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Pastores alertam para riscos à sociedade em novo governo petista e cobram seriedade de Dilma; Confira

Profile photo of Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas – gnoticias – em 28 de outubro de 2014

Pastores alertam para riscos à sociedade em novo governo petista e cobram seriedade de Dilma; ConfiraA reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) para mais um mandato de quatro anos à frente do Brasil despertou pastores protestantes e os motivou a publicarem artigos e cartas abertas à mandatária, expressando suas preocupações.

O teor comum a todos os textos é de preocupação com os rumos da nação e temor com o processo – já em andamento, segundo muitos estudiosos – de implantação de um regime marxista disfarçado de democracia no Brasil.

O pastor presbiteriano Mauro Meister publicou o artigo “Reflexões esparsas pós resultados eleitorais” no blog O Tempora, O Mores. O texto expressa, de forma embasada, os mesmos alertas feitos por líderes pentecostais como Silas Malafaia e Marco Feliciano (PSC-SP), entre outros.

Para Meister, os maiores riscos a que a sociedade brasileira está exposta a partir da reeleição de Dilma Rousseff virão a médio e longo prazo.

“Corremos perigos? Sim! Imediatos? Nem tanto, mas, ainda assim, crescentes e rápidos. Minha percepção, por conta da ideologia e ações recentes, é que o partido no governo não preza a democracia. Sua origem de luta contra a ditadura de direita não o coloca na categoria democrática. Seus ideólogos gramicianios tem sido bem sucedidos, a despeito de seus líderes populares terem se embebedado com a glória do poder e suas riquezas”, escreveu Meister.

O gramscismo, como ficou conhecida a estratégia idealizada por Antônio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano, é a proposta de ocupar o Estado e o que ele chamou de “forças vivas” – mídia, igrejas e sistema econômico – de um país de forma gradual, com adeptos do comunismo/marxismo, para promover uma revolução silenciosa e converter os adeptos de ideais tradicionais em pessoas doutrinadas às suas propostas.

“Para que o projeto acima dê certo, é necessário um aparelhamento do Estado e, ao mesmo tempo, uma aparência de legitimidade democrática associada a conceitos de hegemonia de pensamento”, observou o pastor Meister.

Para o líder presbiteriano, “os mesmos que são acusados de ser ‘contra o partido’ (ex: Globo) são aqueles que promovem as causas dessa consolidação de pensamento: insistência no governo para as supostas minorias (negros, gays, mulheres como oprimidas, os sem terra) causa aborcionistas, desarmamento, etc. (vejam as ênfases no discurso da vitória da presidente)”.

“Tudo isso serve como uma quebra dos chamados valores tradicionais (mantidos pelas ‘elites’) e o surgimento de uma nova hegemonia de pensamento (quem foi o representante da juventude?)”, acrescentou o pastor Meister, fazendo referência ao deputado federal e ativista gay Jean Wyllys (PSOL-RJ), indicado por Dilma para ser o elo entre o governo e os jovens do país.

Outro ponto foi destacado por Meister em seu texto e apontado como essencial para a implementação do projeto que se convencionou chamar de “aparelhamento do Estado” ser bem sucedida: educação.

“A educação brasileira já está totalmente aparelhada, mas os que estão dentro, muitas vezes não percebem. Quanto mais ignorantes (aqueles que ignoram), melhor! Não há real interesse em que exista pensamento autônomo, no sentido do indivíduo que pensa por si mesmo (ainda que este seja o discurso da educação há décadas), mas no indivíduo que aja com a massa, como uma torcida, liderada pelos Conselhos Populares. Enquanto os cristãos deveriam lutar por uma educação heteronormativa (no caso, segundo a norma de Deus), as políticas governamentais tem sido sistematicamente opostas. Nossos filhos vão para a escola e voltam para casa achando que todos os tópicos citados acima são o certo e o verdadeiro, o contrário do que seus pais caretas e suas igrejas ensinam”, observou Meister

O teólogo e pastor presbiteriano Antônio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz, também se posicionou e publicou uma carta aberta à presidente reeleita, cobrando dela ações que atendam ao interesse da sociedade e respeitem a dignidade humana.

