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Eu também falo mistérios

Mas o que é “mistério”? Há inúmeras definições dentro e fora da Bíblia para essa palavra.

por Fábio Ribas – gospelprime –

 

Eu também falo mistérios

Aquela igrejinha ficava numa viela escura de um subúrbio de Brasília. Ao entrarmos, vimos que só havia mulheres vestidas de branco. Elas estavam prostradas pelo chão. Ficamos ali umas três horas antes que, finalmente, entrassem homens. Eles também estavam todos vestidos de branco e começaram uma coreografia “espiritual” estranhamente erotizada com aquelas mulheres.

Uma das mulheres perguntou-me: “Você quer falar em mistérios?”. Prontamente, respondi que sim. Ela ordenou que um dos homens viesse e me abraçasse. Era um homem alto e forte. Segurou-me e, levantando-me do chão, começou a rodopiar. Ficamos ali girando e girando com aquela mulher que ficava gritando: “Repete bem rápido, bem rápido, sem parar: “glória a Deus, glória a Deus, glória a Deus””!

Era o ano da minha conversão, 1995. A minha sede espiritual levou-me a experimentar de tudo o que o mundo evangélico poderia me oferecer. Naquela noite, porém, quando entramos no carro para irmos embora, nossos amigos, também recém-convertidos de uma vida de bruxaria em Alto Paraíso (GO), denunciaram que o que viram ali naquela igrejinha, só haviam visto antes num terreiro de Candomblé.

Mas o que é “mistério”? Há inúmeras definições dentro e fora da Bíblia para essa palavra. Ela é usada no Novo Testamento 28 vezes, sendo que é Paulo quem mais a usa: 21 vezes. E ele usa essa palavra em mais de um sentido, dependendo do contexto. Mas, no sentido que a mulher daquela igrejinha usara comigo, Paulo e o Novo Testamento só o faz em I Cor 14.2.

A experiência do mistério, que nada mais é do que a experiência com o sagrado, fascina o ser humano. E a força disso é tanta que até mesmo ateus se rendem à manifestação do mistério. E, como eu tenho escrito em artigos anteriores, o sagrado se manifesta por meio de uma linguagem específica – o símbolo, o mito, o dogma, o rito: é o próprio mistério querendo sair detrás das cortinas.

O mistério, contudo, só existe para deixar de ser mistério – é o sagrado mostrando a que veio. Não é por acaso que Paulo instrui a Igreja de Corinto, caso não haja quem traduza, a que se cale aquele que faz uso do mistério das línguas ininteligíveis publicamente, pois a função da Igreja é comunicar de maneira clara o Evangelho da Salvação.

Mas eu preciso concluir mais essa abordagem sobre o sagrado explicando o título deste artigo: “Eu também falo mistérios”.

Das 28 vezes em que a palavra mistério ocorre no Novo Testamento, o tal mistério referido é revelado. E das 21 vezes que Paulo usa essa palavra, não há dúvida alguma que, em 14 delas, ele a usa com um mesmo sentido: para revelar que o grande mistério, oculto no passado, mas agora revelado em Cristo, é a entrada dos gentios no povo de Deus por causa da Igreja.

A Igreja é a maneira que Deus estabeleceu de abarcar como povo Seu não apenas os judeus, mas pessoas vindas de TODOS os povos da terra. O véu deste mistério foi rasgado na cruz de Cristo e plenamente anunciado por Deus em Jesus.

A mensagem, portanto, deve ser anunciada a todos os povos. A proclamação do mistério da salvação dos gentios em Cristo é a própria razão de existir da Igreja. Então, sem rodeios, vou revelar aqui um grande mistério: se a sua igreja local, o corpo de irmãos no qual você está inserido, não se empenha no esforço missionário de alcançar outros povos, feche as portas do templo e pare de brincar de clubão, porque vocês ainda não entenderam o mistério eterno revelado pelo próprio Deus na pessoa de Seu Filho Jesus.

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Oração tem efeitos sobre o cérebro e traz benefícios: “Fé e ciência estão conversando”, diz neurocirurgião

Publicado por Tiago Chagas – gnoticias – em 19 de agosto de 2015

Oração tem efeitos sobre o cérebro e traz benefícios: “Fé e ciência estão conversando”, diz neurocirurgiãoO poder da oração, para quem crê, é real e proporciona resultados perceptíveis, e já há algum tempo, a ciência vem trazendo embasamento para essas convicções, com descobertas a respeito do funcionamento do cérebro humano.

