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Cristãos usam linguagem inapropriada na internet, dizem pastores

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

Pastores, líderes religiosos e até políticos cristãos estão chamando a atenção em seus blogs e redes sociais para o problema da linguagem ofensiva utilizada pelos autodenominados evangélicos na internet.

  • boca

    (Foto: REUTERS/Tony Gentile)

    Cristãos usam linguajar inapropriado na internet

 

Muitas vezes tomados pela indignação, revolta ou até ira, evangélicos despejam na web palavras de baixo calão, imagens pornográficas e mensagens que resvalam grosseria.

O doutor em Teologia, escritor, e Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Reverendo Augutus Nicodemus, publicou em seu blog que se depara muitas vezes, nos comentários de leitores, com os mais diferentes tipos de linguagens.

“De vez em quando leio os murais e comentários de alguns dos mais de 3 mil ‘amigos’ que tenho no Facebook e não poucas vezes me deparo com murais compartilhando fotos meio-eróticas, para não falar de comentários cheios de palavras chulas e palavrões do pior tipo.”

Ele enfatiza que se refere aos que se identificam como crentes e lembra que “a pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrange não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras.”

Também vítima da agressividade linguística de ditos evangélicos, o pastor Renato Vargens, que tem um blog em que denuncia modismos teológicos e heresias, postou um texto em que se disse “amaldiçoado” por pessoas que defendem algumas bandas evangélicas ou personalidades do mundo gospel.

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“Nos últimos dias fui chamado de falso irmão, blasfemos, maldito, além é claro de ter sido aviltado com palavrões impublicáveis”, disse, em post de 19 de janeiro.

Vargens ainda diz que se diz desanimado com manifestações desse tipo, mas todavia, crê na soberania de Deus: “confesso que ao testemunhar manifestações a favor desse falso evangelho, além da violência verborrágica por parte de alguns que insistem em agredir àqueles que defendem a verdade, tenho vontade de desistir”.

“O que consola meu coração”, continuou ele, “é a certeza de que o Soberano tem tudo sobre suas mãos e que absolutamente nada foge ao seu controle”.

O deputado federal evangélico Marco Feliciano (PSC/SP) também falou sobre o tema em sua conta no Twitter.

Após chamar os evangélicos à mobilização para temas em favor da vida e família, ele reclamou do ‘nível cultural’ e das palavras utilizadas na respostas recebidas: “Agradeço a opinião de todos incluindo as mais descabidas, isso é democracia e tais respostas refletem o nível cultural destes cristãos.”

Em outro post ele comentou: “Deixemos de futilidade, transformemos o Twitter numa ferramenta do reino! Obrigado!”.

O Reverendo Nicodemus resumiu o assunto fazendo uma análise do movimento evangélico brasileiro.

“Acho que a vulgarização do vocabulário dos evangélicos é simplesmente o reflexo do que já temos dito aqui muitas outras vezes: o cristianismo brasileiro é superficial”, disse ele afirmando que muitos se dizem evangélicos sem realmente serem praticantes.

“Muita gente que se diz evangélica nunca realmente experimentou o novo nascimento”, continuou, “as igrejas evangélicas estão cedendo ao mundanismo e ao relativismo da nossa sociedade. em vez de sermos sal e luz estamos nos tornando iguais ao mundo no viver, agir, pensar e falar”.

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Pastores se reúnem para entender o que a Bíblia diz sobre feminismo

 

PorAlex Murashko | Repórter do The Christian Post tradutor Ana Araújo

Uma conferência de pastores nos Estados Unidos, organizada pelo ministério americano Desiring God, ou Desejos de Deus na tradução livre ao português, na primeira semana de fevereiro, teve o objetivo de refletir sobre o que a Bíblia diz em relação à liderança masculina e o papel das mulheres na comunidade.

  • Desiring God

    (Foto: DesiringGod.org via Christian Post)

    Pastores John Piper, Crawford Loritts, Darren Patrick, Doug Wilson, Ramez Atallah e David Mathis

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Na quarta-feira, o evangelista John Piper e outros oradores convidados da conferência abordaram a questão: "Qual é a feminilidade bíblica?" Piper tinha declarado um dia antes que a intenção de Deus para o cristianismo é para ele ter uma "sensação masculina".

O que é visto pela sociedade como tradicionais atributos masculinos e femininos são "conceitos culturais, não da Bíblia", disse o palestrante Darrin Patrick, pastor do estado de Missouri. "Então, nós adotamos estes costumes e espalhamos como de homem e de mulher".

"Eu acho que há uma distorção na interpretação de masculinidade e feminilidade. Nós temos que deixar a Bíblia nos informar e não apenas indícios culturais e pistas", disse Patrick, que no dia anterior falou sobre o tema "Ser Homens e Construção para a Missão local".

