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O pecado da preocupação – um estudo bíblico

Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. Filipenses 4.6

por Adenilton Turquete

O mundo está doente, mas a maior de todas as doenças não é causada por infecções, vírus ou epidemias, muito embora também possa ser contagiosa. As doenças psicossomáticas — pressão alta, hipertensão, etc., são a marca de uma sociedade emocionalmente frustrada e mentalmente enferma. Milhões de pessoas estão sobrecarregadas com problemas de ansiedade, a preocupação é a causa de problema doméstico, fracasso comercial, injustiças sociais, e mortes prematuras.

Uma das características da preocupação é sua natureza contagiosa. Vários psiquiatras crêem que a preocupação é muito mais contagiosa do que doenças infecciosas como a poliomielite e a difteria. A preocupação causa efeitos devastadores não apenas naqueles que a sofrem, mas em todos à sua volta.

A palavra preocupação vem da palavra grega merimnao que é uma combinação de duas palavras:  – merizo que significa “dividir” e nous que significa “mente” (incluindo as faculdades perceptivas, de compreensão, sentimento, de julgamento e determinação).

A preocupação, portanto, significa “dividir a mente”. A preocupação divide a mente entre interesses dignos e pensamentos prejudiciais.

Uma pessoa com a mente dividida entre o sucesso e o fracasso, certamente vai fracassar. Uma mente dividida não atinge metas, pois a dúvida sempre dá o tom. A mente dividida é a desconfiança de si mesmo, é sentir-se incapaz, mesmo quando este alguém está plenamente qualificado para executar a tarefa.

São Tiago fala do estado infeliz da pessoa que tem a mente dividida: O homem de ânimo dobre é inconstante em todos os seus caminhos (Tiago 1:8).

O homem irresoluto, de ânimo dobre é inconstante em todos os seus caminhos. Ele é inconstante em suas emoções. É inconstante em seus processos de pensamento. É instável em suas decisões. É instável em seus julgamentos.

Preocupação é pecado

Ao preocupar-se, a pessoa acusa Deus de falsidade.

A Palavra de Deus diz: “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios. (Romanos 8:28).

A preocupação diz: “Tu mentes, ó Deus!”

A Palavra de Deus diz: “Tudo ele tem feito esplendidamente” (Marcos 7:37).

A preocupação diz: “Tu mentes, ó Deus!”

A palavra de Deus diz: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13).

A preocupação diz: “Tu mentes, ó Deus!”

A Palavra de Deus diz: “… não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis.”. .. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso” (Mateus 6:25a, 32b).

A preocupação diz: “Tu mentes, ó Deus!”

Preocupação é hipocrisia, porque professa fé em Deus e ao mesmo tempo ataca a sua fidelidade.

Como vencer a preocupação

Nosso objetivo neste artigo não é desenvolver um sistema de auto ajuda, mas uma relação de mútua confiança entre nós e nosso Deus. Somos seres com enorme carência afetiva, precisamos nos relacionar, viver em comunidade, ser parte da sociedade.

Muitas vezes Deus é apenas o agente máximo da religião que praticamos, não o autor da nossa vida e o provedor de todo o meio ambiente que desfrutamos.

Deus é a pessoa mais acessível com a qual podemos contar, em todo o tempo e em qualquer momento, basta uma palavra de oração, nem que seja um gemido desesperançado, inexprimível, é suficiente para chamar à atenção do Pai em favor dos filhos.

Devemos estabelecer um equilíbrio em nosso relacionamento com Deus, fazer com que se torne uma estrada de mão dupla, onde ambos possam ter livre acesso um ao outro. A confiança é a base de qualquer relacionamento, devemos confiar que nossas orações estão alcançando seus objetivos e que Deus, a Seu tempo, cumprirá os desígnios e propósitos da nossa fé.

Créditos bibliográficos: Haggai, John – Como vencer a preocupação Copyright © 1981 by EDITORA VIDA

medrado. perfil

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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O que faz você pecar?

O seu melhor olho, a sua melhor mão.

por Sady Santana-via gospelprime-

Jesus está sentado na encosta do monte, logo abaixo uma multidão aguarda as suas palavras. Então ele profere o seu mais conhecido sermão, o das Bem-Aventuranças. Sim, felizes são os humildes, os que choram, os famintos e sedentos por justiça, os misericordiosos, os de coração limpo, os pacíficos e os perseguidos. E termina essa sessão dizendo que quem for maltratado e caluniado simplesmente por ser um de seus discípulos, deveria ficar contente e firme, pois o que o aguarda é uma recompensa carinhosamente preparada nos céus.

