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Evangelista sem braços e pernas aconselha sobre bullying, e diz a jovens para ‘serem fortes’

Nick Vujicic inspira todo o mundo com sua história de fé e perseverança

Por Nicola Menzie | Repórter do The Christian Post tradutor Alexandre Correia

Nick Vujicic, um evangelista cristão nascido sem membros que inspirou milhões em todo o mundo com sua história de fé e perseverança, está usando seu novo livro, Stand Strong (Seja Forte), para falar com os 3,2 milhões de adolescentes norte-americanos, e muitos outros ao redor do globo, que dizem ter sofrido algum tipo de bullying.

  • Nick Vujicic
    (Foto: Divulgação)
    Evangelista sem braços e pernas aconselha sobre bullying em seu novo livro Stand Strong.

“Este livro é escrito especificamente para os adolescentes e fala sua língua. Sou muito motivado pela mensagem de ser forte contra o bullying”, Vujicic disse ao The Christian Post.

A paixão de Vujicic pelo assunto deriva de suas próprias experiências, por ter sido uma criança que sofreu assédio devido a ter nascido sem braços e sem pernas, uma condição chamada síndrome de tetra-amelia.

O evangelista nascido na Austrália, testemunhou várias vezes sobre como lidar com a depressão e da sua tentativa de suicídio aos 10 anos, devido à sua deficiência e por ser alvo de gozações.

Vujicic se identifica com seus leitores adolescentes em Stand Strong: You Can Overcome Bullying (and Other Stuff That Keeps You Down) (Seja Forte: você pode superar o bullying: e outras coisas que te deixam pra baixo) e aconselha como construir um “sistema de defesa anti-bullying”, se agarrando à sua autoestima, defendendo seus valores e desenvolvendo uma base espiritual, entre outras coisas.

Abaixo está a transcrição da entrevista do CP com Vujicic.

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CP: Stand Strong é o seu terceiro livro. No que ele difere dos outros?

Vujicic: Estamos tão animados com este livro que realmente fala ao coração do adolescente sobre conhecer o seu verdadeiro valor. Saber que você é lindo do jeito que você é de verdade, e não de uma forma arrogante, e não ser abalado pelo que as outras pessoas pensam de você. Autoestima é algo que esta nova geração realmente precisa recuperar. Não é determinado pelas opiniões de outras pessoas ou o quão bom é nisso ou aquilo, ou o quão popular você é. Era um assunto com o qual eu estava lidando com que realmente me levou a tentar o suicídio. Quero todas as pessoas saibam para não se deixar levar pelas opiniões dos outros.

CP: Qual é a sua definição de bullying, como você pode identificá-lo?

Vujicic: Eu digo aos adolescentes em todos os lugares que vou, que, se três pessoas dizem que você é um valentão, então você é um valentão. Muito simples, certo? Mesmo que só às vezes ouvimos alguém fofocando sobre outra pessoa e nós rimos também… Se eu começar um incêndio em uma sala e você me ajudar a espalhar o fogo, você é tão ruim quanto eu. Sabendo que nós não sabemos o que nossas vítimas passam em casa, nós não sabemos o que está acontecendo em sua mente e seu coração, eu não quero ser motivo de alguém para odiar sua vida. Eu quero ser a razão de alguém para buscar algo mais em sua vida.

CP: O Bullying não parece ter tanta ênfase nas igrejas como, talvez, as questões da vida e do casamento. Por que você acha que é assim?

Vujicic: Eu acho que, antes de tudo, o orgulho é uma coisa que vem em nossa mente e depois, obviamente, a tranquilidade, sabendo que é culturalmente aceitável intimidar, fofocar e tudo isso. Não é apenas nas escolas, é nos locais de trabalho, até em algumas igrejas, denominações etc., e mesmo nas escolas cristãs. Precisamos ser a luz neste mundo, precisamos ser o sal da terra. Precisamos ser aqueles que chegam para aqueles que não têm amigos ou que estão sendo zombadas e defender o que é certo. Muitas vezes ou não podemos fazer diferença no mundo ou sentimos que isso não vai dar em nada. Mas a verdade é que você pode mudar o dia de alguém, você pode mudar a vida de alguém, mas você tem que aparecer e fazer o que tem que fazer, para realmente ver qualquer fruto que venha disso.

