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Israel declara estado de guerra após ataque surpresa de Gaza

O Hamas lança milhares de foguetes a partir de Gaza, além de se infiltrar no território israelense. O grupo terrorista reivindicou o ataque como uma resposta para “defender a Mesquita Al-Aqsa de Jerusalém, locais sagrados e prisioneiros (palestinos)”.
ESPANHA · 7 DE OUTUBRO DE 2023 · 10h15
O escudo antimísseis reage ao lançamento massivo de foguetes que ocorreu esta manhã na Faixa de Gaza.

O escudo antimísseis reage ao lançamento massivo de foguetes que ocorreu esta manhã na Faixa de Gaza.

Israel declarou estado de guerra e convocou os seus reservistas em resposta ao ataque surpresa ocorrido este sábado no país. Milhares de foguetes foram lançados da Faixa de Gaza, segundo fontes militares israelenses. Além disso, grupos do Hamas infiltraram-se no território israelita, causando todo o tipo de ataques . A população foi orientada a não sair de casa nem ir para abrigos.

Benjamin Netanyahu , primeiro-ministro de Israel, fez uma declaração oficial. “ Cidadãos de Israel, estamos em guerra, não numa operação, não num conflito, em guerra. Esta manhã, o Hamas lançou um ataque com foguetes contra o Estado de Israel e a sua população. Desde as primeiras horas da manhã convoquei os chefes de segurança, primeiro descrevi os assentamentos afetados pelos infiltrados: esta operação está sendo realizada a estas horas. Ao mesmo tempo, ordenei uma ampla mobilização e responderemos à guerra com uma força e alcance desconhecidos pelo inimigo . O inimigo pagará um preço que nunca imaginou. Entretanto, apelo a todos os cidadãos de Israel para que ouçam atentamente as instruções do exércitoe as ordens do Comando da Frente Interna. “Estamos em guerra e sairemos vitoriosos”, disse Netanyahu.

Hamas lança ataque sem precedentes

O ataque, o mais violento ocorrido nos últimos tempos em Israel, representa uma declaração de guerra do Hamas , o grupo terrorista palestino que assumiu imediatamente a responsabilidade pelas suas ações.

O chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, emitiu um comunicado dizendo que os seus militantes “estão a liderar uma campanha heróica” que visa “defender a Mesquita Al-Aqsa de Jerusalém, os locais sagrados e os prisioneiros (palestinos)”.

O comandante do braço armado do Hamas, Mohammad al-Deif, declara o início da operação “Inundação de Al-Aqsa” e apelou a “todas as forças de resistência” para participarem na “libertação da Palestina”.

O chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Herzi Halevi, emitiu uma declaração: “O Hamas, que está por trás deste ataque, arcará com os resultados e a responsabilidade pelos eventos”.

 

Israel declara estado de guerra após ataque surpresa de Gaza

O mapa mostra os locais onde mísseis lançados da Faixa de Gaza pousaram – ou foram interceptados. / All Israel News

Até o final da noite de ontem, na Espanha (23h), pelo menos 250 israelenses foram confirmados como mortos e 100 feridos, segundo o jornal Haaretz. Da mesma forma, a resposta militar israelense em Gaza teria causado a morte de 200 palestinos , segundo informações da Al Jazeera.

O Ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, emitiu a seguinte declaração: “O Hamas cometeu um erro grave esta manhã e lançou uma guerra contra o Estado de Israel. As tropas das FDI estão lutando contra o inimigo em todos os locais. Apelo a todos os cidadãos de Israel que sigam as instruções de segurança. O Estado de Israel vencerá esta guerra.”

 

No 50º aniversário da Guerra do Yom Kippur

O ataque ocorreu numa data especial para Israel, pois marca o 50º aniversário da Guerra do Yom Kippur, que este ano coincidiu com o Shabat (dia sagrado para os judeus praticantes) e o feriado religioso de Simchat Torá .

Publicado em: PROTESTANTE DIGITAL – Internacional – Israel declara estado de guerra diante de um ataque surpresa vindo de Gaza

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666: Desvendando o verdadeiro significado do ‘número da besta’ e outros mitos do Apocalipse

Imagem de explosão na terra

CRÉDITO,THINKSTOCK

Legenda da foto,“Livro da revelação” descreve fim dos tempos

Dragões, cavalos com cabeça de leão e cordeiros com sete olhos. Essas são algumas das visões do Apocalipse – uma palavra que vem do grego antigo “revelação” e é descrita no último, mais estranho e mais controverso livro da Bíblia cristã.

