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80 pessoas são fuziladas pelo “crime” de possuir uma Bíblia

Governo norte-coreano inicia nova campanha de terror contra Igreja

por Jarbas Aragão

 

80 pessoas são fuziladas pelo “crime” de possuir uma Bíblia80 pessoas são fuziladas por possuir uma Bíblia

O jornal sul-coreano JoongAng Ilbo denunciou a execução de 80 norte-coreanos na semana passada. A notícia chocante foi reproduzida por vários órgãos de imprensa europeus e americanos. O que chamou atenção foi o motivo alegado. As pessoas haviam desobedecido e lei, pois assistiram televisão e possuíam Bíblias em suas casa.

As execuções foram realizadas em sete cidades no dia 3 de novembro. Um grupo de refugiados norte-coreanos testemunham que a prática não é nova. A fonte do jornal é uma pessoa que alega ter saído ilegalmente da Coréia do Norte e ser testemunha ocular de um evento onde 10.000 pessoas foram até um estádio esportivo na cidade de Wonsan para assistir os condenados enfrentarem um pelotão de fuzilamento. A prática é uma maneira de a liderança ditatorial do país disseminar sua mensagem à população.

Segundo o jornal inglês Daily Mail, os mortos “foram amarrados a estacas com sacos cobrindo suas cabeças. Seus corpos foram crivados por tiros de metralhadora enquanto eram acusados” ​​de práticas que são consideradas traição ao regime, como assistir TV sul-coreana e terem Bíblias em casa.

Um dos líderes do grupo de refugiados Solidariedade Intelectual, disse ao The Independent: “O regime, obviamente, está com medo de possíveis mudanças na mentalidade das pessoas. Tenta preventivamente assustá-las”. Eles acusam o governo norte-coreano de continuamente ser responsável por execuções, desaparecimentos, detenções arbitrárias e tortura.

De acordo com o relatório sobre direitos humanos da ONU, “O governo submete cidadãos a controles rígidos em muitos aspectos de suas vidas, incluindo a negação das liberdades de expressão, de imprensa, de reunião, de associação, religião e movimento e os direitos dos trabalhadores”.

A Coreia do Norte é o país mais fechado do mundo e vive querendo retomar a guerra contra a coirmã do sul. Está em primeiro lugar na lista de países que mais perseguem os cristãos. Praticar a fé cristã é considerado crime grave. Pessoas apanhadas em reuniões de igrejas ou penas com uma Bíblia em casa é podem ser condenadas à prisão ou mesmo à morte. Apesar da campanha de medo constante, há relatos de que a Igreja subterrânea continue crescendo.

A notícia vem na mesma semana que o pastor americano Eric Foley recebeu destaque na imprensa ao mostrar como enviou cerca de 50 mil Bíblias para a Coréia do Norte este ano, utilizando balões de gás guiados por GPS.

“São os fiéis mais perseguidos na Terra”, acredita Foley. Ele afirma que existem cerca de 100.000 cristãos na Coréia do Norte. Ninguém sabe ao certo, mas acredita-se que mais de 70 mil estão atualmente detidos em campos de concentração, onde fazem trabalhos forçados, passam fome, são torturados e até mortos. Para a missão Portas Abertas, que também contrabandeia Bíblias usando balões, seriam perto de 400 mil cristãos. Com informações Daily Mail e The Blaze. 

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Cristãos são condenados a 80 chicotadas por tomarem a ceia

Novo relatório da ONU destaca a perseguição religiosa no Irã

por Jarbas Aragão – gospelprime

 

Cristãos são condenados a 80 chicotadas por tomarem a ceia
Cristãos são condenados a 80 chicotadas por tomarem a ceia

Quatro cristãos do Irã foram condenados a receber 80 chicotadas cada um. São acusados de beber vinho, algo proibido pela lei do país. Na verdade, eles participavam de um culto em uma casa onde foi servida a “Ceia do Senhor”. Eles também foram punidos por terem uma antena parabólica.

Behzad Taalipasand, Mehdi Reza Omidi, Mehdi Dadkhah e Amir Hatemi pertenciam a uma igreja doméstica, o que é proibido no Irã. No final do ano passado, Taalipasand e Omidi foram detidos durante uma onde de repressão do governo iraniano contra as igrejas. A informação está sendo divulgada pela ONG Christian Solidarity Worldwide (CSW).

Os homens só receberam sua condenação dia 20 de outubro e têm 10 dias para recorrer da sentença. Mervyn Thomas, diretor executivo da CSW, disse: “As sentenças proferidas contra esses membros da Igreja do Irã na prática criminalizam o sacramento cristão da Ceia do Senhor e constitui uma violação inaceitável ao direito de se praticar a fé de forma livre e pacífica.

A denúncia ocorre na mesma semana que foi publicado um relatório das Nações Unidas onde se critica a república islâmica do Irã pela perseguição aos não-muçulmanos. Segundo Ahmed Shaheed, relator especial da ONU sobre os direitos humanos no Irã, havia a promessa do novo presidente, Hasan Rouhani, de reduzir punição às minorias religiosas.

“Pelo menos 20 cristãos estavam na cadeia em julho de 2013″, afirma o relatório. “Além disso, continuam sendo relatadas violações dos direitos dos cristãos, particularmente os de grupos evangélicos. Em sua maioria, são muçulmanos convertidos ao cristianismo”.

