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Segundo a bíblia, alienígenas visitaram a Terra no passado

Por Osvaldo Cardoso |
UFOs sempre foram narrados nas escrituras sagrados, não como naves espaciais, mas como visões divinas ou glórias do Senhor
Créditos: Arquivo UFO

Segundo a bíblia, alienígenas visitaram a Terra no passado

Em alguns importantes relatos da Bíblia está claramente registrada a presença de extraterrestres, suas interferências no planeta e nas formas de vida. Segundo o capítulo 6 do primeiro livro do Antigo Testamento — o Gênesis que narra a criação do homem, “… os heloim fizeram o céu e a Terra” (heloim é plural de Heloah, que significa Deus). Pode-se dizer que esses mesmos deuses, cujo poder era tão grande a ponto de interagir até mesmo no clima, influenciavam de maneira direta a criação do mundo e da espécie humana. “Naquele tempo, havia gigantes sobre a terra, porque depois que os filhos de Deus, os anjos, tiveram relações sexuais com as filhas dos homens, estas geraram filhos poderosos e afamados tidos como heróis”. Foram realizados, naquela época, vários casamentos de mulheres com os tais anjos. Eles precisavam multiplicar-se, o que só aconteceria através de relações com as filhas dos homens. Diz a Bíblia que “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança”. Isso nos leva a crer que fomos criados por deuses da antigüidade.

Ainda de acordo com Gênesis, capítulos 15 a 18, observa-se que também havia muito interesse pelos animais. “Quando o sol se pôs, formou-se uma escuridão tenebrosa, e apareceu um forno lançando fumo e uma lâmpada acesa, que passava ao través das reses”. Nos dias atuais temos inúmeros casos de ataques a animais. Outra passagem descreve o trato feito entre Abraão e Deus. Já na casa dos 100 anos de idade, Abraão foi comunicado, por três seres desconhecidos, de que teria um filho com Sara, sua esposa de 90 anos. Poderia nascer um filho de um homem de 100 anos e uma mulher de 90? Em virtude do avanço de ambas as idades, não se pode crer nesta concepção. Constata-se que a criança não teria sido gerada por eles, e sim pelo Senhor.

“Dois anjos chegam a Sodoma e aparecem para Ló, que os convida para irem até sua casa para comer e descansar [Percebe-se através dessa citação bíblica que os seres se alimentavam da mesma comida que os terrestres]. E todos os habitantes da cidade de Sodoma e Gomorra vieram para conhecer os anjos”. Na realidade, o conhecer significava maltratar e abusar deles. A prova disso é que, após a chegada dos moradores curiosos, Ló saiu no limiar da casa, fechou a porta atrás de si e pediu-lhes para que não fizessem mal aos anjos que estavam em sua casa: “Tenho duas filhas que são ainda virgens, vo-las trarei e abusai delas como quiserdes. Mas não façais nada a estes homens que estão sobre meu teto”. Porém, os cidadãos não atenderam ao seu pedido e, avançando contra a porta, empurraram Ló com violência.

SODOMA E GOMORRA: GUERRA ATÔMICA?

Nesse instante, os visitantes interferiram, defendendo Ló e deixando cegos todos os que ali estavam. Conforme essa passagem, vemos claramente que Ló sabia qual era a real procedência dos seres, pois chegou ao ponto de oferecer suas próprias filhas para protegê-los. Na ocasião da destruição de Sodoma e Gomorra, o Senhor fez cair uma chuva de enxofre sobre as duas cidades, destruindo-as por completo. “Quando Abraão olhou para trás, viu subir da terra cinzas inflamadas, como a fumaça de uma grande fornalha”, Sem dúvida, aqui há um perfeito relato de uma explosão nuclear. Quando a Bíblia se refere a uma fornalha, está na verdade comparando-a a um grande cogumelo que subiu aos céus no momento da explosão.

O capítulo 3 do Êxodo diz o seguinte: “…e o Senhor apareceu a Moisés numa chama de fogo, que saiu de uma sarça. Moisés viu que a sarça ardia, mas não se consumia [Sarça era uma vegetação local que, na maior parte do tempo, mantinha-se seca]”. Subentende-se nessa citação que, apesar da vegetação não queimar, era um fogo que ardia, ou seja, um fogo que não era bem um fogo. Já o capítulo 13 narra a fuga dos israelitas e de Moisés para Canaã, a Terra Prometida. “O Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvens para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar”. Eis que a glória do Senhor apareceu em uma nuvem e falou a Moisés: “Vou fazer chover pão do alto do céu. A tarde, antes que escureça, comereis carne e, amanhã de manhã, vos fartareis de pão; e sabereis, então, que sou o Senhor, vosso Deus”. No versículo 12 do capítulo 16, percebemos que alguém atirava do alto o maná, alimento branco com sabor de mel, necessário para sustentar no deserto, durante quarenta anos, todo o povo de Israel. Que tipo de alimento era esse vindo dos céus?

Ainda no Êxodo, fala-se sobre o Monte Sinai no capítulo 19, versículos 1 a 25. Ufologicamente, a passagem pode ser interpretada dessa forma: um objeto voador se instalou na montanha, fazendo muito barulho e movimentos em ziguezague, o que causava pavor às pessoas daquela região. Conforme a descrição, “…uma espessa nuvem cobria a montanha, e o som da trombeta soou forte. Toda a multidão do acampamento tremia. E todo o Sinai fumegava, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio de chamas. E do monte, como uma fornalha, se elevava o fumo, e toda a montanha tremia com violência”. A cada movimento do UFO, o barulho tornava-se cada vez mais alto. Somente Moisés e Aarão podiam subir ao monte. Se o povo o fizesse seria morto. “O monte ficou coberto de nuvens por seis dias, e no sétimo Deus chamou a Moisés. E a representação da glória do Senhor”. Devemos crer que a expressão glória do Senhor signifique objeto voador.

Os relatos daquela época confirmam que os anjos eram tão parecidos com os homens que muitas vezes chegavam a ser confundidos. Como, por exemplo, quando Josué encontra um homem desconhecido nas proximidades de Jericó, ao qual pergunta se é amigo ou inimigo. Eis o que o estranho lhe respondeu: “Sou o príncipe do exército do Senhor e agora venho aqui para lhe transmitir uma mensagem”. A mensagem, que deveria ser repassada aos soldados de Josué, ordenava que eles circundassem por seis dias as muralhas de Jericó e, no sétimo dia, tocassem as trombetas. Quando o som da trombeta fosse muito forte e o povo ouvisse a voz de Josué, todos deveriam gritar e, então, as muralhas da cidade desabariam. A cidade seria vetada pelo Senhor: “Toda a prata, todo o ouro e todos os objetos de bronze ou ferro serão consagrados ao Senhor”. Mas o que realmente teria derrubado as muralhas? Apenas o som provocado pelas trombetas ou um ataque armado por parte dos anjos? Que tipo de anjos eram esses que exigiam ouro e prata?

CIRURGIA INTRA-UTERINA

No livro bíblico Juízes, capítulo 15, encontra-se a narrativa da história de Sansão. Havia em Zorá um homem chamado Manoá, cuja esposa era estéril. Certa vez, apareceu-lhe um anjo que disse: “Tu és estéril, mas conceberás e darás à luz um filho, A navalha não tocará sua cabeça, porque esse menino será nazareno de Deus”. Manoá matou um cabrito, colocou-o sobre uma rocha, em forma de oferenda ao Senhor. Quando a chama do sacrifício, que estava sobre o altar, subiu ao céu, Manoá e sua mulher viram que o anjo do Senhor subia com ela. Essa parte da Bíblia narra claramente uma cirurgia intra-uterina, que eliminou a esterilidade da mulher. Ela deu à luz um menino de nome Sansão. Já adulto, Sansão, o filho de Manoá, tinha um segredo, o qual não podia ser revelado a ninguém.

Por isso, foi atado com duas cordas e aprisionado pelos filisteus. “Chegando ao encontro dos filisteus, caiu sobre Sansão, o Espírito do Senhor, e as duas cordas que ligavam seus braços tornaram-se como fios de linho queimado, caindo de suas mãos as amarraduras…” Nesse instante, é provável que tenha surgido uma irradiação invisível, ultra poderosa que queimou as cordas. “Apanhando uma queixada de jumento, Sansão matou mil homens”. Com certeza, havia nas proximidades um campo eletromagnético que atraía as espadas dos soldados. Sansão casou-se, então, com Dalila, a quem contou seu segredo: sua força provinha dos cabelos longos que possuía. Dalila, por sua vez, o entregou aos filisteus, que raparam as sete tranças de sua cabeça. Ele foi preso novamente e os filisteu furaram-lhe os olhos e levaram-no a Gaza. Na prisão, seus cabelos recomeçaram a crescer e Sansão pediu para que pudesse tocar as colunas que sustentavam o templo. Havia ali cerca de três mil pessoas. Sansão, porém, invocando o nome do Senhor, implorou: “Dai-me, ó Deus, mais essa vez, a força necessária para vingar-me dos filisteus”. Abraçando as duas colunas centrais, pegou numa com a mão esquerda e noutra com a direita, sacudindo-as até derrubá-las. Podemos afirmar, com certeza, que nessa hora o nazareno foi auxiliado por seres extraterrestres.