O “livro da revelação” consiste em uma série de visões que seriam uma profecia do fim dos tempos. Foi usado ao longo da história para explicar desastres que vão da peste ao aquecimento global, passando pelo acidente nuclear de Chernobyl.

Algumas figuras e palavras conhecidas, como por exemplo Armagedom, também vêm do Apocalipse, embora nem todos saibam disso. E o livro tem diversas influências em livros, cinema e música até hoje.

Mas, quando João escreveu o livro, no século 1, ele não estava apenas querendo explicar acontecimentos futuros.

Alguns acadêmicos acreditam que ele usava códigos e símbolos para alertar os cristãos da época sobre a adoração ao imperador de Roma e lançar um ataque ao poderoso regime.

Dia do Julgamento, de John Martin

CRÉDITO,ALAMY

Legenda da foto,Juízo Final em quadro de John Martin; Deus aparece no trono e, à esquerda, as forças de Satã são derrotadas

O “número da besta” – 666 – é, talvez, a referência mais famosa do Apocalipse. O trecho que o cita diz: “Quem tiver discernimento, calcule o número da besta, pois é número de homem, e seu número é 666”.

Até hoje, 666 é usado para falar sobre a imagem do mal. Mas qual seria o significado por trás dele?

Era comum, na Antiguidade, usar números para disfarçar um nome. Nos alfabetos grego e hebraico, toda letra tem um número correspondente. Então, se você somasse todas as letras do seu nome, você tinha um código numérico.

O professor Ian Boxall, da CUA (Catholic University of America), dá um exemplo com Anna.

Em telha, professor escreve Anna
Legenda da foto,Na Antiguidade, era costume disfarçar nomes substituindo-o por números

“A” vale 1 e “N” vale 50. Anna, então, seria 102.

Se você escrever o nome do imperador Nero Cesar no alfabeto hebraico, a equação fica: 200+60+100+50+6+200+50=666.

Em telha, pesquisador escreve Nero Cesar
Legenda da foto,Em números, nome do imperador Nero Cesar vira 666

Historiadores acreditam que a perseguição de Nero a cristãos em Roma fez com que ele fosse uma figura odiada pelos primeiros cristãos.

Outros mitos

Diversos outros mitos conhecidos vêm do Apocalipse – e têm relação com a situação de Roma na época.

Nem todo mundo sabe, por exemplo, que Armagedon vem da Batalha do Armagedon, descrita no livro. O nome Armagedon é baseado no nome do Megido, um monte que hoje fica em Israel.

Segundo estudiosos, “ar” (ou “har”) significa monte em hebraico, e “magedom” (ou “magedo”) equivale a Megido. Na época de João, o Megido era um sangrento campo de batalha e abrigava uma das legiões mais cruéis de Roma.

Busto de Nero

CRÉDITO,PHOTOS.COM

Legenda da foto,Nero pode ter sido odiado por perseguição a cristãos

A batalha do Armagedom é uma luta entre o bem o mal – Deus e Satã – durante os últimos dias do mundo.

Já os cavaleiros do Apocalipse são quatro homens, em cavalos nas cores branca, vermelha, preta e verde. Eles soltariam no mundo a morte, guerra, fome e conquista, representando a violência resultante de escolher não seguir a palavra de Deus – a Roma imperial.

Outra imagem famosa do livro é a da besta do apocalipse e suas sete cabeças, que emerge do oceano e exige ser adorada. O nome de uma blasfêmia está escrito em cada uma das suas cabeças.

Cavaleiros do Apocalipse retratados em Bíblia de 1522

CRÉDITO,SPL

Legenda da foto,Cavaleiros do Apocalipse retratados em Bíblia de 1522

A besta seria Roma, e suas cabeças representariam os sete imperadores que a Roma antiga havia tido naquele tempo. Os nomes de blasfêmias representam a tendência dos imperadores romanos de se chamarem de deuses.

Influências

Até hoje, o Apocalipse tem influência na cultura a aparece em várias referências modernas.

Entre os filmes que fazem referência a ele estão O Sétimo Selo (1957), Fim dos Dias (1999), Filhos da Esperança (2006) e É o Fim (2013) – todos usam a imagem do fim do mundo.

Na literatura, estão entre os exemplos best sellers como a série Deixados para Trás (1995), O Nome da Rosa, de Umberto Eco (1980) e Revelação, de CJ Sansom.

Muitos músicos, de compositores clássicos a bandas de heavy metal, foram influenciados por temas da revelação.

