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“O Messias será revelado no Jubileu”, afirma proeminente rabino em Israel

Atualmente, a comunidade judaica em Israel não observa o ano do Jubileu.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO ISRAEL365 NEWS
Imagem ilustrativa de judeus em Jerusalém. (Foto: Cristina Gottardi/Unsplash)
Imagem ilustrativa de judeus em Jerusalém. (Foto: Cristina Gottardi/Unsplash)

Em um estudo na semana passada em Jerusalém, Yekutiel Fish, um proeminente rabino do misticismo judaico — que tem a Cabala como principal linha — apontou que o próximo ano Jubileu será o último antes da chegada do Messias, informou o site Israel365 News.

“Estamos agora no mês de Shevat (entre janeiro e fevereiro) na véspera do Messias. Se acontecer de você ouvir um shofar, não fique alarmado ou confuso. É apenas a chegada do Messias”, brincou o rabino Fish.

Fish observou que o próximo ano judaico, 5783, será um ano do Jubileu. Atualmente, pelo calendário judaico, estamos no ano 5782, que terá fim em setembro.

Atualmente, na ausência de um tribunal judaico como o Sinédrio, a comunidade judaica em Israel não observa o ano do Jubileu. De acordo com a tradição judaica, o restabelecimento do ano jubilar conforme as especificações bíblicas é parte do processo messiânico.

O ano atual, 5782, é um ano de Shemitá, também conhecido como Ano Sabático. Conforme Levítico 25, depois de sete ciclos de Shemitá, após 49 anos, o 50º ano é Jubileu.

A observância do ano do Jubileu foi interrompida quando as 10 tribos foram exiladas há aproximadamente 2.700 anos. Antes dessa época, os judeus aplicavam as leis do Jubileu, como a libertação de escravos e a devolução de propriedades.

Messias e o Jubileu

Para o rabino Fish, “o Messias será revelado no Jubileu”. Vale lembrar que os judeus não reconhecem Jesus Cristo como Messias e aguardam a vinda de outro, o que alguns estudiosos cristãos apontam como o anticristo.

No entanto, Fish lamenta: “Atualmente estamos contando e observando o Shemitá sem nenhum Jubileu. Sabemos que o Messias virá no 85º Jubileu, mas, sem contar o Jubileu, estamos cancelando sua chegada. O Jubileu deixou de existir”.

Fish então citou uma declaração de Oren Evron, outro importante rabino para o misticismo judaico em Jerusalém: “A cada sete dias desde a criação do mundo tem sido Shabat. A cada sete anos desde a criação do mundo tem sido Shemitá.”

Sendo assim, ele observou que o ano atual, 5782, é o 826º ano de Shemitá desde a criação do mundo e o próximo ano seria o 118º Jubileu.

Rumores de guerra

Os rabinos ensinam que o Messias vem no ano seguinte ao Shemitá, explica Fish, mas também ensinam que “o ano Shemitá trará guerras”.

O líder judaico observou que a gematria (numerologia hebraica) da frase “במוצא שביעית בן דוד בא” (em português: depois da chegada do Shemitá o Messias/filho de Davi vem) é precisamente 1.000.

“Mil mais 118, o número de jubileus desde a criação, é igual a 1.118, que na gematria é a primeira linha de Shemá Israel (as duas primeiras palavras da seção da Torá), declarando que Deus é rei e Deus é um”, disse o rabino Fish. “Depois do Messias, após este Jubileu, o mundo inteiro reconhecerá que Deus é rei e Deus é um.”

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Estudiosas questionam se Maria Madalena era mesmo de Magdala e se foi uma prostituta

Elas dizem que considerar ‘Madalena’ como um título honorífico é algo que restaura sua dignidade e faz com que ela seja vista por uma nova visão.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE RELIGION NEWS SERVICE
Arqueóloga Dina Avshalom-Gorni trabalhando numa sinagoga descoberta em Migdal, Israel, em 2009. (Foto: Cortesia da Universidade de Haifa e Yoli Schwartz/ Autoridade de Antiguidades de Israel)
Arqueóloga Dina Avshalom-Gorni trabalhando numa sinagoga descoberta em Migdal, Israel, em 2009. (Foto: Cortesia da Universidade de Haifa e Yoli Schwartz/ Autoridade de Antiguidades de Israel)

Arqueólogos que escavavam perto da cidade israelense de Migdal, também conhecida como Magdala, encontraram restos de uma sinagoga do primeiro século.

A descoberta dessa sinagoga na cidade, que fica na margem ocidental do mar da Galiléia, é certamente significativa e acrescenta evidências tangíveis da vida judaica na Palestina do primeiro século, na época do ministério de Jesus.

Mas, duas estudiosas dos EUA e do Reino Unido estão questionando a rápida suposição de que a cidade é o local de nascimento de Maria Madalena, uma das primeiras seguidoras de Jesus e a primeira testemunha de sua ressurreição.

