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Ministério Público censura cartilha distribuída a professores com visão cristã da sexualidade

Profile photo of Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas– Gnoticias.com – em 1 de dezembro de 2014

Ministério Público censura cartilha distribuída a professores com visão cristã da sexualidadeO Ministério Público do Rio de Janeiro determinou a suspensão da distribuição de uma cartilha com conteúdo sobre sexualidade por considerá-la “homofóbica”.

O material produzido pela fundação católica Jérôme Lejeune e Comissão Nacional da Pastoral Familiar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vinha sendo distribuído a professores estaduais.

O pedido de retirada da cartilha foi feito por um grupo denominado Ilè Obà Òyó, que trabalha com pesquisas sobre diversidade para o programa de pós-graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

De acordo com informações do jornal O Globo, a cartilha chamada “Chaves para a bioética” defende preceitos que contrariam a “teoria de gênero”, seguindo a linha de pensamento adotada pela Igreja Católica, que define a homossexualidade como pecado e repudia a ideia de que o gênero (masculino ou feminino) deve ser autodeterminado pelo indivíduo a partir de sua orientação sexual (hetero, homossexual, bissexual, transgênero, etc.).

A censura do MP à cartilha se deu porque um dos textos anexo afirma que “a teoria de gênero subestima a realidade biológica do ser humano. Reducionista, supervaloriza a construção sociocultural da identidade sexual, opondo-a à natureza”.

Os pesquisadores do Ilè Obà Òyó que denunciaram a cartilha se queixaram de supostas ironias em algumas ilustrações sobre orientação sexual que existem no material.

O Ministério Público disse que a censura da cartilha visa “neutralizar qualquer conteúdo eminentemente religioso” nos materiais distribuídos na rede pública de ensino. A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital considerou “o conteúdo discriminatório (homofóbico e machista)” e determinou que seja feita uma campanha de esclarecimento sobre o assunto em toda a rede estadual, visando frisar “a necessidade de respeito a todos modelos familiares e orientações sexuais”.

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Eleito deputado federal, Irmão Lázaro diz que lutará contra a homofobia: “Pessoas são livres”

Profile photo of Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas -gnoticias.com- em 26 de novembro de 2014

Eleito deputado federal, Irmão Lázaro diz que lutará contra a homofobia: “Pessoas são livres”O cantor Irmão Lázaro (PSC-BA), eleito deputado federal com mais de 161 mil votos, afirmou que apesar de sua crença a respeito da homossexualidade, vai lutar para reduzir a violência praticada contra gays no país.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Lázaro se descreveu como um “conservador”, afirmou ser contra a descriminalização da maconha e ressaltou que usará seu mandato para defender a família “no modelo de Deus, homem e mulher”.

O ponto de vista expressado a respeito da homossexualidade é o mais equilibrado possível dentro do cenário de tensões criadas sobre o tema. O próprio Lázaro afirma que sua postura é “estranha do ponto de vista religioso”, mas defenderá a liberdade individual: “Se quiserem viver juntos, isso deve ser respeitado. Tem que se entender que homossexualismo é pecado, mas as pessoas são livres”.

Atualmente, Irmão Lázaro tem quase 8 milhões de seguidores nas redes sociais, e hoje é o parlamentar com mais expressividade nessa área. Na Câmara, o segundo colocado é o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), com 1,9 milhões de seguidores, seguido pelo ativista gay Jean Wyllys (PSOL-RJ), que tem pouco mais de 800 mil inscritos em suas páginas.

A título de comparação, Irmão Lázaro tem 17 vezes mais seguidores nas redes sociais do que o deputado mais votado do Brasil, Celso Russomano (PRB-SP), que obteve 1,5 milhão de votos e tem pouco mais de 460 mil seguidores.

Irmão Lázaro foi integrante do Olodum, e hoje é pastor da Igreja Batista Lírio dos Vales, em Salvador (BA). À Justiça Eleitoral, declarou bens na casa de R$ 4,7 milhões, construído a partir da carreira na música gospel e nos empreendimentos que abriu. “Tenho uma história de superação que as pessoas veem como inspiração […] Cheguei a viver nas ruas, comendo lixo”, resume o cantor, pastor e deputado federal.

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No debate da Record, Levy Fidelix afirma que “dois iguais não fazem filhos”; Pastor Silas Malafaia comenta: “Verdade absoluta”; Assista

Avatar de Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas – gmais – em 29 de setembro de 2014
No debate da Record, Levy Fidelix afirma que “dois iguais não fazem filhos”; Pastor Silas Malafaia comenta: “Verdade absoluta”; AssistaO penúltimo debate entre os principais candidatos à presidência da República foi realizado ontem, 28 de setembro, pela TV Record, e uma declaração de Levy Fidelix (PRTB) causou rebuliço nas redes sociais.Perguntado por Luciana Genro (PSOL) sobre a prevenção contra a morte de homossexuais, Fidelix disse abertamente ser contra a prática homossexual e criticou o uso político do tema que muitos ativistas gays fazem.

“Olha minha filha, tenho 62 anos e pelo que eu vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais: desculpe, mas aparelho excretor não reproduz. É feio dizer isso, mas não podemos jamais gente – eu que sou um pai de família, um avô – deixar que tenhamos, esses que aí estão, achacando a gente no dia a dia, querendo escorar essa minoria na maioria do povo brasileiro. Como é que pode, um pai de família, um avô, ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto. Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô, que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, seu neto”, disse o candidato.

O pastor Silas Malafaia repercutiu a declaração do candidato e demonstrou ter se divertido com as afirmações: “Levy Fidelix no debate da Record: 2 iguais não fazem filhos, e digo mais, aparelho excretor não reproduz kkk Estão reclamando? Verdade absoluta […] Kkkkk verdade virou homofobia kkkkkk muito kkkkkk […] Vou dormir rindo, esse Levy Fidelix kkkkkkkkkkk bom sono a todos kkkkkk Vida longa aos meus inimigos para assistirem minhas vitórias kkkkkk”, escreveu o pastor no Twitter.

Um dos principais aliados de Luciana Genro e também um dos principais inimigos públicos de Malafaia, o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys, também comentou a fala de Fidelix e prometeu que estudará se pode processá-lo.

“Discurso de ódio contra LGBTs proferido por Levy Fidélix e motivado por uma mistura nauseante de estupidez, homofobia e demagogia vulgar! Vou avaliar se é possível representar contra Levy Fidélix por sua ofensa a uma coletividade e por estimular a violência contra esta. Como pode um sujeito como esse (que também se referiu aos usuários recreativos de maconha como ‘drogados’) ser candidato presidencial? Acho que Luciana ficou perplexa e os demais, ainda que constrangidos, silenciaram. Isso, mais o riso da plateia, mostram bem uma coisa: Os fatos ocorridos durante o debate entre os presidenciáveis mostram bem como esse tipo de violência contra LGBTs é socialmente aceito! Levy Fidélix não se dá conta de que a sua existência contraria sua tese de que ‘aparelho excretor não reproduz’”, atacou o ex-BBB.

httpv://www.youtube.com/watch?v=1PzdB0rl_4o