Eu só quero que todos saibam que às vezes nós sentimos que precisamos de algo mais antes de poder ser eficazes ou encontrar o nosso propósito. Você não precisa mais ser um milagre. Você pode ser um milagre hoje de uma pequena, mas transformadora maneira na vida de alguém.

CP: Algumas pessoas podem manter a opinião de que o bullying é um mal necessário, especialmente em áreas como a militar ou em esportes de equipe, e que isso constrói o caráter ou camaradagem. O que você acha disso?

Vujicic: Muitos pais fazem isso. Na verdade, a maior taxa de suicídios no mundo está em países asiáticos do mundo todo, onde há uma grande pressão por desempenho. É uma forma de bullying, na minha opinião, para se certificar de que seu filho receba as melhores notas, os melhores empregos e todo esse tipo de coisa. Eu só quero que meu filho seja feliz. Eu quero que ele faça o seu melhor e confie em Deus no resto, mas eu não vou fazer isso através de intimidação.

Algumas pessoas pensam que [praticar bullying] é fortalecer alguém. Sim, meus primos me zoavam, mas de uma forma muito divertida e quando estávamos em um lugar seguro. Mas assediar os outros na rua ou no corredor da escola é muito mais negativo do que positivo, e eu não preciso usar negatividade para jogar a confiança de alguém para cima. Na verdade, eu vou encontrar outra maneira de fazer isso – de uma forma positiva. Então eu me desafio até mesmo nisso, porque eu sei que mesmo os menores comentários negativos que podem ser os comentários mais inofensivos, sempre podem levar a algo negativo em sua mente, inconscientemente também.

CP: Jesus ensina na Bíblia para “dar a outra face” e perdoar os outros “70 vezes sete”. Certamente Ele não está falando de ser uma vítima silenciosa. O que você ensina às pessoas sobre como responder ao bullying de maneira positiva?

Vujicic: Você sabe quando Jesus sofreu isso, Ele mesmo disse: “Diga-me o que eu tenho feito de errado”. E eles não sabiam exatamente o que dizer nesse momento. Isso é a única coisa que eu usei na minha vida para realmente enfrentar meus agressores: “Qual é o seu problema? Por que você está pegando no meu pé? O que eu fiz para você?” Às vezes é preciso tanta humildade de admitir que está sendo magoado, que aquilo está esta te afetando. Vir para o seu agressor e dizer: “Você pode parar, por favor?” Alguns param, outros não. De um modo geral, descobrimos que, cerca de três por cento do corpo estudantil [em uma escola] são agressivos e assediam de 10 a 15 pessoas por dia. Nós acabamos de fazer uma pesquisa com 20 mil estudantes, no Havaí, e lá 12,8 por cento de todos os adolescentes já tentaram o suicídio. Nas pesquisas que realizamos, um terço da dos suicídios é por causa de bullying na escola.

Assim, procuramos mostrando o fato de que, antes de tudo, você pode pensar que você está apenas se divertindo, mas você não sabe o quão fundo suas palavras podem ir. Por que você simplesmente não faz outra coisa? Você sabe que na escola primária, todos nós dizemos: “Se você não tem nada de bom a dizer, então não diga nada”. No ensino médio, devemos dizer: “Se você não tem nada de bom a dizer, cale a boca”. Então é isso que eu estou dizendo a escolas de ensino médio em todo o mundo.