Sobre o nome “Magdala”

Em um artigo publicado no mês passado, Elizabeth Schrader, estudante de PhD da Duke University, e Joan Taylor, professora do King’s College, em Londres, argumentam que a suposição de que Magdala se refere ao local de origem de Maria é inteiramente especulativa.

Elas acreditam que “Madalena” pode muito bem ser um título honorífico das raízes hebraicas e aramaicas para os termos “torre” ou “magnificar”.

Assim como o apóstolo Pedro recebeu o epíteto de “rocha” (“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”), Maria poderia muito bem ter adquirido o título “Madalena” que significa “torre da fé” ou “ Maria, a magnificada.”

Sobre o nome “Magdala”, o doutor em arqueologia bíblica, Rodrigo Silva, também diz que “pode vir do aramaico magdalah que significa ‘grandioso’ ou, literalmente, ‘grande lugar’, mas pode vir do hebraico maghdal que significa ‘torre’ ou ‘farol’”, disse.

“Embora tenha havido várias maneiras de entender seu nome, nenhum autor anterior ao século VI a identifica como vindo de um lugar ao lado do mar da Galiléia”, escreveram as autoras na edição de dezembro do Journal of Biblical Literature.

“Vários autores antigos realmente entendiam que o apelido de Maria estava enraizado em seu caráter e não em sua proveniência”, apontou Joan.

‘Maria Madalena não foi uma prostituta’

Além disso, o artigo de Elizabeth e Joan considera algumas questões. Elas dizem que as pessoas confundiram Maria Madalena com uma prostituta e dizem que foi marginalizada pelos pais da igreja primitiva.

Estudiosos estão reexaminando os Evangelhos e escritos cristãos primitivos num esforço para recuperar a verdadeira Maria Madalena da figura diminuída que ganhou ao longo dos séculos.

Como as duas demonstram, não havia consenso sobre Maria ou suas origens na antiguidade. Na verdade, havia vários locais chamados Migdal em toda a Judéia e Galiléia. O historiador cristão do século IV, Eusébio, achava que Magdala era uma cidade da Judéia, não da Galiléia.

Mais tarde, durante a era bizantina e, especialmente, durante o período das Cruzadas dos séculos XI a XIII, uma cidade perto do mar da Galiléia conhecida inicialmente como “el-Mejdal” tornou-se um local de peregrinação cristã conhecido como Magdala, como é conhecido até os dias de hoje.

“O que estamos dizendo é que não era um local na época de Jesus”, disse Joan Taylor. “Naquela época, havia uma cidade chamada “Tarichaea”, mencionada por Josefo e Plínio. Mas nunca foi chamado Magdala no período romano”, continuou.

Interesse em associar Maria Madalena à cidade de Magdala

Em um comunicado anunciando a escavação da sinagoga, a diretora de escavações da Universidade de Haifa, Dina Avshalom-Gorni, disse: “Podemos imaginar Maria Madalena e sua família chegando aqui na sinagoga, junto com outros moradores de Migdal, para participar de eventos religiosos e comunitários”.

Para alguns, enraizar Maria na cidade de Magdala é importante. “Arqueólogos precisam de financiamento para suas escavações. Se eles puderem conectar seu trabalho a uma figura ou evento bíblico, o financiamento privado e institucional começará a chegar”, justificou Joan.

Por outro lado, ela explica que situar Maria em Magdala, erroneamente, fecha a porta para o legado de Maria. “Considerar ‘Madalena’ como um título honorífico é algo que restaura sua dignidade e faz com que ela seja vista por uma nova visão”, concluiu.

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A China dominará o mundo? Historiador explica que não, com base nas profecias de Daniel

Rodrigo Silva acredita que o próximo reino global será o de Cristo.
FONTE: GUIAME, CRIS BELONI
Rodrigo Silva, arqueólogo e historiador. (Foto: Reprodução/YouTube)
Rodrigo Silva, arqueólogo e historiador. (Foto: Reprodução/YouTube)

Segundo o arqueólogo e historiador Rodrigo Silva, numa publicação recente em seu canal no YouTube, a atual supremacia chinesa não garante que essa nação dominará o mundo. “Eu sei que pode até parecer um ‘suicídio intelectual’ afirmar que a China não vai dominar a cultura mundial”, disse o arqueólogo que justifica sua resposta usando a Bíblia.

Ele acredita que muitas profecias contidas nas Escrituras já foram cumpridas e as que ainda faltam, vão se cumprir à risca. “Aguardo o cumprimento das profecias, não me baseando no achismo, mas numa fé que é racional”, disse.

O livro de Daniel e o futuro da humanidade

Rodrigo Silva aponta para o livro de Daniel como sendo a fonte das respostas mais coerentes quando a pergunta é relacionada ao domínio mundial. Ele ressalta que esse livro já foi reconhecido tanto pela arqueologia atual, já que seus manuscritos foram encontrados nas cavernas de Qumran, mar Morto, quanto pelo próprio Jesus, quando reconheceu Daniel como profeta. “Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel…” (Mateus 24.15)

Jesus estava respondendo aos discípulos sobre o tempo do fim e os sinais de sua volta. No “sermão profético”, como é conhecido o texto de Mateus 24, Cristo falou sobre diversos sinais que seriam destaque a partir de um período conhecido como Princípio das Dores. Terremotos, guerras, ódio e traição, falsos profetas, aumento da maldade e a pregação do Evangelho a todos os povos.

