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Premiê irlandês critica Vaticano por política em relação a abusos

 

Enda Kenny acusou a Igreja Católica de encorajar bispos a não denunciar pedofilia

BBC BrasilBBC

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Eric Vidal/Reuters

O premiê afirmou que a cultura do Vaticano tem ‘caráter doentio e narcisista’

O primeiro-ministro da Irlanda, Enda Kenny, fez duras críticas ao Vaticano e acusou a Igreja Católica de ter encorajado bispos a não reportar à polícia suspeitas de pedofilia entre padres do país.

Em discurso ao Parlamento da Irlanda, o premiê afirmou que as últimas acusações sobre abusos sexuais mostram ‘o caráter doentio, elitista e narcisista’ que domina a cultura do Vaticano hoje.

– O estupro e a tortura de crianças foram minimizadas pela Igreja para manter sua reputação e seu poder.

Abusos

As acusações a que o premiê se referiu dizem respeito ao chamado ‘Relatório Cloyne’, que foi publicado na semana passada.

O documento é o resultado de uma investigação sobre como acusações de abuso sexual infantil na diocese de Cloyne, no sul do país, foram tratadas pelo Vaticano até 2009.

A investigação concluiu que a Igreja violou suas próprias normas relativas à proteção de crianças, não relatando as acusações contra 19 padres.

O líder da oposição, Michael Martin, também criticou a Igreja Católica, dizendo que após os escândalos de 2009, o Vaticano havia prometido cooperar com o governo irlandês, mas em vez de defender as crianças abusadas, resolveu focar nos seus próprios interesses.

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Supostas vítimas de abusos confrontam sacerdote condenado pelo Vaticano

 

Os quatro denunciantes, hoje adultos, eram fiéis de uma paróquia em Santiago quando o suporso crime aconteceu, há 20 anos

19 de julho de 2011 | 2h 26

Efe

SANTIAGO DO CHILE – Os quatro homens que denunciaram o sacerdote chileno Fernando Karadima, condenado pelo Vaticano por cometer abusos sexuais, mantiveram na segunda-feira, 18, uma acareação com o pároco durante a investigação judicial que se segue contra ele, paralela à eclesiástica.

O advogado Fernando Batlle, o jornalista Juan Carlos Cruz, o professor José Andrés Murillo e o médico James Hamilton confrontaram, pela primeira vez e de forma separada, suas versões dos fatos que se averiguam com a do pároco, de 80 anos.

A diligência foi realizada no 34º Tribunal do Crime de Santiago na presença da juíza Jéssica González, que instrui a investigação aberta nos tribunais civis por esses supostos abusos sexuais, que teriam sido cometido há quase 20 anos.

Os quatro denunciantes, já todos adultos, eram fiéis de uma paróquia de Santiago, na qual Karadima, formador de cinco bispos, exerceu seu Ministério.

"Eu não o via há 17 anos. Não reconheceu absolutamente nada do que ele estava sendo acusado e eu esperava algum perdão ou que reconhecesse algo, mas francamente não reconheceu nada", disse Juan Carlos Cruz, na sua saída.

No entanto, James Hamilton assinalou que Karadima lhe pediu perdão, mas, segundo disse, "não era um perdão relacionado com os fatos, mas bem genérico".

O advogado da acusação, Juan Pablo Hermosilla, assinalou que não descartam pedir a condenação do ex-pároco e apontou que a investigação já se encontra em sua fase final.

Em uma decisão conhecida em fevereiro e ratificada em junho, a Congregação para a Doutrina da Fé, responsável pela investigação eclesiástica, declarou o pároco chileno culpado de abusos sexuais e, dada sua idade, lhe ordenou "retirar-se a uma vida de oração e penitência".

Após retornar em 7 de julho de uma viagem a Roma, o arcebispo de Santiago e presidente da Conferência Episcopal do Chile, Ricardo Ezzati, afirmou que o papa Bento XVI "está preocupado pelo Chile" pelo caso de Karadima.

Ezzati pediu em várias ocasiões perdão pelos abusos cometidos por membros da Igreja Católica chilena.

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Papa excomunga bispo chinês ordenado sem permissão do Vaticano

 

DA EFE, NA CIDADE DO VATICANO

O papa Bento 16 excomungou Lei Shiyin, o novo bispo de Shantou, na China, ordenado em 14 de julho sem a permissão da Igreja Católica Apostólica Romana, informou neste sábado o Vaticano.

Em comunicado, o órgão máximo da Igreja Católica explica que Lei foi submetido às sanções previstas no artigo 1.382 do Código de Direito Canônico, que preveem a excomunhão automática.

A lei estabelece a sanção a quem confira a consagração episcopal sem mandato pontifício e também a quem a receba.

O Vaticano acrescenta que o sacerdote já foi informado de que não podia ser aceito pela Santa Sé como bispo.

No dia de sua ordenação, o Vaticano expressou em comunicado sua "dor e preocupação" pela "ordenação ilegítima" de outro bispo na China sem a permissão de Bento 16, e justificou que o ato era "contrário à unidade da Igreja universal".

O sacerdote José Huang Bingzhang foi ordenado bispo de Shantou (Guangdong) em cerimônia presidida pelo prelado Fang Xinyao, presidente da Associação Patriótica Nacional, conhecida como "Igreja Patriótica", controlada pelo Partido Comunista chinês.

Pelos dados do Vaticano, na China existem entre 8 e 12 milhões de católicos, divididos entre os pertencentes à Igreja controlada pelo governo comunista e a clandestina, fiel ao Vaticano e perseguida por Pequim.

O Vaticano e a China não mantêm relações diplomáticas desde 1951 e, para retomá-las, Pequim exige que a Santa Sé rompa previamente com o Taiwan e não "interfira" nos assuntos internos chineses.