Com 3.000 anos, tumba de cantora é descoberta no Egito

17/01/2012 – 11h41

folha.com

DA ASSOCIATED PRESS

Arqueólogos egípcios e suíços encontraram uma tumba de mais ou menos 3.000 anos que pertencia a uma cantora. A descoberta foi feita no Vale dos Reis, no Egito.

Essa é a única tumba de uma mulher sem parentesco com as famílias reais achada na região, segundo Mansour Boraiq, do Ministério das Antiguidades.

France Presse

Caixão da cantora Nehmet Bastet foi encontrado intacto no Vale dos Reis, em Luxor, no Egito

Caixão da cantora Nehmet Bastet foi encontrado intacto no Vale dos Reis, em Luxor, no Egito

O Vale dos Reis, em Luxor, é uma importante atração turística. Foi lá que, em 1922, arqueólogos acharam a máscara funerária dourada de Tutancâmon, que governou a região até 1323 a.C.

Segundo Boraiq, o caixão da cantora está surpreendentemente intacto.

Quando ele for aberto, nesta semana, os cientistas devem achar uma múmia e uma máscara moldada sobre seu rosto, feita com camadas de tecido e gesso.

O nome da cantora, Nehmes Bastet, quer dizer que ela era "protegida" pela divindade felina Bastet.

A tumba foi achada por acaso, segundo Elena Pauline-Grothe, diretora de escavações no Vale dos Reis pela Universidade de Basileia. "Não estávamos procurando novas tumbas. Essa estava perto de outra descoberta há cem anos."

As inscrições achadas no local indicaram que a mulher era cantora no templo de Karnak, um dos mais famosos da era dos faraós.

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Padre das multidões é afastado por usar bíblia nas missas? Será?

 

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GOSPEL Foto/Imagem Padre das multidões é afastado por usar bíblia nas missas? Será? Noticias Religião

O que levou a Arquidiocese de Goiânia a punir com o isolamento o padre Luiz Augusto, responsável por celebrar missas que reuniam milhares de pessoas e arrecadavam o maior dízimo do Estado

Durante 15 anos, a comunidade católica de Goiânia (GO) conviveu com um fenômeno de comunicação religiosa. Adepto do movimento Renovação Carismática, que tem no padre Marcelo Rossi seu expoente mais estrelado, o sacerdote Luiz Augusto Ferreira da Silva, 51 anos, transformou a paróquia Sagrada Família em referência de devoção no Estado. Todo domingo, o local era frequentado por cerca de 20 mil pessoas ávidas por presenciar o dom da oratória, os cânticos e os conselhos daquele que é chamado de evangelizador das multidões. Mensalmente, eram recolhidos ali R$ 450 mil em dízimo (a maior arrecadação de Goiás, segundo atestam religiosos do Estado). Projetos sociais que ofereciam distribuição de cestas básicas, acolhida a moradores de rua e ajuda a dependentes químicos, só para citar três deles, conseguiam recursos na esteira do sucesso de público da Sagrada Família.

Faz três meses, porém, que o padre Luiz Augusto, que administrou a Sagrada Família por 15 anos até o ano passado, teve restringido o seu contato com os fiéis por imposição da Arquidiocese de Goiânia. Transferido em maio de 2011 para a Atos, uma comunidade evangelizadora para leigos localizada em uma chácara de difícil acesso, a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade, ele construiu no local um galpão com capacidade para três mil pessoas para seguir celebrando. E assim o fez por cinco meses até que, obedecendo a uma ordem do arcebispo de Goiânia dom Washington Cruz, assinou um documento que o proibia de celebrar missas para o público – estando autorizado, apenas, a rezar para as pessoas que morassem na comunidade – e suspendia as suas participações em um programa de rádio e outro de tevê. Des­de então, católicos e a Arquidiocese de Goiânia estão em rota de colisão.

GOSPEL Foto/Imagem Padre das multidões é afastado por usar bíblia nas missas? Será? Noticias Religião

“Trata-se de um caso de nítida perseguição a esse sacerdote, um líder nato que arrebanha multidões, mas causa inveja e ciúme”, diz a odontopediatra Soraya Sebba Chater, que criou uma comunidade virtual de apoio ao padre. Ela foi uma das cinco mil pessoas que participaram de um abaixo-assinado em prol da permanência do pároco na Sagrada Família e tem uma irmã que saiu em passeata pelas ruas da capital goiana, com outros seis mil fiéis, defendendo a mesma causa. “O público se manifesta, canta, há uma grande euforia nas pregações do padre Luiz Augusto. E os superiores dele veem nisso um excesso”, afirma a administradora Maria Dulce Loyola Teixeira, 60 anos, que também relata a indignação dos fiéis em um blog. A Diocese de Goiânia, por meio do padre Arthur da Silva Freitas, membro do conselho de presbíteros, nega que a liturgia empregada pelo sacerdote – ele usa a “Bíblia” e não os tradicionais folhetos em suas cerimônias – tenha motivado o seu afastamento das celebrações. Também nega a existência de desvios de conduta moral do padre ou de recursos financeiros em sua gestão. De acordo com Freitas, o motivo da correção se deu porque seu colega de sacerdócio não poderia celebrar na comunidade Atos, uma vez que ela não é uma paróquia, mas sim uma capelania. “Criar paróquia é tarefa do bispo. As pessoas estavam seguindo o padre e não a Igreja”, diz o representante da arquidiocese. Um sacerdote paulista, que é funcionário do Tribunal Eclesiástico de São Paulo, porém, discorda da argumentação dos que puniram o padre Luiz Augusto. “Se eu fosse capelão de um mosteiro, por exemplo, eu poderia celebrar para o público de fora. Bastaria eu seguir a regra do local e não fazer da missa um show”, afirma, preferindo não se identificar. “Eu acredito que o afastamento dele deve ter partido de uma regra disciplinar do próprio bispo local.”

No meio desse imbróglio, o evangelizador das multidões, desde outubro, só celebra para menos de cem moradores da comunidade. Segundo a arquidiocese, Luiz Augusto não perdeu as funções de pároco, mas se encontra em um processo de “correção da postura pastoral”. Encontros quinzenais entre ele e o bispo auxiliar de Goiânia, dom Waldemar Passini Dalbello, fazem parte dessa fase. “Sinceramente, não vejo motivo para eu seguir afastado”, disse o sacerdote à ISTOÉ. “Passei pela Canção Nova (comunidade), onde padres celebram normalmente. Vejo o mesmo na Shalom. Eu não escolheria vir para cá, quando fui transferido da Sagrada Família, se soubesse que aqui eu não poderia celebrar. Faltou orientação.” O religioso não esconde a tristeza com a atual situação. “Se a arquidiocese tem a intenção de me corrigir, me ajudar, tudo bem. Mas seria falso se dissesse que estou contente”, afirma. “Sei dos meus defeitos, mas tenho carisma e saudade de estar com o povo, de celebrar pelo menos aos domingos para as pessoas.” No fim do ano passado, o sacerdote chegou a escrever uma carta à arquidiocese solicitando uma liberação para rezar uma missa para o público no Natal e no Réveillon. O pedido foi negado. Pelo visto, a crise de vocações que assola a Igreja Católica não atinge a Arquidiocese de Goiânia.

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Fonte: Revista Isto é |Mídia Gospel

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