Conforme o capítulo 19 do primeiro livro dos Reis, “… o Senhor disse-lhe: Sai e conserva-te em cima do monte, na presença do Senhor: e ele vai passar. Nesse momento passou um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava o rochedo; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não eslava no tremor de terra. Acendeu-se um fogo, mas o Senhor também não eslava no fogo”. A causa da ventania pode ser atribuída a um disco voador muito pesado. Seu trem de pouso poderia quebrar o rochedo. Os tripulantes não estavam nem no vento, nem no tremor de terra e nem no fogo, apesar de terem provocado todos esses fenômenos.

Na passagem em que o profeta Elias é arrebatado ao céu, no segundo livro bíblico dos Reis, capítulo 2, encontramos: “Elias viaja com Eliseu, e eis que de repente surge um carro de fogo com cavalos de fogo, que os separam, e Elias subiu aos céus num turbilhão. Eliseu viu e exclamou: Meu pai, meu pai! Carro e cavalaria de Israel”. Constata-se aí que uma pessoa da Terra é levada por um objeto. “E o Senhor dirigiu a palavra ao profeta Jeremias, dizendo: Que estás vendo? Vejo, respondeu, uma caldeira fervente cujo vapor toma a direção do Aquilão [Região norte]”, Através dessa citação encontrada no primeiro capítulo do livro de Jeremias, é possível se ter uma idéia de como era o objeto que o profeta viu. Segundo ele, o objeto assemelhava-se a uma panela pegando fogo.

Na passagem em que o profeta Elias é arrebatado ao céu, no segundo livro bíblico dos Reis, capítulo 2, encontramos: “Elias viaja com Eliseu, e eis que de repente surge um carro de fogo com cavalos de fogo, que os separam, e Elias subiu aos céus num turbilhão. Eliseu viu e exclamou: Meu pai, meu pai! Carro e cavalaria de Israel”. Constata-se aí que uma pessoa da Terra é levada por um objeto. “E o Senhor dirigiu a palavra ao profeta Jeremias, dizendo: Que estás vendo? Vejo, respondeu, uma caldeira fervente cujo vapor toma a direção do Aquilão”

O OBJETO VOADOR DE EZEQUIEL

O registro do mais notável objeto voador está nas descrições de Ezequiel. Este profeta conseguiu fazer uma definição exata daquilo que via, apesar de não reconhecer a estranha engenhoca, Seu relato foi estudado pelos maiores especialistas mundiais, inclusive um engenheiro da NASA, que a princípio o havia depreciado com o intuito de provar que UFOs não existiam. Mas, prestando bem a atenção na experiência de Ezequiel, chegou a construir Lima maquete do tal UFO. Para sua própria surpresa, acabou montando, em miniatura, um esboço perfeito. “Eis que vinha da banda do Aquilão um vento torvelinho, uma espessa nuvem envolta por um fogo resplendor e do meio dele, aparecia uma espécie de electro. Distinguia-se no centro a imagem de quatro seres que aparentavam possuir forma humana. Cada um tinha quatro rostos e quatro asas”.

De acordo com o trecho acima, retirado do capítulo primeiro do livro de Ezequiel, os tripulantes pareciam-se com animais, devido aos capacetes e ao tipo de roupa que usavam. “As plantas dos seus pés eram como as de um touro, e delas saiam faíscas, como se fosse cobre abrasado”. Define-se assim o tripé do UFO, soltando faíscas no momento da aterrissagem. “E tinham mãos humanas que saiam por debaixo de suas asas. Todos os quatro tinham rostos e asas nos seus quatro lados. Suas asas não se tocavam uma na outra. Quando se locomoviam, não se voltavam: cada qual andava adiante”. O objeto tinha janelas ao redor de si e, segundo a interpretação de Ezequiel, elas eram comparadas a faces humanas. Nesta mesma ocasião, o objeto lançou mãos mecânicas, que serviriam para a coleta de material.

“No meio desses seres, divisava-se algo parecido com brasas incandescentes, como tochas que circulavam entre eles; e desse fogo que projetava uma luz deslumbrante, saíam relâmpagos. E os seres ziguezagueavam como o raio. E ao tempo que contemplava esses seres, divisei uma roda enorme sobre a terra, e ao lado de cada, mais quatro. O aspecto e a estrutura dessas rodas eram como o brilho de crisólitas de Társis. Elas pareciam ter sido construídas uma dentro da outra. Podiam deslocar-se em quatro direções, sem retornar em seus movimentos. Tinham uma altura e um aspecto horrível. Seus aros eram guarnecidos de olhos em toda a circunferência”. Este é outro incrível relato de uma nave voadora que, apesar de ter causado muito espanto, não conseguiu desequilibrar o raciocínio lógico da testemunha.

E continua no mesmo capítulo, “… quando os seres caminhavam, elas se moviam; quando paravam, também elas interrompiam o curso: se erguiam da terra, as rodas do mesmo modo se suspendiam, pois o espírito desses seres vivos estava também nas rodas”. 0 objeto planava de um lado a outro, realizando averiguações aéreas do local. Além disso, também andava sobre o solo com a ajuda das rodas. “E por cima das cabeças das criaturas havia algo parecido ao firmamento, com um aspecto de cristal límpido. Eu ouvia, quando eles caminhavam, o ruído de suas asas, semelhante ao barulho das grandes águas. Quando andavam, o tropel era como o de uma multidão e, quando paravam, abaixavam suas asas”. Isso significa que quando os motores das máquinas voadoras eram acionados, o barulho tornava-se muito forte. “Acima do firmamento de suas cabeças .havia uma espécie de trono, semelhante a uma pedra de safira; e, bem no alto, uma silhueta humana”. Podemos perceber, através deste fragmento, que os tripulantes, utilizando um aparelho que funcionava como um alto-falante, se comunicavam entre si. Notamos também que Ezequiel pôde ver um deles, vestido como astronauta, sentado na cabine de comando da nave.

“Depois da visão da imagem da glória do Senhor, prostrei-me com o rosto por terra e escutei a voz que dizia: Filho do homem, põe-te de pé e eu falarei contigo. Enquanto ele me falava, entrou em mim o seu espírito”. Com certeza, tratou-se de uma comunicação telepática: o profeta, ouvindo a voz no interior de seu cérebro, achou que o espírito havia penetrado em seu íntimo. “Em seguida, o espírito me transportou e me levou consigo. Eu ia, com o coração repleto de amargura e furor, desde que a mão do Senhor havia pesado sobre mim”. Mais uma prova de que o abduzido ia acompanhando o tripulante da nave. Ezequiel viajou com amargura, pois temia não voltar mais. Esse sentimento é puramente real.

Até mesmo nos dias de hoje qualquer pessoa fica receosa, com medo do que irá lhe acontecer. “A mão do Senhor veio sobre mim. Vamos, disse-me ele, vai à planície, onde, então, eu falarei contigo. Pus-me a caminhar para a planície; e eis que a glória do Senhor lá estava, tal qual eu a havia contemplado às margens do rio Quebar. E caí com face em terra. Mas o espírito do Senhor entrou em mim”. Com base nesse fragmento, ainda no livro de Jeremias, temos a confirmação de que as comunicações verbais eram telepáticas. Sem dúvida, esse é o mais importante relato sobre o avistamento de um objeto voador registrado na Bíblia. Torna-se difícil, porém, entender como o povo da época deduziu que os tripulantes da nave deveriam ser anjos enviados por Deus. Claro que naquele tempo era impossível admitir que o fenômeno que estavam vendo poderia ser UFOs e ETs. Até hoje ainda é difícil aceitar essa hipótese. Contudo, temos que tirar a venda de nossos olhos e parar de acreditar na existência de anjos do Senhor ou mensageiros da paz.

Jonas tentou escapar do ataque de um disco voador. Verifica-se esta afirmação no trecho: “Jonas, o profeta, se pôs a caminho, resoluto em chegar a Társis, para fugir da face do Senhor. Desceu a Jope, onde encontrou um navio que partia para Társis; pagou a passagem e embarcou nele, para fugir da face do Senhor”. Este capítulo do Livro Sagrado nos conta ainda que o Senhor mandou que o mar se abrisse e, naquele instante, um vento furioso se fez, formando uma grande tempestade, ameaçando a embarcação na qual Jonas viajava. Aterrorizados, os marinheiros puseram-se a invocar Deus e atiraram no mar a carga do navio. Enquanto isso, Jonas dormia no porão.

