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Juiz de GO anula união gay e caso volta ao STF

 

Iniciativa de magistrado vai obrigar Supremo a ratificar decisão sobre união estável; juiz ataca Corte e é criticado por presidente em exercício da OAB

20 de junho de 2011 | 0h 00

Leandro Colon e Andrea Jubé Vianna – O Estado de S.Paulo

A ordem de um juiz de primeira instância de Goiânia vai obrigar o Supremo Tribunal Federal (STF) a ratificar a decisão que deu aos casais homossexuais os mesmos direitos e deveres que a legislação brasileira prevê para os heterossexuais, incluindo o reconhecimento da união estável.

O juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, da 1.ª Vara de Fazenda Pública Municipal de Goiânia, anulou na sexta-feira o contrato de união estável celebrado pelo casal Liorcino Mendes e Odílio Torres num cartório da cidade no dia 9 de maio. Ele agiu por ofício, sem ser provocado.

Villas Boas determinou ainda que todos os cartórios de Goiânia se recusem a escriturar contratos de união entre gays sem que haja uma sentença judicial. Para o juiz, reconhecer este tipo de direito a homossexuais é o "mesmo que admitir que um determinado vocalista de banda de rock fizesse a exposição de seus órgãos íntimos em público".

Ministros do STF ouvidos ontem pelo Estado disseram que já esperavam que isso fosse ocorrer. Agora, aguardam que o casal prejudicado entre com uma reclamação diretamente no STF contra a decisão de Goiânia.

Léo Mendes, como Leorcino é conhecido, confirmou que tomará essa iniciativa. "Tenho medo do ambiente de insegurança jurídica que decisões como essa causam no País", afirmou.

O STF terá de julgar essa reclamação para ratificar a decisão que tomou em 5 de maio, o que poderá inibir outros juízes de proibir a união estável entre homossexuais. "É para confirmar a nossa decisão", disse um ministro do Supremo, que pediu para não ser identificado porque estaria antecipado o voto de um novo julgamento.

Terceiro sexo. O juiz Villas Boas decidiu agir de ofício, ou seja, sem ser provocado por um pedido. Em sua decisão, ele disse que soube pela imprensa da união entre Liorcino e Odílio.

Para Villas Boas, o STF mudou a Constituição sem ter poderes para tanto. Ele se apega ao artigo 226 da Carta que fala da união estável entre homem e mulher. O Supremo, segundo ele, teria criado um "terceiro sexo".

"A ideia de um terceiro sexo (decorrente do comportamento social ou cultural do indivíduo), portanto, quando confrontada com a realidade natural e perante a Constituição Material da Sociedade (Constituição da Comunidade Política) não passa de uma ficção jurídica, incompatível com o que se encontra sistematizado no Ordenamento Jurídico Constitucional", escreveu.

Ao tomar a decisão de reconhecer a união estável entre casais homossexuais, o STF baseou-se, entre outras coisas, no artigo 5.º da Constituição, que diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Como até hoje o Congresso não aprovou uma legislação específica para regular a união entre pessoas do mesmo sexo, o STF teria de garantir a essa minoria direitos considerados fundamentais.

Em nota, o presidente em exercício da OAB, Miguel Cançado, afirmou que a decisão do juiz de Goiânia é "um retrocesso moralista".

"As relações homoafetivas compõem uma realidade social que merece a proteção legal", afirmou Cançado.

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Senado recebe 245.000 mensagens sobre homofobia

17/06/2011

às 17:53 \ Senado

 

O Senado Federal recebeu mais de 245.000 mensagens por telefone ou internet em maio deste ano sobre o Projeto de Lei Complementar 122, que criminaliza a homofobia. O tema representa 90% das manifestações da população sobre diversos assuntos encaminhados à Casa – entre entre eles a discussão em torno da convocação do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para prestar esclarecimentos sobre seu salto patrimonial.

Quase todas as mensagens são contra o PLC 122, que prevê penalidades a quem agir de forma preconceituosa em relações aos gays. A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), é a principal defensora do projeto, que tramita no Congresso Nacional há cinco anos. Apesar da resistência de parlamentares religiosos, ela promete colocar o texto em votação em agosto.

(Luciana Marques, de Brasília)

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ONU está pronta para aprovar declaração gayzista de “direitos humanos” sob pressão do governo de Obama

Matthew Cullinan Hoffman

16 de junho de 2011 (Notícias Pró-Família) — O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas está, conforme disse uma reportagem da Associated Press, à beira de aprovar uma declaração gayzista de “direitos humanos” que tem sido promovida pelo governo do presidente americano Barrack Obama.

A resolução sobre “direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero” denuncia a “discriminação” contra homossexuais. A declaração também insinua que as tradicionais declarações de direitos humanos, que não mencionam orientação sexual ou “identidade de gênero”, também se aplicam à orientação sexual.

A declaração expressa “grave preocupação com atos de violência e discriminação, em todas as regiões do mundo, cometidos contra indivíduos por causa de sua orientação sexual e identidade de gênero”. A declaração também cita uma resolução anterior da Assembleia Geral da ONU com a finalidade de que “o Conselho de Direitos Humanos seja responsável pela promoção do respeito universal à proteção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, sem distinção de qualquer tipo e de forma justa e igual”.

A declaração então pede ao Alto Comissário de Direitos Humanos que “comissione um estudo que seja concluído até dezembro de 2011, para documentar leis discriminatórias e costumes e atos de violência contra indivíduos com base na sua orientação sexual e identidade de gênero, em todas as regiões do mundo, e como as leis internacionais de direitos humanos podem ser usadas para acabar com a violência e violações relacionadas de direitos humanos com base na orientação sexual e identidade de gênero”.

Em sua reportagem a Associated Press diz: “As autoridades do governo de Obama acreditam que têm o apoio da maioria no Conselho de Direitos Humanos em Genebra para aprovar a resolução, que seria a primeira declaração nesse sentido a ser aprovada numa votação da ONU”. A votação decisiva será realizada amanhã (17 de junho), de acordo com a mesma agência de notícias.

Informações de contato:

Cédric Sapey
Public Information Officer, Human Rights council
Tel: +41 (0) 22 917 96 57
Email: [email protected]

Para fazer contato com a missão diplomática do seu país na ONU, clique aqui.