Piper disse anteriormente durante a conferência que a Igreja funciona melhor quando lideradas por homens. Durante a sessão de terça-feira, ele disse que a Bíblia o leva a concluir que "Deus conferiu ao cristianismo uma sensação masculina. E sendo Deus, um Deus de amor, Ele fez isso para o nosso máximo florescimento".

Durante o debate, ele disse em resposta à pergunta sobre a feminilidade bíblica, se referindo à sua declaração sobre a "sensação masculina": "Se for feito direito, essa sensação masculina cria um espaço. É grande. É espaçoso. É pacífica. É só plena e radiante com todas as coisas boas da vida, e as mulheres que florescem neste espaço, terão essa sensação".

"Todos os dons [dada por Deus aos homens e mulheres] vão florescer nesse espaço", continuou ele. "À medida que navega nessa comunidade haverá sentimento feminino em todo o lugar."

O fundador do ministério Desiring God, em seguida, destacou o assunto sobre características semelhantes entre homens e mulheres.

"Em uma comunidade onde há um sincero, humilde e forte sentimento masculino, os homens são livres para serem adequadamente femininos e as mulheres são livres para serem adequadamente masculinas", explicou. "Em outras palavras, quando você olhar para qualquer ser humano, os mais atraentes, interessantes, cativantes seres humanos não são só masculinos ou só femininos".

Pastor Doug Wilson, da Igreja em Cristo de Moscow, disse durante o debate que uma das virtudes que as mulheres têm é a de ser uma companheira.

Wilson disse que depois de Deus ter criado todas as coisas e antes de criar o homem Ele disse: "Isso é bom", mas quando ele criou o homem Ele disse que um homem solitário, sozinho, "não é bom."

"Então, homem sem a companheira adequada significa que ele é sozinho e insuficiente", explicou Wilson.

Crawford Loritts, pastor sênior da Fellowship Bible Church, na cidade americana de Roswell, Georgia, disse que alguns dos mal entendidos sobre os papéis entre os sexos quando se trata de cristianismo é o resultado de as pessoas não obterem uma imagem clara da Bíblia.

"Eu realmente acho que às vezes a gênese do conflito surge de uma ignorância deliberada na aceitação da verdade e da nossa insegurança", disse Loritts. "A fundação é para pregar a verdade transcendental sobre quem somos e parar de recrutar para nossas inseguranças, aceitando quem somos em Cristo. Então você pode ser adequadamente homem ou mulher".

A conferência foi realizada no Centro de Convenções de Minneapolism e teve como tema "Deus e Ministério – Homens de construção para o Corpo de Cristo", e terminou com Piper e Wilson falando sobre suas declarações de missão e pontos de vista teológicos.

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Liderança do PT quer fazer ‘disputa ideológica’ na mídia com os evangélicos; Malafaia responde

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho (PT), afirmou na sexta-feira (27), durante discurso no Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS), que o governo quer alcançar a ‘classe C’ por meio de uma mídia estatal e que para isso seria necessário “fazer uma disputa ideológica com os líderes evangélicos pelos setores emergentes”.

  • Ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho

    Foto: Divulgação

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"Toda essa gente que emerge ficará à mercê da ideologia disseminada pelos meios de comunicação?", perguntou Carvalho para a plateia formada por ativistas de esquerda, afirmando em seguida que o Estado pode, por meio da comunicação, ter uma vertente autoritária.

De acordo com o jornalista Reinaldo Azevedo, de Veja, a liderança do PT quer “começar a criar as condições para limitar ou anular a influência das igrejas evangélicas especialmente nas questões relativas a costumes”.

A atitude se refere ao projeto petista de laicização da sociedade, que pretende limitar a influência da igreja em questões como descriminação do aborto, legalização das drogas, implantação do “kit gay” nas escolas, entre outros.

“O PT chegou à fase em que acredita que pode também ser ‘igreja’ (…). Os petistas ainda não engoliram o recuo que tiveram de fazer em 2010, no debate sobre o aborto, por causa da pressão dos cristãos”, diz Azevedo em seu blog.

O pastor Silas Malafaia, da igreja Vitória em Cristo, também respondeu ao ministro dizendo em seu site Verdade Gospel que os petistas “não engolem a postura firme dos evangélicos em combater o lixo moral que o PT defende, e para ser justo e honesto, outros partidos políticos defendem a mesma coisa”.

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Em defesa dos evangélicos, Silas respondeu à ‘disputa ideológica’ referida no discurso de Carvalho: “o que fazemos é pregar o Evangelho que transforma o homem na sua totalidade: biologicamente, psicologicamente, socialmente e espiritualmente.(…) Não vamos abrir mão de nossas convicções seja por pressão ou por coptação. A Igreja de Jesus é invencível, quem se levantar contra Ela vai cair”, afirmou categórico.