O Iron Maiden batizou seu disco de 1982 de The Number of the Beast (O número da besta), enquanto o álbum do Muse de 2006, Black Holes and Revelations, traz os Cavaleiros do Apocalipse na capa.

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Israel

“Fim de shemitá é um período de crises mundiais”, diz hebraísta sobre ciclo de 7 anos

Getúlio Cidade acredita que a morte da rainha Elizabeth II é um marco na história da humanidade e fez algumas observações: “Ela reinou durante 10 shemitás”.
FONTE: GUIAME, CRIS BELONI
QUARTA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO DE 2022 23:35
Os judeus observam os eventos ligados à shemitá. (Foto: Reprodução/Piqsels)
Os judeus observam os eventos ligados à shemitá. (Foto: Reprodução/Piqsels)

“A shemitá tem profunda relação com os sinais do fim dos tempos”, conforme aponta o escritor e hebraísta, Getúlio Cidade, em entrevista ao Guiame.

Quando ele fala em “shemitá”, se refere não apenas ao ano sabático, mas ao ciclo de 7 anos observado por Israel até os dias de hoje. No dia 25 de setembro, mais um ciclo será encerrado.

“Historicamente, um ciclo de shemitá está ligado a eventos marcantes em Israel e no mundo, bem como a algumas tragédias globais como as guerras mundiais”, explicou.

“A maioria desses eventos ocorre no primeiro ano após uma shemitá, ou seja, no primeiro ano do ciclo”, disse ao considerar que ao final do mês de Elul também ocorrem alguns eventos.

O mês de Elul é o último do calendário judaico, equivalente ao mês de dezembro do calendário gregoriano. Para os judeus, o ano termina no dia 25 de setembro, quando darão as boas vindas ao ano de 5.783.

Rainha Elizabeth II morreu no final de uma shemitá

A morte da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, em 8 de setembro de 2022, delimita o fim de uma era da monarquia inglesa.

“Mais que isso, é um marco na História da humanidade, um evento que atrai a atenção de todas as nações. O fato de sua morte ocorrer apenas a alguns dias do término do presente ano de shemitá não é mero acaso”, apontou o hebraísta.

Ele explica que, conforme ocorre ao longo da História, a transição de um ciclo de shemitá para outro é normalmente pontuada por sinais que afetam não somente Israel, mas o mundo inteiro.

“O reinado e a morte da Rainha Elizabeth foram marcados por alguns sinais proféticos que parecem ser uma mensagem para o mundo atual ao término da presente shemitá”, ele disse.


Rainha Elizabeth II. (Foto: Facebook/The Royal Family)

“O reinado de Elizabeth II durou exatamente setenta anos — maior tempo de reinado de um monarca inglês — e a associação com as setenta semanas de Daniel é inevitável”, continuou.

São dez ciclos de shemitá — 10 x 7 anos. “Sua coroação se iniciou próximo à última das Festas da Primavera (Pentecostes), que marca o início da colheita espiritual no Reino de Deus, e terminou próximo a Rosh Hashaná que aponta para o término da colheita e para a volta de Yeshua”, associou.

“Além disso, a data de sua morte se deu em pleno mês de Elul, dedicado à Teshuvá, um tempo de arrependimento antes que venha o juízo divino. Nada disso parece ser mera coincidência”, disse ainda.

Eventos ligados à Shemitá

Rabinos, ortodoxos e messiânicos observam, há muito tempo, os eventos ligados à shemitá e que, para eles, estão relacionados aos sinais do fim.

A transição de uma fase para outra é marcada por “verdadeiros divisores de água para Israel e para as nações”,  conforme explica o hebraísta que aponta para alguns.

“Após a formação do novo Estado de Israel, em 1948, o evento mais importante que mudou completamente a nação, bem como a forma de se relacionar com seus vizinhos árabes, foi a Guerra dos Seis Dias, em 1967, que se deu no ano de 5727 do calendário judaico, primeiro ano de um ciclo de shemitá”, mencionou.

Na ocasião, ao ser atacado em três frentes de batalha, Israel conseguiu uma vitória esmagadora e inexplicável do ponto de vista militar, conquistando em apenas seis dias, quatro vezes o tamanho de seu território original.

“Sete anos depois, no ano de 5734 [1973/74], no início de outro ciclo de shemitá, Israel foi atacado no dia da Festa de Yom Kippur — o dia mais sagrado do judaísmo — pelo Egito e pela Síria em duas frentes distintas. A despeito de pesadas perdas, Israel conseguiu repelir o ataque e manter os territórios antes conquistados na Guerra dos Seis Dias”, contou.

