visão de que por ser evangélica eu iria transformar as igrejas em palanques e os palanques em púlpitos.”

Frustrando quem esperava esse tipo de atitude, Marina não tem se apresentado dentro de igrejas e está dialogando com representantes das mais diferentes religiões.

Voltando a falar de seus projetos, Marina Silva prometeu manter as coisas boas já realizadas pelos antecessores, corrigir o que estiver errado e fazer o que precisa ser feito.

“Meu objetivo não é ser presidente da República, mas de ajudar a melhorar o Brasil”, disse ela se comprometendo também a não difamar seus concorrentes, mesmo sendo alvo deles. “Não quero destruir Dilma ou Aécio, quero construir o Brasil.”

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Marina Silva é candidata e já muda quadro eleitoral

Brasil poderá ter primeiro presidente evangélico

por Jarbas Aragão

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Marina Silva é candidata e já muda quadro eleitoral
Marina Silva é candidata e já muda quadro eleitoral

O nome de Marina Silva foi confirmado neste sábado pela direção do PSB, restando agora a definição de quem será o(a) candidato(a) a vice.

Com isso, o Brasil terá oficialmente dois evangélicos postulando o cargo de presidente. Neste caso, tanto Everaldo Pereira (PSC) quanto Marina (PSB) são ligados à Assembleia de Deus, maior denominação do país. Ambos possuem reconhecimento institucional, ele é pastor e ela, missionária.

Ainda é cedo para dizer como isso será decisivo na corrida eleitoral deste ano, mas provoca uma mudança clara. Desde o início de 2014 as pesquisas indicavam a reeleição de Dilma, indo para o segundo turno com Aécio. Uma das últimas pesquisas divulgadas antes do acidente que matou Eduardo Campos indicavam a petista com 38%, o tucano com 23% e Campos com apenas 9%.

Mas segundo a revista Veja, o PSB já encomendou uma pesquisa telefônica com 30.000 pessoas. O resultado retoma o cenário do ano passado, Dilma Rousseff está em primeiro lugar, mas Marina surge em segundo, um pouco à frente de Aécio Neves. Seria um empate técnico, considerando-se a margem de erro. Num provável segundo turno, Marina ganharia de Dilma, embora também haja empate técnico.

O eleitorado evangélico seria suficiente para eleger um presidente? Segundo analistas, sim. Mas retoma-se a antiga questão: “Evangélico vota em evangélico?”

Consultado pelo UOL, o historiador Marco Antônio Villa, entre outros especialistas não acreditam nisso. “Acho que há uma avaliação exagerada desse apoio. É natural que os pastores afirmem ter enorme influência, afinal, querem que seu apoio político seja recompensado. Acredito que esse eleitorado tenha uma relativa independência”, explica Villa. “A representatividade dos evangélicos nas assembleias legislativas e na Câmara é muito menor do que o número de fiéis existentes no país”.

Para o historiador de religiões Leandro Seawright Alonso, “Existe uma tendência de os fiéis seguirem seus pastores em alguns setores. A escuta dos pastores pentecostais na periferia, por exemplo, é mais ampliada”. Mesmo assim, “ainda não há um voto evangélico em nível nacional que seja decisivo para as eleições presidenciais”. Com ou sem o apoio de todos os evangélicos, Marina volta a ter chances reais de se tornar a primeira presidente evangélica do Brasil desde a redemocratização.

Alguns políticos já se manifestaram sobre essa mudança de cenário que se desenha na corrida eleitoral. O senador Magno Malta(PR-ES) declarou a revista Época: “Nós já tínhamos gente dentro do segmento evangélico que estava com Eduardo (Campos) por causa de Marina. Isso certamente deve aumentar se ela for candidata… Ela rouba votos de Dilma, mas não de Aécio, que tem um eleitor cativo. Mas Aécio agora terá problemas para chegar ao segundo turno”.

Aliado do pastor Everaldo, Malta vê algumas restrições do segmento evangélico a Marina: “Existe uma série de questões importantes para os evangélicos sobre as quais ela não se posicionou abertamente”. Em 2010, Marina perdeu apoio de lideranças importantes como o pastor Silas Malafaia, que a acusou de “estar em cima do muro”, pois não se posicionou contra leis que segundo ele “ferem os princípios bíblicos”.

Quatro anos depois, Everaldo conseguiu o apoio de muitos líderes evangélicos influentes, mas tem apenas 3% das intenções de voto nas pesquisas.

Com o início da propaganda eleitoral gratuita na televisão, é provável que Dilma seja confrontada pelos adversários sobre sua posição contrária às chamadas “pauta religiosas”, prevê Villa. Entre elas estão aborto, casamento gay, legalização das drogas e defesa da família tradicional.