Veio o capitão e o despertou: “Dorminhoco! Que estás fazendo aqui? Levanta-te e invoca ao Senhor por nossas vidas”. E eis o que Jonas respondeu: “Eu sou hebreu. Adoro o Senhor, Deus dos céus, que fez o mar e a terra. Então, os homens tomados de medo perguntam-lhe: Por que fizeste isto? Eles sabiam que Jonas estava fugindo da face do Senhor. Que faremos nós para acalmar a fúria do mar? E Jonas lhes respondeu: Tomai-me e lançai-me às águas, e o mar se aplacará. Reconheço que sou eu a causa desta terrível tempestade que vos sobreveio”. Por que será que a face do Senhor o intimidava? O que Jonas tinha de especial, para que pusesse em risco a vida de outras pessoas, somente para capturá-lo? Como o profeta tinha certeza de que era o escolhido?

CRÉDITO: ARQUIVO UFO

Segundo o engenheiro do NASA Josef F. Blumrich, esta é a interpretação da nave descrita pelo profeta Ezequiel. Um disco voador?

Segundo o engenheiro da NASA Josef F. Blumrich, esta é a interpretação da nave descrita pelo profeta Ezequiel. Um disco voador?

NO VENTRE DE UM PEIXE

“E os marinheiros, pegando em Jonas, lançaram-no às ondas. Concomitantemente, o mar parou a sua fúria. Ao mesmo tempo, o Senhor fez com que ali se encontrasse um grande peixe pronto para engolir Jonas, e este esteve três dias e três noites. Do fundo das entranhas do peixe, Jonas fez uma prece, clamou ao Senhor, que o escutou e ordenou para que o peixe o vomitasse na praia”. A única forma que o profeta encontrou para explicar o que havia acontecido na ocasião era comparar o objeto voador que o tinha carregado a um peixe. Todos os textos indicam que Jonas foi o primeiro homem que teve o prazer de viajar nas profundezas do mar. Apesar de ter sido forçado a fazê-lo, nota-se que foi uma experiência agradável. Mas por que escolheram justamente ele? Os estudos do Velho Testamento nos mostram, com riqueza de detalhes, a influente presença dos extraterrestres nesse período da história da Humanidade. Seres com suas máquinas poderosas espalhavam muito terror entre as pessoas, como tremores sísmicos e tempestades violentas. E anjos que provocaram explosões nucleares, protegendo alguns e exterminando outros.

Nos livros do Novo Testamento segue-se uma seqüência de relatos bíblicos sobre seres e objetos desconhecidos. São Mateus, capítulo 1, narra o nascimento de Jesus Cristo da seguinte forma: “Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente”. Com a moderna engenharia genética, hoje, sabemos que pode ocorrer um fenômeno chamado partenogênese ou autocolonagem, no qual torna-se possível conceber uma criança sem a participação masculina. Mas, naquele tempo, essa técnica de inseminação artificial era inexistente, portanto, não há como explicar o milagre, senão por meio de uma interferência extraterrestre.

“Mas eis que um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: José, filho de Davi, não lemas receber Maria por esposa, porque o que nela se gerou é obra do Espírito Santo”. Eis a confirmação de que os extraterrestres faziam parte do fenômeno inexplicável que aconteceu à Maria. “Eu vos declaro que, entre nascido de mulheres, não há maior que o profeta João Evangelista, mas o que é menor no reino de Deus, é maior que ele”. Trata-se aqui da hierarquia dos dirigentes cósmicos: Maria, Jesus, José, Madalena, João Batista e os 12 apóstolos.

O Evangelho Segundo São Lucas relata o nascimento de João Batista: “Isabel, esposa do sacerdote Zacarias, não tinha filho porque era estéril e, ambos eram avançados em idade. Em certo dia, estando ele no templo do Senhor para oferecer incenso, eis que apareceu um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar”. No instante em que Zacarias viu o anjo, ficou completamente perturbado e temeroso. O anjo tentou confortá-lo: “Não temas, Zacarias, porque as tuas preces foram ouvidas, e Isabel, tua mulher, te dará um filho, e lhe porás o nome de João. Ele te trará muita alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento, porque ele será grande diante do Senhor; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe”. Zacarias, então, perguntou ao anjo como poderia ter certeza, se tanto ele quanto sua esposa já estavam com idade muito avançada. Ao que o anjo respondeu: “Eu sou Gabriel e fui enviado para falar e te dar as boas novas”. Teria sido de Isabel esse filho?

No primeiro capítulo do livro de Lucas, o apóstolo dá sua versão sobre o nascimento de Jesus Cristo: “Um anjo de nome Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré. Sua missão era anunciar à Maria, esposa de José, que ela daria à luz um filho, ao qual daria o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, disse o enviado. Então Maria perguntou-lhe: Como se fará isso, uma vez que não conheço nenhum varão?”. Em todo o Livro Sagrado, Lucas é o único que fala que Maria não conhecia José. Este fato talvez possa confirmar o que muitos estudiosos da Bíblia afirmam: José era casado com uma outra mulher, e Maria foi-lhe entregue como um presente de casamento (uma serviçal). “Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, Maria disse: Eis aqui a serva do Senhor, faz-se em mim segundo a sua palavra. Em seguida o anjo partiu, deixando-a sozinha”.

No capítulo 2 do Evangelho Segundo São Mateus, podemos encontrar o relato sobre os três magos do Oriente que foram visitar Jesus, na ocasião de seu nascimento, guiados por uma estrela. Provavelmente um disco voador, “Eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que, chegando onde estava o menino, deteve-se. E, eis que se apresentou junto deles um anjo do Senhor, com refulgente luz, dizendo-lhes: Não temais, venho anunciar um grande gozo. Quando eles se retiraram apareceu em sonho a José um novo anjo que dizia: Levanta-te. toma teu filho e tua mãe, foge para o Egito; porque Herodes há de procurar o menino para o matar”. Notemos que, para José, os anjos apareciam somente em sonho, nunca em estado de vigília “Depois do batizado de Jesus, eis que lhe abriram os céus, e veio o Espírito Santo, descendo como uma pomba”. Após o seu batizado, Jesus teria recebido um facho de luz, vindo do céu — isto é, de um pequeno objeto voador que desceu lentamente sobre a cabeça do Filho de Deus.

“Mas eis que um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, porque o que nela se gerou é obra do Espírito Santo”. Aí está a confirmação de que os extraterrestres faziam parte do fenômeno inexplicável que aconteceu à Maria. “Eu vos declaro que, entre nascido de mulheres, não há maior que o profeta João Evangelista mas o que é menor no reino de Deus, é maior que ele”. Trata-se aqui da hierarquia dos dirigentes cósmicos: Maria, Jesus, José, Madalena, João Batista e os 12 apóstolos

A MORTE DE JESUS CRISTO

Na ressurreição de Cristo, descrita no capítulo 28 do livro de São Mateus, há um trecho que diz: “Houvera um grande terremoto, pois o anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra da sepultura e estava sentado sobre ela. Seu aspecto era como um relâmpago, e suas vestes brancas como a neve. Com medo dele todos os guardas tremeram, e ficaram como mortos”. Tanto João como Lucas falam dos anjos que usavam roupas brilhantes, e da ascensão de Jesus aos céus. No caso da ressurreição de Jesus, o anjo vestia um tipo de roupa muito colante e brilhosa. A menos que seja uma grande mentira, a ascensão confirma a verdadeira identidade de Jesus, ou seja, ele também era um extraterrestre. Jesus Cristo não teria subido aos céus da forma que muitos intérpretes afirmam. Sabemos que o universo é infinito, por isso ele teria sido transportado em corpo físico por um disco voador. Assim sendo, Cristo não teria morrido. Naquela ocasião teria sido mesmo é abduzido.

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Terrorista é impedido por Deus de realizar ataque e se converte, na África

Um muçulmano foi impedido de prosseguir através de uma intervenção divina e acabou se rendendo a Cristo dias depois.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE MISSION NETWORK NEWS
Imagem ilustrativa. Terrorista é impedido por Deus de realizar ataque e se converte. (Foto: Shutterstock)Imagem ilustrativa. Terrorista é impedido por Deus de realizar ataque e se converte. (Foto: Shutterstock)

Durante um ataque terrorista contra um evangelista cristão, um muçulmano foi impedido de prosseguir com seu plano através de uma intervenção de Deus e acabou se rendendo a Cristo dias depois. Hoje ele se dedica ao Evangelho nas áreas remotas da Tanzânia, na África Oriental.

João (nome fictício por razões de segurança) cresceu se desenvolvendo nas principais formações do Islã e se tornou líder de uma mesquita em sua comunidade. No entanto, a atuação de um evangelista cristão na região estava atrapalhando seu trabalho.

“Havia um proeminente líder cristão que estava planejando uma reunião evangelística na área onde João vivia. Ele ouviu falar sobre isso e decidiu com um amigo que a melhor maneira de lidar com isso era com um complô para matá-lo”, relata um dos missionários da organização Global Disciples.

João preparou um dispositivo de bombardeio e foi até o local onde se encontrava o líder cristão. “Ele estava pronto para disparar o dispositivo quando sentiu um poderoso soco de uma mão invisível no peito. O soco o golpeou para trás e impediu que ele disparasse o aparelho”, disse o missionário.