O programa Encontro com Fátima Bernardes, na TV Globo, abordou esse tema recentemente e o neurocirurgião Fernando Gomes explicou como o cérebro funciona durante os momentos de oração, mostrando que áreas ligadas à concentração e a emoção ficam ativadas.

“A fé a ciência estão conversando. Está diferente. Trabalhos neurocientíficos mostrando como trabalha o cérebro durante a oração já mostraram que algumas áreas como o lobo frontal, que está relacionado com a concentração e a atenção e a parte emocional do cérebro – o sistema límbico – ficam mais funcionantes durante a oração. E ao mesmo tempo, o que é interessante, a parte posterior do cérebro, a região parietal, que é responsável por termos entendimento do meio-ambiente, da dimensão do nosso corpo físico, do tempo, se silencia”, destacou Gomes.

O vídeo com as explicações do médico está repercutindo de forma intensa nas redes sociais, com milhares de compartilhamentos.

Gomes chamou atenção para as descobertas científicas nessa área que comprovam que a oração exerce efeito positivo sobre pessoas internadas em estado grave. Um levantamento constatou que pacientes que receberam orações de amigos, parentes ou até mesmo desconhecido tiveram menos complicações do que pacientes nas mesmas condições clínicas, mas que não receberam apoio espiritual.

Para assistir ao vídeo com as explicações, acesse este link.

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Por que não acredito mais em Avivamento

Profile photo of Raquel ElanaPor Raquel Elana – gnoticias – em 7 de agosto de 2015

Por que não acredito mais em Avivamento

Charles Spurgeon (1834-1892)

Dicionário do Avivamento no Brasil:

Palavra desgastada, politizada, manipulada e adaptada.

A oração por avivamento é o tema de todas as conferências, palestras, cultos e vigílias pelo Brasil a fora. Afinal, somos uma igreja grande e barulhenta em nossas demonstrações de poder. Mas isto nem de longe é avivamento….

No século passado e na história de missões, homens como: Hudson Taylor, David Livingstone, Charles Spurgeon, John Wesley entre outros, deixaram frutos eternos do avivamento que provocaram com suas vidas e sacrifícios. Alguns morreram sem ver a promessa daquilo que só a história após eles pode testemunhar. No entanto, hoje, queremos o caminho mais fácil e  qualquer movimentação marqueteira de “poder” (histerias, shows, milagres camuflados), chamamos “Avivamento”.

Vou repetir o que muitos já falaram mas é preciso:

Shows cheios x reuniões de oração vazias…

Crentes brigando pelos palcos x campos missionários sem obreiros…

Cachês rechonchudos para artistas x obreiros sem sustento dentro e fora do Brasil…

Pastores políticos manipuladores x mestres da Palavra chamados de Herege…

Cansei desses discursos ensaiados e pregações repetidas por avivamento. Eles não levam a nada e nem ao menos ao significado do que que avivamento vem a ser:

Frutos de vida e de caráter que se refletem na comunidade e na sociedade em geral…

Frutos de salvação que não se limitam ao espaço local mas alcançam as nações da terra…

Amor e compaixão pelos Não-Alcançados…

Corações contritos pelo Espírito Santo que não se importam em sacrificar sua própria vida em amor ao próximo…

Se há igrejas manipuladoras e heréticas, é porque o povo é ganancioso. Usar o nome de Deus como plataforma de poder não é Evangelho e muito menos avivamento.

Não sei se esta igreja brasileira que aqui está verá “Avivamento” algum, mas o que sei é que no Oriente e outras nações da terra, muitos tem se encontrado frente a frente com Jesus. Lá se morre por amor ao Senhor. Lá se vê avivamento.

É bom refletirmos sobre o que queremos quando oramos por avivamento nessa igreja que se encontra no Brasil.

“As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores.”
Profile photo of Raquel Elana

Por

Raquel Elana, formada em Teologia, Pós Graduação em Jornalismo Político/ (Jornalista – MTb 15.280/MG) e Ministérios Criativos pelo IBIOL de Londres, é autora de 3 livros, entre eles: Anjos no Deserto – uma coletânea de testemunhos dos seus quase 10 anos de trabalho no Oriente Médio. Desde o ano passado está envolvida com o trabalho de atendimento aos refugiados da guerra civil da Síria. Veja este vídeo de divulgação para conhecer mais sobre nossas famílias e como desenvolvemos o serviço.