“Presidente Dilma, em seu governo e no do seu antecessor mais de 600 mil pessoas – a maioria esmagadora, pobres -, tiveram a vida interrompida pelo crime. Números de guerra civil. Milhões de brasileiros olham diariamente para o porta retrato de parentes amados que foram arrebatados do seu convívio por terem nascido num país que deixa matar. Jazem em nossas prisões quase 600 mil seres humanos, vivendo em masmorras medievais, com características de campo de concentração nazista, num país cuja presidente afirma conhecer a dura realidade do cárcere, por já ter passado por ele”, destacou o pastor Costa.

Com uma ênfase bem menos “ideológica”, Costa se ateve às necessidades emergenciais da sociedade brasileira e as possíveis soluções práticas.

“Apesar de toda essa sorte de graves problemas sociais, que geram sofrimento para milhões e instabilidade política num país agora bastante dividido, reportagem recente da Folha de S. Paulo (29/09), entretanto, prova que mais de 40% das promessas que Vossa Excelência fez em 2010 não foram cumpridas até hoje. Faço um apelo à Vossa Excelência. Apresente ao país – de modo claro que até o brasileiro mais humilde possa entender -, suas metas de governo e prazos para a realização do que foi prometido. Presidente, é fato, provado pela falta de infraestrutura que esteja à altura do nosso poder econômico, que o Estado brasileiro precisa ser gerido com mais eficiência, princípio constitucional basilar da administração pública”, cobrou o pastor.

Já o pastor Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ) falou sobre a distorção feita pelo PT do princípio de assistência social, que foi transformada em uma ferramenta de manipulação.

“Por favor, pare de usar políticas públicas como instrumento de perpetuação do seu partido no poder. Sei que o “Bolsa Família”, “Minha casa minha vida” e outros programas são extremamente importantes para parte do povo brasileiro, contudo, oferecer programas assistencialistas sem proporcionar uma ‘porta de saída’ àqueles que vivem na pobreza é desumano e desleal”, disparou Vargens.

O artigo do pastor acrescenta que é importante que Dilma respeite as características e princípios do povo e interrompa a iniciativa de forçar uma mudança de comportamento e pensamento sobre questões morais na sociedade.

“Por gentileza, valorize e respeite a família brasileira. As estatísticas dizem que a esmagadora maioria da população é conservadora. A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo revelou por exemplo que 79% dos eleitores brasileiros são contra a descriminalização da maconha, e apenas 17% a favor. Se não bastasse isso: 79% da população  são contrários ao aborto e 16%, favoráveis. A maioria também rejeita o casamento gay: 53% a 40%. Quanto o assunto é a pena de morte a população está dividida  46% defendem a medida, e 49% a rejeitam. Já a redução da maioridade penal tem o apoio de oito em cada dez brasileiros”, exigiu o pastor.

Renato Vargens também enfatizou questões ideológicas ligadas às motivações do Partido dos Trabalhadores em seu texto, e afirmou que não é aceitável que a presidente do Brasil refira-se a perseguidores de cristãos, como os terroristas do Estado Islâmico, como “pessoas de bem”.

Ao final de seu artigo, Vargens lembrou do mais recente escândalo de corrupção e cobrou firmeza de Dilma: “Por favor preserve a Petrobrás. Vossa excelência tem a responsabilidade de cuidar do patrimônio da nação. Presidente, chega de escândalos, de roubos, de desvio de dinheiro público”.

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Fenômenos naturais e renúncia do Papa levam a perguntas sobre o fim do mundo; Pastores falam sobre o tema: “Deus está no controle”

 

Publicado por Tiago Chagas :

Fenômenos naturais e renúncia do Papa levam a perguntas sobre o fim do mundo; Pastores falam sobre o tema: “Deus está no controle”

A ocorrência de diversos fatos peculiares, como o meteorito (foto) que caiu na Rússia, ou a renúncia do Papa Bento XVI, suscitou indagações a respeito de um eventual início do fim dos tempos, e motivou dois líderes evangélicos a publicarem artigos sobre as questões levantadas.

