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Bretas critica referência a igrejas em caso de intolerância contra terreiro

Em reportagem da Rede Globo babalorixá mencionou segmentos religiosos.

Orixás de terreiro destruídos. (Foto: Reprodução / TV Globo)

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro, criticou uma reportagem do RJ TV, da Rede Globo, em que o babalorixá Ivanir dos Santos faz referência a igrejas cristãs e sinagogas em caso de intolerância contra terreiro de candomblé.

“A referência feita na reportagem a igrejas cristãs ou sinagogas é absolutamente indevida e lamentável”, comentou o magistrado através do Twitter.

 

A reportagem falava sobre o ataque de traficantes contra um terreiro do Parque Paulista, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense.

Os traficantes armados obrigaram a responsável pelo espaço que funciona há 50 anos a destruir todos os símbolos que representavam os orixás.

Entrevistado durante a reportagem, Ivanir dos Santos, que é o representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) do estado, afirmou que “se fosse em uma sinagoga ou uma igreja cristã a atitude do Estado seria outra totalmente diferente”.

“Vamos ter que fazer uma vigília na porta do governador”, disse

A referência de Ivanir a igreja e sinagoga desagradou ao juiz, que disse que devem ser respeitadas as liberdades individuais, assim como o livre arbítrio religioso.

Segundo relatos as autoridades, os traficantes teriam ameaçado voltar ao local para atear fogo no terreiro. O caso foi registrado na Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e corre em sigilo. Com informações do gospel prime

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O que aconteceria com o cristianismo se fosse descoberta Vida Inteligente em outros planetas?

O que aconteceria com o cristianismo se fosse descoberta Vida Inteligente em outros planetas?

Especialistas acreditam que a descoberta de vida inteligente em outros planetas seria um grande desafio para a doutrina cristã. O achado de meras bactérias em outro planeta causaria uma revolução semelhante à causada pela descoberta por Nicolau Copérnico, o que obrigou a Igreja a reconhecer que a Terra não era o centro do universo, mas girava em torno do Sol, assim como os outros planetas no sistema solar, considerou Vesa Nissinen, especialista em religião da Universidade de Helsinki, como citado pelo site Helsingin Sanomat.

Enquanto isso, Jussi Sohlberg, pesquisador do Centro Finlandês de Estudo da Igreja, não acredita que a possível existência de vida em outros planetas possa ameaçar a doutrina evangélica luterana. A descoberta de vida inteligente, no entanto, teria consequências completamente diferentes, de acordo com o especialista. A existência de vida extraterrestre inteligente levanta algumas questões interessantes, mas a principal delas, de acordo Nissinen, é se representantes de civilizações distantes, assim como os humanos, são a imagem e semelhança de Deus.

O tema da salvação é provavelmente o mais complexo quando se trata da existência de vida inteligente em outros planetas. Seria a misericórdia divina aplicável aos alienígenas? E, em caso afirmativo, como?

Segundo Nissinen, há duas maneiras para resolver este problema. De acordo com o primeiro, a humanidade é o povo escolhido de Deus e seu propósito é levar a palavra divina a outros seres inteligentes. Esta é a posição defendida pelo Vaticano, disse o especialista.

A outra visão do assunto sugere que a salvação é outorgada às civilizações universo separadamente. Embora a segunda teoria pareça ser lógica, ela leva a conclusões teológicas raras.

Nissinen disse:

A ideia de que a viagem de Jesus, partindo de um planeta para outro sacrificando-se, mina a ideia evangélica da singularidade deste evento.

A situação mais complexa seria, de acordo com o especialista, se chegasse à Terra uma civilização mais avançada que a humanidade.

O alienígenas também podem trazer suas próprias crenças com eles, ou então se apresentarem aos seres humanos como deuses.

Nissinen disse:

Há uma visão que argumenta que o aparecimento de alienígenas levaria a uma grande crise religiosa tão grande que a Igreja não poderia se recuperar e iria desaparecer completamente, ou ser substituída por algo novo.

No entanto, ele lembrou que o cristianismo tem mostrado grande resiliência ao longo dos séculos. Para o especialista, as questões espirituais permanecerão relevantes mesmo depois de um encontro com civilizações extraterrestres. Não importa quão avançada sejam esses seres, é difícil imaginar ser capaz de dar uma resposta satisfatória às perguntas sobre o sentido da vida ou de livrar o mundo da injustiça, concluiu Nissinen.

(Fonte)

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Bispo relaciona queda da frequência nos cultos à depressão de pastores

Global United Fellowship une igrejas e cuida de pastores.

Igreja com espaços vazios. (Foto: Keystone)

Nesta terça-feira (9) começará a Global United Fellowship (GUF) no Atlantis Resort, em Bahamas, onde líderes religiosos de diversas denominações estarão reunidos até a próxima sexta (12), participando de ministrações e palestras.

Um dos temas principais desse encontro, coordenado pelo bispo Dom Neil C. Ellis, será a queda do número de membros nas igrejas e o aumento da depressão entre pastores. Para o responsável pelo evento, esses dois assuntos estão relacionados.

“Primeiro de tudo, temos que proteger as emoções dos nossos líderes da igreja. Houve um diclínio global na frequência à igreja nos últimos cinco ou sete anos. E assim, muitos pastores agora estão ficando deprimidos porque seus números são menores”, declarou Ellis ao The Christian Post.

Na visão do bispo, para que uma igreja seja saudável ela não precisa ser grande. “Tudo que é grande não é maduro. E tudo que é cultivado não está totalmente desenvolvido”, declarou o religioso. “Temos que nos certificar de que mais e mais pastores não estejam se tornando deprimidos porque estão vendo um declínio”, completou.

Líder da Igreja Batista Mount Tabor, nas Bahamas, o bispo Ellis lançou em 2013 o Global United Fellowship, um grupo que começou com 41 igrejas e hoje conta com 1.400 denominações de 42 países.

Ao comentar sobre o crescimento dessa irmandade, Ellis acredita que é pelo fato da maioria dos pastores não terem um pastor e sentirem a necessidade desse tipo de relação.

“Muitos deles me veem como pastor de pastor. E muitos deles ao longo dos anos não tiveram realmente um pastor. Eles estão pastoreando sem um pastor. E assim como esses caras amadurecem e se tornam mais velhos e mais sábios nas coisas de Deus, eles estão começando a reconhecer que eles não podem fazer isso sozinhos”, explicou.

O objetivo da GUF é unir igrejas, equipar líderes, melhorar casamentos, ressuscitar a disciplina da oração e construir relações de alianças entre líderes religiosos.

“Há muitos pastores no ministério que são pessoas muito solitárias. Eles podem estar fazendo um bom trabalho, eles podem estar pastoreando uma grande igreja, mas são solitários”, declarou o bispo.