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Ignorância bíblica chegou a um ponto crítico nos EUA, afirma o especialista em Bíblia

Kenneth Berding diz que seus alunos exibiam pouco conhecimento, mas hoje chega ao inaceitável

PorLillian Kwon | Christian Post Reporter tradutor Alexandre Correia

Pelos últimos 15 anos em que Kenneth Berding tem ensinado o Novo Testamento, ele admite que seus alunos sempre tiveram pouco conhecimento sobre a Bíblia. Mas hoje, diz ele, o analfabetismo bíblico chegou a um ponto crítico.

  • Bíblia
    (Foto: Stock.xchng)
    Bíblia é o texto religioso de valor sagrado para o Cristianismo.

“Toda a pesquisa indica que a aptidão bíblica na América está no mínimo histórico”, disse Berding, professor de Novo Testamento na Biola’s Talbot School of Theology, ao The Christian Post. “Minha própria experiência com calouros da faculdade de teologia nos últimos 15 anos, me faz pensar que, apesar dos estudantes de há 15 anos saberem muito pouco sobre a Bíblia ao entrar minhas aulas, os estudantes de hoje sabem ainda menos”.

Em um artigo, intitulado “A Crise da ignorância bíblica e o que o que podemos fazer sobre isso”, para a revista da Universidade Biola, Berding descreveu o problema como se fosse uma estiagem. E ele não está sendo excessivamente alarmista, afirmou.

“Os cristãos costumavam ser conhecidos como ‘o povo de um livro só’. Nós o memorizávamos, meditávamos sobre ele, conversávamos sobre ele e ensinávamos aos outros”, escreveu ele. “Nós não fazemos mais isso, e em um sentido muito real, nós estamos nos matando de inanição”.

“Se eu pareço alarmista, eu não estou sozinho. Nesses tempos, muitos de nós sequer sabemos fatos básicos sobre a Bíblia”.

De acordo com o relatório de 2014 “The State of the Bible” elaborado pelo Grupo Barna em conjunto com a American Bible Society, a maioria dos adultos norte-americanos (81 por cento) disseram que se consideram altamente, com pouco conhecimento ou conhecimento moderado sobre a Bíblia. No entanto, menos da metade (43 por cento) foram capazes de nomear os cinco primeiros livros da Bíblia. As estatísticas são semelhantes ao relatório anterior de 2013, que também mostrou que apenas metade sabia que João Batista não era um dos 12 apóstolos.

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Em sua própria experiência, um estudante, Berding lembrou, não sabia que o Saul do Novo Testamento era diferente do rei Saul no Velho Testamento. Outro estudante pensou figura do Antigo Testamento Josué era filho de uma “freira”, sem saber que “Num” era na verdade o nome do pai do personagem bíblico (nota do tradutor: Nun em inglês é freira).

O que está contribuindo para o declínio no conhecimento bíblico é a forma como os americanos veem a Bíblia, Berding acredita.

“Muitos americanos não creem na autoridade da Bíblia, isto é, eles não consideram que a Bíblia tem um chamado para as suas vidas”, lamentou. “Eles podem até cogitar que a Bíblia é importante de uma maneira genérica, mas isso está muito longe de acreditar que Deus comunicou Sua vontade através deste livro e, portanto, estão comprometendo suas ações”.

Essa pesquisa da Bíblia de 2014 constatou que, embora a maioria das pessoas possuem uma Bíblia, pouco mais de um terço (37 por cento) dos americanos lê o livro sagrado, uma vez por semana ou mais. Mais de um quarto (26 por cento) dos norte-americanos nunca leu a Bíblia.

A Bíblia é fundamental para a vida cristã, Berding reforçou, e é através deste livro que a mensagem do Evangelho – “a morte e a ressurreição de Jesus Cristo é a solução para quebrados e necessitados pecadores” – é revelada.

Assim, quando os cristãos estão desinteressados ou apenas levemente envolvidos com a Palavra de Deus, eles estão pecando, Berding declarou sem rodeios.

“Tiago, o meio-irmão de Jesus e líder da igreja em Jerusalém no primeiro século, colocou desta forma ‘Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado’, (Tiago 4:17)”, o professor Califórnia explicou. “Negligenciar a ler o mais precioso de todos os livros, a revelação de Deus para nós na Bíblia, é pecado”.

Os cristãos devem ler a Bíblia e lê-la com tanta frequência, que eles a conheçam bem o suficiente para pensar nela durante o dia todo, frisou.

“Eu não acredito que a maioria dos americanos percebe que seu pouco (ou nenhum) engajamento com a Bíblia é sério”, disse Berding, cujas preocupações são definidas no livro Bible Revival: Recommitting Ourseves to One Book (Reavivamento Bíblico: renovando nosso compromisso com o único livro – em tradução livre).

“Parte disso é porque eles têm respirado nas premissas pós-modernas que desconfiam de metanarrativas”.

Outras razões que contribuem para o declínio no conhecimento bíblico, listadas por ele, incluem: autossuficiência (não acreditando que não deve haver nenhuma autoridade fora de si); distrações, como redes sociais, mensagens de texto e de entretenimento; excesso de confiança injustificada (no sentido de que sabemos muito sobre a Bíblia, porque nós crescemos indo à igreja); e ser “muito ocupado”.