“O Papa renuncia. Leis são modificadas às pressas para que o conclave para eleger o novo pontífice aconteça bem antes do previsto. Meteoros rasgam o céu de várias partes do mundo, inclusive do Brasil. Um deles cai na Rússia causando grande estrago e ferindo mais de mil pessoas.  Cientistas anunciam a chegada de uma supertempestade solar que poderá danificar um em cada dez satélites e provocar sérios problemas na comunicação e nas redes elétricas. Poderão ocorrer apagões em todo o mundo. A supertempestade será avisada com apenas meia hora de antecedência.  E para completar o cenário, esta semana cem mil golfinhos foram flagrados migrando da região próxima de San Diego, Califórnia. É comum vê-los em grupos de até 200 indivíduos. Mas nunca se registrou uma migração tão grande. Ainda não se sabe para onde estariam indo. Sabendo que eles são dotados de sensibilidade ímpar, fica a pergunta: o que eles sabem que nós ainda não percebemos? O que estariam avisando? De quê estariam fugindo?”, questiona o bispo anglicano e teólogo Hermes C. Fernandes, num artigo publicado em seu site.

Já o pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, entende que o princípio de pânico já é algo comum entre as pessoas: “Pois é, volta e meia nós ouvimos alguém gritar: O fim do mundo chegou! Na verdade, basta um cataclisma acontecer ou uma tragédia vir sobre parte da humanidade que muitos começam a advogar de que o mundo está prestes a acabar”.

Segundo ele, “a preocupação com fim o do mim é coisa antiga”, e fruto de interpretações equivocadas das passagens bíblicas que falam sobre o assunto: “No reveillon de 999 muitos europeus aguardavam o apocalipse. A crença no fim do mundo no ano 1000 vinha de uma interpretação literal de um dos textos bíblicos, o Apocalipse de João. Ali se lê que ‘depois de se consumirem mil anos, Satanás seria solto da prisão’ para ‘seduzir as nações do mundo’”.

Vargens desaconselha que se dê atenção demasiada a especulações sobre o tema, e pontua que a mensagem do Evangelho é a salvação e a missão do cristão é divulgar essa mensagem.

“A Bíblia nos ensina a ficarmos de olho nos sinais que antecedem a volta de Cristo, no entanto, existe uma enorme diferença entre observar o que acontece em nosso planeta e determinar o fim de todas as coisas. Cristo nos chamou a pregar o Evangelho da Salvação Eterna e não nos tornarmos detetives meticulosos tentando descobrir o dia final do planeta […] Vamos combinar uma coisa? Tem gente que se transformou em caçadores dos códigos esquecidos ou escondidos na Bíblia que apontam o data do fim do mundo. Infelizmente já teve até gente marcando a data da volta de Cristo! Ora, pessoas que agem desta forma correm o sério risco de tornar-se participantes ou disseminadores de heresias”.

O bispo Fernandes segue linha de raciocínio parecida, e sugere que se deva confiar em Deus e em sua sabedoria, a respeito do fim do mundo: “Muitos enxergam nesses eventos sinais que indicam a proximidade do fim dos tempos. Porém, prefiro crer que eles sejam o que Paulo chamou de ‘gemidos da criação’, ‘dores de parto’ de uma criação prenha, prestes a dar à luz a nova terra profetizada nas Escrituras (Rm 8:22). Não há com o que se preocupar em se tratando do futuro da criação. Deus a está conduzindo com Suas habilidosas mãos. Ele mesmo será o obstetra que fará o parto do novo céu e da nova terra, cuja gestação já dura quase dois mil anos, desde que o espírito de Cristo se rendeu na cruz e o seu corpo foi semeado na terra”.

Hermes Fernandes observa que “não há como precisar quando se dará isso” e cogita que o evento possa ocorrer “daqui alguns milhares de anos, ou quem sabe um par de dias”.

Confira a íntegra do artigo “Meteoros, super tempestade solar, migração de cem mil golfinhos, renúncia do Papa… O que está acontecendo com o mundo?”, do bispo Hermes C. Fernandes, neste link.
Confira a íntegra do artigo “Quando será o fim do mundo?”, do pastor Renato Vargens, neste link.

fonte: Gospel+