“Determinado a cumprir sua missão, ele tentou disparar de novo e foi novamente atingido no peito por essa mão invisível. Na terceira vez, aconteceu com tanta força que ele acabou sendo derrubado. Ele estava convencido de que, se tentasse de novo, seria morto. Então ele fugiu”, acrescenta.

Depois de voltar da missão frustrada, João foi criticado por seu amigo por desistir do plano. Alguns dias depois, sua vida começou a ser transformada através de um sonho. “Ele estava sentado numa mesa e do outro lado havia um homem com roupas brancas e brilhantes — tão brilhante que era quase impossível olhar”, conta o missionário.

“Havia dois livros na mesa. Ele reconheceu o Alcorão, pois cresceu estudando isso. Mas ele viu outro livro. Era preto e tinha as palavras ‘Bíblia Sagrada’ em letras douradas”, ele relata. “O homem com roupas brancas ergueu o Alcorão, o colocou de lado e disse: ‘Você não vai mais precisar disso’. Então ele levantou a Bíblia com as duas mãos e a entregou a ele”.

Com a certeza de que o homem do sonho era Jesus, João foi até a casa do líder cristão que ele planejava matar para aprender mais sobre o Filho de Deus. Atualmente, ele lidera um grupo de muçulmanos se converteram ao cristianismo e evangeliza comunidades predominantemente muçulmanas em toda a Tanzânia.

Embora os cristãos representem mais da metade da população da Tanzânia, há uma presença islâmica muito sólida no país. Muitas das comunidades não alcançadas pelo Evangelho são de maioria muçulmana.

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O Cristianismo

Acima, o símbolo ichtus o ichthyscriado pela combinação das letras gregas ΙΧΘΥΣ em uma roda. Éfeso, na Ásia Menor. O vocábulo significa peixe, mais constitui alem um acrónimoησοῦς Χριστός, Θεοῦ Υἱός, Σωτήρ (Iēsoûs Christós, Theoû Hyiós, Sōtḗr), que se traduz ao português como Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. O ichtus ou ichthys foi um dos primeiros cristãos[18] e tornou-se em emblema do cristianismo primitivo.[19]Abaixo, o término IXΘΥΣ lavrado em mármore, nas ruínas de Éfeso.

Segundo a religião judaica, o Messias, um descendente do Rei Davi, iria um dia aparecer e restaurar o Reino de Israel. Na Palestina, por volta de 26 d.C., Jesus Cristo, nascido na cidade de Belém na Judéia. Na Galileia começou a pregar, sendo aclamado por alguns como o Messias. Jesus foi rejeitado, tido por apóstata pelas autoridades judaicas. Foi condenado por blasfémia e executado pelos romanos como um líder rebelde. Seus seguidores enfrentaram dura oposição político-religiosa, tendo sido perseguidos e martirizados, pelos líderes religiosos judeus, e, mais tarde, pelo Estado Romano.

Com a morte e a suposta ressurreição de Jesus, os apóstolos, principais testemunhas da sua vida, reúnem-se numa comunidade religiosa composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém. Esta comunidade praticava a comunhão dos bens, celebrava a “partilha do pão” em memória da última refeição tomada por Jesus e administrava o batismo aos novos convertidos. A partir de Jerusalém, os apóstolos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião inclusive aos que eram rejeitados pelo judaísmo oficial. Assim, Filipe prega aos Samaritanos, o eunuco da rainha da Etiópia é baptizado, bem como o centurião Cornélio. Em Antioquia, os discípulos abordam pela primeira vez os pagãos e passam a ser conhecidos como cristãos.

Paulo de Tarso não se contava entre os apóstolos originais, ele era um judeu fariseu que perseguiu inicialmente os primeiros cristãos. No entanto, ele tornou-se depois um cristão e um dos seus maiores, senão o maior missionário depois de Jesus Cristo. Boa parte do Novo Testamento foi escrito ou por ele (as Epístolas paulinas) ou por seus cooperadores (o evangelho de Lucas e os actos dos apóstolos). Paulo afirmou que a salvação dependia da fé em Cristo. Entre 44 e 58 ele fez três grandes viagens missionárias que levaram a nova doutrina aos gentios e judeus da Ásia Menor e de vários pontos da Europa, entre eles Roma.

Nas primeiras comunidades cristãs a coabitação entre os cristãos oriundos do paganismo e os oriundos do judaísmo gerava por vezes conflitos. Alguns dos últimos permaneciam fiéis às restrições alimentares e recusavam-se a sentar-se à mesa com os primeiros. Na Assembleia de Jerusalém (Concílio de Jerusalém), em 48, decide-se que os cristãos ex-pagãos não serão sujeitos à circuncisão (veja Controvérsia da circuncisão), mas para se sentarem à mesa com os cristãos de origem judaica devem abster-se de comer carne com sangue ou carne sacrificada aos ídolos. Consagra-se assim a primeira ruptura com o judaísmo.

Grafite de Alexamenos, encontrado no PalatinoRoma. Feito por volta do ano 200, é uma das primeiras representações gráficas da crucificação de Jesus

Na época, a visão de mundo monoteísta do judaísmo era atrativa para alguns dos cidadãos do mundo romano, mas costumes como a circuncisão, as regras de alimentação incômodas, e a forte identificação dos judeus como um grupo étnico (e não apenas religioso) funcionavam como barreiras dificultando a conversão dos homens. Através da influência de Paulo, o cristianismo simplificou os costumes judaicos aos quais os gentios não se habituavam enquanto manteve os motivos de atração. Alguns autores defendem que essa mudança pode ter sido um dos grandes motivos da rápida expansão do cristianismo.

Outros autores entendem a ruptura com os ritos judaicos mais como uma consequência da expansão do cristianismo entre os não judeus do que como sua causa. Estes invocam outros fatores e características como causa da expansão cristã, por exemplo: a natureza da fé cristã que propõe que a mensagem de Deus destina-se a toda a humanidade e não apenas ao seu povo escolhido; a fuga da perseguição religiosa empreendida inicialmente por judeus conservadores, e posteriormente pelo Estado Romano; o espírito missionário dos primeiros cristãos com sua determinação em divulgar o que Cristo havia ensinado a tantas pessoas quantas conseguissem.

A narrativa da perseguição religiosa, da dispersão dela decorrente, da expansão do cristianismo entre não judeus e da subsequente abolição da obrigatoriedade dos ritos judaicos pode ser lida no livro de Atos dos Apóstolos. De resto, os cristãos adotam as regras e os princípios do Antigo Testamento, livro sagrado dos Judeus.

Em Junho do ano 66 inicia-se a revolta judaica. Em Setembro do mesmo ano a comunidade cristã de Jerusalém decide separar-se dos judeus insurrectos, seguindo a advertência dada por Jesus de que quando Jerusalém fosse cercada por exércitos a desolação dela estaria próxima, e exila-se em Pela, na Transjordânia, o que representa o segundo momento de ruptura com o judaísmo.

Após a derrota dos judeus em 70, cristãos e outros grupos judeus trilham caminhos cada vez mais separados. Para o cristianismo o período que se abre em 70 e que segue até aproximadamente 135 caracteriza-se pela definição da moral e fé cristã, bem como de organização da hierarquia e da liturgia. No Oriente, estabelece-se o episcopado monárquico: a comunidade é chefiada por um bispo, rodeado pelo seu presbitério e assistido por diáconos.

Popularização e consolidação no Império Romano

Busto de Augustomarcado com uma cruz, um tipo de vandalismo comum durante o declínio do politeísmo greco-romano

Gradualmente, o sucesso do cristianismo junto das elites romanas fez deste um rival da religião estabelecida. Embora desde 64, quando Neromandou supliciar os cristãos de Roma, se tivessem verificado perseguições ao cristianismo, estas eram irregulares. As perseguições organizadas contra os cristãos surgem a partir do século II: em 112 Trajano fixa o procedimento contra os cristãos. Para além de Trajano, as principais perseguições foram ordenadas pelos imperadores Marco AurélioDécioValeriano e Diocleciano. Os cristãos eram acusados de superstição e de ódio ao género humano. Se fossem cidadãos romanos eram decapitados; se não, podiam ser atirados às feras ou enviados para trabalhar nas minas.

Durante a segunda metade do século II assiste-se também ao desenvolvimento das primeiras heresiasTatiano, um cristão de origem síria convertido em Roma, cria uma seita gnóstica que reprova o casamento e que celebrava a eucaristia com água em vez de vinhoMarcião rejeitava o Antigo Testamento, opondo o Deus vingador dos judeus, ao Deus bondoso do Novo Testamento, apresentado por Cristo; ele elaborou um Livro Sagrado, o Evangelho de Marcião, feito a partir de passagens retiradas do Evangelho de Lucas e das epístolas paulinas. À medida que o cristianismo criava raízes mais fortes na parte ocidental do Império Romano, o latim passa a ser usado como língua sagrada (nas comunidades do Oriente usava-se o grego).