Mas em determinado momento do sermão, lá pelo versículo 27 ele então, propõe uma atitude radical aos seus seguidores: se desfazer a qualquer custo, de qualquer coisa que o faça pecar. “Portanto, se o seu olho – o olho com o qual você enxerga melhor – faz você pecar, arranque-o e atire-o para longe. É melhor que seja destruída uma parte do que o corpo todo ser lançado no inferno. E se a sua mão – até mesmo a sua mão direita – faz você pecar, corte-a e jogue-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno”. Mt 5.27 NBV

Lembrei de Qaiser, um rapaz de 17 anos que apareceu nos jornais recentemente. Qaiser é islâmico e cometeu uma gafe terrível em uma das reuniões costumeiras da sua religião. Em dado momento o chefe do Islã fez a seguinte pergunta: “Quem entre vocês não acredita nos ensinamentos do santo profeta? Qaiser, distraidamente, levantou o braço, para surpresa de todos os presentes. Imediatamente foi considerado um blasfemo e digno de morte.

Mas quando foi para casa pensou bastante a respeito, chegou a conclusão que, de fato merecia o castigo, e para mostrar arrependimento e dar provas de amor a Maomé, decidiu ele mesmo amputar a mão que levantara, e foi o que fez. Ao ser perguntado sobre se sentiu dor, ele respondeu: “Quando levantei a minha mão direita sem querer, eu percebi que havia cometido uma blasfêmia e precisava compensar tamanha afronta. Então, porque eu sentiria dor se ela foi levantada contra o santo profeta?

Coerente essa atitude de Qaiser, não é mesmo? Todavia, ele pode também, por amor a sua própria vida, ter feito uma sábia escolha, ou perder somente uma mão ou ser morto pelos seus irmãos de fé. Ele não falou, mas eu pensei. De qualquer forma sua atitude foi muito bem recebida pelos fiéis. E por causa do seu ato ele é agora uma espécie de herói entre eles.

Quanto ao texto bíblico, não era disso a que Cristo se referia. Não era da automutilação, nem de sacrifícios corporais que ele falava. O tempo todo ele fez uma releitura da Lei Mosaica em termos de intenções. Sim, não basta somente não fazer, mas conta também o querer fazer. Jesus estava alertando aos seus sobre a intenção no coração.

Sobre o porquê eu peco tenho uma resposta imediata que aponta para a minha condição humana. Sobre o que me faz pecar também tenho amplas respostas a partir das Escrituras, que me estão disponíveis, e três delas são clássicas. E são, a carne, o mundo e o diabo. Que podem ser apresentadas juntas, separadas e combinadas entre si, como aqueles combos dos Fast foods, sabe. Bebida, batata e sanduiche agregados em um mesmo valor? Assim também são as diversas variações e possibilidades de um coração cobiçoso e tendente ao pecado.

Mas, levando o meu pecado para o varejo, o que me tem sido pedra de tropeço e alavanca para fazer o que faço até de forma costumeira?

Só no sermão do monte vemos vários tipos e formas de cometer pecado que o próprio Cristo nos chamou à atenção. E essas atitudes sempre são de natureza indireta. “A Lei de Moisés disse para não assassinar, mas eu porém digo”… E segue revelando sentimentos internos, tais como, sentir raiva, irritação extrema (chamar de tolo), tendência maldizente, brigas não resolvidas por falta de perdão, indiferença com o próximo, adultério no simples desejo cobiçoso por alguém, juramento sem sentido. E a lista segue.

Mas o que te leva a pecar? Qual a sua fraqueza e quais são suas possibilidades reais de praticar o que não agrada a Deus?

Na versão que lemos, fala do melhor olho e da melhor mão, no caso a direita. O que essa menção significa? Em nosso dia a dia, geralmente os nossos gostos pessoais, nosso estilo de vida, nossa forma de entretenimento e interesses têm lugar cativo na nossa agenda e não há nada de errado nisso.

