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Pastor Marco Feliciano não cede a pressões e diz que não renuncia de maneira alguma

 

Feliciano se defende para a Rádio Estadão e diz representa 50 milhões de evangélicos e famílias com a mesma visão que ele.

Por Adoniran Peres | Correspondente do The Christian Post

Mesmo com a pressão dos parlamentares da oposição e do próprio partido político, o deputado federal Marco Feliciano (PSC) resiste em não renunciar a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Segundo entrevista para à Rádio Estadão nesta quinta-feira (21), o deputado e pastor Feliciano afirmou que não vai renunciar "de maneira alguma" a presidência da Comissão.

  • Comissão de Direitos Humanos

    (Foto: Divulgação/PSC)

    Comissão de Direitos Humanos presidida pelo deputado Pastor Marco Feliciano.

 

Para a Rádio Estadão, o deputado ressaltou ainda que representa mais de 50 milhões de evangélicos e grande número de famílias com a mesma visão que ele, minimizando os protestos dos quais tem sido alvo, no qual o acusam de citações homofóbicas ao defender sua posição religiosa.

Por outro lado, pesa contra o Feliciano a pressão dos parlamentares. Segundo o presidente da Câmara dosdeputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), será tomada uma decisão definitiva sobre a permanência dopastor Marco Feliciano, na presidência da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), na próxima terça-feira (26). Na avaliação de Henrique o impasse em torno da eleição do deputado Feliciano tornou-se “insustentável”.

Em um ato contra a manutenção do deputado Feliciano (PSC) à frente da CDHM, dezenas de parlamentares criaram uma frente em defesa dos direitos humanos e pediram na quarta-feira (20) a saída de pastor do comando da comissão. No mesmo dia, quando houve sessão da CDHM, o pastor foi alvo de mais manifestações e teve que deixar o local após oito minutos.

Ainda no mesmo dia, com toda a pressão dos parlamentares, o deputado Feliciano já resistia e disse que não vai renunciar ao cargo. “O partido é soberano, mas eu não renuncio”, disse Feliciano.

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‘CONIC não representa os evangélicos’, diz pastor da AD sobre repúdio da instituição à Marco Feliciano na CDHM

 

Por Giana Guterres | Correspondente do The Christian Post

Após nota do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC) de repúdio à escolha do deputado Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos, pastores e líderes evangélicos se pronunciaram para criticar a instituição e a mídia secular.

  • ciro sanches

    (Foto: Consciência Cristã)

    Pastor Ciro Sanches Zibordi fala em evento da Consciência Cristã.

 

Diversas notícias apontam que os cristãos repudiam o pastor Feliciano, depois da nota divulgada pela CONIC. O pastor da Igreja Assembleia de Deus do Rio de Janeiro,Ciro Zibordi, postou em seu blog sobre a polêmica, chamando a grande mídia de “evangelicofóbica”.

Ciro criticou o CONIC e a mídia por informar que a instituição fala em nome dos cristãos evangélicos. “Por outro lado, quem disse que o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil) nos representa? A grande mídia tem divulgado que os evangélicos rejeitam o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, com base numa manifestação de repúdio a Feliciano emitida pelo tal CONIC”, disse Zibordi manifestando sua opinião.

Segundo Ciro Zibordi, o pastor Feliciano pode ter defeitos, “porém está longe de ser o que dizem que ele é”. No texto anterior ele já havia dito: “Deus pode ter permitido isso a fim de impedir que o movimento evangelicofóbico dê continuidade a seus maus intentos”.

“Penso que não é momento de atacar ou ridicularizar os parlamentares cristãos, mesmo que alguns deles tenham deixado a desejar como pastores ou pregadores, no passado. É tempo de orar por eles, pois os tais evangelicofóbicos estão ainda mais furiosos, depois da derrota que sofreram na Câmara Federal”, declarou o pastor Ciro.