Durante o século III, com o relaxamento da intolerância aos cristãos, a Igreja havia conseguido muitos donativos e bens [20]. Porém com o fortalecimento da perseguição pelo imperador Diocleciano, esses bens foram confiscados.[20] Posteriormente com a derrota de Diocleciano e a ascensão do imperador romano Constantino, o cristianismo foi legalizado pelo Édito de Milão de 313, e os bens da Igreja devolvidos.[20]

A questão da conversão de Constantino ao Cristianismo é uma tema de profundo debate entre os historiadores, mas em geral aceita-se que a sua conversão ocorreu gradualmente. Como maneira de fazer penitência [20][21], Constantino ordenou a construção de diversas basílicas e outros templos e as doou à Igreja [20]. Dentre elas, uma basílica em Roma no local onde, segundo a Tradição, o apóstolo Pedro estava sepultado e, influenciado pela sua mãe, a imperatriz Helena, ordena a construção em Jerusalém da Basílica do Santo Sepulcro e da Basílica da Natividade em Belém.

  Propagação do cristianismo em 325 d.C.
  Propagação do cristianismo em 600 d.C.

Para evitar mais divisões na Igreja, Constantino convocou o Primeiro Concílio de Niceia em 325, onde se definiu o Credo Niceno, uma manifestação mínima da crença partilhada pelos bispos cristãos.[20] Mais tarde, nos anos de 391 e 392, o imperador Teodósio I combate o paganismo, proibindo o seu culto e proclamando o cristianismo religião oficial do Império Romano.

Idade média

O lado ocidental do Império cairia em 476, ano da deposição do último imperador romano pelo “bárbaro” germânico Odoacro, mas o cristianismo permaneceria triunfante em grande parte da Europa, até porque alguns bárbaros já estavam convertidos ao cristianismo ou viriam a converter-se nas décadas seguintes. O Império Romano teve desta forma um papel instrumental na expansão do cristianismo.

Do mesmo modo, o cristianismo teve um papel proeminente na manutenção da civilização europeia. A Igreja, única organização que não se desintegrou no processo de dissolução da parte ocidental do império, começou lentamente a tomar o lugar das instituições romanas ocidentais, chegando mesmo a negociar a segurança de Roma durante as invasões do século V. A Igreja também manteve o que restou de força intelectual, especialmente através da vida monástica.

Embora fosse unida linguisticamente, a parte ocidental do Império Romano jamais obtivera a mesma coesão da parte oriental (grega). Havia nele um grande número de culturas diferentes que haviam sido assimiladas apenas de maneira incompleta pela cultura romana. Mas enquanto os bárbaros invadiam, muitos passaram a comungar da fé cristã. Por volta dos séculos IV e X, todo o território que antes pertencera ao ocidente romano havia se convertido ao cristianismo e era liderado pelo Papa. Missionários cristãos avançaram ainda mais ao norte da Europa, chegando a terras jamais conquistadas por Roma, obtendo a integração definitiva dos povos germânicos e eslavos.

Em 1095, sob o pontificado de Urbano II, as Cruzadas foram lançadas.[22] Estas foram uma série de campanhas militares na Terra Santa e em outros lugares, iniciadas em resposta aos apelos do imperador bizantino Aleixo I Comneno contra a expansão turca. As Cruzadas acabaram fracassando em abafar a agressão islâmica e até mesmo contribuiu para a inimizade cristã com o saque de Constantinopladurante a Quarta Cruzada.[23]

Durante um período que se estende do século VII ao XIII, a igreja cristã passou por uma alienação gradual, resultando em um cisma que dividiu o cristianismo em um ramo chamado latino ou ocidental, a Igreja Católica Romana,[24] e um ramo oriental, em grande parte grego, a Igreja Ortodoxa. Estas duas igrejas discordam sobre uma série de processos e questões administrativas, litúrgicas e doutrinais, principalmente a primazia da jurisdição papal.[25][26] O Segundo Concílio de Lyon (1274) e o Concílio de Florença (1439) tentaram reunir as igrejas, mas em ambos os casos, os ortodoxos orientais se recusaram a implementar as decisões e as duas principais igrejas permanecem em cisma até os dias atuais. No entanto, a Igreja Católica Romana tem alcançado união com várias pequenas igrejas orientais.

Começando por volta de 1184, após a cruzada contra a heresia dos cátaros,[27] várias instituições, amplamente referidas como a Inquisição, foram estabelecidas com o objetivo de suprimir a heresia e assegurar a unidade religiosa e doutrinária dentro do cristianismo através da conversão e repressão.[28]

Reforma Protestante e Contrarreforma

Ver artigos principais: Reforma ProtestanteContrarreforma e Protestantismo

Iconoclastia protestante: o beeldenstorm durante a Reforma Protestante holandesa

Renascimento do século XV trouxe um renovado interesse em estudos antigos e clássicos. Outra grande cisma, a Reforma, resultou na divisão da cristandade ocidental em várias denominações cristãs.[29] Em 1517, Martinho Lutero protestou contra a venda de indulgências e logo passou a negar vários pontos-chave da doutrina católica romana. Outros, como Zwingli e Calvino ainda criticaram o ensino católico romano e adoração. Estes desafios desenvolveram no movimento chamado de protestantismo, que repudiou o primado do papa, o papel da Tradição, os sete sacramentos e outras doutrinas e práticas[30] (ver: Cinco solas). A Reforma na Inglaterra começou em 1534, quando o Rei Henrique VIII tinha se declarado chefe da Igreja da Inglaterra. No início em 1536, os mosteiros por toda a InglaterraPaís de Gales e Irlandaforam dissolvidos.[31]

Em parte como resposta à Reforma Protestante, a Igreja Católica Romana engajou-se em um processo significativo de reforma e renovação, conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica.[32] O Concílio de Trento reafirmou e clarificou a doutrina católica romana. Durante os séculos seguintes, a concorrência entre o catolicismo romano e o protestantismo tornou-se profundamente envolvida com as lutas políticas entre os Estados europeus.[33]

Enquanto isso, a descoberta da América por Cristóvão Colombo em 1492 provocou uma nova onda de atividade missionária. Em parte de zelo missionário, mas sob o impulso da expansão colonial pelas potências europeias, o cristianismo se espalhou para a América, OceaniaÁsia Oriental e África Subsaariana.

Em toda a Europa, as divisões causadas pela Reforma levou a surtos de violência religiosa e o estabelecimento de igrejas separadas do Estado na Europa Ocidental: o luteranismo em partes da Alemanha e na Escandinávia e o anglicanismo na Inglaterra em 1534. Em última instância, essas diferenças levaram à eclosão de conflitos em que a religião desempenhou um papel chave. A Guerra dos Trinta Anos, a Guerra Civil Inglesa e as Guerras religiosas na França são exemplos proeminentes. Estes eventos intensificaram o debate sobre a perseguição cristã e tolerância religiosa.[34]

Pós-iluminismo

Frontispício da Encyclopédie (1772), desenhado por Charles-Nicolas Cochin e gravado por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de simbolismos iluministas: a figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade

Na era conhecida como a Grande Divergência, quando no ocidente o Iluminismo e a revolução científica trouxeram grandes mudanças sociais, o cristianismo foi confrontado com várias formas de ceticismo e com certas ideologias políticas modernas, como as versões do socialismo e do liberalismo.[35] Nessa época, eventos que variaram do mero anticlericalismo à explosões de violência contra o cristianismo, como a descristianização durante a Revolução Francesa,[36] a Guerra Civil Espanhola, e a hostilidade geral dos movimentos marxistas, especialmente da Revolução Russa de 1917 quando o ateísmo Marxista-leninista desencadeou a perseguição aos Cristãos na União Soviética e a posterior perseguição aos Cristãos no Bloco do Leste.

Especialmente premente na Europa foi a formação dos Estados-nação após a era napoleônica. Em todos os países europeus, diferentes denominações cristãs encontraram-se em competição, em maior ou menor grau, umas com as outras e com o Estado. Variáveis são os tamanhos relativos das denominações e da orientação religiosa, política e ideológica do Estado. Urs Altermatt da Universidade de Friburgo, olhando especificamente para o catolicismo na Europa, identifica quatro modelos para as nações europeias. Em países tradicionalmente católicos, como BélgicaEspanha, e até certo ponto a Áustria, comunidades religiosas e nacionais são mais ou menos idênticas. A simbiose cultural e a separação são encontradas na PolôniaIrlanda e Suíça, todos os países com denominações concorrentes. A competição é encontrada na Alemanha, nos Países Baixos e novamente na Suíça, todos os países com populações minoritárias católicas que, em maior ou menor grau, se identificam com a nação. Finalmente, a separação entre a religião (mais uma vez, especificamente o catolicismo) e do Estado é encontrada em grande parte na França e Itália, países onde o Estado se opôs-se à autoridade da Igreja Católica.[37] Os fatores combinados da formação de Estados-nação e do ultramontanismo, especialmente na Alemanha e nos Países Baixos, mas também na Inglaterra (em uma escala muito menor[38]), muitas vezes forçou as igrejas católicas, organizações, e crentes a escolher entre as demandas nacionais do Estado e da autoridade da Igreja, especificamente o papado. Este conflito veio à tona no Concílio Vaticano I e na Alemanha levaria diretamente ao Kulturkampf, onde os liberais e os protestantes sob a liderança de Bismarck conseguiram restringir severamente expressão e organização católica.