Sobre o governo do anticristo profetizado para o fim dos tempos, conforme Apocalipse 13.8, indicando a existência de um governo global, o arqueólogo também relaciona as profecias feitas por Daniel.

O profeta Daniel falou sobre os reinos globais que dominariam o mundo. Primeiro através do sonho do rei Nabucodonosor sobre a estátua feita de metais — ouro, prata, bronze, ferro e ferro misturado com barro (Dn 2.32) e segundo sobre a visão dos animais — carneiro e bode (Dn 8.4).

Profecias de Daniel

“Tu olhaste, ó rei, e diante de ti estava uma grande estátua: uma estátua enorme, impressionante, e sua aparência era terrível. A cabeça da estátua era feita de ouro puro, o peito e o braço eram de prata, o ventre e os quadris eram de bronze, as pernas eram de ferro, e os pés eram em parte de ferro e em parte de barro.” (Daniel 2.31-33)

O teólogo explica que o ouro representava a Babilônia, o reino mundial daquela época. Mas aquele reino seria substituído por outro mais fraco simbolizado pela prata, no caso o império Medo-persa. O bronze apontava para a Grécia e o ferro para Roma. A Bíblia profetiza sobre essa transição de governos através de símbolos, sonhos e visões.

“Em 538 a.C., Dario e Ciro se aliaram à Média e Pérsia [carneiro de dois chifres, conforme Dn 8.3], conseguiram desviar o curso do rio Eufrates e entraram na Babilônia no momento em que o filho do rei estava comemorando e bebendo vinho nas taças sagradas que tinham sido roubadas de Jerusalém. Ele foi morto naquela mesma noite e a arqueologia confirma isso. Foi a primeira transição de governo conforme o sonho da estátua”, explicou o arqueólogo.

Rodrigo também conta que, em 331 a.C., Alexandre, o Grande se destacou por desejar dominar o mundo. Seu exército era menor que o dos persas, ou seja, era inferior, por isso era representado pelo bronze. Esse império, a Grécia, foi dividido em quatro partes.

“De fato, quando Alexandre morreu seu reino se dividiu porque ele não deixou herdeiros. Os quatro generais Cassandro, Selêuco, Lisímaco e Ptolemeu dividiram o reino entre si. Depois disso, veio Roma [ferro] como a nação soberana do mundo”, explicou.

Qual será o próximo reino?

De acordo com a profecia, o próximo reino simbolizado por “ferro e barro” substituiria Roma. “E, como viste, o ferro estava misturado com o barro. Isso quer dizer que se procurará fazer alianças políticas por meio de casamentos, mas essa união não se firmará, assim como o ferro não se mistura com o barro.” (Daniel 2.43)

“A profecia diz que o último reino do mundo seria o ‘reino esfacelado’ de Roma. Quer dizer que nunca mais o mundo terá um reino unificado como foi no passado. A Europa de hoje, fragmentada, é justamente o Império Romano dividido”, apontou.

Rodrigo explica que a história da Europa toda é formada por várias tentativas de reunificação através de casamentos e que nenhuma delas deu certo, pelo contrário, só se via as monarquias caindo. “Também tentaram unir as nações através de batalhas e não deu certo”, lembrou citando Napoleão Bonaparte, Carlos Magno e Adolf Hitler.

“Mesmo com a profecia que fala do anticristo que está em Daniel e Apocalipse, não quer dizer que haverá novamente um império mundial como foi Roma, Babilônia, Grécia ou Pérsia. Nós continuaremos com esse reino dividido até o fim”, esclareceu concluindo que nem a China e nem outra nação terá um domínio global.

“Estamos aqui vivendo os dias dos ‘dedos da estátua’, olhando para trás e vendo que as profecias se cumpriram de maneira maravilhosa. Isso mostra que a Bíblia foi escrita por homens, mas a inspiração foi de Deus”, afirmou.

“Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído e que nunca será dominado por nenhum outro povo. Destruirá todos esses reinos e os exterminará, mas esse reino durará para sempre”. (Daniel 2.44)

“Eu sou um teimoso apaixonado pela Bíblia, mas não um apaixonado cego. Eu vejo tantas evidências de que as profecias foram se cumprindo ao ‘pé da letra’ que eu chego à conclusão racional de que esse livro não é um ‘conto da carochinha’. Se as profecias bíblicas se cumpriram até aqui, elas vão se cumprir até o fim. Ou seja, o próximo reino será o de Cristo que, conforme a profecia, é a pedra que se solta de uma montanha sem auxílio de mãos, e que ao rolar vai esmigalhar o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro”, finalizou.