“Feliciano pode não agradar a muitos evangélicos. Mas há muita gente, de várias igrejas, especialmente da Assembleia de Deus, que o apoia. E é bom dizer que ele foi eleito com mais de 210 mil votos, enquanto o seu maior oponente, um cômico deputado BBBrasileiro com nome de carro antigo, o qual é bastante afinado com o CONIC, recebeu pouco mais de 13 mil votos, apenas”, publicou o pastor Ciro Zibordi em seu blog.

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O Conselho Nacional das Igrejas Cristãs acusa o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias de ser homofóbico e racista. Desde sua nomeação, a entidade tem divulgado notícias se posicionando contra o pastor Marco Feliciano. “Expressamos nosso repúdio ao processo que levou à escolha do deputado Marco Feliciano (PSC), o qual, por suas declarações públicas, verbais e escritas de conteúdo discriminatório, de cunho racista e preconceituoso contra minorias”, informa o comunicado do CONIC.

O pastor Marco Feliciano foi eleito presidente do CDHM na última sexta-feira (7), com um total de 11 votos. Ele nega as acusações de racismo, ressaltando que suas declarações foram com base bíblica e aparecendo em fotos com sua mãe, que é negra. Ele também nega ser homofóbico, afirmando que não se pode chamar alguém de homofóbico por causa de uma postagem no Twitter.

"Julgar uma pessoa de 40 anos por 140 caracteres [limite para cada postagem no Twiter] citados numa rede social, sem contexto, isso é uma violação dos direitos humanos."

O CONIC, criado em 1982, em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, prega unidade e o ecumenismo entre as igrejas cristãs. Foi idealizado pelas igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida. Hoje a sede funciona em Brasília.

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“Evangelicofóbicos estão furiosos”, afirma pastor

 

Ciro Zibordi comenta críticas a Marco Feliciano

por Jarbas Aragão

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  • “Evangelicofóbicos estão furiosos”, afirma pastor“Evangelicofóbicos estão furiosos”, afirma pastor

    Desde que foi aventada a possibilidade do deputado pastor Marco Feliciano assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, uma enxurrada de críticas contra ele tomaram conta da mídia brasileira.

    Diferentes frases ditas pelo pastor, trechos de vídeo, e inclusive processos que deveriam correr em segredo de justiça foram usados para desabonar a conduta pregressa do parlamentar. Ocorreram inclusive protestos dentro da própria igreja evangélica, que Feliciano acredita representar.

    O teólogo, autor e pastor Ciro Zibordi comentou a situação em seu blog neste sábado. Para ele “não foi por acaso que a ficou a cargo dos evangélicos. Deus pode ter permitido isso a fim de impedir que o movimento evangelicofóbico dê continuidade a seus maus intentos”.

    Embora reconheça que Feliciano no passado “deixou a desejar como pastor e pregador”, este seria um tempo de os evangélicos orarem por ele e estarem alerta para os planos dos que ele chama de “evangelicofóbicos”. Esse grupo seria “Formado por ativistas LGBTUVWXYZ, juristas, parlamentares e governantes laicistas, além de boa parte da grande mídia… movimento [que] deseja cumprir à risca a agenda liberal. Esta, que é mundial, conta com o apoio de ilustres governantes, como Barack Obama, e abarca a liberação do aborto e a destruição da família segundo o modelo esposado na Bíblia Sagrada”.

    Embora lembre das promessas bíblicas, enfatizando que os evangélicos não tem nada a temer, fez uma ressalva, considerando os últimos acontecimentos “querem calar os verdadeiros pregadores do Evangelho. E alguns desses inimigos da Palavra de Deus e dos bons costumes prometem até pegar em armas, se for necessário. Um desses evangelicofóbicos disse que vai lutar para destruir toda a influência do cristianismo sobre a sociedade brasileira”.

    Durante muitos anos a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara esteve na mão do Partido dos Trabalhadores. Sua presidência foi para o PSC, partido de Feliciano, após negociações com partidos aliados. Entre suas votações previstas estão questões relativas aos direitos dos homossexuais, o que gerou grande parte do protesto, uma vez que Feliciano é contrário ao casamento gay.