Se sempre quisemos fazer a diferença em nossa vida… Se não fizemos melhor do que ontem, então por que nós pensamos que nós vamos fazer amanhã melhor do que hoje? Então, nós realmente precisamos entender uma coisa, que é, antes de tudo, se você é uma vítima, que você não está sozinho, não desista, não se preocupe com o que as outras pessoas dizem, tente se levantar sozinho. Às vezes, você precisa ser um verdadeiro amigo para ter um verdadeiro amigo. Uma vez que sabemos do nosso valor de verdade, que não é determinada por outras pessoas ao nosso redor, que é quando você pode ter essa paz e realização em si mesmo. Você vai superar isso, como eu fiz… Eu venci isso e acho que qualquer um pode fazê-lo, se ele se apegar a verdade um dia de cada vez. E orar por essas pessoas (os provocadores), certo? São eles que têm problemas.

CP: E sobre as vítimas de bullying que enfrentam a tentação de tornar-se eles mesmos valentões?

Vujicic: pessoas feridas magoam os outros, mas isso não é desculpa. Se o seu pai está abusando de você, porque o pai dele abusou dele, o que tem de bom nisso, em qualquer lugar, a qualquer hora? Nada. Precisamos ser essa mudança, em gerações, que entendem que, “Sim, eu estou sofrendo ou eu estou sendo controlada, mas controlar os sentimentos de outra pessoa, isso meio que me faz sentir de volta no comando”. É um estado de falsa segurança. É um estado falso de felicidade e controle. Muitos de nós estão com medo por dentro, e por isso, tentam controlar as coisas que podemos mudar, mas não percebem os efeitos disso. Não é de jeito nenhum a resposta. Se você está machucando as pessoas, porque você está sofrendo, isso não é desculpa. Saiba que Deus está lá para ajudá-lo, e para ver uma mudança no mundo, precisamos ser essa mudança.

CP: A fé em Deus é o que o ajudou a superar o bullying e lidar os desafios que você enfrenta. Como você divulga essa mensagem quando você viaja, especialmente para aqueles que não compartilham sua visão religiosa?

Vujicic: Depende de qual multidão e onde eu estou, mas eu sempre falo sobre fé, amor e esperança. A maior esperança é saber que eu não vou morrer, vou viver para sempre e meus braços e pernas estão lá em cima (no Céu). Eu tenho um par de sapatos no meu armário no caso Ele diga sim para mim. Eu já vi pessoas cegas vendo, surdos ouvindo, os coxos andando. Eu vi coisas bem legais. O que eu sei é que, mesmo se Deus não me dá braços e pernas aqui na terra, eu não preciso deles.

Eu não preciso de um corpo físico que está curado. Mesmo se eu estou morrendo de câncer. Se eu não morrer de câncer, vou morrer em um acidente de carro. Se eu não morrer em um acidente de carro, eu vou morrer de alguma outra forma. De qualquer maneira, eu sou um cidadão do céu de passagem. A razão de eu ter uma atitude positiva é porque eu estou curado. Estou curado a um ponto que eu não preciso de coisas. Preciso de paz, eu preciso de propósito, eu preciso de perdão dos meus pecados. Eu não sou uma pessoa que diz que todos os caminhos levam para o céu, porque o quão bom é bom e quão ruim é ruim?

Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Sabendo que eu agora vou viver para sempre, o fruto disso é uma atitude positiva. Agora, isso significa que eu não choro? Não, eu ainda choro. Eu ainda tenho meus altos e baixos. Mas com fé, eu me lembro das promessas, sabendo que eu posso me apoiar na verdade. A verdade que eu não sou um erro. A verdade que eu sou feito de modo assombrosamente maravilhoso. A verdade de que todo mundo é valioso, exatamente do jeito que somos.

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Sequestrador liberta menino que não parava de cantar música gospel

Autor da música gospel quis conhecer o menino

por Jarbas Aragão

  • gospelprime

 

Sequestrador liberta menino que não parava de cantar música gospel
Sequestrador liberta menino que não parava de cantar música gospel

Um menino de apenas dez anos de idade foi libertado de um sequestro de uma maneira inusitada. Após cantar por três horas a música gospel “Every Praise” [Todo Louvor].

Willie Myrick estava no quintal de sua casa na região de Atlanta, nos Estados Unidos, quando foi agarrado e colocado dentro de um carro. Assustado, começou a cantar e mesmo quando o sequestrador o xingava e mandava ele parar. Ele não obedeceu.