Estima-se que existem cerca de 370 mil cristãos no Irã. Os líderes religiosos islâmicos veem o cristianismo como uma ameaça à maioria ultra ortodoxa islâmica xiita que predomina no país. Existe a possibilidade de pena de morte para os muçulmanos que se convertem.

A ONU informa ainda que mais de 300 cristãos foram presos desde 2010. Além das dezenas de líderes e membros de igrejas foram condenados por crimes contra a segurança nacional apenas por se envolver em cultos, organizar grupos de oração, fazer proselitismo e participar de seminários cristãos no exterior.

Em resposta ao relatório, o governo iraniano criticou o Dr. Shaheed. Segundo a televisão estatal do país, a missão da ONU “não estudou devidamente o sistema legal do Irã e a cultura islâmica e considera tudo o que ele vê no Ocidente como um padrão internacional para o mundo inteiro”.

Esta é a segunda vez esta semana que a situação dos cristãos no Irã é destacada pela mídia.  O pastor Eddie Romero foi preso segunda-feira (21) enquanto fazia um protesto do lado de fora da Prisão de Evin, na capital Teerã. No local, encontram-se pelo menos cinco cristãos que foram presos ilegalmente no país, inclusive Saeed Abedini.  O pastor Abedini está preso há mais de um ano por tentar evangelizar muçulmanos. Eddie ficou preso 24 horas preso, sendo expulso do país em seguida. Com informações de Daily Mail.

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11 cristãos são mortos a cada hora por causa de sua fé

Políticos e jornalistas denunciam a “guerra mundial contra os cristãos”

por Jarbas Aragão-gospelprime

 

11 cristãos são mortos a cada hora por causa de sua fé11 cristãos são mortos a cada hora por causa de sua fé

Os senadores norte-americanos Rand Paul e Ted Cruz têm feito duras cobranças ao presidente Obama. A principal delas para que ele se pronuncie sobre o que acreditam ser “guerra global contra os cristãos”.

Rand Paul é direto: “Dezenas de milhões de muçulmanos radicais estão travando uma guerra mundial contra o cristianismo” e os EUA, considerados a maior nação cristã do mundo, precisam intervir. Em seguida citou diante da imprensa uma lista de recentes ataques contra cristãos na Síria, Egito, Paquistão, Guiné, Tanzânia, Quênia, Indonésia e Líbia, entre outros.

Seu desejo é que Obama faça exigências de maior liberdade religiosa especialmente em países que recebem fundos dos americanos, como o Paquistão, onde um muçulmano pode ser punido com a morte caso se converta. Encerrou dizendo “não se engane, nós ajudamos a estabelecer esses novos regimes islâmicos”, uma menção clara à situação no Afeganistão e Iraque, onde os EUA durante anos municiou os extremistas que hoje combate. Para ele, a situação é ainda mais séria na Síria, onde o exército americano arma os rebeldes aliados da Al-Qaeda. “O dinheiro dos nossos impostos nunca deve ser usado para sustentar uma guerra contra os cristãos”, encerrou.

Ele tem o apoio integral de Ted Cruz, que é filho de um pastor. Ambos são fortes pré-candidatos a presidente nas próximas eleições. No mesmo encontro, durante o Values Voter Summit dia 11 de outubro em Washington, Cruz discursou contra a politica externa de Obama e de suas medidas que cerceiam a liberdade do culto dos cristãos dentro de seu próprio país.

No início deste mês, o jornalista John Allen Jr. lançou seu livro mais recente, “The Global War on Christians” [A Guerra Global Contra os Cristãos]. A maior parte de suas colocações são no mesmo tom das declarações dos senadores.

Allen decidiu detalhar o que chama de “onda de violência global” que fez dos cristãos hoje em dia o grupo mais perseguido por causa da religião.

“A defesa dos cristãos perseguidos deveria ser a prioridade mundial número um na cauda dos direitos humanos”, defende Allen. Para ele, a imprensa mundial tem evitado noticiar muita coisa por causa de “outros interesses”.

O jornalista afirma que, segundo suas pesquisas, durante a primeira década do século 21, mais de 100 mil cristãos foram assassinados por ano. Ou seja, são 11 pessoas martirizadas por hora. Segundo grupos não religiosos que lutam pelos direitos humanos, cerca de 80% das violações à liberdade religiosa hoje em dia são contra os cristãos.

Allen insiste que é preciso “acabar com o silêncio a respeito da perseguição anticristã”. Para ele, essa situação existe em todos os continentes, ainda que em intensidade diferente. Deixa claro ainda que os conflitos não ocorrem apenas entre cristãos e muçulmanos, radicais hindus também matam na Índia e no sul da Ásia a justificativa de alguns massacres é meramente politica.

Em seu livro, ele ressalta a existência da perseguição que envolve violência e assassinatos, cujo exemplo mais extremo são os campos de concentração da Coreia do Norte. Porém, não esquece de mostrar como existe um movimento secular no Ocidente que se opõe a todo tipo de manifestação do pensamento cristão, em especial por sua luta contra o aborto e o casamento gay. Com informações US News, The Christians e Spectator.