Mas o conflito causou um embargo dos países árabes — produtores de petróleo aos EUA — por terem prestado assistência a Israel. Isso gerou a “crise do petróleo”, quando o preço do barril praticamente quadruplicou em questão de semanas, causando enorme revés na produção industrial, especialmente dos EUA, gerando inflação e impactando economicamente o mundo inteiro.

Entre outros eventos ocorridos em shemitás, houve o inesquecível crash da bolsa norte-americana de 1987 — causando a primeira crise financeira global contemporânea. Na virada do milênio, o ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro.

“Os ataques terroristas causaram uma queda livre no mercado de ações que acumulou 1,4 trilhão de dólares em perdas. O ouro e o petróleo dispararam de preço e o estrago na economia global foi imediato”, lembrou o hebraísta.

Assim, analisando, Getúlio explica que “podemos interpretar o que Deus está dizendo”.

“Não é de surpreender que esses eventos marcantes estejam ligados a crises financeiras. Parece que o próprio Deus propositadamente abala aquilo que é mais idolatrado pela humanidade — o dinheiro — a fim de mostrar quem está no controle do universo”, reforçou.


Getúlio Cidade, hebraísta e escritor. (Foto: Divulgação/LC Agência)

Coincidência?

Conforme conta o hebraísta, no dia 29 de setembro de 2008, ocorreu a maior queda do Dow Jones em apenas um dia, com 777,68 pontos. Até março de 2020, no início da pandemia, esse era o recorde da maior queda da história.

“O fato se deu exatamente na transição do dia 29 de Elul para 1 de Tishrei, quando se celebra Rosh Hashaná, marcando não somente o ano novo judaico, mas o primeiro ano de um novo ciclo de shemitá, em 5769 (2008/09)”, citou.

“Agora perceba a ironia no número de pontos da queda da bolsa. Parece um recado claro de Deus, pois 7 é o número da shemitá, repetido três vezes”, destacou.

Conexão da shemitá com o fim dos tempos

Para o autor do livro “A Oliveira Natural”, todos esses acontecimentos mostram uma clara conexão entre o primeiro ano de um ciclo de shemitá e o cumprimento de juízos e promessas para Israel e as nações gentílicas.

“A shemitá faz parte dessa engrenagem do relógio de Deus, juntamente com as demais Festas do Senhor estabelecidas em sua Torá, que ocorrem no tempo e nas estações por Ele designadas para cumprir seus propósitos sobre a Terra”, explicou.

“Isso explica a necessidade de nos voltarmos para Israel. Tentar compreender esses acontecimentos, bem como eventos vindouros e os tempos do fim, excluindo Israel da equação é o mesmo que assistir a um filme em uma língua desconhecida sem legenda”, resumiu.


Rabinos, ortodoxos e messiânicos observam os eventos ligados à shemitá. (Foto: Reprodução/Piqsels)

Shemitá e a Grande Tribulação

Para Getúlio, examinando a história por apenas alguns ciclos de shemitá, é possível verificar a ocorrência de tragédias como guerras e crises financeiras globais.

“Tais eventos certamente não ocorrem por mera coincidência. Curiosamente, o Talmude, com base em uma profecia de Amós, declara explicitamente que o Messias virá no primeiro ano de um ciclo de shemitá”, mencionou.

“O Talmude também descreve os anos do ciclo de shemitá que precederão o Messias como sendo de extrema dificuldade, com fome, mortes e guerras, o que confere com a descrição dada por Jesus para a Grande Tribulação”, continuou.

“O início de um novo ciclo de shemitá poderá coincidir com o início da Grande Tribulação, conforme Jesus a chamou. Se ela não se iniciar agora em 2022, não poderá se iniciar até o ano de 2029, quando se encerra a shemitá. Caso não comece em 2029, somente poderá começar em 2036, e assim por diante”, disse.

“É necessário que as nações sejam abaladas antes da volta do Messias, o Desejado de todas as nações. Isso já tem ocorrido em seguidos ciclos de shemitás, mas certamente se agravará com a proximidade de sua volta”, observou.

“Ao mesmo tempo em que abala as nações para sinalizar o fim da presente era, Deus parece enviar uma mensagem codificada em meio a crises e tragédias de cada ciclo de shemitá. Uma mensagem de amor e misericórdia de um Pai que deseja resgatar todos que para Ele se voltarem nesses tempos tenebrosos: “Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo”, concluiu o hebraísta ao citar Mateus 3.2.