Mas, talvez resida aí a sua causa e possibilidade de pecar. O amigo mais querido, a namorado, o esposo, o filho, o trabalho, o descanso, nossa chácara, nosso vistoso condomínio, o bate papo constante e sem limites na internet, o smartphone…

Se forem essas as possibilidades, então, tudo aquilo que não sabemos lidar direito devem ser cortados e extirpados sem demora, presumimos.

Mas, Cristo tem uma outra solução, mais assertiva, para conservar-nos longe de tudo o que nos leva a pecar e a desagradá-lo. Que solução? Simplesmente cuidando dos nossos olhos, como ele mesmo nos ensina em Mt 6.22, “Os olhos são como uma luz para o corpo. Se os seus olhos forem bons, haverá luz em todo o corpo. Mas, se os seus olhos forem maus, seu corpo estará em profunda escuridão espiritual”…  Para combinar com essa solução, o sábio de provérbios nos diz, não olhe demais para o vinho, não contemple aquela mulher lá da esquina.

Os olhos como Hall de entrada da alma…

Pense um pouco: Paulo recomenda que olhemos firmemente para o autor e consumador da fé, enquanto corremos a corrida cristã. Então pecar tem a ver com deixar de olhar para a beleza de Cristo, para a sua glória e sua santidade.

Pecar é desvio de olhar. Tem a ver ainda com o abandono daquela condição inicial que Cristo nos colocou quando nos salvou. Tem a ver com o retorno à lama de onde fomos tirados. Então pecar não tem nada a ver com Cristo e sua obra redentora em nós. Paulo diz que já fomos libertos do pecado e não devemos deixar-nos escravizar novamente por ele.

Mas, sobretudo e principalmente, pecar tem a ver, principalmente, com o seu coração. Olha o eco do sermão do monte, “onde estiver a tua riqueza, ali estará o teu coração…”

A minha conclusão é, arranque o olho para Cristo, corte a mão para o Rei da Glória sempre que precisar e quantas vezes forem necessárias. Mas, antes disso, foque em Cristo e no seu poder e isso te dará as condições necessárias para manter o coração bem longe das armadilhas.

À Ele toda glória!

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O diabo e a maturidade cristã

Quando abro minha Bíblia, vejo que o cristão, em sua caminhada de peregrino nesta Terra, possui 3 inimigos espirituais a…

por Leandro Bueno-gospelprime-

 

O diabo e a maturidade cristã

Quando abro minha Bíblia, vejo que o cristão, em sua caminhada de peregrino nesta Terra, possui 3 inimigos espirituais a serem vencidos, a saber: a) o diabo (Efésios 6:12-18, Lucas 4:1-2); b) o mundo (I Jo 2:15, João 17:16) e; c) a carne (Romanos 7: 14-21, Gálatas 5:17).

Neste contexto, fico hoje bastante impressionado como em muitas igrejas, principalmente neopentecostais, mas não só nelas, o foco dos cultos parece se resumir ao diabo. É como se este ser personalizasse todas as mazelas que os fiéis destas igrejas passam na vida. Uma espécie de “popstar” às avessas.

Assim, se o casamento vai mal, a culpa é do diabo. Mas, a pessoa não pára para pensar como trata a mulher, que não respeita ou que até agride quando chega em casa. Se este fiel não é benquisto no trabalho, também é culpa do diabo, mas a pessoa não se pergunta se ele é agradável neste ambiente para com seus semelhantes, se não é do tipo de crente, que simplesmente por ser cristão, se coloca em uma situação de superioridade moral, rotulando os outros como “aqueles do mundo “. Se as finanças vão mal, a culpa também é do “diabo-gafanhoto”, independentemente de como essa pessoa gere seu orçamento familiar ou a crise pela qual o país atravessa e atinge a todos.

Ou seja, os exemplos são vários, mas o que aparentemente fica bem claro, é uma falta de MATURIDADE CRISTÃ. E o que é maturidade?

Como nos explica Anthony Melo, a maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, com a cabeça e o coração em perfeita sintonia. Em outras palavras, amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que gostaríamos.

E é exatamente por isso, que a Bíblia, na Carta aos Hebreus viu um paralelo entre a alimentação de um bebê e o desenvolvimento do cristãos. Ali, alguns são reprovados por não terem crescido na vida cristã, por continuarem como se fossem criancinhas tomando “leitinho”, sendo incapazes de suportar alimentos sólidos, ou seja, necessitando de um aprofundamento espiritual, eis que não tinham progredido na fé (Hebreus 5.11-14). Assim, colocar a culpa de tudo ou quase tudo no diabo é, em outras palavras, continuar no “leitinho” espiritual, não querer amadurecer como cristão.

