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Projeto Cristolândia é refúgio para dependentes em meio à violência policial

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

Refúgio em meio à operação da Polícia Militar na cracolândia, região no centro de são Paulo conhecida por concentrar um grande contingente de usuários e viciados em crack, o projeto Cristolândia abriga diversas pessoas que ali encontram ajuda espiritual para se livrar do vício das drogas.

  • Voluntários entrando na Cracolândia para o dia de ministração

    Foto: Site Instituto Haggai

Vinculado à 1º Igreja Batista de São Paulo e pela entidade cristã Missões Nacionais, o Cristolândia leva a Palavra de Deus em plena zona de consumo de drogas há quase dois anos. Os usuários de drogas se viram acuados com a presença ostensiva da polícia na região, e com a situação o Cristolândia passou a funcionar em regime de plantão, com suas portas abertas 24 horas por dia para receber os dependentes químicos.

A proposta do projeto é fazer os usuários trocaram ‘crack por Cristo’, e só nos últimos 22 meses, já encaminhou cerca de mil usuários para internação e centros de formação evangélica.

Segundo o pastor Paulo Eduardo Vieira, um dos líderes espirituais do projeto, tratamentos medicamentosos só são usados em casos extremos. “Para além da ciência, temos a fé. É o nosso diferencial", explica o líder religioso.

Segundo a pesquisadora Zila Sanches, do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, ouvida pela Folha de S. Paulo, o não uso de medicamentos “funciona para aqueles que já tenham uma crença e buscam por conta própria a ajuda da igreja”. A especialista acredita que não usar medicamentos dificulta o tratamento de desintoxicação, pois o período de abstinência ficaria mais doloroso física e emocionalmente.

Nas últimas duas semanas o número de internações cresceu consideravelmente, passando de 40 internações, em média, para 90. "Fazíamos uma média de 40 por mês. Já chegamos ao dobro disso em dez dias e vamos abrir novas 200 vagas", contabiliza o pastor Humberto Machado, 53, coordenador da missão.

Nas duas últimas semanas, o número de internações, via Cristolândia, bateu o recorde de 90. "Fazíamos uma média de 40 por mês. Já chegamos ao dobro disso em dez dias e vamos abrir novas 200 vagas", contabiliza o pastor Humberto Machado, 53, coordenador da missão.

Operação desastrosa

A ação policial na região da Luz, no centro da capital paulista, foi classificada como “desastrosa” em um debate promovido pela Câmara Municipal de São Paulo entre parlamentares, juízes e representantes de entidades de defesa de direitos da população em situação de rua, segundo a Rede Brasil Atual.

O motivo para as críticas é a truculência observada na ação policial na operação deflagrada pelas administrações do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A ação adotada ficou limitada à dispersão dos dependentes pela ruas do centro, e deixou de lado o tratamento necessário e imprescindível a este público.

Segundo o padre Julio Lancelotti, da pastoral do Povo de Rua, que atua no auxílio e amparo aos carentes da região, “seria o mesmo que acabar com o alcoolismo prendendo todo mundo que bebe”, comparou. O padre Julio disse que já chegou a ser ameaçado por um policial com uma arma, quando tentava proteger moradores de rua dos excessos praticados por agentes de segurança pública.

A chamada “Operação Sufoco”, realizada pela Polícia Militar, tomou força a partir de 3 de janeiro e segue nesta semana. Atualmente, 2 mil pessoas vivem na área, segundo dados da Polícia Civil, sendo 30% de crianças e adolescentes.

A Secretaria de Segurança de São Paulo anunciou, na terça-feira (10), a ampliação do contingente de policiais militares no local.

Após a visibilidade alcançada pelo tema, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo instalou um posto móvel de atendimento aos usuários, na rua Barão de Piracicaba, para receber as denúncias direto da fonte.

O Ministério Público quer apurar os casos passados de violência e tem se reunido com o comando da PM para evitar novas denúncias.

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Noticias

Bancada evangélica vai à PGR contra Haddad

 

 

Por Eduardo Bresciani | Agência Estado – 10 horas atrás

Pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, teve hoje sua conduta questionada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) por deputados da frente parlamentar evangélica. Eles reclamam que o ministro não respondeu a perguntas sobre a distribuição de preservativos em escolas públicas e dão a tônica de debates que o ministro terá de enfrentar com núcleos religiosos durante sua campanha. A reportagem entrou em contato com a assessoria do Ministério da Educação, mas não obteve resposta.

“Nossa iniciativa não tem esse objetivo eleitoral, mas é provável que algum adversário dele na campanha em São Paulo possa exigir essas explicações porque parece que ele sempre está escondendo informações sobre estes assuntos. No outro caso nós tivemos até de apelar diretamente à presidente Dilma Rousseff”, disse o tucano João Campos (PSDB-GO), um dos autores da representação, coordenador da bancada evangélica.

A representação junto à procuradoria foi protocolada por Campos e pelo deputado Paulo Freire (PR-SP), também da frente parlamentar evangélica.

Entre as perguntas dos parlamentares estão dúvidas sobre a faixa etária dos alunos que terão acesso à máquina, se haverá consulta aos pais e qual o objetivo do governo com o programa. Fazem questões ainda sobre os custos para a implantação do programa.

Embate

O ministro Fernando Haddad já teve outros conflitos com a bancada evangélica. O maior deles aconteceu no ano passado, quando o ministério preparava um material de combate à homofobia para ser distribuído nas escolas do País.

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curiosidades

Como se fossem bebês, cães entendem humanos, diz estudo

 

DO "NEW YORK TIMES"

The New York TimesMuitas pessoas conversam com seus cachorros como se estivessem se dirigindo a seus filhos. Agora, um novo estudo relata que esses animais têm uma compreensão de uma criança de seis meses a um ano de idade, sendo capazes de compreender a comunicação humana e interpretar intenções de forma correta.

Pesquisadores da Hungria, que publicaram o estudo na revista "Current Biology", mostraram dois vídeos a um grupo de cães.

No primeiro, uma mulher diz "olá, cão", enquanto olha diretamente para a câmera. A mulher então se vira em direção a um contêiner, e o cão segue seu olhar.

Ben Stansall/AFP

Pesquisadores da Hungria dizem que compreensão de cão é equivalente a bebês de seis meses a um ano de idade

Pesquisadores da Hungria dizem que compreensão de cão é equivalente a bebês de seis meses a um ano de idade

No entanto, quando a mulher olha para baixo, e não para a câmera, e pronuncia a mesma frase, o cão não segue seu olhar subsequente.

Para os estudiosos, os cães captam a diferença sutil no comportamento da mulher nas duas situações, diz Adam Miklosi, biólogo comportamental da Universidade Eotvos Lorand de Budapeste, na Hungria, e um dos autores da pesquisa.

O estudo mostra que os cães são capazes de "ler" o comportamento humano, acredita o pesquisador, como os humanos em sua primeira infância.

"Os cães são funcionalmente similares a um bebê", compara Miklosi. "Não sabemos como a mente canina lida com o problema, mas deve ser provavelmente uma maneira diferente do bebê".

Os cães presumivelmente adquiriram esta habilidade após gerações de domesticação. "Estar numa família humana confere aos cães a habilidade de interagir de forma humana", diz Miklosi.

"Você realmente pode tratar seu cão como uma espécie de bebê, coisa que não faria com um bode ou outro animal doméstico", explica.