O compromisso cristão na Europa caiu com a modernidade e o secularismo entrou na na Europa Ocidental, embora os compromissos religiosos na América têm sido geralmente altos em comparação com a Europa Ocidental. O final do século XX demonstrou a mudança de aderência cristã para os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento e do hemisfério sul em geral, sendo a civilização ocidental não mais a portadora do padrão do cristianismo.

Alguns europeus (incluindo a diáspora), os povos indígenas da América e os nativos de outros continentes, reavivaram as suas respectivas religiões folclóricas do seus povos num movimento conhecido como Neopaganismo. Cerca de 7,1 a 10% dos árabes são cristãos,[39] sendo mais prevalentes no EgitoSíria e Líbano.

Principais crenças

Embora existam diferenças entre os cristãos sobre a forma como interpretam certos aspectos da sua mitologia também possível apresentar um conjunto de crenças que são partilhadas pela maioria deles.

Monoteísmo

Ver artigos principais: Monoteísmo e Religiões abraâmicas

Grande parte das vertentes cristãs herdaram do judaísmo a crença na existência de um único Deus, criador do universo e que pode intervir sobre ele. Os seus atributos mais importantes são por isso a onipotência, a onipresença e onisciência. Os teólogos do chamado Teísmo aberto discutem a atribuição destes atributos (ou parte deles) a Deus.[40]

Outro dos atributos mais importantes de Deus, referido várias vezes ao longo do Novo Testamento, é o amor: Deus ama todas as pessoas e essas podem estabelecer uma relação pessoal com Ele através da oração.[carece de fontes]

A maioria das denominações cristãs professa crer na Santíssima Trindade, isto é, que Deus é um ser eterno que existe como três pessoas eternas, distintas e indivisíveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.[carece de fontes]

A doutrina das denominações cristãs difere do monoteísmo judaico visto que no judaísmo não existem três pessoas da Divindade, há apenas um único Deus, e o Messias que virá será um homem, descendente do rei Davi.[carece de fontes]

Jesus

Ver artigos principais: CristologiaJesus Cristo e Jesus histórico
Ver também: Isa (profeta) e Yeshua

Outro ponto crucial para os cristãos é o da centralidade da figura de Jesus Cristo. Os cristãos reconhecem a importância dos ensinamentos morais de Jesus, entre os quais salientam o amor a Deus e ao próximo [41], e consideram a sua vida como um exemplo a seguir. O cristianismo reconhece Jesus como o Filho de Deus que veio à Terra libertar e salvar os seres humanos do pecado através da sua morte na cruz e da sua ressurreição, embora variem entre si quanto ao significado desta salvação e como ela se dará. Para a maioria dos cristãos, Jesus é completamente divino e completamente humano.[carece de fontes]

Há no entanto, uma recorrente discussão sobre a divindade de Jesus. Aqueles que questionam a divindade de Cristo argumentam que ele jamais teria afirmado isso expressamente.[carece de fontes] Os que defendem a divindade de Cristo, por sua vez, valem-se de versículos que, através da postura de Jesus e dentro do próprio contexto cultural judaico da época[carece de fontes], deixariam clara sua condição divina[42][43][44].

A salvação

Ver artigo principal: Salvação

O cristianismo acredita que a fé em Jesus Cristo proporciona aos seres humanos a salvação e a vida eterna. «Pois Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.» (João 3:16)

A vida depois da morte

Ver artigos principais: Imortalidade e Vida após a morte

As visões sobre o que acontece após a morte dentro do Cristianismo variam entre as denominações. A Igreja Católica considera a existência do céu, para onde vão os justos, do inferno, para onde vão os pecadores que não se arrependeram, e do purgatório, que é um estágio de purificação, mas não um terceiro lugar, para os pecadores que morreram em estado de Graça, ou seja, já estão salvos e esperando um tempo indeterminado para ir para o céu. As igrejas orientais, bem como algumas igrejas protestantes, consideram a existência apenas do céu e do inferno. Dentro do Protestantismo, a maior parte das denominações acredita que os mortos serão ressuscitados no Juízo Final, quando então serão julgados, sendo que os pecadores serão definitivamente mortos e os justos viverão junto a Cristo na imortalidade. Já as denominações do Cristianismo Esotérico são reencarnacionistas e ponderam que nenhum homem é totalmente bom nem totalmente mau, e após a morte sofrerão as consequências do bem e do mal que tenham praticado em vida, atingindo a perfeição com as sucessivas encarnações.[carece de fontes]

A Igreja

Ver artigo principal: Igreja

Interior de uma Igreja Ortodoxa

O cristianismo acredita na Igreja (ekklesia), palavra de origem grega que significa “assembleia”, entendida como a comunidade de todos os cristãos e como corpo místico de Cristo presente na Terra e sua continuidade. As principais igrejas ligadas ao cristianismo são: a Igreja Católica Romana, as Igrejas Protestantes e a Igreja Ortodoxa.[carece de fontes]

O Credo de Niceia

Credo de Niceia, formulado nos concílios de Niceia e Constantinopla, foi ratificado como credo universal da Cristandade no Primeiro Concílio de Éfeso de 431. Os cristãos ortodoxos orientais não incluem no credo a cláusula Filioque, que foi acrescentada pela Igreja Católica mais tarde.[carece de fontes]

As crenças principais declaradas no Credo de Niceia são:

  • A crença na Trindade;
  • Jesus é simultaneamente divino e humano;
  • A salvação é possível através da pessoa, vida e obra de Jesus;
  • Jesus Cristo foi concebido de forma virginal, foi crucificadoressuscitouascendeu ao céu e virá de novo à Terra;
  • A remissão dos pecados é possível através do baptismo (br-batismo);
  • Os mortos ressuscitarão.

Na altura em que foi formulado, o Credo de Niceia procurou lidar directamente com crenças que seriam consideradas heréticas, como o arianismo, que negava que o Pai e Filho eram da mesma substância, ou o gnosticismo. Algumas Igrejas Protestantes não acreditam no Credo de Niceia.[carece de fontes]

Escrituras sagradas

Ver artigo principal: Bíblia

Bíblia é o principal conjunto de escrituras do Cristianismo. Entretanto, há algumas divergências a respeito de determinadas escrituras, chamadas deuterocanônicas (ou livros apócrifos), que não são aceitas por todas as correntes. Para certas denominações, há algumas outras escrituras que foram divinamente inspiradas. Os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias atribuem a três livros a qualidade de terem sido inspirados por Deus; esses livros são o Livro de Mórmon, a Doutrina e Convénios e a Pérola de Grande Valor. Para os Adventistas do Sétimo Dia os escritos de Ellen G. White são uma manifestação profética que, contudo, não se encontra ao mesmo nível que a Bíblia.[carece de fontes]

Culto

Formas de culto

Ver artigo principal: Culto cristão

Cemitério cristão

O Batismo de Cristo por Francesco Albani

As formas de culto do cristianismo envolvem oração, leitura alternada de salmos ou de passagens bíblicas tais como as de livros do Antigo Testamento, os Evangelhos, as Espitolas e/ou o Apocalipse.[45] Cantam-se hinos a Deus, o Pai, Jesus ou ao Espírito Santo e aos anjos e santos entre catolicos romanos, episcopais e ortodoxos. A cerimónia da eucaristia é praticada diariamente ou semanalmente por católicos, luteranos, episcopais ou anglicanos e ortodoxos.[carece de fontes]

Já a equivalente Ceia do Senhor pratica-se mensal, trimensal ou anualmente por diversas igrejas entre os protestantes. Sermões são pregados pelo sacerdotepastorancião, ministro ou outros líderes. A maioria das denominações cristãs consagra o Domingo como dia de culto. Há denominações que consideram o Sábado dia santo de guarda, entre elas Baptistas do Sétimo Dia, Adventistas, Igrejas de Deus (7.o dia) e Judeus Messiânicos. Este último grupo, embora não seja cristão, guarda semelhança com o cristianismo, pois crê em Yeshua(Jesus) como sendo o messias profetizado na bíblia hebraica. A devoção e oração individual ou em grupo nos outros dias da semana também são encorajadas.[carece de fontes]

Igrejas como a Luterana, a Metodista, a Presbiteriana e a Episcopal/Anglicana que administram batismo a recem-nascidos também adotam a confirmação quando a criança tem mais entendimento para assumir a responsabilidade pela sua religiosidade. Batistas, Adventistas, Pentecostais e outros optam por uma dedicação do bebê ao Senhor e só batizam quem é maduro o suficiente para decidir por si mesmo que querem realmente abraçar a fé.[carece de fontes]

Concepções religiosas e filosóficas

Podemos considerar três períodos que definem a concepção e filosofia do cristianismo:[carece de fontes]

  1. Cristianismo primitivo: caracterizado por uma heterogeneidade de concepções;
  2. Patrística: ocorrida no período entre os séculos II e VIII, com a transformação da nova religião em uma Igreja oficial do Império Romano fundada por Constantino e a formação de um clero institucionalizado, e cujo doutrinário expoente foi Santo Agostinho;
  3. Escolástica: a partir do século VIII e cujo expoente foi São Tomás de Aquino, que afirmou que fé e razão podem ser conciliadas, sendo a razão um meio de entender a fé.

