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Novela resultou em um filme de mesmo nome Foto: Divulgação
Os Dez Mandamentos, novela de maior sucesso da Record até hoje, conquistou o prêmio de Melhor Telenovela Estrangeira na PRODU Awards, premiação dedicada ao mercado latino.
O prêmio foi entregue durante a NATPE 2018, feira de TV que ocorre em Miami. O final desta edição aconteceu na última quinta-feira (18).
O folhetim protagonizado por Guilherme Winter, Sérgio Marone e Camila Rodrigues registrou altos índices de audiência quando foi exibido e resultou em um filme de mesmo nome.
A Record TV já definiu que a sua próxima produção religiosa vai se chamar “Jesus”. Com o fracasso da novela “Apocalipse”, por causa da sua baixa audiência, o canal do líder da Igreja Universal já está correndo atrás de atores e atrizes para a sua nova novela.
A ideia era conseguir um nome de prestígio para levantar as próximas novelas bíblicas.
Segundo o jornalista Bruno Meier, da Revista Veja.com, o desejo da Record TV era ter o ator Rodrigo Santoro (foto) no papel principal da nova novela, ou seja, Jesus.
Rodrigo Santoro já fez o papel de Jesus no remake de “Ben-Hur”, em 2016.
Meier informou que, antes de embarcar para a Suíça, onde participou de eventos de uma marca de relógios com a qual tem contrato publicitário, Rodrigo Santoro recebeu uma ligação de Fernando Rancoleta, diretor de elenco da Record.
Feito o convite, Santoro teria dado uma resposta imediata recusando. O ator teria informado que está com a agenda cheia neste primeiro semestre de 2018, pois estará em Los Angeles filmando a segunda temporada de Westworld, do canal HBO.
Procuradora-Geral da República de Portugal, Joana Marques Vidal
A Igreja Universal do Reino de Deus está sendo investigada, em Portugal, por um esquema em que pelo menos dez crianças portuguesas foram ilegalmente retiradas dos seus pais e levadas para fora do país por pastores da Igreja Universal (IURD).
Segundo o jornal português Expresso, no momento em que as adoções da IURD foram autorizadas, a atual procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal (foto), coordenava a equipe do Ministério Público no Tribunal de Menores de Lisboa.
A PGR garantiu, através de um comunicado, que “nada deixará de ser investigado, o que permitirá apurar todos os fatos e eventuais responsabilidades”.
Entre 1994 e 2002, Joana Marques Vidal “exerceu funções no Tribunal de Família e de Menores de Lisboa”, tendo assumido em parte desse período “a coordenação dos promotores do Ministério Público”, desconhecendo-se, no entanto, o grau de responsabilidade e de intervenção direta da procuradora no processo.
Na nota, a Procuradoria-Geral da República lembrou que “o eventual encaminhamento irregular para adoção de crianças acolhidas num lar da Igreja Universal do Reino de Deus deu origem a um inquérito-crime“, investigação que, diz o Ministério Público, “tem por objeto exatamente a atuação funcional do Ministério Público em todas as suas vertentes, tendo em vista examinar os procedimentos então adotados e analisar todas as intervenções desenvolvidas nos respetivos processos”.
De acordo com a série de reportagens que a TVI exibiu, Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), teria montado uma rede de adoção ilegal, a partir da qual roubava crianças de um lar que o movimento religioso mantinha em Lisboa durante os anos 1990.
As crianças eram levadas para o Brasil, onde eram adotadas de forma ilegal, e os netos de Edir Macedo teriam sido adotados dessa forma.
O Lar Universal integrava a obra a social da IURD e esteve em funcionamento durante a década de 1990 em Lisboa. As crianças eram entregues àquele lar “à margem dos tribunais”. Depois desapareciam e “acabavam no estrangeiro, adotadas de forma irregular, por Bispos e Pastores da igreja“.
A reportagem da TVI identificou ainda várias famílias portuguesas de onde os filhos teriam sido “roubados”. O principal destino das crianças, além do Brasil, seria os EUA, onde a igreja se instalou no fim dos anos 1980 e onde reside atualmente Edir Macedo.
A série, assinada pelas jornalistas Alexandra Borges e Judite França, revela que um “importante membro” desta rede chegou a “roubar um recém-nascido da mãe na maternidade” e o registrou diretamente, como seu filho biológico.