“Nós temos sido de certa forma hipnotizados a acreditar que não é muito importante que precisamos criar um tempo para se dedicar a ler e aprender a Bíblia”, acrescentou.

Berding teme que, embora o movimento cristão dos EUA possa parecer forte, especialmente para alguém no exterior, sua fundação está se desintegrando, em grande parte por causa da falta de engajamento e submissão à Bíblia.

“O prédio não desabou ainda, mas o próximo vento forte pode fazer o trabalho”.

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Reino Unido tenta impedir fundamentalismo islâmico nas escolas

Acredita-se que uma “campanha organizada” está impondo ideologias muçulmanas radicais aos alunos de Birmingham

por Leiliane Roberta Lopes

  • gospelprime

 

Reino Unido tenta impedir fundamentalismo islâmico nas escolas
Reino Unido tenta impedir fundamentalismo islâmico nas escolas

O governo britânico teve que criar um regime especial para vigiar cinco escolas em Birmingham, a segunda cidade mais populosa do Reino Unido, por conta de uma suposta conspiração para promover o fundamentalismo muçulmano.

O Ofstead, órgão responsável pela supervisão das escolas, investigou 21 instituições depois de receber denúncias de tentativas de infiltrar elementos que pregam valores islâmicos radicais.

Evidências descobertas pela equipe de supervisores apontam que meninos e meninas estavam sendo separados para participarem de aulas de educação religiosa e desenvolvimento pessoal.
Os colégios investigados recebem verbas públicas, mas são administrados por entidades sem fins lucrativos, segundo reportagem do jornal “O Globo”.

Ao que consta, os funcionários de uma dessas instituições estariam incentivando as moças a evitarem contato com os rapazes e as convenciam a não participar de atividades extracurriculares e visitas.

Outro caso apurado mostra que as aulas de música em uma das escolas foram suspensas contra a vontade dos alunos e que a instituição estaria financiando a viagem anual de alunos muçulmanos à Arábia Saudita.

Pelo menos um dos professores resolveu colaborar com o governo dando informações sobre o que acontecia na escola onde lecionava.

O documento final sobre essas escolas mostra que alguns profissionais tiveram que abandonar seus trabalhos ou foram marginalizados por não serem a favor desse tipo de ensinamento.
Ficou evidente, porém, que os membros dos conselhos de ensino – formado por pais, representantes da comunidade e funcionários da escola – tinham muita influência nas instituições de ensino.

Três das escolas denunciadas são administradas pela Park View Educational Trust, mas de acordo com o vice-presidente da instituição, David Hugues, não há extremismo islâmico em suas atividades.

“Os inspetores vieram a nossas escolas buscando extremismo, segregação, buscando provas de que se impõe a nossos alunos a religião como parte de um complô islâmico. Categoricamente: isto não está ocorrendo”, garante.

Mas o governo não tem dúvidas de que há “uma campanha organizada” sendo criada nessas escolas e se comprometeu a corrigir esse tipo de atitude.

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Médium com supostos dons sobrenaturais é investigada sob suspeita de fraude

Investigador acusa a paranormal Theresa Caputo de se aproveitar da inocência das pessoas
Por Luciano Portela | Repórter do The Christian Post
  • Theresa Caputo
    (Foto: Reprodução/Twitter)
    A médium Theresa Caputo com supostos dons sobrenaturais é investigada sob suspeita de fraude.
 Um dos peritos envolvidos no caso acusa Caputo de se aproveitar da inocência das pessoas, relatando como “desprezível” o serviço que a médium faz. “Theresa é como um abutre atacando os mais vulneráveis”, critica o investigador particular Ron Tebo ao site Radar Online.

Tebo se dedica a estudar casos paranormais que considera fraudes ou de denúncias de pessoas que tenham sido enganadas em golpes como de Caputo, por meio de seu site SciFake.com, que expõe o desapontamento de vítimas da suposta comunicação da médium com espíritos.

Segundo o investigador, a médium que atua no estado de Nova York (EUA) tem como estratégia pesquisar todos os seus clientes antes de encontrá-los em uma consulta pré-marcada, tendo a chance de proporcionar uma leitura mais precisa, com perguntas vagas que induzem a pessoa a expor sua vida sob a ilusão de uma falsa revelação.

O investigador afirma que todo o cenário que a médium constrói em torno de suas sessões ainda convence muitas pessoas fragilizadas, sobretudo as que estão envolvidas em casos mais tristes, como a morte de familiares. “É o truque mais velho do livro de um médium”, destaca Tebo.

Uma das ex-seguidoras de Caputo revelou que ela se aproveitou da morte de sua filha para enganá-la. “Minha filha morreu neste verão e eu precisava acreditar em alguma coisa”, afirmou a mãe que indica ter perdido a confiança na paranormal depois de observar a fundo seu trabalho.

Embora siga com diversas acusações, a popularidade de Caputo é alta, já que possui uma lista de espera ocupada para três anos, lhe dando a chance de pesquisar os agendados por mais tempo. Simultaneamente, Tebo e as vítimas trabalham para evitar que ela engane mais pessoas, principalmente as que estejam passando por algum sofrimento familiar.

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.