A partir do protestantismo, é necessário fazer uma diferenciação entre a história e concepção da Igreja Católica e das diversas denominações evangélicas que se formaram.[carece de fontes]

Símbolos

Ver artigo principal: Cruz cristã
Ver também: Simbologia bíblica

Objetos religiosos cristãos: uma Bíblia, um Crucifixo e um Rosário

O principal símbolo do cristianismo é a cruz, que representou em diversas sociedades a interseção do plano material e do transcendental em seus eixos perpendiculares.[46] Por exemplo, era insígnia de Serápis no Egito.[46] Ao ser apropriado pelo cristianismo, este símbolo enriqueceu e sintetizou a história da salvação e paixão de Jesus, significando também a possibilidade de ressurreição.[46]

Outro símbolo cristão, que remonta aos começos da religião. é o Ichthys ou peixe estilizado (a palavra Ichthys significa peixe em grego, sendo também um acrónimo de Iesus Christus Theou Yicus Soter, “Jesus Cristo filho de Deus Salvador”). Outros símbolos do cristianismo primitivo, por vezes ainda utilizados, eram o Alfa e o Ómega (primeira e última letras do alfabeto grego, em referência a Cristo como princípio e fim de todas as coisas), a âncora (representando a salvação da alma que alcancou o bom porto) e o “Bom Pastor“, a representação de Cristo como o dedicado pastor de suas ovelhas.[carece de fontes]

Calendário litúrgico e festividades

Ver artigos principais: Calendário litúrgico e Liturgia

Presépio durante o Natal

Os cristãos atribuem a determinado dias do calendário uma importância religiosa. Estes dias estão ligados à vida de Jesus Cristo ou à história dos primórdios do movimento cristão.[carece de fontes]

O calendário litúrgico cristão inclui as seguintes festas:

  • Advento: período constituído pelas quatro semanas antes do Natal, entendidas como época de preparação para a celebração do nascimento de Jesus Cristo;
  • Natal: celebração do nascimento de Jesus;
  • Epifania: para os católicos, celebra a adoração de Jesus Cristo pelos Reis Magos, enquanto que para os cristãos ortodoxos o seu baptismo. Acontece doze dias após o Natal;
  • Sexta-feira Santa: morte de Jesus;
  • Domingo de Páscoa: ressurreição de Jesus;
  • Ascensão: ascensão de Jesus ao céu. Acontece quarenta dias após o Domingo de Páscoa;
  • Pentecostes: celebração do aparecimento do Espírito Santo aos cristãos. Ocorre cinquenta dias após o Domingo de Páscoa.

Alguns dias têm uma data fixa no calendário (como o Natal, celebrado a 25 de Dezembro), enquanto que outros se movem ao longo de várias datas. O período mais importante do calendário litúrgico é a Páscoa, que é uma festa móvel. Nem todas denominações cristãs concordam em relação a que datas atribuir importância. Por exemplo, o Dia de Todos-os-Santos é celebrado pela Igreja Católica e pela Igreja Anglicana a 1 de Novembro, enquanto que para a Igreja Ortodoxa a data é celebrada no primeiro Domingo depois do Pentecostes; outras denominações cristãs não celebram sequer este dia. De igual forma, alguns grupos protestantes recusam celebrar o Natal uma vez que consideram ter origens pagãs.[carece de fontes]

Demografia

Porcentagem de cristãos por país

Nações que têm o cristianismo como religião estatal (os países em verde são islâmicos):

Com cerca de 2,3 bilhões de adeptos,[14][15][16] dividida em três ramos principais de católicosprotestantes e ortodoxos, o cristianismo é a maior religião do mundo.[47] A parte cristã da população mundial representa cerca de 33% da humanidade nos últimos cem anos, o que significa que uma em cada três pessoas no mundo são cristãs. Isso mascara uma grande mudança na demografia do cristianismo; grandes aumentos no mundo em desenvolvimento(cerca de 23.000 por dia) têm sido acompanhados por reduções substanciais no mundo desenvolvido, principalmente na Europa e América do Norte (cerca de 7.600 por dia)..[48] O cristianismo ainda é a religião predominante na EuropaAmérica e África Austral. Na Ásia, é a religião dominante na GeórgiaArmêniaTimor-Leste e Filipinas.[49] No entanto, ele está em declínio em muitas áreas, incluindo o norte e o oeste dos Estados Unidos,[50] Oceania(Austrália e Nova Zelândia), no norte da Europa (incluindo o Reino Unido,[51] Escandinávia e outros lugares), FrançaAlemanha, as províncias canadenses de OntárioColúmbia BritânicaQuebec, e partes da Ásia (especialmente no Oriente Médio,[52][53][54] Coreia do Sul,[55]Taiwan,[56] e Macau[57]). A população cristã não está diminuindo no Brasil, no sul dos Estados Unidos[58] e na província de Alberta, no Canadá,[59] mas o percentual está diminuindo. Em países como a Austrália[60] e a Nova Zelândia,[61] a população cristã está em declínio tanto em números quanto em percentual.

No entanto, há muitos movimentos carismáticos que se tornaram bem estabelecidos em grandes partes do mundo, especialmente na ÁfricaAmérica Latina e Ásia.[62][63][64][65][66] O líder muçulmano da Arábia Saudita, Sheikh Ahmad al Qatanni, informou para a Aljazeera que todos os dias 16.000 muçulmanos africanos se convertem ao cristianismo. Ele alegou que o islã estava perdendo 6 milhões de muçulmanos africanos que tornam-se cristãos por ano,[67][68][69][70][71] incluindo os muçulmanos na Argélia,[72] França,[72] Índia,[72]Marrocos,[72] Rússia[72] e na Turquia.[72][73] Também é relatado que o cristianismo é popular entre pessoas de diferentes origens na Índia (hindus principalmente),[74] Malásia,[75]Mongólia,[76] Nigéria,[77] Coreia do Norte e Vietnã.[78]

Na maioria dos países desenvolvidos a frequência à igreja do mundo entre as pessoas que continuam a identificar-se como cristãs vem caindo ao longo das últimas décadas.[79]Algumas fontes visualizam isto simplesmente como parte de um distanciamento dos membros das instituições tradicionais,[80] enquanto outros apontam para sinais de um declínio na crença e na importância da religião em geral.[81]

O cristianismo, de uma forma ou de outra, é a única religião estatal das nações seguintes: Costa Rica (católica romana),[82] Dinamarca (Igreja Luterana),[83] El Salvador (Católica Romana),[84] Inglaterra (Igreja Anglicana),[85] Finlândia (Igreja Luterana e Ortodoxa),[86][87] Georgia (Igreja Ortodoxa da Geórgia),[88] Grécia (Igreja Ortodoxa Grega),[84] Islândia(Igreja Luterana),[89] Liechtenstein (Católica Romana),[90] Malta (Católica Romana),[91] Mônaco (Católica Romana),[92] Noruega (Igreja Luterana),[93] e Vaticano (católica romana).[94]

Existem inúmeros outros países, como o Chipre, que apesar de não ter uma igreja estabelecida, continuam a dar reconhecimento oficial a uma denominação cristã específica.[95]

Denominações

Ver artigo principal: Denominações cristãs

As três divisões principais do cristianismo são o catolicismo, a ortodoxia e o protestantismo:[96]:14[97] Existem outros grupos cristãos que não se encaixam perfeitamente em uma destas categorias primárias.[98] O Credo Niceno é “aceito como autorizado pela Igreja Católica Romana, Ortodoxa, Anglicana e as principais igrejas protestantes.”[99] Há uma diversidade de doutrinas e práticas entre os grupos que se autodenominam cristãos. Estes grupos são por vezes classificados sob denominações, embora por razões teológicas muitos grupos rejeitam este sistema de classificação.[100] Outra distinção que às vezes é traçada é entre o cristianismo oriental e o cristianismo ocidental.

