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Padre é afastado da igreja após abençoar casal gay

Ele afirma que estava na festa apenas como convidado, mas a Arquidiocese de Goiânia prefere investigar o caso

por Leiliane Roberta Lopes

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Padre é afastado da igreja após abençoar casal gay
Padre César Garcia deu benção ao casal Leo Romano e Marcelo Trento (Foto: Leo Romano/Arquivo pessoal)

O padre César Garcia foi afastado das atividades da Paróquia São Leopoldo, em Goiânia (GO), por ter abençoado um casamento gay. A decisão do afastamento foi comunicada pelo arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz, que emitiu uma nota na terça-feira (10) sobre o caso.

O casamento entre os arquitetos Leo Romano e Marcelo Trento aconteceu em 20 de maio na residência do casal. O padre estava presente e abençoou a união civil entre os dois homens que se relacionam há 11 anos.

O padre se defende dizendo que estava ali como amigo dos noivos e que não estava representando a Igreja Católica, que não aceita a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele disse ainda que no dia nem estava usando a batina, estando com vestes normais como os outros convidados.

“Eles não pediram sacramento, não pediram nada disso, pediram uma oração”, diz o Padre César. Ele afirmou ao G1 que apenas rezou o Salmo 83 da Bíblia e fez um discurso sobre a “grandeza do amor e o respeito às pessoas”.

As fotos da celebração foram divulgadas e chegou ao conhecimento da Igreja que resolveu afastá-lo até que o caso seja investigado. Um processo canônico foi aberto no Tribunal Eclesiástico de Goiânia para apurar se o padre feriu ou não as ordens da igreja.

A igreja acredita que a participação do padre na cerimônia, mesmo sendo apenas um convidado, levanta margens para interpretações errôneas a respeito do posicionamento da igreja para relações homoafetivas.

“A presença do padre César vai contra as convicções da Igreja Católica”, disse o padre e professor de teologia moral Luiz Henrique Brandão, representante da Arquidiocese de Goiânia ao G1. “Nesse caso, se houver possibilidade de confusão, é melhor que aquela bênção não fosse feita justamente para se evitar em quem recebe e em quem participa dela, uma confusão”, completa.

O padre César contesta e diz que a benção não deve ser negada. “Nós entendemos que todos somos filhos de Deus e merecemos uma benção. Não se nega benção a ninguém”, diz.

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Não somos contra o Carnaval, diz pastor de Macapá

Ele levou água e caldo para entregar aos foliões

por Leiliane Roberta Lopes

  • gospelprime

 

Não somos contra o Carnaval, diz pastor de Macapá
Não somos contra o Carnaval, diz pastor de Macapá
  • O pastor Dariosvaldo Teixeira, líder do Projeto Semeador, conseguiu espaço para evangelizar no mais tradicional bloco de rua de Macapá (AP).

O bloco “A Banda” reuniu mais de 150 mil foliões na terça-feira de Carnaval (4) e os evangélicos da cidades aproveitaram a quantidade de pessoas para evangelizar.

Quem passava pela Avenida Feliciano Coelho ouvia canções evangélicas e pregações vindas do grupo que distribuía água e caldo gratuitamente para os foliões.

Ao ser abordado pela reportagem do G1, o pastor comentou que não é contra o carnaval e que a festa faz parte da cultura popular brasileira.

“Além de aproveitar, nós podemos oferecer para eles um pouco do amor de Deus, necessário nessas horas em que muitas pessoas estão com um alto teor alcoólico no corpo e propensas a algum tipo de violência”, disse Dariosvaldo.

Quem aceitava ouvir uma palavra não era forçado a se tornar evangélico e nem a frequentar uma igreja. “Não trabalhamos em prol de divulgar a placa de uma igreja, mas sim a palavra de Deus”, explicou o pastor.

O bloco “A Banda” percorreu 5,5 quilômetros agitando milhares de pessoas da capital do Amapá e também de cidades vizinhas. A distribuição de água e caldo foi a alternativa encontrada pelo Projeto Semeador para fazer contato com os foliões e entregar uma palavra de Salvação.

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Casal gay milionário abre processo para igrejas serem obrigadas a celebrar casamentos gays

O Reino Unido libera as igrejas de decidirem se querem ou não realizar casamentos gays

Por Luciano Portela | Repórter do The Christian Post

Um casal gay milionário abriu um processo contra a decisão legal do governo, que permite que as igrejas tenham o direito de escolher quando desejam não celebrar um casamento ente duas pessoas do mesmo sexo no Reino Unido.

  • Casamento gay
    (Foto: Reuters)
    Casamento gay

De acordo com o casal Drewitt-Barlow, eles se sentem no direito como paroquianos de sua comunidade “para utilizar a igreja que querem e questão decididos se casar” sem nenhum impedimento da justiça.

“Não é uma reflexão sobre a nossa igreja local, que tem dado todo apoio para nós. O fato é que entendemos que as suas mãos estão atadas por um grupo maior de pessoas dentro da igreja”, avaliou Barrie Drewitt-Barlow.

O casal conta que não se sente à vontade de levar cristãos a um tribunal para reconhecê-los. Contudo, eles enxergam que não haveria outro caminho de efetuar sua vontade, a não ser que fossem até a última instância legal.

“Isso me incomoda muito, pois eu quero muito uma cerimônia grande, com tudo que se tem direito. Eu só não vejo que isso acontecerá de imediato”, afirmou, de forma frustrada, Tony, parceiro de Barrie Drewitt-Barlow.

Um projeto de lei do governo britânico legalizou o casamento gay por meio do Parlamento no início deste ano. Os primeiros casamentos do mesmo sexo são esperados, mas a legislação protege a Igreja da Inglaterra sob o direito de optar não realizar cerimônias de casamentos homossexuais.

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No entanto, o advogado de direitos humanos Aidan O’Neill diz que a proteção para a Igreja Anglicana é “eminentemente recorrível” no tribunal. Uma cópia do parecer jurídico da defesa foi enviada ao primeiro-ministro britânico David Cameron, mas a legislação segue em vigor.