Após cerca de três horas cantando, o sequestrador o soltou perto de casa, exigindo que o menino não contasse nada para ninguém. Willie correu até a casa de um conhecido e pediu para que ligassem para seus pais.

O ocorrido já tem quase um mês, mas esta semana tomou força na mídia após o autor da canção de louvor, Hezekiah Walker, ter viajado até Atlanta para se encontrar com Willie. “Eu só queria abraçá-lo e dizer-lhe que eu o amo”, afirmou Walker. O cantou acredita que Deus usou sua música para salvar a vida do menino.

O refrão de “Every Praise” diz: “Deus meu curador. Deus meu libertador. Sim, Ele é, sim, Ele é (x2). Todo louvor e cada louvor (x2). É para o nosso Deus”.

O pequeno Willie Myrick recontou a história na Igreja Batista Mount Carmel, onde sua família é membro. Além de compartilhar seu testemunho em diferentes templos, eles fazem um alerta para que os pais vigiem os filhos em todo o tempo. Explicam ainda não saber por que isso aconteceu com eles, pois não são ricos.

A polícia afirma não ter pistas sobre o suspeito, mas divulgou um retrato falado usando as informações dadas pelo menino.

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Bispos católicos pedem que cristãos e muçulmanos se unam

Falar da perseguição aos cristãos só “facilita o jogo dos extremistas”

por Jarbas Aragão

  • gospelprime

 

Bispos católicos pedem que cristãos e muçulmanos se unam
Bispos católicos pedem que cristãos e muçulmanos se unam

A visita do papa à Terra Santa no final de maio deve durar três dias e passar por lugares santos na Jordânia, Palestina e Israel.  A situação dos cristãos na região é um dos principais assuntos que Francisco tratará com os líderes israelenses, jordanianos e palestinos explica Wadi Abu-Nassar, porta-voz da instituição.

Por isso, os Bispos da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa emitiu esta semana um documento oficial, onde pede a união de cristãos e muçulmanos em questões políticas.  “Perseguição! Em muitas partes do Ocidente esta palavra está na boca das pessoas. Diz-se que hoje, os cristãos no Oriente Médio são perseguidos. Mas o que está realmente acontecendo? Como podemos falar com verdade e sem censuras, como cristãos e como Igreja, dos sofrimentos e da violência que se perpetuam na região?”, questiona a nota.

Para os bispos, muitos cristãos e muçulmanos sofrem juntos. Ao abordar em particular a situação no Egito, Iraque e Síria, os bispos lembram que, sob os “regimes ditatoriais” anteriores, “os cristãos viveram em relativa segurança”.

Mas a tendência extremista que está por trás dos movimentos políticos na região mudou essa relação. “Cristãos e muçulmanos devem estar juntos contra estas novas forças de extremismo e destruição porque todos aqueles que buscam dignidade, democracia, liberdade e prosperidade estão sendo atacados”, justificam. Esse é, para eles, “o jogo dos extremistas”.

Embora reconheçam que o número de mortes de cristãos aumentou nos últimos anos, os bispos dizem que “é preciso levar em conta que os cristãos não são as únicas vítimas desta violência e brutalidade. Muitos muçulmanos não fanáticos, definidos “heréticos”, também pagam um alto preço. Nas áreas onde prevalecem extremistas sunitas, os muçulmanos xiitas são atacados e mortos, e vice-versa. Certas vezes, “os cristãos são perseguidos por serem cristãos”, e outras, são vítimas da mesma violência que atinge todos os outros”.

Repudiando o que chamam de “jogo”, explicam que ao falar somente na perseguição aos cristãos, a mídia ocidental acaba semeando ódio e preconceito contra povos e religiões. A seu ver, cristãos e muçulmanos devem resistir juntos contra as novas formas de extremismo e destruição sem esquecer que “as potências internacionais e regionais visam somente seus próprios interesses”. Com informações Patheos e News Vaticano.