Quadro sintético da relação histórica dos principais ramos do Cristianismo

Catolicismo

Ver artigos principais: Catolicismo e Igreja Católica

Igreja Católica compreende as igrejas particulares, liderada por bispos, em comunhão com o Papa, o Bispo de Roma, como sua mais alta autoridade em matéria de moral, fé e governança da Igreja.[101][102] Como a Igreja Ortodoxa, o Igreja Católica Romana, através da sucessão apostólica, traça suas origens à comunidade cristã fundada por Jesus Cristo.[103][104] Os católicos defendem que o “una, santa, católica e apostólica” fundada por Jesus subsiste plenamente na Igreja Católica Romana, mas também reconhece outras igrejas e comunidades cristãs[105][106] e trabalha no sentido da reconciliação entre todos os cristãos.[105] A fé católica é detalhada no catecismo da Igreja Católica.[107][108]

As 2 782 sé episcopais[109] são agrupadas em 23 ritos particulares, sendo o maior do rito latino, cada um com tradições distintas em relação à liturgia e à administração dos sacramentos.[110] Com mais de 1,1 bilhão de membros batizados, a Igreja Católica é a maior igreja cristã, representando mais da metade de todos os cristãos e um sexto da população mundial.[111][112][113]

Várias comunidades menores, como o Velha Igreja Católica e as Igrejas Católicas Independentes, incluem a palavra católica em seu título e têm muito em comum com o catolicismo romano, mas já não estão em comunhão com a Sé de Roma. A Igreja Católica Velha está em comunhão com a Comunhão Anglicana.[114][115]

Ortodoxia

Ver artigos principais: Igreja Ortodoxa e Cristianismo oriental

Ortodoxia Oriental compreende as igrejas em comunhão com a Sé Patriarcal do Oriente, como o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.[116] Como a Igreja Católica Romana, a Igreja Ortodoxa Oriental também tem sua herança à fundação do cristianismo através da sucessão apostólica e tem uma estrutura episcopal, embora a autonomia do indivíduo, principalmente nas igrejas nacionais, seja enfatizada. Uma série de conflitos com o cristianismo ocidental sobre questões de doutrina e autoridade culminou com o Grande Cisma. A Ortodoxia Oriental é a segunda maior denominação única no Cristianismo, com mais de 200 milhões de adeptos.[111]

As Igrejas Ortodoxas Orientais (também chamado de Igrejas Orientais Velhas) são aquelas igrejas orientais que reconhecem os três primeiros concílios ecumênicos – NiceiaConstantinopla e Éfeso – mas rejeitam a definições dogmáticas do Concílio de Calcedônia e defendem uma cristologia miafisista. A comunhão das Igrejas Ortodoxas Orientais é composta por seis grupos: a Igreja Ortodoxa SíriaIgreja Ortodoxa CoptaIgreja Ortodoxa EtíopeIgreja Ortodoxa da EritreiaIgreja Ortodoxa Malankara (Índia) e a Igreja Apostólica Armênia.[117] Estas seis igrejas, enquanto estão em comunhão umas com as outras são completamente independentes hierarquicamente.[118] Essas igrejas geralmente não estão em comunhão com as Igrejas Ortodoxas Orientais com quem elas estão em diálogo para um retorno à unidade.[119]

Protestantismo

Ver artigos principais: Reforma Protestante e Protestantismo

Abadia de WestminsterLondres, um dos principais templos da Igreja Anglicana

No século XVI, Martinho LuteroUlrico Zuínglio e João Calvino inauguraram o que veio a ser chamado de protestantismo. Os herdeiros teológicos primários de Lutero são conhecidos como luteranos. Os herdeiros de Zwingli e Calvino são muito mais amplas denominalmente e são amplamente referidos como a Tradição Reformada.[120]

A maioria das tradições protestantes se ramificam a partir da Tradição Reformada, de alguma forma. Além dos ramos luteranos e reformados da Reforma, há o anglicanismo após a Reforma Inglesa. A tradição anabatista foi amplamente condenada ao ostracismo por parte dos outros protestantes na época, mas conseguiu uma medida de afirmação na história mais recente. Alguns, mas não a maioria dos batistas preferem não ser chamados de protestantes, alegando uma linha direta ancestral que remonta aos apóstolos, no século I.[121]

Os mais antigos grupos protestantes se separaram da Igreja Católica no século XVI durante a Reforma Protestante, seguido em muitos casos, por novas divisões.[120] Por exemplo, a Igreja Metodista surgiu do ministro anglicano John Wesley e do movimento evangélico de renovação na Igreja Anglicana.[122][123] Várias igrejas pentecostais e não denominacionais, que enfatizam o poder purificador do Espírito Santo, por sua vez, cresceram a partir da Igreja Metodista.[123][124]

Devido ao fato de que metodistaspentecostaisevangélicos e outros enfatizarem que “aceitam Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal”,[125] o que vem da ênfase de John Wesley no Novo Nascimento,[126] muitas vezes eles se referem a si mesmos como pessoas nascidas de novo.[127][128]

As estimativas do número total de protestantes são muito incertas, em parte devido à dificuldade em determinar quais as denominações devem ser colocadas nesta categoria, mas parece claro que o protestantismo é o segundo maior grande grupo de cristãos após o catolicismo em número de seguidores (embora o Igreja Ortodoxa é maior do que qualquer denominação protestante única).[111]

Um grupo especial são as igrejas anglicanas descendentes da Igreja da Inglaterra e que organizaram na Comunhão Anglicana. Algumas igrejas anglicanas se consideram tanto protestantes quanto católicas.[129] Alguns anglicanos consideram sua igreja um ramo da “Santa Igreja Católica” ao lado da Igreja Católica Romana e das Igrejas Ortodoxas Orientais, um conceito rejeitado pela Igreja Católica Romana e algumas Ortodoxas Orientais.[130][131]

Alguns grupos de indivíduos que possuem princípios básicos protestantes se identificam simplesmente como “cristãos” ou “cristãos renascidos”. Eles normalmente se distanciam da confessionalismo de outras comunidades cristãs,[132] chamando a si mesmos de “não confessionais”. Muitas vezes fundada por pastores individuais, eles têm pouca afiliação com denominações históricas.[133]

Principais ramos protestantes.

Antitrinitarismo

Sede das Testemunhas de Jeováem Warwick, Nova York

Ver artigo principal: Antitrinitarismo

antitrinitarismo inclui todos os sistemas de crença cristã de que rejeitam, total ou parcialmente, a doutrina da Trindade, isto é, o ensinamento de que Deus é três hipóstases distintas e ainda coeternamente iguais e que estão indissoluvelmente unidas em uma essência.[134][135] Na antiguidade, esporadicamente, na Idade Média, e novamente após a Reforma e até hoje, existiram pontos de vista diferentes sobre a divindade dos da Trindade e da cristologia tradicionais. Embora diversas, essas visões podem ser geralmente classificadas nos que mantêm Cristo apenas divino e não diferindo-o do Pai, aqueles que detêm Cristo como um Deus menor do que o Pai; em outras formas de ser completamente humano e um mensageiro como o humano criado perfeito.[136][137]

Outros

Ver artigo principal: Cristianismo esotérico

Templo de Salt Lake, é hoje uma das imagens mais icônicas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.[138]

cristianismo esotérico é um termo que se refere a um conjunto de correntes espirituais que consideram o cristianismo como uma religião de mistério,[139][140] e professam a existência e a posse de certas doutrinas esotéricas ou práticas,[141][142] escondidos do público mas acessível apenas a um círculo restrito de “iluminados”, “iniciados”, ou pessoas altamente educadas.[143][144] Uma característica comum em especial estas denominações místicas é a crença na reencarnação. Alguns dos cristãos esotéricos instituições incluem a Fraternidade Rosacruz, a Sociedade Antroposófica e o Martinismo.

Segundo Grande Despertar, um período de renascimento religioso que ocorreu nos Estados Unidos durante o início dos anos 1800, viu o desenvolvimento de um número de igrejas independentes. Elas geralmente se viam como a restauração da igreja original de Jesus Cristo, em vez de reformar uma das igrejas existentes.[145] A crença ordinária detida pelos restauradores era que as outras divisões do cristianismo tinha introduzido defeitos doutrinários no cristianismo, que era conhecido como a Grande Apostasia[146][147] (ver: Constantinismo e Reviravolta de Constantino)

Algumas das igrejas que tiveram origem durante este período são historicamente ligadas à reuniões em acampamento no centro-oeste e norte de Nova York no início de século XIX. O milenarismo e o adventismo estadunidenses, que surgiu do protestantismo evangélico, influenciou o movimento das Testemunhas de Jeová (com 7 milhões de membros),[148] e, como uma reação especificamente para William Miller, os Adventistas do Sétimo Dia. Outros, incluindo os Discípulos de Cristo[149] e as Igrejas de Cristo, têm suas raízes no Movimento da Restauração contemporânea de Stone-Campbell, que foi centrada em Kentucky e no Tennessee.

Outros grupos originários deste período incluem o cristadelfianos e A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a maior denominação do movimento Santo dos Últimos Dias, com mais de 15 milhões de membros.[150][151][152][153][154] Enquanto as igrejas originários do Segunda Grande Despertar têm algumas semelhanças superficiais, sua doutrina e as práticas variam significativamente.

Ver também

Referências

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Bibliografia

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