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Obama se abstém de saudação da Páscoa, mas celebra feriados muçulmanos

 

Kathleen Gilbert

WASHINGTON, D.C., EUA, 26 de abril de 2011 (Notícias Pró-Família) — Os meios de comunicação conservadores estão em fervilhação depois que o presidente Obama negligenciou dar uma declaração de Páscoa, após um ano inteiro em que ele várias vezes comemorou feriados muçulmanos com uma série de declarações.

No domingo a rede noticiosa de televisão Fox News fez uma reportagem mostrando que, diferente dos anos anteriores, Obama negligenciou dar uma declaração em comemoração ao feriado cristão mais sagrado do ano.

O presidente, que indiretamente mencionou a Páscoa em seu discurso semanal, na segunda-feira foi anfitrião, na Casa Branca, de festividades seculares com foco na saúde exibindo um “jardim de ioga” junto com os tradicionais ovos de Páscoa. Obama e sua família realmente participaram de uma reunião de igreja no domingo, diferente do Natal, um dia que a família de Obama não vem querendo comemorar religiosamente a cada ano desde que Obama ganhou a eleição presidencial em 2008.

Pesquisas de opinião pública estão mostrando uma forte corrente de ceticismo entre os americanos com relação à fé que Obama professa, com uma pesquisa de opinião pública do Pew Research de agosto de 2010 mostrando só 34 por cento crendo que ele é cristão.

Media Matters for America, uma organização esquerdista de fiscalização aos meios de comunicação que recentemente lançou um ataque organizado contra a Fox News e outros canais conservadores, criticou ferozmente a “falsa polêmica” ao apontar que a maioria dos presidentes dos EUA jamais fez uma “proclamação” de Páscoa.

“Se esse ataque dos meios de comunicação conservadores não tem como objetivo central lançar dúvida no Cristianismo de Obama, então qual é seu objetivo? As rotulações específicas que os comentários de Obama sobre a Páscoa recebem? Dá um tempo, gente”, Todd Gregory, de Media Matters, se queixou.

Contudo, a Fox News e outros canais frisaram que a omissão de uma declaração de Páscoa foi particularmente significativa à luz da abundante celebração que Obama fez dos feriados muçulmanos no ano passado, inclusive o Ramadã, Eid-ul-Fitr, Hajj e Eid-ul-Adha.

“O presidente Obama deu mensagens especiais para a Páscoa judaica, para o Ramadã dos muçulmanos e para o feriado Diwali dos hindus. Mas e para a Páscoa cristã? Nada”, escreveram os editores do jornal Washington Times na segunda-feira.

Além disso, as primeiras duas declarações de Páscoa de Obama foram criticadas como inapropriadamente “inclusivas” por celebrarem, nas palavras da declaração de 2009, “o espírito comum de humanidade que habita todos nós — judeus e cristãos, muçulmanos e hindus, crentes e descrentes igualmente”. Em comparação, as declarações de Obama nos feriados muçulmanos não mencionaram outras religiões.

Em seu café da manhã de Páscoa na terça-feira passada, os convidados incluíam líderes cristãos esquerdistas e a Irmã Carol Keehan, a diretora da Associação de Saúde Católica que os bispos dos EUA puniram por abandonar a liderança católica para oferecer apoio decisivo para a lei de reforma de Obama do sistema de saúde pública que expande os procedimentos de aborto.

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Em resposta a pastor, Igreja doa exemplares do Corão nos EUA

 

Uma igreja presbiteriana no Estado americano de Utah, no oeste do país, está oferecendo cópias gratuitas do Corão, o livro sagrado do Islã, em um gesto de boa fé na semana de Páscoa. A iniciativa também serve como uma resposta à queima de um exemplar do livro sagrado dos muçulmanos por um pastor da Flórida, o que levou a uma série de protestos e mortes em manifestações no mundo islâmico.

A Igreja Presbiteriana de Wasatch, em Utah, encomendou 50 cópias do Corão para serem distribuídas em uma livraria da cidade a partir de segunda-feira (25).

“Não estamos promovendo o Islã”, disse o pastor da igreja, Scott Dalgarno. O responsável pela comunidade disse que cada exemplar virá com um marcador de página que informa que o livro foi doado pela igreja local, que “não teme a verdade, não importando onde ela for encontrada”.

“Só queremos mostrar que, se as pessoas estiverem curiosas, podem pegar uma cópia conosco, ler e decidir por si mesmas o que pensar a respeito”.

Dalgarno afirmou que as doações são uma resposta ao pastor , líder de uma igreja fundamentalista cristã em Gainesville, no Estado da Flórida, que ateou fogo a um exemplar do Corão em março. O incidente provocou a revolta de muçulmanos no Afeganistão, onde mais de 20 pessoas foram mortas em meio a protestos contra Jones.

Segundo a agência de notícias Reuters, o reverendo Jones ainda pretende repetir o ato em frente ao Centro Islâmico de Dearnborn, a maior mesquita dos EUA, no Estado de Michigan, que concentra uma das maiores comunidades muçulmanas do país.

Dalgarno disse que já recebeu respostas negativas em relação às doações dos exemplares do livro, mas afirma que faria o mesmo por outras religiões.

“Se alguém em Salt Lake [capital de Utah] queimasse uma cópia do Livro dos Mórmons, nós provavelmente faríamos a mesma coisa. Nós compraríamos cópias do livro e diríamos para as pessoas lerem e se informarem”.

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Resultado das eleições nigerianas enfurece muçulmanos

 

A Portas Abertas Internacional confirmou informações de que a violência que teve início após os resultados das eleições presidenciais em 9 de abril, está afetando diretamente as igrejas, casas e negócios cristãos, missões e pastores.
De Maiduguri a Sokoto, a destruição que os cristãos têm enfrentado é enorme. Mais de 60 igrejas foram incendiadas, centenas de residências de cristãos foram destruídas e pastores e membros foram mortos. Os cristãos nos vilarejos também não foram poupados; muitos estão fugindo, abandonando suas casas com medo dos ataques.
Ontem, a violência surgiu no norte do país, nos estados islâmicos de Adamawa, Bauchi, Jigawa, Kaduna, Kano, Sokoto, Yobe e Katsina, com jovens tomando as ruas em protesto contra a vitória do presidente Goodluck Jonathan, um político cristão do Partido Democrático do Povo.
A Portas Abertas recebeu informações de conflitos em Malumfashi, onde todas as casas em uma organização missionária foram incendiadas. Muitas igrejas foram destruídas e diversos pastores foram mortos.
Em Kaduna, a cidade recebeu uma ordem de toque de recolher de 24h porque a violência está crescendo cada vez mais. No estado de Kano, muitas igrejas foram derrubadas. As ruas de Kano estão cheias de manifestantes muçulmanos.
As eleições na Nigéria estavam marcadas para o dia 2 de abril, mas foram adiadas para o dia 9 de abril. A quantidade de eleitores que compareceram demonstra como os nigerianos estão desesperados por mudança.

Data: 22/4/2011
Fonte: Portas Abertas