Por outro lado, que fique claro, eu, em nada, duvido da permanente atuação do diabo neste mundo caído.

Porém, refletindo nisso, acho pouco crível essas sessões de exorcismos/descarrego que passam na televisão. Não que eu duvide que haja, sim, ali pessoas realmente endemoninhadas. O próprio Jesus em sua caminhada no nosso mundo enfrentou o diabo no deserto em tentações, expeliu inúmeros destes seres imundos de pessoas, etc. Porém, isso nunca foi a centralidade do seu ministério.

Ocorre que nestes “exorcismos midiáticos”, acredito que muitos ali possivelmente possuem graves transtornos mentais, quando não vemos, infelizmente, apenas um “mise-en-scène”, ou seja, uma encenação teatral usada por pastores espertos aptos a quererem capitalizar em cima da vergonha alheia.

Ora, sejamos honestos em reconhecer que infelizmente muitas pessoas em suas vidas vivem pautadas em cima do MEDO. E o medo do diabo e o que ele pode produzir em nossas vidas é algo que, na cabeça de um líder mal-intencionado, pode ser algo extremamente danoso para os membros da igreja, como forma de manipulação e de criar uma espécie de dependência psicológica, que só seria curada por meio de mais correntes que aquele cristão participasse naquela igreja, mais dinheiro ofertado, sob pena do “diabo” vir com toda a fúria para cima da pessoa.

Tempos atrás, estive, a convite, em uma igreja que até a música mudava totalmente nesta hora do exorcismo para uma melodia do tipo filme de terror, tocada no teclado, buscando criar um “clima”, apto a sugestionar determinadas pessoas para aquele “momento triunfal”, de “vitória sobre o diabo. Sempre me perguntei também porque em muitas destas igrejas SEMPRE OU QUASE SEMPRE os demônios aparecem só com nomes de orixás. Por coincidência ou não, muitos dos líderes destas denominações são oriundos de cultos afros, antes de fundarem suas igrejas, e abusam de elementos dali, como sal-grosso, copo com água, etc.

Com efeito, a Bíblia é inquestionável com relação à realidade do diabo, que diz: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas, resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7)

Como se vê o ponto central aqui é a SUJEIÇÃO À DEUS. Comentando esse versículo, a Bíblia de Estudo de Genebra explica que tal sujeição se traduz como um ato voluntário de aceitação da autoridade de Deus, isto é, obediência, não se confundindo com aquele comportamento que fica “repreendendo o diabo 24 horas” ou dizendo que tudo de mal que ocorre nas suas vidas é obra do maligno.

Ademais, o diabo é uma entidade extremamente sutil, que busca uma espécie de simbiose, de “link” com os nossos sentimentos mais baixos, nosso pecado. O que quero dizer com isso?

Pense como o diabo pode trabalhar sutilmente na vida de uma pessoa que guarda rancores, indiferença, mágoas, sentimentos ruins, ressentimentos contra outras pessoas. Ou na vida de alguém que possui baixa auto-estima, muitas vezes com pensamentos de mutilação e auto-destruição. O diabo pode ser aquele “gatilho” que faltava para fazer sua obra, a saber: “roubar, matar e destruir” (João 10:10).

Pois é muito mais fácil atribuir ao diabo todas essas mazelas, que reconhecer que, mesmo convertidos, o pecado continua dentro de nós, causando desgraças as mais variadas possíveis. Daí, a necessidade de nos apegarmos a Cristo e buscarmos santificação, que é um processo que vai por toda a vida, e não um passe de mágica como os que Harry Houdine fazia.

Por fim, não podemos esquecer que biblicamente é herético afirmar que um cristão convertido esteja endemonhiado, mas isso já é assunto para outra oportunidade.

Concluindo, que possamos estar a cada dia, buscando em Deus, maturidade como cristãos, sabendo discernir os nossos inimigos espirituais daquilo que é a nossa própria natureza pecaminosa, o nosso duro e obstinado coração. Que saibamos dar testemunho de pessoas equilibradas na graça de Deus, onde a tônica do amor e da esperança na cruz estejam presentes.